vencedores do Oscar

Do pior ao melhor: os vencedores do Oscar de melhor filme

Há um pouco de tudo entre os vencedores do Oscar de melhor filme. De 1929 às mais recentes edições, seus ganhadores – às vezes mais, às vezes menos – têm incorporado um pouco do espírito de suas épocas. Filmes como Sem Novidade no Front, Casablanca, Sindicato de Ladrões, Se Meu Apartamento Falasse e Perdidos na Noite dizem muito sobre as transformações do cinema e da própria sociedade.

Nem sempre o Oscar premia os melhores. Ao passar o olho pela lista de vencedores, a qualidade de algumas obras é tão nítida quanto a mediocridade de outras. Chama a atenção, inclusive, casos de filmes que, mesmo ganhando o principal prêmio da noite, são hoje pouco lembrados. Ou seja, ganhar o Oscar nem sempre significa entrar para a História.

91) Crash: No Limite, de Paul Haggis (2005/06)

Outros indicados do ano: Boa Noite e Boa Sorte; Capote; Munique; O Segredo de Brokeback Mountain.

90) Cimarron, de Wesley Ruggles (1931/31)

Outros indicados do ano: A Primeira Página; Lágrimas de Amor; Mercador das Selvas; Skippy.

89) Gladiador, de Ridley Scott (2000/01)

Outros indicados do ano: Chocolate; Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento; O Tigre e o Dragão; Traffic: Ninguém Sai Limpo.

88) Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle (2008/09)

Outros indicados do ano: Frost/Nixon; Milk: A Voz da Igualdade; O Curioso Caso de Benjamin Button; O Leitor.

87) O Discurso do Rei, de Tom Hooper (2010/11)

Outros indicados do ano: 127 Horas; A Origem; A Rede Social; Bravura Indômita; Cisne Negro; Inverno da Alma; Minhas Mães e Meu Pai; O Vencedor; Toy Story 3.

86) Green Book: O Guia, de Peter Farrelly (2018/19)

Outros indicados do ano: A Favorita; Bohemian Rhapsody; Infiltrado na Klan; Nasce uma Estrela; Pantera Negra; Roma; Vice.

85) Rosa de Esperança, de William Wyler (1942/43)

Outros indicados do ano: A Canção da Vitória; Abandonados; E a Vida Continua; Em Cada Coração um Pecado; Invasão de Bárbaros; Na Noite do Passado; Nossos Mortos Serão Vingados; Soberba; Ídolo, Amante e Herói.

84) Gente como a Gente, de Robert Redford (1980/81)

Outros indicados do ano: O Destino Mudou sua Vida; O Homem Elefante; Tess; Touro Indomável.

83) Ziegfeld – O Criador de Estrelas, de Robert Z. Leonard (1936/37)

Outros indicados do ano: A História de Louis Pasteur; A Queda da Bastilha; Adversidade; Casado com Minha Noiva; Fogo de Outono; O Galante Mr. Deeds; Romeu e Julieta; São Francisco, a Cidade do Pecado; Três Pequenas do Barulho.

82) Coração Valente, de Mel Gibson (1995/96)

Outros indicados do ano: Apollo 13: Do Desastre ao Triunfo; Babe, o Porquinho Atrapalhado; O Carteiro e o Poeta; Razão e Sensibilidade.

81) Melodia da Broadway, de Harry Beaumont (1929/30)

Outros indicados do ano: Alta Traição; Hollywood Revue; No Velho Arizona; O Peso da Lei.

80) Argo, de Ben Affleck (2012/13)

Outros indicados do ano: A Hora Mais Escura; Amor; As Aventuras de Pi; Django Livre; Indomável Sonhadora; Lincoln; O Lado Bom da Vida; Os Miseráveis.

79) A Vida de Emile Zola, de William Dieterle (1937/38)

Outros indicados do ano: 100 Homens e uma Menina; Beco Sem Saída; Cupido é Moleque Teimoso; Horizonte Perdido; Marujo Intrépido; Nasce uma Estrela; No Teatro da Vida; No Velho Chicago; Terra dos Deuses.

78) Uma Mente Brilhante, de Ron Howard (2001/02)

Outros indicados do ano: Assassinato em Gosford Park; Entre Quatro Paredes; Moulin Rouge: Amor em Vermelho; O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel.

77) Cavalgada, de Frank Lloyd (1933/34)

Outros indicados do ano: Adeus às Armas; As Quatro Irmãs; Dama por um Dia; Feira de Amostras; O Amor que não Morreu; O Fugitivo; Os Amores de Henrique VIII; Rua 42; Uma Loira para Três.

76) Rocky: Um Lutador, de John G. Avildsen (1976/77)

Outros indicados do ano: Esta Terra é Minha Terra; Rede de Intrigas; Taxi Driver: Motorista de Táxi; Todos os Homens do Presidente.

75) Conduzindo Miss Daisy, de Bruce Beresford (1989/90)

Outros indicados do ano: Campo dos Sonhos; Meu Pé Esquerdo; Nascido em 4 de Julho; Sociedade dos Poetas Mortos.

74) Carruagens de Fogo, de Hugh Hudson (1981/82)

Outros indicados do ano: Atlantic City; Num Lago Dourado; Os Caçadores da Arca Perdida; Reds.

73) O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, de Peter Jackson (2003/04)

Outros indicados do ano: Encontros e Desencontros; Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo; Seabiscuit – Alma de Herói; Sobre Meninos e Lobos.

72) Rain Man, de Barry Levinson (1988/89)

Outros indicados do ano: Ligações Perigosas; Mississippi em Chamas; O Turista Acidental; Uma Secretária de Futuro.

71) 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen (2013/14)

Outros indicados do ano: Capitão Phillips; Clube de Compras Dallas; Ela; Gravidade; Nebraska; O Lobo de Wall Street; Philomena; Trapaça.

70) O Maior Espetáculo da Terra, de Cecil B. DeMille (1952/53)

Outros indicados do ano: Depois do Vendaval; Ivanhoé, o Vingador do Rei; Matar ou Morrer; Moulin Rouge.

69) O Bom Pastor, de Leo McCarey (1944/45)

Outros indicados do ano: Desde Que Partiste; Pacto de Sangue; Wilson; À Meia Luz.

68) A Volta ao Mundo em 80 Dias, de Michael Anderson (1956/57)

Outros indicados do ano: Assim Caminha a Humanidade; O Rei e Eu; Os Dez Mandamentos; Sublime Tentação.

67) A Luz é para Todos, de Elia Kazan (1947/48)

Outros indicados do ano: De Ilusão Também se Vive; Grandes Esperanças; Rancor; Um Anjo Caiu do Céu.

66) Titanic, de James Cameron (1997/98)

Outros indicados do ano: Gênio Indomável; Los Angeles: Cidade Proibida; Melhor é Impossível; Ou Tudo ou Nada.

65) A Forma da Água, de Guillermo del Toro (2017/18)

Outros indicados do ano: Corra!; Dunkirk; Me Chame pelo Seu Nome; O Destino de uma Nação; The Post: A Guerra Secreta; Trama Fantasma; Três Anúncios para um Crime.

64) Os Infiltrados, de Martin Scorsese (2006/07)

Outros indicados do ano: A Rainha; Babel; Cartas de Iwo Jima; Pequena Miss Sunshine.

63) Laços de Ternura, de James L. Brooks (1983/84)

Outros indicados do ano: A Força do Carinho; O Fiel Camareiro; O Reencontro; Os Eleitos: Onde o Futuro Começa.

62) Gigi, de Vincente Minnelli (1958/59)

Outros indicados do ano: A Mulher do Século; Acorrentados; Gata em Teto de Zinco Quente; Vidas Separadas.

61) Marty, de Delbert Mann (1955/56)

Outros indicados ao Oscar: A Rosa Tatuada; Férias de Amor; Mister Roberts; Suplício de uma Saudade.

60) Dança com Lobos, de Kevin Costner (1990/91)

Outros indicados do ano: Ghost: Do Outro Lado da Vida; O Poderoso Chefão – Parte 3; Os Bons Companheiros; Tempo de Despertar.

59) O Artista, de Michel Hazanavicius (2011/12)

Outros indicados do ano: A Invenção de Hugo Cabret; A Árvore da Vida; Cavalo de Guerra; Histórias Cruzadas; Meia-Noite em Paris; O Homem Que Mudou o Jogo; Os Descendentes; Tão Forte e Tão Perto.

58) Moonlight: Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins (2016/17)

Outros indicados do ano: A Chegada; A Qualquer Custo; Até o Último Homem; Estrelas Além do Tempo; La La Land: Cantando Estações; Lion: Uma Jornada Para Casa; Manchester à Beira-Mar; Um Limite Entre Nós.

57) Shakespeare Apaixonado, de John Madden (1998/99)

Outros indicados do ano: A Vida é Bela; Além da Linha Vermelha; Elizabeth; O Resgate do Soldado Ryan.

56) As Aventuras de Tom Jones, de Tony Richardson (1963/64)

Outros indicados do ano: A Conquista do Oeste; Cleópatra; Terra do Sonho Distante; Uma Voz Nas Sombras.

55) Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), de Alejandro González Iñárritu (2014/15)

Outros indicados do ano: A Teoria de Tudo; Boyhood: Da Infância à Juventude; O Grande Hotel Budapeste; O Jogo da Imitação; Selma: Uma Luta Pela Igualdade; Sniper Americano; Whiplash: Em Busca da Perfeição.

54) Do Mundo Nada se Leva, de Frank Capra (1938/39)

Outros indicados do ano: A Cidadela; A Epopéia do Jazz; A Grande Ilusão; As Aventuras de Robin Hood; Com os Braços Abertos; Jezebel; Pigmalião; Piloto de Provas; Quatro Filhas.

53) Golpe de Mestre, de George Roy Hill (1973/74)

Outros indicados do ano: Gritos e Sussurros; Loucuras de Verão; O Exorcista; Um Toque de Classe.

52) Beleza Americana, de Sam Mendes (1999/00)

Outros indicados do ano: O Informante; O Sexto Sentido; Regras da Vida; À Espera de um Milagre.

51) O Grande Motim, de Frank Lloyd (1935/36)

Outros indicados do ano: A Mulher que Soube Amar; David Copperfield; Lanceiros da Índia; Melodia da Broadway de 1936; O Capitão Blood; O Delator; O Picolino; Oh, Marieta!; Os Implacáveis; Sonho de uma Noite de Verão; Vamos à América.

50) Spotlight – Segredos Revelados, de Tom McCarthy (2015/16)

Outros indicados do ano: A Grande Aposta; Brooklyn; Mad Max: Estrada da Fúria; O Quarto de Jack; O Regresso; Perdido em Marte; Ponte dos Espiões.

49) Oliver!, de Carol Reed (1968/69)

Outros indicados do ano: Funny Girl: A Garota Genial; O Leão no Inverno; Rachel, Rachel; Romeu e Julieta.

48) A Grande Ilusão, de Robert Rossen (1949/50)

Outros indicados do ano: Almas Em Chamas; O Preço da Glória; Quem é o Infiel?; Tarde Demais.

47) Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow (2008/10)

Outros indicados do ano: Amor Sem Escalas; Avatar; Bastardos Inglórios; Distrito 9; Educação; Preciosa: Uma História de Esperança; Um Homem Sério; Um Sonho Possível; Up: Altas Aventuras.

46) Minha Bela Dama, de George Cukor (1964/65)

Outros indicados do ano: Becket, O Favorito do Rei; Dr. Fantástico; Mary Poppins; Zorba, o Grego.

45) O Paciente Inglês, de Anthony Minghella (1996/97)

Outros indicados do ano: Fargo: Uma Comédia de Erros; Jerry Maguire, a Grande Virada; Segredos e Mentiras; Shine – Brilhante.

44) No Calor da Noite, de Norman Jewison (1967/68)

Outros indicados do ano: A Primeira Noite de um Homem; Adivinhe Quem vem para Jantar; Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas; O Fabuloso Doutor Dolittle.

43) A Um Passo da Eternidade, de Fred Zinnemann (1953/54)

Outros indicados do ano: A Princesa e o Plebeu; Júlio César; O Manto Sagrado; Os Brutos Também Amam.

42) Menina de Ouro, de Clint Eastwood (2004/05)

Outros indicados do ano: Em Busca da Terra do Nunca; O Aviador; Ray; Sideways – Entre Umas e Outras.

41) Grande Hotel, de Edmund Goulding (1932/32)

Outros indicados do ano: Depois do Casamento; Médico e Amante; O Campeão; O Expresso de Shanghai; O Tenente Sedutor; Sede de Escândalo; Uma Hora Contigo.

40) O Homem que Não Vendeu Sua Alma, de Fred Zinnemann (1966/67)

Outros indicados do ano: Como Conquistar as Mulheres; O Canhoneiro do Yang-Tsé; Os russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!; Quem Tem Medo de Virginia Woolf?

39) Chicago, de Rob Marshall (2002/03)

Outros indicados do ano: As Horas; Gangues de Nova York; O Pianista; O Senhor dos Anéis: As Duas Torres.

38) Hamlet, de Laurence Olivier (1948/49)

Outros indicados do ano: Belinda; Na Cova da Serpente; O Tesouro da Sierra Madre; Os Sapatinhos Vermelhos.

37) Como era Verde Meu Vale, de John Ford (1941/42)

Outros indicados do ano: A Porta de Ouro; Cidadão Kane; Com Um Pé no Céu; Flores do Pó; Pérfida; Que Espere o Céu; Relíquia Macabra; Sargento York; Suspeita.

36) Farrapo Humano, de Billy Wilder (1945/46)

Outros indicados do ano: Alma em Suplício; Marujos do Amor; Os Sinos de Santa Maria; Quando Fala o Coração.

35) O Último Imperador, de Bernardo Bertolucci (1987/88)

Outros indicados do ano: Atração Fatal; Esperança e Glória; Feitiço da Lua; Nos Bastidores da Notícia.

34) Kramer vs. Kramer, de Robert Benton (1979/80)

Outros indicados do ano: Apocalypse Now; Norma Rae; O Show Deve Continuar; O Vencedor.

33) Forrest Gump – O Contador de Histórias, de Robert Zemeckis (1994/95)

Outros indicados do ano: Pulp Fiction: Tempo de Violência; Quatro Casamentos e um Funeral; Quiz Show – A Verdade dos Bastidores; Um Sonho de Liberdade.

32) Platoon, de Oliver Stone (1986/87)

Outros indicados do ano: A Missão; Filhos do Silêncio; Hannah e suas Irmãs; Uma Janela para o Amor.

31) Rebecca, a Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock (1940/41)

Outros indicados do ano: A Carta; A Longa Viagem de Volta; As Vinhas da Ira; Correspondente Estrangeiro; Kitty Foyle; Nossa Cidade; Núpcias de Escândalo; O Grande Ditador; Tudo Isto e o Céu Também.

30) Sinfonia de Paris, de Vincente Minnelli (1951/52)

Outros indicados do ano: Decisão Antes do Amanhecer; Quo Vadis; Um Lugar ao Sol; Uma Rua Chamada Pecado.

29) Onde os Fracos Não Têm Vez, de Joel e Ethan Coen (2007/08)

Outros indicados do ano: Conduta de Risco; Desejo e Reparação; Juno; Sangue Negro.

28) A Noviça Rebelde, de Robert Wise (1965/66)

Outros indicados do ano: A Nau dos Insensatos; Darling – A Que Amou Demais; Doutor Jivago; Mil Palhaços.

27) Gandhi, de Richard Attenborough (1982/83)

Outros indicados do ano: Desaparecido: Um Grande Mistério; E.T.: O Extraterrestre; O Veredicto; Tootsie.

26) Amor, Sublime Amor, de Jerome Robbins e Robert Wise (1961/62)

Outros indicados do ano: Desafio à Corrupção; Fanny; Julgamento em Nuremberg; Os Canhões de Navarone.

25) Patton – Rebelde ou Herói?, de Franklin J. Schaffner (1970/71)

Outros indicados do ano: Aeroporto; Cada um Vive como Quer; Love Story: Uma História de Amor; M.A.S.H.

24) A Ponte do Rio Kwai, de David Lean (1957/58)

Outros indicados do ano: 12 Homens e uma Sentença; A Caldeira do Diabo; Sayonara; Testemunha de Acusação.

23) Aconteceu Naquela Noite, de Frank Capra (1934/35)

Outros indicados do ano: A Alegre Divorciada; A Casa de Rothschild; A Ceia dos Acusados; A Família Barrett; Aí Vem a Marinha!; Cleópatra; Imitação da Vida; Legião das Abnegadas; Miss Generala; Uma Noite de Amor; Viva Villa!

22) Amadeus, de Milos Forman (1984/85)

Outros indicados do ano: A História de um Soldado; Os Gritos do Silêncio; Passagem para a Índia; Um Lugar no Coração.

21) A Lista de Schindler, de Steven Spielberg (1993/94)

Outros indicados do ano: Em Nome do Pai; O Fugitivo; O Piano; Vestígios do Dia.

20) Perdidos na Noite, de John Schlesinger (1969/70)

Outros indicados do ano: Alô, Dolly!; Ana dos Mil Dias; Butch Cassidy; Z.

19) Sem Novidade no Front, de Lewis Milestone (1930/30)

Outros indicados do ano: A Divorciada; Alvorada do Amor; Disraeli; O Presídio.

18) Ben-Hur, de William Wyler (1959/60)

Outros indicados do ano: Almas em Leilão; Anatomia de um Crime; O Diário de Anne Frank; Uma Cruz à Beira do Abismo.

17) Operação França, de William Friedkin (1971/72)

Outros indicados do ano: A Última Sessão de Cinema; Laranja Mecânica; Nicholas e Alexandra; Um Violinista no Telhado.

16) Os Melhores Anos de Nossas Vidas, de William Wyler (1946/47)

Outros indicados do ano: A Felicidade Não Se Compra; Henrique 5º; O Fio da Navalha; Virtude Selvagem.

15) Entre Dois Amores, de Sydney Pollack (1985/86)

Outros indicados do ano: A Cor Púrpura; A Honra do Poderoso Prizzi; A Testemunha; O Beijo da Mulher-Aranha.

14) Asas, de William A. Wellman (1927/29)

Outros indicados do ano: A Lei dos Fortes; Sétimo Céu.

13) Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood (1992/93)

Outros indicados do ano: Perfume de Mulher; Questão de Honra; Retorno a Howards End; Traídos pelo Desejo.

12) Se Meu Apartamento Falasse, de Billy Wilder (1960/61)

Outros indicados do ano: Entre Deus e o Pecado; Filhos e Amantes; O Álamo; Peregrino da Esperança.

11) O Franco Atirador, de Michael Cimino (1978/79)

Outros indicados do ano: Amargo Regresso; O Céu Pode Esperar; O Expresso da Meia-Noite; Uma Mulher Descasada.

10) Um Estranho no Ninho, de Milos Forman (1975/76)

Outros indicados do ano: Barry Lyndon; Nashville; Tubarão; Um Dia de Cão.

9) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme (1991/92)

Outros indicados do ano: A Bela e a Fera; Bugsy; JFK: A Pergunta que Não Quer Calar; O Príncipe das Marés.

8) E o Vento Levou, de Victor Fleming (1939/40)

Outros indicados do ano: A Mulher Faz o Homem; Adeus, Mr. Chips; Carícia Fatal; Duas Vidas; Ninotchka; No Tempo das Diligências; O Morro dos Ventos Uivantes; O Mágico de Oz; Vitória Amarga.

7) Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen (1977/78)

Outros indicados do ano: A Garota do Adeus; Júlia; Momento de Decisão; Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança.

6) A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz (1950/51)

Outros indicados do ano: As Minas do Rei Salomão; Crepúsculo dos Deuses; Nascida Ontem; O Papai da Noiva.

5) O Poderoso Chefão – Parte 2, de Francis Ford Coppola (1974/75)

Outros indicados do ano: A Conversação; Chinatown; Inferno na Torre; Lenny.

4) Sindicato de Ladrões, de Elia Kazan (1954/55)

Outros indicados do ano: A Fonte dos Desejos; A Nave da Revolta; Amar é Sofrer; Sete Noivas para Sete Irmãos.

3) Lawrence da Arábia, de David Lean (1962/63)

Outros indicados do ano: O Grande Motim; O Mais Longo dos Dias; O Sol é para Todos; Vendedor de Ilusões.

2) O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola (1972/73)

Outros indicados do ano: Amargo Pesadelo; Cabaret; Lágrimas de Esperança; Os Emigrantes.

1) Casablanca, de Michael Curtiz (1942/44)

Outros indicados do ano: A Canção de Bernadette; A Comédia Humana; Consciências Mortas; Horas de Tormenta; Madame Curie; Nosso Barco, Nossa Alma; O Diabo Disse Não; Original Pecado; Por Quem os Sinos Dobram.

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Vídeo: o Oscar é um prêmio justo?

A grandeza dos palcos em dois ganhadores do Oscar

Hollywood adora retratar o mundo do espetáculo, com seus produtores mandões, garotas espertas, rapazes talentosos em busca de um lugar ao sol, além de outros tipos conhecidos. Nos primeiros anos do Oscar, seus votantes trataram de premiar dois filmes diferentes sobre o mundo do espetáculo, de palcos e bastidores.

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Diferentes mas próximos, um deles lançado antes e o outro depois da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque; um antes e o outro depois da instituição do Código Hays; um com leveza, triângulo amoroso e alguma comédia, o outro com a trajetória de um homem que fez história no mundo dos musicais, do triunfo à miséria.

Parte da América dos palcos e bastidores resiste em Melodia da Broadway, de 1929, e em Ziegfeld – O Criador de Estrelas, de 1936. A história do primeiro seria levada às telas outras vezes, a exemplo da personagem central do segundo, o famoso produtor Florenz Ziegfeld Jr., vivido por um William Powell de sorriso largo, o camarada americano.

Ainda nos primeiros anos do som e do musical na tela, Melodia tem liberdades e defeitos evidentes. Concede momentos interessantes na interação das personagens, sobretudo com as irmãs Mahoney, Queenie (Anita Page) e Hank (Bessie Love). A primeira é alta e voluptuosa, a segunda é pequena e magra – o que não impede o espectador de se questionar por que a primeira faz mais sucesso que a segunda.

Mal chegam a Nova York e conseguem um teste na Broadway. Fazem de tudo para ganhar um número – ou uma participação – em um espetáculo em montagem. O namorado de Hank, Eddie (Charles King), é compositor e faz parte do espetáculo. Não demora para que se apaixone por Queenie, a sempre desejável.

À beira do palco, o produtor assume o poder: ainda que pouco ou nada saiba sobre musicais e mais pareça um mafioso, é quem dá as cartas. É o dinheiro. Nas imagens captadas com alguma distância, com a direção sem ousadias de Harry Beaumont, tal produtor é praticamente escondido, não chega a ser o carrasco que parece ser.

No oscarizado que antecede a Grande Depressão, o mundo em tela ainda sobrevive de festas, velocidade, meninas com partes do corpo à mostra, vestidos curtos e brilhantes fornecidos por algum figurinista afeminado. O universo é dos seres do palco, a pobreza é driblada com facilidade, quase não aparece. Beija-se à vontade. Dar vida ao show é fácil.

Nesse sentido, o produtor é praticamente anulado. O espetáculo movimenta-se a despeito dele. Não por acaso, chama-se Zanfield, o que leva a pensar em Ziegfeld. Após alguns anos, a reboque de tantas mudanças, vem o homem de William Powell, dono de uma característica comum a filmes americanos do tipo: o show resiste a tudo.

O que explica a fusão de imagens ao término de Ziegfeld: o homem ao centro, grande produtor, entrega-se à morte enquanto deixa desfilar na tela, casada à face, a multidão de extras e artistas, a marcha sobre o palco, a inundação do espetáculo luxuoso agora alinhado à carne que se desfaz. Não esconde a apelação: o homem e o show confundem-se.

Do suposto mafioso passa-se ao bom homem. Do escondido ao flagrado. Válido argumentar, ainda assim, que a persona de Powell – pouco ou nada diferente de outras que encarnou – não se deixa ver por completo. O esconderijo é outro, dispensa a distância da câmera. Em cena, o bom jogador a quem a malícia não denigre, alegre e justo.

Podia roubar as estrelas do concorrente, deixar-se levar por práticas condenáveis sem que perdesse a aura do mesmo homem, o mesmo Powell de sorriso penetrante – apenas superado pelo de Burt Lancaster, décadas depois. Esse “criador de estrelas” ergueu monumentos, criou marcas, morreu para se fundir àquilo que erigiu. “Preciso de mais degraus. Preciso ir mais alto. Mais alto”, evoca, em mente, antes de morrer.

Em um de seus números musicais, as mulheres tomam champanhe após acordar e o palco se move para frente, aos pedaços. Nos figurinos, a evocação do kitsch, do exagero. No palco, e apenas nele, algo remete à América anterior à Depressão, à mesma das festas iniciadas sem esforço em Melodia da Broadway, cuja erotização às vezes soa involuntária.

No caso de Ziegfeld, com direção de Robert Z. Leonard, tudo assume um propósito: o homem ao centro é o batalhador americano, o sonhador, alguém que aceita apostar para ter suas estruturas à vista, apenas para provar para quatro ou cinco homens, clientes de uma barbearia, que o mesmo Florenz Ziegfeld não está derrotado.

Para ambas as produções, hoje pouco lembradas, o Oscar foi um carimbo não exatamente de qualidade, mas a prova de que esse mundo de espetáculo, de seres com coragem suficiente para colocar no palco uma Babilônia, deveria ser valorizado. À época de salas de cinema lotadas, diversão popular e barata, a ele Hollywood estendeu o tapete vermelho.

(The Broadway Melody, Harry Beaumont, 1929)
(The Great Ziegfeld, Robert Z. Leonard, 1936)

Notas:
Melodia da Broadway:
★★★☆☆
Ziegfeld – O Criador de Estrelas: ★★★☆☆

Foto 1: Melodia da Broadway
Foto 2: Ziegfeld – O Criador de Estrelas

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Antifascismo em dois clássicos americanos

16 grandes duplas indicadas ao Oscar na mesma categoria

Ao longo de décadas, atores de um mesmo filme disputaram diversas vezes entre si a sonhada estatueta do Oscar. São confrontos memoráveis. Com tamanho peso, nenhum deles terminou como coadjuvante (ainda que Barry Fitzgerald, em 1945, seja exceção, indicado como ator e ator coadjuvante pelo mesmo papel, ganhando na segunda categoria).

Duplas excelentes, grandes interpretações. Tais casos, no entanto, são cada vez mais incomuns: a última vez em que uma dupla dividiu a mesma categoria ocorreu em 1992. Desde então, os estúdios têm optado em indicar atores com peso de protagonista como coadjuvantes. A intenção é faturar mais prêmios. Ou alguém acredita que Jake Gyllenhaal, em O Segredo de Brokeback Mountain, e Rooney Mara, em Carol, são coadjuvantes?

Barry Fitzgerald e Bing Crosby em O Bom Pastor (1944)

Quem venceu? Bing Crosby

o bom pastor

Anne Baxter e Bette Davis em A Malvada (1950)

Quem venceu? Judy Holliday em Nascida Ontem

a malvada

Burt Lancaster e Montgomery Clift em A Um Passo da Eternidade (1953)

Quem venceu? William Holden em O Inferno Nº 17

a um passo da eternidade

James Dean e Rock Hudson em Assim Caminha a Humanidade (1956)

Quem venceu? Yul Brynner em O Rei e Eu

assim caminha a humanidade

Sidney Poitier e Tony Curtis em Acorrentados (1958)

Quem venceu? David Niven em Vidas Separadas

acorrentados

Elizabeth Taylor e Katharine Hepburn e De Repente, No Último Verão (1959)

Quem venceu? Simone Signoret em Almas em Leilão

de repente no último verão

Maximilian Schell e Spencer Tracy em Julgamento em Nuremberg (1961)

Quem venceu? Maximilian Schell

o julgamento de nuremberg

Peter O’Toole e Richard Burton em Becket, O Favorito do Rei (1964)

Quem venceu? Rex Harrison em Minha Bela Dama

Becket

Dustin Hoffman e Jon Voight em Perdidos na Noite (1969)

Quem venceu? John Wayne em Bravura Indômita

perdidos na noite

Laurence Olivier e Michael Caine em Jogo Mortal (1972)

Quem venceu? Marlon Brando em O Poderoso Chefão

jogo mortal1

Peter Finch e William Holden em Rede de Intrigas (1976)

Quem venceu? Peter Finch

rede de intrigas

Anne Bancroft e Shirley MacLaine em Momento de Decisão (1977)

Quem venceu? Diane Keaton em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

momento de decisão

Albert Finney e Tom Courtenay em O Fiel Camareiro (1983)

Quem venceu? Robert Duvall em A Força do Carinho

o fiel camareiro

Debra Winger e Shirley MacLaine em Laços de Ternura (1983)

Quem venceu? Shirley MacLaine

laços de ternura1

F. Murray Abraham e Tom Hulce em Amadeus (1984)

Quem venceu? F. Murray Abraham

amadeus

Geena Davis e Susan Sarandon em Thelma & Louise (1991)

Quem venceu? Jodie Foster em O Silêncio dos Inocentes

thelma e louise

Para lembrar: Franchot Tone, Charles Laughton e Clark Gable em O Grande Motim (1935)

Caso único na história do Oscar, com três atores indicados na mesma categoria principal. Em 1936, a Academia ainda não havia criado as categorias de coadjuvante.

Quem venceu? Victor McLaglen em O Delator

o grande motim

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Basta pensar em algumas frases e os filmes vêm logo à cabeça: “Eu sou o rei do mundo!”, dita por Leonardo DiCaprio em Titanic, por exemplo, ou “A vida é como uma caixa de chocolates…”, de Tom Hanks em Forrest Gump. São textos que todos conhecem e talvez sem o mesmo poder se retirados de seus contextos.

Com a aproximação da festa do Oscar, o blog relembra frases marcantes de antigos vencedores da principal estatueta da noite: melhor filme. A lista passa por décadas da história da festa – e do cinema – para mostrar o quanto algumas falas sobrevivem ao tempo. E o quanto algumas, um pouco esquecidas, merecem agora devido destaque.

“Eu quero ficar só.”

Greta Garbo em Grande Hotel (1932)

grande hotel

“Contemple os muros de Jericó, não tão espessos como aquele que Josué derrubou com a corneta, porém mais seguros. Não tenho corneta, mas como tenho bom coração, você vai receber o melhor pijama.”

Clark Gable, dividindo o quarto com Claudette Colbert, em Aconteceu Naquela Noite (1934)

aconteceu naquela noite

“Vovô diz que hoje a maioria das pessoas é movida pelo medo. Medo do que comem, medo do que bebem, medo de perder o emprego, medo do futuro, medo de perder a saúde, medo de guardar dinheiro, medo de gastá-lo. Sabe o que o vovô mais odeia? Aqueles que lucram explorando o medo. Assustado, você compra aquilo de que não precisa.”

Jean Arthur, para James Stewart, em Do Mundo Nada se Leva (1938)

do mundo nada se leva

“Tara! Lar. Eu vou voltar para casa. E pensarei em alguma maneira de trazê-lo de volta. Afinal, amanhã é outro dia.”

Vivien Leigh no encerramento de E o Vento Levou (1939)

e o vento levou

“De todos os bares do mundo, ela tinha que entrar logo no meu?”

Humphrey Bogart em Casablanca (1942)

casablanca

“É engraçada a carreira de uma mulher; pense nas coisas de que você tem que se livrar, quando está no topo da escada, para ter mais liberdade de movimento. Mas quando faz isso esquece que vai precisar delas quando voltar a ser uma mulher. Há uma carreira que todas as mulheres têm em comum, gostem ou não, por serem mulheres. E mais cedo ou mais tarde, temos que exercê-la.”

Bette Davis em A Malvada (1950)

a malvada

“Você não entende! Eu poderia ter classe. Podia ter sido um competidor. Eu poderia ter sido alguém, ao invés de um vagabundo, que é o que eu sou.”

Marlon Brando, para Rod Steiger, em Sindicato de Ladrões.

sindicato de ladrões

“As pessoas que dizem que fazem amor o tempo todo são mentirosas.”

Louis Jourdan em Gigi (1958)

gigi

“Pode haver honra entre ladrões, mas não entre políticos.”

Peter O’Toole em Lawrence da Arábia (1962)

lawrence da arábia

“Eu vendi flores. Não me vendi. Agora que você me transformou em uma dama, não consigo vender mais nada.”

Audrey Hepburn, para Rex Harrison, em Minha Bela Dama (1964)

ÒMy Fair LadyÓ and ÒThe Great RaceÓ will screen at the Academy of Motion Picture Arts and SciencesÕ Linwood Dunn Theater in Hollywood on Friday, March 27, and Saturday, March 28, respectively. Screenings will begin at 8 p.m. The programs are presented by the AcademyÕs Science and Technology Council in conjunction with its ÒDressed in Color: The CostumesÓ exhibition, which includes costumes from both films. Pictured: Audrey Hepburn and Rex Harrison as they appear in MY FAIR LADY, 1964.

“O povo me segue porque segue tudo o que se move.”

Robert Shaw, como Henrique 8º, em O Homem que Não Vendeu Sua Alma (1966)

o homem que não vendeu sua alma

“Eu amo a guerra, que Deus me ajude, amo de verdade. Mais do que minha vida.”

George C. Scott em Patton – Rebelde ou Herói?

patton

“Mantenha seus amigos por perto e seus inimigos, mais perto ainda.”

Al Pacino em O Poderoso Chefão – Parte 2 (1974)

o poderoso chefão2

“Eu sinto que a vida se divide entre o horrível e o miserável.”

Woody Allen em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

noivo neurótico

“Podem torturar meu corpo, quebrar meus ossos, podem até me matar. Eles terão meu cadáver, mas não a minha obediência.”

Ben Kingsley em Gandhi (1982)

gandhi

“O progresso baseia-se mais no fracasso do que no sucesso.”

Kevin Costner em Dança com Lobos (1990)

dança com lobos

“Gostaria de conversar com você, mas tenho um velho amigo para jantar.”

Anthony Hopkins, para Jodie Foster, no encerramento de O Silêncio dos Inocentes (1991)

silêncio dos inocentes

“É uma coisa infernal matar um homem. Você tira tudo o que ele tem e tudo o que ele poderia ter um dia.”

Clint Eastwood em Os Imperdoáveis (1992)

imperdoáveis

“Poder é quando temos justificativa para matar e não matamos.”

Liam Neeson, para Ralph Fiennes, em A Lista de Schindler (1993)

a lista de schindler

“Só conheci um homem com o qual não queria lutar. Quando eu o conheci, ele já era o melhor “cut man” do ramo. Começou treinando e empresariando nos anos 60, mas nunca perdeu o dom.”

Morgan Freeman, sobre Clint Eastwood, na abertura de Menina de Ouro (2004)

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Filmes que ganharam a Palma de Ouro e o Oscar de filme estrangeiro

Alguns filmes de trajetórias meteóricas conseguiram arrebatar as principais estatuetas do mundo cinematográfico. Apenas cinco chegaram à Palma de Ouro e ao Oscar de filme estrangeiro na história dos prêmios – prova de que talvez não haja pleno diálogo entre eles. Cannes é um festival e o Oscar, uma premiação. Há diferenças óbvias.

No festival, os jurados assistem a todos os filmes enquanto o evento está em curso, o que tende a torná-lo mais justo. Já os critérios de avaliação para o Oscar de filme estrangeiro sempre geram dúvidas. A bancada que elege os cinco finalistas – de um punhado de obras dos mais diferentes países – deve, na prática, assistir a todos, mas nada é muito certo. São poucos os filmes que saem premiados dos dois lados do Atlântico, como se vê na lista abaixo.

Orfeu Negro, de Marcel Camus

A história passada nos morros cariocas, em pleno Carnaval brasileiro, adaptada de Vinícius de Moraes, volta ao mito de Orfeu, ao seu amor trágico por Eurídice. O filme é embalado por batuques, tem belas imagens e reproduz um Brasil inexistente, distante da mesma nação retratada pelo cinema novo local. A obra caiu na graça dos franceses e, difícil de acreditar, derrotou Os Incompreendidos e Hiroshima, Meu Amor em Cannes.

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Um Homem, Uma Mulher, de Claude Lelouch

Além do Oscar de filme estrangeiro, ganhou o prêmio de roteiro original. Em Cannes, empatou com Confusões à Italiana, de Pietro Germi, e derrotou filmes poderosos como O Segundo Rosto e Doutor Jivago. Tem uma inesquecível Anouk Aimée em par com Jean-Louis Trintignant, à beira-mar, no belo preto e branco da fotografia assinada pelo próprio Lelouch. E como esquecer a música de Baden Powell, com letra de Vinicius de Moraes?

um homem uma mulher

O Tambor, de Volker Schlöndorff

O menino de olhos esbugalhados (David Bennent) comunica-se com o mundo a partir de seu tambor: segue ao alto da catedral para tocar o instrumento, enquanto grita e quebra vidraças. Esse protagonista dá de ombros aos adultos e, em plena Alemanha nazista, decide parar de crescer. Filme poderoso, imaginativo. Em Cannes, novo empate: o filme de Schlöndorff dividiu a Palma com Apocalypse Now, obra-prima de Coppola passada no Vietnã.

o tambor1

Pelle, o Conquistador, de Bille August

O mundo visto pelos olhos do garoto Pelle (Pelle Hvenegaard) não é nada agradável. Boa parte do filme centra-se em sua relação com o pai, personagem de Max von Sydow, perfeito como um homem covarde. É sobre a mudança de ambos da Suécia para a Dinamarca e a dificuldade para se estabelecer no local. O filme rendeu a von Sydow uma indicação ao Oscar de melhor ator. Na categoria de filme estrangeiro, derrotou Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos.

pelle o conquistador

Amor, de Michael Haneke

Nem todo mundo embarca no cinema de Haneke. O cineasta austríaco é considerado frio e gratuito por detratores, sempre levado a chocar o espectador. Amor passa longe de ser seu filme mais forte e mostra a relação abalada de um casal de idosos, quando ela (Emmanuelle Riva) tem uma doença e ele (Jean-Louis Trintignant) vê-se levado a acompanhar seus momentos finais. Em Cannes, derrotou títulos incríveis como Holy Motors, Cosmópolis e Além das Montanhas.

amour

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