Listas

Dez grandes filmes sobre nossos tempos de violência

A lista abaixo agrupa filmes de diferentes épocas com algo em comum: todos oferecem retratos devastadores das consequências de uma sociedade violenta. Filmes que, mesmo com a aparência de certa gratuidade, não terminam na tela.

Violência ao Meio-Dia, de Nagisa Oshima

Duas mulheres mantêm uma relação estranha com um estuprador e assassino. Uma delas foi salva e abusada pelo criminoso, a outra se casou com ele. Relutam em entregá-lo à polícia. A certa altura, o filme leva a uma floresta, à abordagem do suicídio. Esse filme extraordinário de Oshima nem sempre é lembrado.

O diretor aposta em uma narrativa não linear, diferentes tempos que levam ao encontro das mesmas pessoas em cena. Começa como um filme policial, de abuso, segue a um drama em que as mesmas duas mulheres questionam seus papéis nessa sociedade insana. Até se aproximarem do suicídio, do impensável.

A Sangue Frio, de Richard Brooks

Do livro de Truman Capote, o filme é visualmente belo, com fotografia do mestre Conrad L. Hall. A música é de Quincy Jones. Brooks produziu e dirigiu. O próprio Capote confessou não ter gostado tanto do resultado final. Em cena, a viagem de dois assassinos rumo a um assalto que se transforma em massacre.

Interessante observar que Brooks dá a Robert Blake um papel profundo, e o mesmo não faz feio: seu homem, a despeito das aberrações praticadas, nunca chega a ser um monstro. O filme não é fácil. Essa jornada real, claro, não poderia terminar bem. Para complemento, vale assistir ao ótimo Capote, de Bennett Miller.

Se…, de Lindsay Anderson

Antes de ficar imortalizado pela imagem de Alex, em Laranja Mecânica, Malcolm McDowell entregou-se a outro rapaz violento nesse filme sobre a repressão em uma escola britânica, sob a ordem religiosa. Mescla cores com o preto e branco. Um estudo poderoso da revolta entre jovens.

Levou a Palma de Ouro em Cannes em 1969, um ano após o festival ser cancelado devido ao Maio de 68. Fica claro, pelo escolha, uma Palma alinhada àquele tempo, do novo contra o velho, sem julgamentos fáceis. Anderson fez outros bons filmes, nenhum à altura deste.

Cães Raivosos, de Mario Bava

Diferente de outros filmes que o fizeram famoso, no campo do terror sobrenatural, o mestre italiano vai aqui ao espaço do possível, da realidade, da violência. Aborda um sequestro, o confinamento de diferentes pessoas – bandidos e sequestrados – no interior de um carro. É sobre o tempo, sobre o suor visto em cada face.

Os homens são como cães: estão presos a uma certa condição. E nem as vítimas serão exatamente quem parecem ser. Entre os homens, ou cães, há uma mulher. O desejo pelo sexo surge facilmente, parte ao abuso, o que faz elevar a tensão. Um filme que merece ser descoberto e que prova a versatilidade de Bava.

Taxi Driver, de Martin Scorsese

O homem crê-se guiado por força maior para “limpar” a cidade da sujeira que assola. No táxi, vaga como um caubói, logo armado, com faca presa à bota, pistola acoplada a um dispositivo de metal que a faz correr pelo braço. Estará pronto – com o cabelo moicano – para enfrentar seus algozes, pronto para a guerra.

Certa noite, esse homem (Robert De Niro) quase atropela uma jovem prostituta (Jodie Foster). Aproxima-se da menina, deseja salvá-la. O roteiro é de Paul Schrader, que, diz a lenda, teria se inspirado em Rastros de Ódio, de Ford, no qual um pistoleiro percorre meio mundo para salvar a sobrinha, raptada pelos índios.

A Isca, de Bertrand Tavernier

O diretor, também crítico e historiador, realizou algumas pérolas que merecem destaque. Uma delas é A Isca, que ficou com o Urso de Ouro no Festival de Berlim, desbancando Antes do Amanhecer, de Richard Linklater, e O Vício, de Abel Ferrara.

É a história de três adolescentes franceses que sonham abrir uma loja nos Estados Unidos. Animados pela violência de filmes como Scarface, de Brian De Palma, decidem cometer um crime que termina em assassinato. A isca em questão é a bela Marie Gillain. Retrato de uma geração vazia.

O Invasor, de Beto Brant

Dois homens, sócios em uma empreiteira, unem-se para matar uma terceira figura metida nesses negócios. O filme é uma denúncia pesada – ainda atual – sobre a união dos extremos, sobre um Brasil confuso, no qual uma certa classe média alta recorre à bandidagem da ala baixa para se manter no poder.

Ivan (Marco Ricca) e Giba (Alexandre Borges) contratam um homem que, em cada poro do corpo, transpira mal-estar, Anísio (Paulo Miklos). O problema é que o contratado quer mais, passa a invadir a vida dos outros dois. Brant é um dos grandes diretores surgidos no período da Retomada.

Elefante, de Gus Van Sant

À frente, a tragédia de Columbine, quando dois meninos armados invadiram uma escola americana e abriram fogo, armados até os dentes, contra outros adolescentes. Ao fundo, uma incursão – em planos longos – por corredores povoados ora por jovens esperançosos, ora por figuras vazias, em um dia que deveria ser como outro qualquer.

As feridas da tragédia real ainda eram evidentes quando Van Sant resolveu fazer esse filme, com elenco quase inteiro desconhecido. Em cena, o comportamento de rapazes e meninas em um local onde todos, alienados ou não, são vítimas. Jovens contra jovens, algo difícil de compreender.

O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra

O que se convencionou chamar de classe C ganha espaço nesse filme vibrante, sem vilões claros, tragédia que começa com o desaparecimento de uma criança. Levadas à delegacia, os envolvidos no caso, entre suspeitos e vítimas, começam a dar seus relatos ao delegado.

É quando vem à tona a relação extraconjugal do explosivo Bernardo (Milhem Cortaz) com a jovem e bela Rosa (Leandra Leal). Apaixonada, desesperada, também excluída, a moça decide se vingar do amante e se aproxima de sua família. Torna-se amiga de sua mulher, Sylvia (Fabiula Nascimento). O desfecho é brutal.

A Gangue, de Miroslav Slaboshpitsky

Filme sem diálogos feito por elenco de jovens surdos-mudos. Experiência visceral no interior de um internato. Ali, os adolescentes formam um grupo criminoso, a gangue do título. A obra segue um recém-chegado em sua jornada com os outros, em seu interesse por uma menina que se prostitui para caminhoneiros em local afastado.

Não há concessões. O filme tem cenas violentas. Ainda que pareça clichê a expressão, o silêncio é aqui ensurdecedor. Slaboshpitsky expõe essa caminhada com calma. Contra as doses de crueldade fica o sentimento visto no protagonista. Em poucos momentos, ele ainda consegue se desviar da “escola do crime”.

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Do pior ao melhor: os vencedores do Oscar de melhor filme

Há um pouco de tudo entre os vencedores do Oscar de melhor filme. De 1929 às mais recentes edições, seus ganhadores – às vezes mais, às vezes menos – têm incorporado um pouco do espírito de suas épocas. Filmes como Sem Novidade no Front, Casablanca, Sindicato de Ladrões, Se Meu Apartamento Falasse e Perdidos na Noite dizem muito sobre as transformações do cinema e da própria sociedade.

Nem sempre o Oscar premia os melhores. Ao passar o olho pela lista de vencedores, a qualidade de algumas obras é tão nítida quanto a mediocridade de outras. Chama a atenção, inclusive, casos de filmes que, mesmo ganhando o principal prêmio da noite, são hoje pouco lembrados. Ou seja, ganhar o Oscar nem sempre significa entrar para a História.

91) Crash: No Limite, de Paul Haggis (2005/06)

Outros indicados do ano: Boa Noite e Boa Sorte; Capote; Munique; O Segredo de Brokeback Mountain.

90) Cimarron, de Wesley Ruggles (1931/31)

Outros indicados do ano: A Primeira Página; Lágrimas de Amor; Mercador das Selvas; Skippy.

89) Gladiador, de Ridley Scott (2000/01)

Outros indicados do ano: Chocolate; Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento; O Tigre e o Dragão; Traffic: Ninguém Sai Limpo.

88) Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle (2008/09)

Outros indicados do ano: Frost/Nixon; Milk: A Voz da Igualdade; O Curioso Caso de Benjamin Button; O Leitor.

87) O Discurso do Rei, de Tom Hooper (2010/11)

Outros indicados do ano: 127 Horas; A Origem; A Rede Social; Bravura Indômita; Cisne Negro; Inverno da Alma; Minhas Mães e Meu Pai; O Vencedor; Toy Story 3.

86) Green Book: O Guia, de Peter Farrelly (2018/19)

Outros indicados do ano: A Favorita; Bohemian Rhapsody; Infiltrado na Klan; Nasce uma Estrela; Pantera Negra; Roma; Vice.

85) Rosa de Esperança, de William Wyler (1942/43)

Outros indicados do ano: A Canção da Vitória; Abandonados; E a Vida Continua; Em Cada Coração um Pecado; Invasão de Bárbaros; Na Noite do Passado; Nossos Mortos Serão Vingados; Soberba; Ídolo, Amante e Herói.

84) Gente como a Gente, de Robert Redford (1980/81)

Outros indicados do ano: O Destino Mudou sua Vida; O Homem Elefante; Tess; Touro Indomável.

83) Ziegfeld – O Criador de Estrelas, de Robert Z. Leonard (1936/37)

Outros indicados do ano: A História de Louis Pasteur; A Queda da Bastilha; Adversidade; Casado com Minha Noiva; Fogo de Outono; O Galante Mr. Deeds; Romeu e Julieta; São Francisco, a Cidade do Pecado; Três Pequenas do Barulho.

82) Coração Valente, de Mel Gibson (1995/96)

Outros indicados do ano: Apollo 13: Do Desastre ao Triunfo; Babe, o Porquinho Atrapalhado; O Carteiro e o Poeta; Razão e Sensibilidade.

81) Melodia da Broadway, de Harry Beaumont (1929/30)

Outros indicados do ano: Alta Traição; Hollywood Revue; No Velho Arizona; O Peso da Lei.

80) Argo, de Ben Affleck (2012/13)

Outros indicados do ano: A Hora Mais Escura; Amor; As Aventuras de Pi; Django Livre; Indomável Sonhadora; Lincoln; O Lado Bom da Vida; Os Miseráveis.

79) A Vida de Emile Zola, de William Dieterle (1937/38)

Outros indicados do ano: 100 Homens e uma Menina; Beco Sem Saída; Cupido é Moleque Teimoso; Horizonte Perdido; Marujo Intrépido; Nasce uma Estrela; No Teatro da Vida; No Velho Chicago; Terra dos Deuses.

78) Uma Mente Brilhante, de Ron Howard (2001/02)

Outros indicados do ano: Assassinato em Gosford Park; Entre Quatro Paredes; Moulin Rouge: Amor em Vermelho; O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel.

77) Cavalgada, de Frank Lloyd (1933/34)

Outros indicados do ano: Adeus às Armas; As Quatro Irmãs; Dama por um Dia; Feira de Amostras; O Amor que não Morreu; O Fugitivo; Os Amores de Henrique VIII; Rua 42; Uma Loira para Três.

76) Rocky: Um Lutador, de John G. Avildsen (1976/77)

Outros indicados do ano: Esta Terra é Minha Terra; Rede de Intrigas; Taxi Driver: Motorista de Táxi; Todos os Homens do Presidente.

75) Conduzindo Miss Daisy, de Bruce Beresford (1989/90)

Outros indicados do ano: Campo dos Sonhos; Meu Pé Esquerdo; Nascido em 4 de Julho; Sociedade dos Poetas Mortos.

74) Carruagens de Fogo, de Hugh Hudson (1981/82)

Outros indicados do ano: Atlantic City; Num Lago Dourado; Os Caçadores da Arca Perdida; Reds.

73) O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, de Peter Jackson (2003/04)

Outros indicados do ano: Encontros e Desencontros; Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo; Seabiscuit – Alma de Herói; Sobre Meninos e Lobos.

72) Rain Man, de Barry Levinson (1988/89)

Outros indicados do ano: Ligações Perigosas; Mississippi em Chamas; O Turista Acidental; Uma Secretária de Futuro.

71) 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen (2013/14)

Outros indicados do ano: Capitão Phillips; Clube de Compras Dallas; Ela; Gravidade; Nebraska; O Lobo de Wall Street; Philomena; Trapaça.

70) O Maior Espetáculo da Terra, de Cecil B. DeMille (1952/53)

Outros indicados do ano: Depois do Vendaval; Ivanhoé, o Vingador do Rei; Matar ou Morrer; Moulin Rouge.

69) O Bom Pastor, de Leo McCarey (1944/45)

Outros indicados do ano: Desde Que Partiste; Pacto de Sangue; Wilson; À Meia Luz.

68) A Volta ao Mundo em 80 Dias, de Michael Anderson (1956/57)

Outros indicados do ano: Assim Caminha a Humanidade; O Rei e Eu; Os Dez Mandamentos; Sublime Tentação.

67) A Luz é para Todos, de Elia Kazan (1947/48)

Outros indicados do ano: De Ilusão Também se Vive; Grandes Esperanças; Rancor; Um Anjo Caiu do Céu.

66) Titanic, de James Cameron (1997/98)

Outros indicados do ano: Gênio Indomável; Los Angeles: Cidade Proibida; Melhor é Impossível; Ou Tudo ou Nada.

65) A Forma da Água, de Guillermo del Toro (2017/18)

Outros indicados do ano: Corra!; Dunkirk; Me Chame pelo Seu Nome; O Destino de uma Nação; The Post: A Guerra Secreta; Trama Fantasma; Três Anúncios para um Crime.

64) Os Infiltrados, de Martin Scorsese (2006/07)

Outros indicados do ano: A Rainha; Babel; Cartas de Iwo Jima; Pequena Miss Sunshine.

63) Laços de Ternura, de James L. Brooks (1983/84)

Outros indicados do ano: A Força do Carinho; O Fiel Camareiro; O Reencontro; Os Eleitos: Onde o Futuro Começa.

62) Gigi, de Vincente Minnelli (1958/59)

Outros indicados do ano: A Mulher do Século; Acorrentados; Gata em Teto de Zinco Quente; Vidas Separadas.

61) Marty, de Delbert Mann (1955/56)

Outros indicados ao Oscar: A Rosa Tatuada; Férias de Amor; Mister Roberts; Suplício de uma Saudade.

60) Dança com Lobos, de Kevin Costner (1990/91)

Outros indicados do ano: Ghost: Do Outro Lado da Vida; O Poderoso Chefão – Parte 3; Os Bons Companheiros; Tempo de Despertar.

59) O Artista, de Michel Hazanavicius (2011/12)

Outros indicados do ano: A Invenção de Hugo Cabret; A Árvore da Vida; Cavalo de Guerra; Histórias Cruzadas; Meia-Noite em Paris; O Homem Que Mudou o Jogo; Os Descendentes; Tão Forte e Tão Perto.

58) Moonlight: Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins (2016/17)

Outros indicados do ano: A Chegada; A Qualquer Custo; Até o Último Homem; Estrelas Além do Tempo; La La Land: Cantando Estações; Lion: Uma Jornada Para Casa; Manchester à Beira-Mar; Um Limite Entre Nós.

57) Shakespeare Apaixonado, de John Madden (1998/99)

Outros indicados do ano: A Vida é Bela; Além da Linha Vermelha; Elizabeth; O Resgate do Soldado Ryan.

56) As Aventuras de Tom Jones, de Tony Richardson (1963/64)

Outros indicados do ano: A Conquista do Oeste; Cleópatra; Terra do Sonho Distante; Uma Voz Nas Sombras.

55) Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), de Alejandro González Iñárritu (2014/15)

Outros indicados do ano: A Teoria de Tudo; Boyhood: Da Infância à Juventude; O Grande Hotel Budapeste; O Jogo da Imitação; Selma: Uma Luta Pela Igualdade; Sniper Americano; Whiplash: Em Busca da Perfeição.

54) Do Mundo Nada se Leva, de Frank Capra (1938/39)

Outros indicados do ano: A Cidadela; A Epopéia do Jazz; A Grande Ilusão; As Aventuras de Robin Hood; Com os Braços Abertos; Jezebel; Pigmalião; Piloto de Provas; Quatro Filhas.

53) Golpe de Mestre, de George Roy Hill (1973/74)

Outros indicados do ano: Gritos e Sussurros; Loucuras de Verão; O Exorcista; Um Toque de Classe.

52) Beleza Americana, de Sam Mendes (1999/00)

Outros indicados do ano: O Informante; O Sexto Sentido; Regras da Vida; À Espera de um Milagre.

51) O Grande Motim, de Frank Lloyd (1935/36)

Outros indicados do ano: A Mulher que Soube Amar; David Copperfield; Lanceiros da Índia; Melodia da Broadway de 1936; O Capitão Blood; O Delator; O Picolino; Oh, Marieta!; Os Implacáveis; Sonho de uma Noite de Verão; Vamos à América.

50) Spotlight – Segredos Revelados, de Tom McCarthy (2015/16)

Outros indicados do ano: A Grande Aposta; Brooklyn; Mad Max: Estrada da Fúria; O Quarto de Jack; O Regresso; Perdido em Marte; Ponte dos Espiões.

49) Oliver!, de Carol Reed (1968/69)

Outros indicados do ano: Funny Girl: A Garota Genial; O Leão no Inverno; Rachel, Rachel; Romeu e Julieta.

48) A Grande Ilusão, de Robert Rossen (1949/50)

Outros indicados do ano: Almas Em Chamas; O Preço da Glória; Quem é o Infiel?; Tarde Demais.

47) Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow (2008/10)

Outros indicados do ano: Amor Sem Escalas; Avatar; Bastardos Inglórios; Distrito 9; Educação; Preciosa: Uma História de Esperança; Um Homem Sério; Um Sonho Possível; Up: Altas Aventuras.

46) Minha Bela Dama, de George Cukor (1964/65)

Outros indicados do ano: Becket, O Favorito do Rei; Dr. Fantástico; Mary Poppins; Zorba, o Grego.

45) O Paciente Inglês, de Anthony Minghella (1996/97)

Outros indicados do ano: Fargo: Uma Comédia de Erros; Jerry Maguire, a Grande Virada; Segredos e Mentiras; Shine – Brilhante.

44) No Calor da Noite, de Norman Jewison (1967/68)

Outros indicados do ano: A Primeira Noite de um Homem; Adivinhe Quem vem para Jantar; Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas; O Fabuloso Doutor Dolittle.

43) A Um Passo da Eternidade, de Fred Zinnemann (1953/54)

Outros indicados do ano: A Princesa e o Plebeu; Júlio César; O Manto Sagrado; Os Brutos Também Amam.

42) Menina de Ouro, de Clint Eastwood (2004/05)

Outros indicados do ano: Em Busca da Terra do Nunca; O Aviador; Ray; Sideways – Entre Umas e Outras.

41) Grande Hotel, de Edmund Goulding (1932/32)

Outros indicados do ano: Depois do Casamento; Médico e Amante; O Campeão; O Expresso de Shanghai; O Tenente Sedutor; Sede de Escândalo; Uma Hora Contigo.

40) O Homem que Não Vendeu Sua Alma, de Fred Zinnemann (1966/67)

Outros indicados do ano: Como Conquistar as Mulheres; O Canhoneiro do Yang-Tsé; Os russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!; Quem Tem Medo de Virginia Woolf?

39) Chicago, de Rob Marshall (2002/03)

Outros indicados do ano: As Horas; Gangues de Nova York; O Pianista; O Senhor dos Anéis: As Duas Torres.

38) Hamlet, de Laurence Olivier (1948/49)

Outros indicados do ano: Belinda; Na Cova da Serpente; O Tesouro da Sierra Madre; Os Sapatinhos Vermelhos.

37) Como era Verde Meu Vale, de John Ford (1941/42)

Outros indicados do ano: A Porta de Ouro; Cidadão Kane; Com Um Pé no Céu; Flores do Pó; Pérfida; Que Espere o Céu; Relíquia Macabra; Sargento York; Suspeita.

36) Farrapo Humano, de Billy Wilder (1945/46)

Outros indicados do ano: Alma em Suplício; Marujos do Amor; Os Sinos de Santa Maria; Quando Fala o Coração.

35) O Último Imperador, de Bernardo Bertolucci (1987/88)

Outros indicados do ano: Atração Fatal; Esperança e Glória; Feitiço da Lua; Nos Bastidores da Notícia.

34) Kramer vs. Kramer, de Robert Benton (1979/80)

Outros indicados do ano: Apocalypse Now; Norma Rae; O Show Deve Continuar; O Vencedor.

33) Forrest Gump – O Contador de Histórias, de Robert Zemeckis (1994/95)

Outros indicados do ano: Pulp Fiction: Tempo de Violência; Quatro Casamentos e um Funeral; Quiz Show – A Verdade dos Bastidores; Um Sonho de Liberdade.

32) Platoon, de Oliver Stone (1986/87)

Outros indicados do ano: A Missão; Filhos do Silêncio; Hannah e suas Irmãs; Uma Janela para o Amor.

31) Rebecca, a Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock (1940/41)

Outros indicados do ano: A Carta; A Longa Viagem de Volta; As Vinhas da Ira; Correspondente Estrangeiro; Kitty Foyle; Nossa Cidade; Núpcias de Escândalo; O Grande Ditador; Tudo Isto e o Céu Também.

30) Sinfonia de Paris, de Vincente Minnelli (1951/52)

Outros indicados do ano: Decisão Antes do Amanhecer; Quo Vadis; Um Lugar ao Sol; Uma Rua Chamada Pecado.

29) Onde os Fracos Não Têm Vez, de Joel e Ethan Coen (2007/08)

Outros indicados do ano: Conduta de Risco; Desejo e Reparação; Juno; Sangue Negro.

28) A Noviça Rebelde, de Robert Wise (1965/66)

Outros indicados do ano: A Nau dos Insensatos; Darling – A Que Amou Demais; Doutor Jivago; Mil Palhaços.

27) Gandhi, de Richard Attenborough (1982/83)

Outros indicados do ano: Desaparecido: Um Grande Mistério; E.T.: O Extraterrestre; O Veredicto; Tootsie.

26) Amor, Sublime Amor, de Jerome Robbins e Robert Wise (1961/62)

Outros indicados do ano: Desafio à Corrupção; Fanny; Julgamento em Nuremberg; Os Canhões de Navarone.

25) Patton – Rebelde ou Herói?, de Franklin J. Schaffner (1970/71)

Outros indicados do ano: Aeroporto; Cada um Vive como Quer; Love Story: Uma História de Amor; M.A.S.H.

24) A Ponte do Rio Kwai, de David Lean (1957/58)

Outros indicados do ano: 12 Homens e uma Sentença; A Caldeira do Diabo; Sayonara; Testemunha de Acusação.

23) Aconteceu Naquela Noite, de Frank Capra (1934/35)

Outros indicados do ano: A Alegre Divorciada; A Casa de Rothschild; A Ceia dos Acusados; A Família Barrett; Aí Vem a Marinha!; Cleópatra; Imitação da Vida; Legião das Abnegadas; Miss Generala; Uma Noite de Amor; Viva Villa!

22) Amadeus, de Milos Forman (1984/85)

Outros indicados do ano: A História de um Soldado; Os Gritos do Silêncio; Passagem para a Índia; Um Lugar no Coração.

21) A Lista de Schindler, de Steven Spielberg (1993/94)

Outros indicados do ano: Em Nome do Pai; O Fugitivo; O Piano; Vestígios do Dia.

20) Perdidos na Noite, de John Schlesinger (1969/70)

Outros indicados do ano: Alô, Dolly!; Ana dos Mil Dias; Butch Cassidy; Z.

19) Sem Novidade no Front, de Lewis Milestone (1930/30)

Outros indicados do ano: A Divorciada; Alvorada do Amor; Disraeli; O Presídio.

18) Ben-Hur, de William Wyler (1959/60)

Outros indicados do ano: Almas em Leilão; Anatomia de um Crime; O Diário de Anne Frank; Uma Cruz à Beira do Abismo.

17) Operação França, de William Friedkin (1971/72)

Outros indicados do ano: A Última Sessão de Cinema; Laranja Mecânica; Nicholas e Alexandra; Um Violinista no Telhado.

16) Os Melhores Anos de Nossas Vidas, de William Wyler (1946/47)

Outros indicados do ano: A Felicidade Não Se Compra; Henrique 5º; O Fio da Navalha; Virtude Selvagem.

15) Entre Dois Amores, de Sydney Pollack (1985/86)

Outros indicados do ano: A Cor Púrpura; A Honra do Poderoso Prizzi; A Testemunha; O Beijo da Mulher-Aranha.

14) Asas, de William A. Wellman (1927/29)

Outros indicados do ano: A Lei dos Fortes; Sétimo Céu.

13) Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood (1992/93)

Outros indicados do ano: Perfume de Mulher; Questão de Honra; Retorno a Howards End; Traídos pelo Desejo.

12) Se Meu Apartamento Falasse, de Billy Wilder (1960/61)

Outros indicados do ano: Entre Deus e o Pecado; Filhos e Amantes; O Álamo; Peregrino da Esperança.

11) O Franco Atirador, de Michael Cimino (1978/79)

Outros indicados do ano: Amargo Regresso; O Céu Pode Esperar; O Expresso da Meia-Noite; Uma Mulher Descasada.

10) Um Estranho no Ninho, de Milos Forman (1975/76)

Outros indicados do ano: Barry Lyndon; Nashville; Tubarão; Um Dia de Cão.

9) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme (1991/92)

Outros indicados do ano: A Bela e a Fera; Bugsy; JFK: A Pergunta que Não Quer Calar; O Príncipe das Marés.

8) E o Vento Levou, de Victor Fleming (1939/40)

Outros indicados do ano: A Mulher Faz o Homem; Adeus, Mr. Chips; Carícia Fatal; Duas Vidas; Ninotchka; No Tempo das Diligências; O Morro dos Ventos Uivantes; O Mágico de Oz; Vitória Amarga.

7) Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen (1977/78)

Outros indicados do ano: A Garota do Adeus; Júlia; Momento de Decisão; Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança.

6) A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz (1950/51)

Outros indicados do ano: As Minas do Rei Salomão; Crepúsculo dos Deuses; Nascida Ontem; O Papai da Noiva.

5) O Poderoso Chefão – Parte 2, de Francis Ford Coppola (1974/75)

Outros indicados do ano: A Conversação; Chinatown; Inferno na Torre; Lenny.

4) Sindicato de Ladrões, de Elia Kazan (1954/55)

Outros indicados do ano: A Fonte dos Desejos; A Nave da Revolta; Amar é Sofrer; Sete Noivas para Sete Irmãos.

3) Lawrence da Arábia, de David Lean (1962/63)

Outros indicados do ano: O Grande Motim; O Mais Longo dos Dias; O Sol é para Todos; Vendedor de Ilusões.

2) O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola (1972/73)

Outros indicados do ano: Amargo Pesadelo; Cabaret; Lágrimas de Esperança; Os Emigrantes.

1) Casablanca, de Michael Curtiz (1942/44)

Outros indicados do ano: A Canção de Bernadette; A Comédia Humana; Consciências Mortas; Horas de Tormenta; Madame Curie; Nosso Barco, Nossa Alma; O Diabo Disse Não; Original Pecado; Por Quem os Sinos Dobram.

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Vídeo: o Oscar é um prêmio justo?

13 grandes filmes que ganharam a Palma de Ouro e perderam o Oscar

O Oscar é o prêmio mais famoso do mundo. Cannes é o maior dos festivais. No entanto, desde o surgimento de ambos, apenas uma vez o Oscar foi para o ganhador da Palma de Ouro. E isso ocorreu nos anos 50, com o longa Marty. Desde então, nenhum outro filme conseguiu repetir o feito. Abaixo, selecionamos alguns grandes filmes que saíram premiados do festival, mas não ganharam a tão famosa estatueta dourada.

M.A.S.H., de Robert Altman

Comédia passada na Guerra da Coreia e com claras aproximações ao lamaçal do Vietnã. Primeiro grande sucesso de Altman.

Perdeu o Oscar para: Patton – Rebelde ou Herói?

A Conversação, de Francis Ford Coppola

Coppola também levou o Oscar, mas pela segunda parte do Chefão. Aqui, vai ao interior de um homem pago para grampear os outros.

Perdeu o Oscar para: O Poderoso Chefão – Parte 2

Taxi Driver, de Martin Scorsese

Robert De Niro dá um show de atuação como um homem perturbado, a bordo de seu táxi, pelas ruas sujas de Nova York.

Perdeu o Oscar para: Rocky: Um Lutador

Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola

A obra-prima de Coppola sobre o Vietnã é uma adaptação do famoso livro de Joseph Conrad sobre homens destinados à insanidade.

Perdeu o Oscar para: Kramer vs. Kramer

O Show Deve Continuar, de Bob Fosse

No Oito e Meio de Fosse, até a morte converte-se em show. Roy Scheider tem o melhor momento de sua carreira na pele do protagonista.

Perdeu o Oscar para: Kramer vs. Kramer

Missing, de Costa-Gavras

Um pai procura pelo filho desaparecido no Chile após a tomada de poder por Pinochet. Jack Lemmon e Sissy Spacek estão à frente do elenco.

Perdeu o Oscar para: Gandhi

A Missão, de Roland Joffé

Um comerciante de escravos muda de lado e passa a trabalhar com os jesuítas nesse belo filme com trilha sonora de Ennio Morricone.

Perdeu o Oscar para: Platoon

O Piano, de Jane Campion

Um mulher muda casa-se, atravessa o oceano e não consegue se despregar de seu piano – com o qual poderá ir até para o fundo do mar.

Perdeu o Oscar para: A Lista de Schindler

Pulp Fiction, de Quentin Tarantino

Cannes curvou-se ao filme de crimes de Tarantino, com seus diálogos espertos, frases marcantes e sem economizar na violência.

Perdeu o Oscar para: Forrest Gump: O Contador de Histórias

Segredos e Mentiras, de Mike Leigh

O diretor é mestre em comédias sobre relações humanas, pessoas simples e até irritantes – como a personagem de Brenda Blethyn.

Perdeu o Oscar para: O Paciente Inglês

O Pianista, de Roman Polanski

Um pouco da experiência de Polanski nos campos de concentração, quando criança, está nesse belo filme sobre o Holocausto.

Perdeu o Oscar para: Chicago

A Árvore da Vida, de Terrence Malick

O surgimento da vida – entre ciência e religião – é paralelo à vida de uma família americana, com mãe angelical e pai autoritário.

Perdeu o Oscar para: O Artista

Amor, de Michael Haneke

Um casal de velhinhos vê-se enclausurado a um apartamento e, sobretudo, à doença e à certeza do fim nesse filme sem concessões.

Perdeu o Oscar para: Argo

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Os 20 melhores filmes de 2018

O ano termina com um saldo bom: se até a metade 2018 parecia pouco promissor, os seis meses seguintes trouxeram filmes interessantes, alguns na Netflix, como A Balada de Buster Scruggs, Lazzaro Felice, Roma e o ressuscitado O Outro Lado do Vento, do mestre Orson Welles.

Filmes variados, de países e autores diversos, ganham espaço na lista abaixo: três brasileiros (além de duas coproduções), dois coreanos e, entre outros, uma beleza vinda de Portugal. Dos 20, quatro possuem mulheres na direção ou codireção. E, a exemplo de outras listas, não é possível abarcar tudo. Ausências são sentidas, como o já citado filme dos Coen, ou os ótimos Projeto Flórida e Uma Noite de 12 anos.

20) Hannah, de Andrea Pallaoro

Charlotte Rampling envelheceu bem. Nesse filme denso, ela é uma mulher que perde o chão sem explodir, pelos caminhos de uma cidade que nunca a acolhe, que tenta se aproximar do filho que não a quer.

19) As Boas Maneiras, de Marco Dutra e Juliana Rojas

Filme brasileiro com toques fantásticos que esbarra no social, sobre uma empregada que fica com o filho lobisomem da patroa e, passados os anos, aprende a amar o menino que precisa de carne vermelha.

18) Três Anúncios Para um Crime, de Martin McDonagh

Não é sobre uma mãe atrás do assassino da filha, nem sobre um protesto. É sobre uma pequena cidade americana ocupada por seres tortos, microcosmo de certa América ressentida, cheia de cicatrizes.

17) Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans

Esse belo filme brasileiro mergulha na vida de um trabalhador marginalizado – como tantos outros – que pega a estrada para viver. Peão, aparentemente pequeno, descobre-se pelas palavras que narra.

16) Lazzaro Felice, de Alice Rohrwacher

A personagem-título é explorada sem saber, sofre um acidente e, em salto no tempo, vê-se no mundo urbano. Em tom de fábula, sem perder o realismo, a talentosa Rohrwacher outra vez se volta à Itália rural.

15) Western, de Valeska Grisebach

Em local isolado, homem trava embates com colegas de trabalho ao mesmo tempo em que se relaciona com a população de uma pequena cidade. Uma obra em que a secura converte-se em sensibilidade.

14) Amante por um Dia, de Philippe Garrel

Cineasta de amores inconstantes, das relações em crise, Garrel é um dos filhos – um dos últimos – da nouvelle vague. Em cena, uma garota termina o namoro e descobre que o pai tem uma amante mais jovem.

13) O Dia Depois, de Hong Sang-soo

O diretor tem traço próprio e a cada filme repete um pouco do anterior – sem que isso soe um demérito. Pelo contrário. Em preto e branco, aborda os problemas de uma garota em seu primeiro dia de trabalho.

12) A Fábrica de Nada, de Pedro Pinho

Com três horas de duração, o filme registra ora com realismo, ora com certas liberdades (como o número musical), a vida dura de operários portugueses que assumem o controle de uma fábrica falida.

11) Custódia, de Xavier Legrand

O garoto não quer ver o pai. Por ordem judicial, será obrigado a passar alguns dias com ele. Os problemas aumentam quando o homem tenta se reaproximar da família, em conflitos que beiram o insuportável.

10) Em Chamas, de Lee Chang-dong

Elogiado pela crítica desde a estreia em Cannes, o novo filme do diretor coreano narra a relação de um jovem com uma amiga – e amante – do passado, além dos encontros com um rapaz rico com quem ela envolve-se.

9) Zama, de Lucrecia Martel

Martel tornou-se um nome respeitado no cinema mundial após o maravilhoso O Pântano. Com Zama, sobre os dias de espera e dor da personagem-título, na América Latina, faz seu filme mais arriscado.

8) Benzinho, de Gustavo Pizzi

O melhor filme brasileiro de 2018 leva às relações conflituosas de uma família, tratadas de maneira sempre delicada pelo diretor. Ao centro, a mãe sofre ao perceber que o filho está cada vez mais fora de casa.

7) Trama Fantasma, de Paul Thomas Anderson

A relação de amor e obsessão entre um estilista e sua nova companheira, mulher, amante, ajudante e musa. O diretor de Sangue Negro volta a unir forças com o astro Daniel Day-Lewis nessa obra poderosa.

6) The Square: A Arte da Discórdia, de Ruben Östlund

Östlund é o realizador do ótimo Força Maior. Com The Square, apresenta as relações de pessoas que orbitam galerias de arte, a partir da história de um curador que enfrenta vários problemas após ter a carteira furtada.

5) O Outro Lado do Vento, de Orson Welles

A ressurreição do filme de Welles foi o acontecimento cinematográfico do ano. Em cena, um cineasta experiente (John Huston) recebe convidados para seu aniversário e mostra a todos seu novo trabalho.

4) Me Chame pelo Seu Nome, de Luca Guadagnino

Vai além da história de amor. É sobre a descoberta da sexualidade, do garoto perdido, atingido como que por um raio ao conhecer o belo aluno de seu pai, louro alto e experiente que passa uma temporada com ele.

3) 120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo

Retrato poderoso do grupo Act Up, nos anos 90, na França, em luta contra a epidemia de Aids que atingia a sociedade, em investidas para conscientizar as pessoas – entre atos de violência e gestos de amor.

2) Sem Amor, de Andrey Zvyagintsev

Um filme sobre a ausência. Do amor, da família, da empatia. O estopim é o desaparecimento de um garoto. Perto do fim, quando sua mãe cai em lágrimas, o espectador percebe a tamanha complexidade do drama.

1) Roma, de Alfonso Cuarón

A história de uma empregada mexicana, nos anos 70, na Cidade do México, permitiu que Cuarón retornasse ao próprio passado em um filme tocante. Da fotografia ao elenco, tudo funciona nessa obra magistral.

Dez menções honrosas: Projeto Flórida, de Sean Baker; Você Nunca Esteve Realmente Aqui, de Lynne Ramsay; Uma Noite de 12 anos, de Álvaro Brechner; A Forma da Água, de Guillermo del Toro; A Balada de Buster Scruggs, de Ethan e Joel Coen; 1945, de Ferenc Török; A Câmera de Claire, de Hong Sang-soo; The Post: A Guerra Secreta, de Steven Spielberg; O Amante Duplo, de François Ozon; e Utøya 22 de Julho: Terrorismo na Noruega, de Erik Poppe

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As dez melhores atrizes de 2018

Centrais
As cinco personagens representam mães com problemas: mulheres que perderam os filhos, as famílias, em jornadas de dor e até mesmo em contato com o sobrenatural. Em alguns casos, a história se desvia da tragédia e mira na sociedade ao redor.

Charlotte Rampling em Hannah

Diane Kruger em Em Pedaços

Frances McDormand em Três Anúncios Para um Crime

Karine Teles em Benzinho

Toni Collette em Hereditário

Outros destaques: Ana Brun em As Herdeiras; Andrea Berntzen em Utøya 22 de Julho: Terrorismo na Noruega; Juliette Binoche em Deixe a Luz do Sol Entrar; Kim Min-hee em O Dia Depois e A Câmera de Claire; Louise Chevillotte em Amante por um Dia; Luciana Paes em O Animal Cordial; Margot Robbie em Eu, Tonya; Maryana Spivak em Sem Amor; Meryl Streep em The Post: A Guerra Secreta; Sally Hawkins em A Forma da Água; Saoirse Ronan em Lady Bird: É Hora de Voar; Yalitza Aparicio em Roma.

Coadjuvantes
Um time variado, com atrizes de diferentes gerações, entre rostos conhecidos e outros jovens. A mãe traidora e autoritária, a mãe jovem que tenta sustentar a filha, a menina em uma família cheia de problemas, a dama de peruca, entre colonizadores, e a senhora de espírito amargo.

Allison Janney em Eu, Tonya

Bria Vinaite em Projeto Flórida

Fantine Harduin em Happy End

Lola Dueñas em Zama

Natalya Potapova em Sem Amor

Outros destaques: Adriana Esteves em Benzinho; Ana Ivanova em As Herdeiras; Elisabeth Moss em The Square: A Arte da Discórdia; Galatéa Bellugi em A Aparição; Jeon Jong-seo em Em Chamas; Laurie Metcalf em Lady Bird: É Hora de Voar; Léa Drucker em Custódia; Lesley Manville em Trama Fantasma; Lilli Palmer em O Outro Lado do Vento; Millicent Simmonds em Sem Fôlego.

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