Os dez melhores filmes de David Cronenberg

David Cronenberg é, sem exagero, um dos mais interessantes cineastas modernos. Felizmente ainda está em atividade. Fez (e ainda faz) filmes provocadores que, em diferentes momentos, compreenderam suas épocas como outros poucos. Das estranhas fusões entre carne e máquina, sempre banhado na psicologia, passou ao filme policial com brilhantismo em Marcas da Violência, à batalha de pensadores em Um Método Perigoso e ao resumo do mundo pós-crise de 2008 em Cosmópolis.

10) Scanners – Sua Mente Pode Destruir (1981)

Scanners são seres com o poder de ler a mente dos outros e até controlar pessoas. Os mais poderosos podem, como o vilão de Michael Ironside, até explodir cabeças. Há cenas icônicas, como o famoso duelo final.

9) Um Método Perigoso (2011)

Freud e Jung têm momentos tensos, outros de admiração, nesse filme apaixonante: o encontro de grandes pensadores – incluindo a Sabina Spielrein de Keira Knightley – em um mundo à beira do colapso.

8) Senhores do Crime (2007)

Basta a sequência da luta na sauna – um dos pontos altos do filme – para se ter ideia da grandeza dessa obra. Viggo Mortensen, como um policial infiltrado na máfia, tem talvez sua melhor atuação no cinema.

7) Os Filhos do Medo (1979)

Os pequenos monstros parecem crianças e foram criados pelos poderes da mente, por técnicas de terapia que envolvem um psicólogo poderoso e a mulher de outro homem, sequestrada para ser usada em suas experiências.

6) Cosmópolis (2012)

Robert Pattinson é um jovem apostador da Bolsa, bilionário que assiste sua riqueza crescer pela tela do computador. Em dia decisivo, ele precisa atravessar a cidade, a bordo de sua limusine, para cortar o cabelo.

5) Marcas da Violência (2005)

A vida pacata não durará muito. O protagonista é aterrorizado pelos demônios de seu passado ao matar dois bandidos em sua lanchonete. Os problemas retornam e ele tem de revelar sua verdadeira identidade.

4) Mistérios e Paixões (1991)

O vendedor pode ser um agente secreto. Sua máquina de escrever é o monstro que lhe entrega missões. Poderosa adaptação de Burroughs, uma imersão surrealista e aparentemente inadaptável ao cinema.

3) Gêmeos – Mórbida Semelhança (1988)

Envolve medicina, sexo, duplos, com um mergulho poderoso na relação dos irmãos vividos por Jeremy Irons. Eles são médicos e, a certa altura, ambos se relacionam com a mesma mulher (Geneviève Bujold).

2) Videodrome: A Síndrome Do Vídeo (1983)

Mais do que sobre a era do vídeo, é sobre a televisão, sobre um meio de manipulação e dor com doses de sexo típicas do diretor – e, de quebra, com as insinuações de Deborah Harry em uma personagem quase passageira.

1) Crash – Estranhos Prazeres (1996)

Obra-prima dos anos 1990 sobre um grupo de pessoas que recria famosos acidentes de carro e se excita com mutilações. James Spader deixa levar por esses “estranhos”, a começar pelo líder do grupo, vivido por Elias Koteas.

SOBRE O AUTOR:
Rafael Amaral é crítico de cinema e jornalista (conheça seu trabalho)

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Veja também:
Gêmeos – Mórbida Semelhança, de David Cronenberg

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