Samuel Fuller

Sombras do Mal, de Jules Dassin

O apostador barato sonha em chegar ao topo do mundo e enriquecer. Segundo sua namorada, ele tem cérebro, ambição e “trabalhou mais que dez homens”. No entanto, nessa Londres às sombras, o protagonista segue como sempre foi, atolado em problemas, dívidas, o mesmo desmiolado nascido para o tombo.

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Difícil compreender por que ela continua a amá-lo, a segui-lo, a apostar nesse competidor fracassado ao longo de Sombras do Mal. “Você não encontrará nenhum dinheiro aí, Harry”, afirma a moça, quando o flagra mexendo em seus pertences, atrás de alguns trocados. Para sobreviver às ruas, vencer as dívidas, subir, será capaz até de agredí-la.

Ela, Mary (Gene Tierney), simplesmente não consegue deixá-lo. Cansou de ouvir seus planos, de fingir que o mesmo poderia ter sucesso, e até permitiu que saísse de seu apartamento com notas no bolso. Harry Fabian (Richard Widmark) usou a força de “dez homens” para se tornar um pequeno trambiqueiro, um golpista.

Trabalha para o mesmo homem que a amada, também para a mesma mulher – o casal Philip (Francis L. Sullivan) e Helen Nosseross (Googie Withers), seres da pior espécie à frente de um bar. Enquanto Mary é treinada para vender qualquer tipo de produto aos frequentadores, Harry encontra caminhos para atrair clientes ao agitado comércio.

A história é dele. Mary serve de alívio, figura honesta no grande filme de Jules Dassin, que foi para a Inglaterra trabalhar após cair na Lista Negra de Hollywood. Harry, em sua tentativa de chegar ao topo, sonha em controlar os espetáculos de luta livre londrinos nos quais impera a falsidade, em aberta comunhão com o universo que conhece bem.

A oportunidade aparece quando ele conhece um velho atleta de luta greco-romana. Vem a ser o pai do chefão dos ringues de luta livre, alguém que ainda crê no esporte como arte e, por isso, algo distante da dissimulação com quedas, saltos e golpes levados ao público. Para o velho lutador, o lucro do filho vale-se do espetáculo de circo.

Para Harry, é necessário aproximar-se do pai (Stanislaus Zbyszko) para ocupar o espaço do filho (Herbert Lom), dono do monopólio dos ringues da cidade em questão: fingir que pode ressuscitar um respiro de arte em um mundo marcado pelo show ordinário, ao público que aceita a mentira a serviço de patrocinadores gatunos.

O universo em questão dá luz a alguém como Harry, que só pode existir em terreno como tal. Que surge à tela correndo, perseguido por alguém cuja identidade não importa; outro, entre tantos, ao qual deve uma quantia de dinheiro, em aventuras de ganhos e perdas, de saltos e quedas, de riscos que não o retiram da sombra dos outros.

Harry reflete os ânimos e a visão de Dassin naquele momento: o filme noir, reino das sombras, é perfeito para o movimento dos pecadores que buscam redenção, para as várias delações em troca de dinheiro, para o espetáculo barato a um público pouco crítico, para um reino de miséria em que ninguém (ou quase) se salva.

Não é difícil pensar no macartismo do qual Dassin foi vítima e em seus efeitos, período vergonhoso da história americana em que suspeitos de colaboração comunista foram perseguidos e proibidos de trabalhar. Nesse meio, a força de vontade de Harry não será suficiente para salvá-lo; seu avanço é freado pelo mundo que o cerca.

Widmark está perfeito como golpista. Pouco depois, em 1953, estrelaria Anjo do Mal, de Samuel Fuller, cineasta acusado de alinhamento à direita. Na trama, os comunistas são vilões que tentam matar o protagonista, o batedor de carteira que acidentalmente rouba planos secretos dos soviéticos. Widmark serve filmes brilhantes que se aproximam e se repelem. Para Dassin, ao contrário de Fuller, a saída ao fim é impossível.

(Night and the City, Jules Dassin, 1950)

Nota: ★★★★★

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Anjo do Mal, de Samuel Fuller

O casal surge em circunstâncias estranhas: ele sabe bem o que fazer, o que quer furtar, ela não tem ideia do valor do material que carrega a tiracolo. O bandido deseja alguns trocados, a bolsa dela. É um batedor de carteiras. Ela – também trapaceira atrás de alguns trocados – deseja apenas terminar seu serviço.

O meio desses seres comuns e criminosos abre espaço para a política em Anjo do Mal. Ela carrega um microfilme para os comunistas, com valiosas informações sobre os americanos. Ele, a certa altura, estranhamente se inclinará à consciência – não pelo seu país (que o prendeu três vezes), mas pela possibilidade de que tudo pode ser pior.

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A Guerra Fria é pano de fundo. À frente estão os alienados, gente que se vende fácil. O diretor Samuel Fuller é um mestre em criar o clima que se põe ao meio: ao longo de sua obra, importa menos a política, ainda que ela – sintetizada no microfilme – seja o que Hitchcock chamou de McGuffin (vital à continuidade da ação, mesmo que secundário).

No encalço do bandido e protagonista, Skip McCoy (Richard Widmark), estão os policiais americanos e os comunistas. Ou seja, o mundo todo.

Não dá a mínima àquilo. Quando parece mudar, ao fim, segue o mesmo: deixa à sua nova garota, sua perfeita companheira, a tirada final. O mundo está com ele, talvez, e agora é feito – talvez não em sua totalidade – de pessoas assim: cínicas, debochadas.

Ao roubar esse microfilme, McCoy obriga o filme a se voltar ao submundo, à sujeira: nem às salas simples dos comunistas, tampouco à delegacia abarrotada. O mundo de McCoy é cinematográfico, falso não fosse verossímil – ou caso não dialogasse com o herói acidental. O protagonista vive à deriva, em casa de madeira sobre o mar.

Nesse espaço onde quase tudo acontece, McCoy está à beira de se despregar: apenas algumas tábuas de madeira separam o homem durão de todo o resto – da grande cidade, dos comunistas, dos policiais, daquele universo considerado real.

Quando fica sabendo que os comunistas estão dispostos a pagar caro pelo microfilme, McCoy não perdoa: joga o preço nas alturas. Poderia ter faturado 500 dólares, mas quer mais, e sabe que pode cobrar: pede nada menos que 25 mil dólares.

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Os comunistas devem pagar mais, aponta o texto. Aqui, tudo está à venda – sobretudo aos comunistas. Na América de Fuller os bandidos tornam-se heróis, ou fingem ser. O filme quer menos politização, mais o bom entretenimento que nasce de histórias de amor entre ordinários, de bolsas furtadas no metrô, de chantagens às claras.

Além de McCoy e de sua companheira, a esperta Candy (Jean Peters), há outra importante personagem. Trata-se de Moe, vivida por Thelma Ritter, que diz as coisas certas e age como quase todos em Anjo do Mal: vende informações e gravatas ao mesmo tempo, e fatura assim alguns trocados para sobreviver.

Ao negar aos comunistas informações sobre o anti-herói, deverá encontrar o que sempre procurou: a morte. Ela sonha em ser enterrada em uma cova descente, não em qualquer vala comum. Em uma das sequências mais fortes, McCoy sai em busca de seu corpo, realiza seu desejo. Não é um mero batedor de carteiras.

Para Fuller, McCoy é a complicação, o fruto de interesse, alguém que desafiará o espectador a cada cena, disposto a chegar ao certo sempre pelo caminho inesperado. Seu modo de ser torna-o autêntico, com direito à bela garota e à porta da frente.

(Pickup on South Street, Samuel Fuller, 1953)

Nota: ★★★★★

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20 grandes filmes sobre a morte do sonho americano

Importante dizer, de partida, que o chamado “sonho americano” é um rótulo, utopia embalada pela televisão, pela propaganda de margarina, pelo cinema idealista dos anos 30. O american way of life, com sua economia robusta, suas famílias suburbanas felizes, direitos iguais para todos, não resiste ao retrato da realidade – seja pela comédia ou pelo drama de contornos obscuros – levado à frente pela da lista abaixo.

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Existem outros vários filmes sobre a degradação desse ideal americano que ficaram de fora da relação. A lista também traz longas-metragens que se banharam em livros conhecidos, de autores como John Steinbeck e F. Scott Fitzgerald. Ainda assim, a visão dos cineastas tem peso maior, com narrativas de forte impacto. À lista.

Fúria, de Fritz Lang

Austríaco e fugitivo do nazismo, Lang deu vez a uma história sobre intolerância em seu primeiro filme americano, no qual um homem é considerado culpado por um crime que não cometeu. Do lado de fora da prisão, a multidão descontrolada pede seu pescoço.

fúria

Alma em Suplício, de Michael Curtiz

Esse filme noir traz Mildred Pierce (Joan Crawford), cuja escalada social será acompanhada pela degradação da filha, a quem a protagonista tenta dar a melhor educação. A história é contada em flashback, à polícia, após o assassinato do ex-marido de Mildred.

alma em suplício

O Cúmplice das Sombras, de Joseph Losey

O policial de Van Heflin descobre uma mulher casada, em uma bela casa de subúrbio, sozinha enquanto seu marido apresenta um programa de rádio. Passa a frequentar o local, torna-se seu amante. O destino desses fracassados tomará rumos inesperados.

o cúmplice das sombras

Vidas Amargas, de Elia Kazan

Vários filmes de Kazan tratam da morte do sonho americano. Nenhum deles, contudo, de maneira magistral como Vidas Amargas, da obra de Steinbeck, sobre um rapaz (James Dean) filho de um pai religioso e de uma mãe prostituta, em busca do amor de ambos.

vidas amargas

Delírio de Loucura, de Nicholas Ray

James Mason interpreta um professor pai de família que passa a ter comportamento violento com a mulher e o filho após iniciar um tratamento com cortisona. Esse remédio – amostra “milagrosa” da vida moderna – não garantirá a continuidade da família.

delírio de loucura

O Indomado, de Martin Ritt

A sequência mais famosa dá ideia da degradação geral: pai, filho e outros rancheiros matam o rebanho doente da fazenda. O filho (Paul Newman) quer vendê-lo mesmo assim, o pai (Melvyn Douglas) é contra. Por esses contrapontos, a família aos poucos se dissolve.

o indomado

O Beijo Amargo, de Samuel Fuller

A Kelly de Constance Towers esbofeteia seu cafetão antes de ir embora. Migra à pequena cidade interiorana, a uma “outra” América, indo trabalhar como enfermeira em um hospital para crianças com deficiência. Ali, apenas as crianças serão verdadeiras.

o beijo amargo

Sem Destino, de Dennis Hopper

Outra América é o que esperam também os motociclistas chapados de Hopper e Peter Fonda. Ganham um pouco de dinheiro e destroem um relógio antes de embarcar nessa viagem igualmente existencial – e repleta de intolerância, a dos outros.

sem destino

Perdidos na Noite, de John Schlesinger

Enquanto canta, no chuveiro, o caipira Joe Buck (Jon Voight) sonha acordado com as belas mulheres que almeja encontrar, na cidade grande, trabalhando como gigolô. A realidade é outra: termina quase sem nada, apenas com a companhia do marginal Ratso (Dustin Hoffman).

perdidos na noite

A Noite dos Desesperados, de Sydney Pollack

Nos tempos da Grande Depressão, algumas pessoas decididas a ganhar dinheiro se arriscam em um jogo insano: precisam sobreviver ao cansaço, horas sem dormir, em uma pista de dança na qual se convertem no centro de um espetáculo doentio.

a noite dos desesperados

O Grande Gatsby, de Jack Clayton

A versão de Baz Luhrmann desaparece quando comparada ao elegante trabalho de Clayton, a partir do livro de Fitzgerald, com suas passagens entre o paraíso e o inferno, seus amantes condenados, todos gravitando em torno do poderoso Gatsby (Robert Redford).

o grande gatsby

Stroszek, de Werner Herzog

Um rapaz com aparente problema mental (Bruno S.), uma prostituta (Eva Mattes) e um baixinho (Clemens Scheitz) saem da Alemanha para tentar a vida na América. Após os imaginados fracassos, como a perda da casa, eles decidem aderir à violência.

stroszek

Eles Vivem, de John Carpenter

A sociedade capitalista é descortinada de forma original nessa ficção científica: o mundo foi dominado por alienígenas que não se deixam ver, nem suas mensagens. O herói grandalhão (Roddy Piper) só consegue enxergá-los quando utiliza óculos especiais.

eles vivem

Nascido em 4 de Julho, de Oliver Stone

Antes uma criança que brincava com armas, jovem apaixonado e patriota, o protagonista (Tom Cruise) retorna do Vietnã em uma cadeira de rodas. Repensa tudo, muda de lado: não demora a protestar, a aderir às passeatas contra seu próprio governo.

nascido em 4 de julho3

O Sucesso a Qualquer Preço, de James Foley

Sob as ordens do chefe, alguns corretores imobiliários correm para vender mais e cumprir as metas, em noite chuvosa. O roteiro é de David Mamet, baseado em sua própria obra. O protagonista, entre o cômico e o cínico, é ninguém menos que Jack Lemmon.

o sucesso a qualquer preço1

Felicidade, de Todd Solondz

Painel sobre a vida privada dos moradores de subúrbio, com seus segredos e a busca pela inclusão. Há o pai de família pedófilo, a solteira chorona em busca do “príncipe encantado”, o rapaz solitário atrás de sexo fácil, a escritora frustrada, entre outros.

felicidade

Beleza Americana, de Sam Mendes

O protagonista (Kevin Spacey) sonha com as rosas vermelhas que saltam do corpo da bela garota (Mena Suvari), ninfeta e amiga de sua filha. Outro painel de degradação da doce vida americana, com tipos variados como o vizinho que vende drogas e seu pai militar.

beleza americana

Longe do Paraíso, de Todd Haynes

O tempo e as cores de Douglas Sirk. Também os traços de suas personagens, a sociedade que desaba, a família infeliz. Em cena, uma dona de casa (Julianne Moore) descobre as inclinações homossexuais do marido enquanto se encanta com a presença de um jardineiro negro.

longe do paraíso

O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese

O consagrado diretor de Taxi Driver vai a Wall Street mostrar a trajetória de jovens em busca de dinheiro fácil, sem qualquer humanidade. A vida é uma diversão feita de escritórios abarrotados com homens caçando números, de orgias paralelas. É a loucura americana.

o lobo de wall street

O Ano Mais Violento, de J. C. Chandor

O ano é 1981, quando os índices de criminalidade foram os mais altos em Nova York. Nesse cenário, o jovem empresário Abel Morales (Oscar Isaac) tenta conquistar espaço com sua empresa, ao lado da mulher “perfeita” (Jessica Chastain) e homens estranhos. Ser honesto não será fácil.

o ano mais violento

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Os 70 melhores longas de estreia da História do Cinema

Tão felizes em suas estreias, alguns cineastas terminariam perseguidos por elas. Outros, tomados pela audácia, pela liberdade criativa, foram além: mudaram as regras da sétima arte, radicalizaram o ainda jovem cinema.

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A lista abaixo traz nomes consagrados, alguns mortos, vários com carreiras sólidas e prêmios às dúzias. O amontoado não deixa de ser uma passada pela História do Cinema e a anunciação de autores e movimentos importantes como nouvelle vague, cinema novo alemão, free cinema inglês, cinema novo brasileiro, nova Hollywood e até o novo cinema africano nascente nos anos 60. Em alguns casos, a confirmação de que determinados cineastas não conseguiram repetir a qualidade de seus primeiros trabalhos.

Na composição da lista, algumas regras foram necessárias: curtas ou médias-metragens não foram considerados, além de trabalhos para a televisão. Além disso, diretores de apenas um longa-metragem não entraram na relação, como Mario Peixoto e Charles Laughton.

70) Primavera para Hitler (Mel Brooks, 1967)

primavera para hitler

69) Cães de Aluguel (Quentin Tarantino, 1992)

cães de aluguel

68) O Relojoeiro (Bertrand Tavernier, 1974)

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67) Vivendo na Corda Bamba (Paul Schrader, 1978)

vivendo na corda bamba

66) Fuga para Odessa (James Gray, 1994)

fuga para odessa

65) O Jovem Törless (Volker Schlöndorff, 1966)

o jovem torless

64) A Incrível Suzana (Billy Wilder, 1942)

a incrível suzana

63) Você Se Lembra de Dolly Bell? (Emir Kusturica, 1981)

você se lembra de dolly bell

62) Geração (Andrzej Wajda, 1955)

geração

61) Na Mira da Morte (Peter Bogdanovich, 1968)

na mira da morte

60) O Sétimo Continente (Michael Haneke, 1989)

o sétimo continente

59) Ganga Zumba (Carlos Diegues, 1963)

ganga zumba

58) Eu Matei Jesse James (Samuel Fuller, 1949)

eu matei jesse james

57) Gosto de Sangue (Joel e Ethan Coen, 1984)

gosto de sangue

56) O Pranto de um Ídolo (Lindsay Anderson, 1963)

o pranto de um ídolo

55) O Pequeno Apartamento (Marco Ferreri, 1959; codireção de Isidoro M. Ferry)

o pequeno apartamento

54) Rio, 40 Graus (Nelson Pereira dos Santos, 1955)

rio 40 graus

53) O Jogo de Emoções (David Mamet, 1987)

o jogo de emoções

52) Despedida de Ontem (Alexander Kluge, 1966)

despedida de ontem

51) Uma Cidade de Amor e Esperança (Nagisa Oshima, 1959)

uma cidade de amor e esperança1

50) O Último Golpe (Michael Cimino, 1974)

o último golpe

49) Barravento (Glauber Rocha, 1962)

Barravento

48) Sexo, Mentiras e Videotape (Steven Soderbergh, 1989)

sexo mentiras e videotape

47) Amarga Esperança (Nicholas Ray, 1948)

amarga esperança

46) Quando os Jovens se Tornam Adultos (Barry Levinson, 1982)

quando os jovens se tornam adultos

45) Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Mike Nichols, 1966)

quem tem medo de virginia

44) Crimes da Alma (Michelangelo Antonioni, 1950)

crimes da alma

43) Encurralado (Steven Spielberg, 1971)

encurralado

42) Stella (Mihalis Kakogiannis, 1955)

stella

41) A Infância de Ivan (Andrei Tarkovski, 1962)

a infância de ivan

40) Corpos Ardentes (Lawrence Kasdan, 1981)

corpos ardentes

39) A Greve (Sergei Eisenstein, 1925)

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38) Desajuste Social (Pier Paolo Pasolini, 1961)

desajuste social

37) Um Dia em Nova York (Stanley Donen, 1949; codireção de Gene Kelly)

um dia em nova york

36) Um de Nós Morrerá (Arthur Penn, 1958)

um de nós morrerá

35) O Matador de Ovelhas (Charles Burnett, 1978)

o matador de ovelhas

34) Eraserhead (David Lynch, 1977)

eraserhead

33) Carter – O Vingador (Mike Hodges, 1971)

carter o vingador

32) Terra de Ninguém (Terrence Malick, 1973)

terra de ninguém

31) Mad Max (George Miller, 1979)

mad max

30) Mulheres e Luzes (Federico Fellini, 1950; codireção de Alberto Lattuada)

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29) Os Cafajestes (Ruy Guerra, 1962)

os cafajestes

28) A Idade do Ouro (Luis Buñuel, 1930)

a idade do ouro

27) A Terça Parte da Noite (Andrzej Zulawski, 1971)

a terça parte da noite

26) Sombras (John Cassavetes, 1959)

sombras

25) Nosso Barco, Nossa Alma (David Lean, 1942; codireção de Noël Coward)

nosso barco nossa alma

24) A Faca na Água (Roman Polanski, 1962)

a faca na água

23) A Noite dos Mortos-Vivos (George A. Romero, 1968)

a noite dos mortos vivos

22) Os Duelistas (Ridley Scott, 1977)

os duelistas

21) Sem Destino (Dennis Hopper, 1969)

sem destino

20) Infância Nua (Maurice Pialat, 1968)

infância nua

19) La Pointe-Courte (Agnès Varda, 1955)

La Pointe-Courte

18) O Bandido da Luz Vermelha (Rogério Sganzerla, 1968)

o bandido da luz vermelha

17) 12 Homens e Uma Sentença (Sidney Lumet, 1957)

12 homens e uma sentença

16) Nas Garras do Vício (Claude Chabrol, 1958)

nas garras do vício

15) Porto das Caixas (Paulo César Saraceni, 1962)

porto das caixas

14) Paris Nos Pertence (Jacques Rivette, 1961)

paris nos pertence

13) Performance (Nicolas Roeg, 1970; codireção de Donald Cammell)

performance

12) A Negra De… (Ousmane Sembene, 1966)

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11) Acossado (Jean-Luc Godard, 1960)

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10) Sorgo Vermelho (Zhang Yimou, 1987)

sorgo vermelho

9) De Punhos Cerrados (Marco Bellocchio, 1965)

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8) Os Incompreendidos (François Truffaut, 1959)

os incompreendidos

7) São Paulo, Sociedade Anônima (Luís Sérgio Person, 1965)

são paulo sa

6) A Canção da Estrada (Satyajit Ray, 1955)

a canção da estrada

5) Obsessão (Luchino Visconti, 1943)

obsessão

4) O Atalante (Jean Vigo, 1934)

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3) O Falcão Maltês (John Huston, 1941)

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2) Hiroshima, Meu Amor (Alain Resnais, 1959)

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1) Cidadão Kane (Orson Welles, 1941)

cidadão kane

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Dez grandes filmes americanos esquecidos pelo Oscar (2006-2014)

Acostumado a esquecer, ou simplesmente ignorar, as produções estrangeiras, o Oscar também tem cometido injustiças com produções americanas. Não se trata de esquecê-las em uma ou em outra categoria, mas em todas.

A situação ainda é mais complicada quando se constata que nenhum dos filmes abaixo faria feio na categoria principal. Ainda pior é pensar que mesmo com a mudança nas regras – de cinco para até dez indicados para melhor filme – alguns desses filmes terminaram de fora da festa – isso, claro, sem falar dos atores e de toda a produção.

A Última Noite, de Robert Altman

O capítulo final de Altman passa-se na última apresentação de um programa de rádio, com seus tipos americanos e um anjo que passa por ali para visitar esses artistas.

a última noite

Zodíaco, de David Fincher

A reconstrução do caso envolvendo um suposto serial killer chamado Zodíaco. Ainda mais, a oportunidade de Fincher em explorar a paranoia e fazer algo oposto a Seven.

zodíaco

Amantes, de James Gray

Pela janela do quarto, o rapaz judeu interpretado por Joaquin Phoenix tem uma visão apaixonante: é a bela e problemática vizinha, por quem ele está interessado.

amantes

Ilha do Medo, de Martin Scorsese

O diretor diz ter se inspirado em filmes de Fuller e de outros mestres para compor essa obra sobre um homem preso a si mesmo, em uma ilha, em meio a um labirinto.

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Killer Joe – Matador de Aluguel, de William Friedkin

O diretor de Operação França tem um momento inspirado ao abordar as relações de uma família disfuncional com o matador implacável vivido por Matthew McConaughey.

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O Abrigo, de Jeff Nichols

Poderoso estudo sobre o medo, em clima pós-11 de setembro: a história de um pai de família que constrói um abrigo e é visitado pela imagem de uma tempestade.

o abrigo

Frances Ha, de Noah Baumbach

Comédia leve sobre a amizade, sobre a menina do título, que tem a vida transformada quando sua melhor amiga arruma um namorado – o que ela entende como traição.

frances ha

Era Uma Vez em Nova York, de James Gray

Talvez o melhor filme de Gray, sobre uma imigrante na Nova York do início da década de 20, confrontada pelo inesperado e entre dois homens diferentes.

era uma vez em nova york

O Ano Mais Violento, de J.C. Chandor

Nova York novamente ganha espaço: é o terreno no qual um empresário tenta sobreviver e ser honesto – apesar das ambições da mulher e dos inimigos.

o ano mais violento

Dívida de Honra, de Tommy Lee Jones

Faroeste extraordinário com um protagonista pouco cativante. É sobre um beberrão e uma solteirona em uma diligência com três mulheres enlouquecidas.

dívida de honra

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Bastidores: Zodíaco