Otto Preminger

15 grandes cineastas que foram indicados ao Oscar, mas nunca ganharam o prêmio

A lista poderia ser maior. Há outros mestres que receberam indicações, perderam e devem ser lembrados, nomes como Krzysztof Kieslowski e Hiroshi Teshigahara. Na outra ponta há figuras medíocres que já levaram o prêmio. Vão dizer que são coisas do momento, com filmes que estavam na crista da onda e ganharam tudo (ou quase). Pode ser.

E há outros casos curiosos, não menos injustos. Um deles é o de Charles Chaplin. Apesar de ter vencido pela música de Luzes da Ribalta e ter ganhado um merecido honorário, Chaplin nunca foi indicado como melhor diretor. O que explica sua ausência nesta lista – como a de realizadores como Buñuel, Visconti, entre tantos outros.

Robert Altman

A carreira de Altman é extensa, cheia de momentos geniais, entre comédias, dramas e até faroestes. Poderia ter ganhado o Oscar em diferentes momentos. E merecia por alguns, como em 1976, quando concorria por Nashville, ou em 2002, quando viu Ron Howard abocanhar a estatueta pelo drama Uma Mente Brilhante, ocasião em que concorria pelo extraordinário Assassinato em Gosford Park.

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Michelangelo Antonioni

O mestre da melancolia, realizador com extremo controle do tempo e que atravessou diferentes países com filmes provocadores e que captaram o espírito de seu tempo. Blow-Up passa-se na agitada Londres dos anos 60. Deu ao diretor sua única indicação. O filme acompanha os passos de um fotógrafo de moda (David Hemmings) em busca de realidade, em noites em albergues ou no possível registro de um assassinato.

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Ingmar Bergman

Indicado três vezes como melhor diretor, por Gritos e Sussurros, Face a Face e Fanny & Alexander, Bergman é um gênio. Quase ninguém duvida disso. No entanto, o Oscar nunca o premiou na categoria, preferindo cineastas hoje pouco lembrados, George Roy Hill, John G. Avildsen e James L. Brooks, respectivamente. Se é possível compensar, os filmes de Bergman ganharam quatro vezes na categoria de estrangeiro.

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John Cassavetes

O pai do cinema independente americano chegou ao Oscar primeiro como ator, com a indicação de coadjuvante por Os Doze Condenados. Pouco depois, em 1975, recebeu sua única indicação como diretor, dessa vez pelo incrível Uma Mulher Sob Influência. O filme, contudo, ficou fora da categoria principal. Na ocasião, a Academia preferiu indicar o quadradão Inferno na Torre, filme catástrofe de grande orçamento.

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Federico Fellini

Talvez o diretor italiano mais importante da história, indicado quatro vezes ao Oscar, por quatro obras-primas: A Doce Vida, Oito e Meio, Satyricon e Amarcord. Seu estilo tornar-se-ia adjetivo: o felliniano. E são vários os diretores que ainda tentam perseguir a marca. Alguns resolveram adaptar suas histórias para os palcos ou mesmo para o cinema, como é o caso de Bob Fosse, em diferentes momentos.

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Howard Hawks

Amado pelos críticos da revista Cahiers du Cinéma, nem sempre foi reconhecido como um autor nos Estados Unidos. Indicado ao Oscar uma única vez, pelo belo Sargento York. Foi parceiro de atores como Bogart e dirigiu um pouco de tudo: filmes de gangster, screwball, dramas de guerra e alguns dos melhores faroestes americanos. Os franceses estavam certos: Hawks não era mero diretor de encomenda.

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Alfred Hitchcock

Outro cuja marca virou adjetivo. Outro que ora ou outra aparece copiado, ou repaginado em filmes modernos, sobretudo os que investem no suspense. Hitchcock foi indicado ao Oscar em diferentes momentos de sua carreira nos Estados Unidos, entre eles por seu primeiro filme em Hollywood, Rebecca, a Mulher Inesquecível, e, mais tarde, pelo sucesso comercial Psicose. Ganhou em 1968 o prêmio Irving G. Thalberg.

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Stanley Kubrick

O cineasta ganhou o Oscar apenas uma vez, pelos efeitos especiais de 2001: Uma Odisseia no Espaço. Foi nomeado quatro vezes como diretor, por Doutor Fantástico, 2001, Laranja Mecânica e Barry Lyndon. Seria lembrado, ainda mais uma vez, pelo roteiro de Nascido para Matar. Nenhuma vez agraciado com um honorário. Kubrick tem uma carreira exemplar e que atravessa décadas, dos anos 50 aos 90.

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Akira Kurosawa

O prêmio de filme estrangeiro caiu no colo de Kurosawa quando a categoria nem existia, no anos 50, por Rashomon. Venceu na mesma categoria com a produção soviética Dersu Uzala, de 1975, e a única indicação do “imperador” chegou tarde, em 1986, pelo monumental RAN. O cineasta recebeu o honorário em 1990, entregue por George Lucas e Steven Spielberg, que inegavelmente beberam em sua fonte.

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Ernst Lubitsch

De tão bom com as comédias, acabou sendo identificado pelo “toque de Lubitsch”. Tornou-se marca. E, não raro, sinônimo de sofisticação. Foi indicado ao Oscar três vezes, incluindo por um de seus últimos filmes – não o mais inspirado –, O Diabo Disse: Não! Como outros desta lista, contentou-se com um honorário, entregue em 1947. Morreu no mesmo ano, em novembro, em Hollywood.

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Sidney Lumet

Também fez um pouco de tudo, navegou entre gêneros. Já disseram, por isso, que não era um autor. Mas Lumet, pelo menos entre indicados, nunca foi esquecido pelos membros da Academia. Faltou o prêmio, veio apenas o honorário. Esteve quatro vezes no páreo como diretor: 12 Homens e uma Sentença, Um Dia de Cão, Rede de Intrigas e O Veredicto. Diversos atores ganharam a estatueta trabalhando em seus filmes.

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Otto Preminger

Indicado por Laura e, quase vinte anos depois, pelo belo drama O Cardeal, Preminger é um dos mestres do cinema americano que, como Hawks, merecia ser mais lembrado, principalmente em sua época. O incrível Anatomia de um Crime foi indicado como melhor filme em 1960, mas o cineasta, na ocasião, injustamente ficou de fora da categoria de direção. A obra recebeu sete indicações, mas não ganhou nada.

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Jean Renoir

Caso curioso: o francês foi indicado apenas uma vez, e por uma produção americana. Amor à Terra é de 1945 e não foi nomeado a melhor filme. Mestre absoluto, filho do pintor Pierre-Auguste Renoir, o diretor fez obras-primas como A Grande Ilusão, A Besta Humana, A Regra do Jogo e, mais tarde, O Rio Sagrado – no qual um certo Satyajit Ray aparece como assistente de direção. Veio, como consolo, um honorário em 1975.

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François Truffaut

Outro francês indicado apenas uma vez, em 1975, por A Noite Americana. A indicação veio um ano depois de o filme ter vencido o prêmio na categoria de estrangeiro. À época, Truffaut já havia realizado grandes obras e era um nome conhecido na América. Fez, entre outros, Os Incompreendidos, Jules e Jim e O Garoto Selvagem. A Noite Americana é um de seus melhores, no qual também se vê o Truffaut ator.

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Orson Welles

No já citado A Noite Americana há uma homenagem a Welles: Truffaut sonha que está roubando os stills de Cidadão Kane, na porta do cinema, quando era apenas uma criança. Pois Kane ainda povoa o imaginário cinéfilo: é um dos maiores de todos os tempos e deu a Welles sua única indicação ao Oscar de diretor. Perdeu, e só voltou aos holofotes da Academia em 1971, quando ganhou uma estatueta honorária.

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O Cardeal, de Otto Preminger

Seguir as regras da Igreja Católica é o desafio de Stephen Fermoyle (Tom Tryon). Antes de se tornar cardeal, ele trava embates com a política de sua instituição, com os velhos modos, com a diplomacia dos superiores. A impressão é que a Igreja sempre prefere o repouso à ação – imagem que ainda persiste para muita gente, religiosa ou não.

Desde os primeiros instantes, nos créditos, O Cardeal revela ser um filme de embates: o homem de preto caminha pelas estruturas, escadarias, ao lado de monumentos – ao mesmo tempo sobre eles, contra eles, em contraste, o pequeno contra o grande.

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É a história de Fermoyle, de mais derrotas que vitórias. As principais estão ligadas a duas mulheres. Uma delas é sua irmã, a outra é uma jovem que conhece em Viena, por quem se apaixona em um momento de dúvida sobre os rumos da vida religiosa.

A irmã está apaixonada por um rapaz judeu. Então padre, o protagonista tenta encontrar uma saída para o relacionamento, em Boston, cidade de sua família. Para tanto, o judeu deverá se converter ao catolicismo ou aceitar que os filhos sejam levados à igreja.

O impasse separa o casal. A irmã, interpretada por Carol Lynley, torna-se dançarina, cai no mundo; à frente, leva o irmão a assistir uma de suas apresentações, quando dança tango e aproxima o corpo do outro homem, ato pouco agradável ao padre.

O confronto com um novo universo também oferece, pela câmera de Otto Preminger, a entrada ao desconhecido com tamanho descomunal: em uma das melhores cenas, em plano-sequência, Fermoyle passa pela porta do teatro, espera encontrar a irmã, mas o que vê é uma cantor vestido como soldado, entre mulheres com pouca roupa.

O tamanho do espaço estranho, não mais distante, com o qual ele depara-se ao escolher os embates, mostra o quanto o alto Tryon pode ser apequenado. Ou o quanto a fotografia de Leon Shamroy valoriza o ambiente percorrido pelas personagens.

O herói consegue retirar a irmã desse meio libertino. Ela está grávida. Não se sabe quem é o pai. Levada ao hospital, ela só poderá ser salva com a morte da criança que carrega. A escolha – entre a vida dela ou a da criança – terá de ser feita pelo irmão, o padre, que segue os ensinamentos da igreja. Não matarás, aponta o mandamento.

Preminger evita o drama fácil ao deixar de lado pequenas reações, cortes fáceis, ainda que não resista, ao fim, à aproximação entre Fermoyle e a mulher que um dia amou, Annemarie (Romy Schneider), presa em Viena durante a ascensão nazista.

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A mulher representa outro drama em sua jornada. Tal como ocorreu à irmã, ele poderia tê-la salvo. Poderia ter casado com ela, no passado, e abandonado a batina. Preferiu a igreja. Ela casou-se com outro, justamente um judeu. O resto já se sabe.

O rosto de tristeza do protagonista, enquanto se torna cardeal, leva ao passado. As memórias retornam. O caminho à gratificação, ao título, justifica seu olhar de tristeza: para homens como ele, a igreja não pode tomar distância da ação, das ruas.

E ainda que esse sinal nem sempre soe como grito, nas menores passagens ele pode ser sentido, na polidez de Tom Tryon (na maneira como se despe do galã) ou mesmo ao não deixar escapar questões como a segregação racial e o totalitarismo.

Evita, felizmente, a mensagem fácil. Às vezes deixa de entregar a resolução de uma passagem, como o julgamento dos sulistas brancos que incendiaram uma igreja frequentada por negros. A obra de Preminger lança sua personagem como polo oposto aos cenários e ambientes, parte pequena entre eles, em batalha nem sempre gloriosa.

(The Cardinal, Otto Preminger, 1963)

Nota: ★★★★☆

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De um lado a política dos palanques, da propaganda escancarada; de outro, os truques e conchavos de bastidores, ambiente em que homens e mulheres revelam-se ao público. Os oito filmes abaixo se embrenham nesses bastidores para fazer vazar a podridão da política partidária, feita de interesses e da busca desenfreada pelo poder.

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A Mulher Faz o Homem, de Frank Capra

A América idealista de Capra era feita de homens como Jefferson Smith (James Stewart), herói incorruptível que se torna senador e, em Washington, confronta o interesse dos poderosos. A atuação de Stewart é comovente, resistindo por horas no centro da arena política, no Senado, e tentando provar que ainda existem homens honestos.

a mulher faz o homem

Cidadão Kane, de Orson Welles

O magnata da imprensa Charles Foster Kane (Welles) resolve se envolver com política. O homem que cria guerras em seus próprios jornais vê-se em meio a um caso de chantagem quando, às vésperas da eleição, seu principal concorrente ameaça revelar a existência de sua amante. Ele decide manter a candidatura e paga um preço alto.

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A Grande Ilusão, de Robert Rossen

Caipira é convertido em líder político, ganha visibilidade e se torna governador. Visto pelo olhar de um jornalista, o grande filme de Rossen conta a trajetória de altos e baixos de Willie Stark (Broderick Crawford). Aparentemente honesto, no início, Stark passa a usar táticas escusas para seguir no poder e, ora ou outra, corre aos braços do povo.

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Júlio César, de Joseph L. Mankiewicz

Produção cheia de astros e adaptada da obra de Shakespeare. Mostra como Júlio César (Louis Calhern) foi traído por Brutus (James Mason), acompanhado por um cínico Cassius (John Gielgud), depois vingado pelo leal Marco Antonio (Marlon Brando). Os discursos de Mason e Brando – dois dos melhores atores de todos os tempos – são os pontos altos.

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Tempestade Sobre Washington, de Otto Preminger

O presidente dos Estados Unidos tem problemas quando indica seu novo secretário de Estado (Henry Fonda), acusado de inclinações comunistas em plena Guerra Fria. Entre tantas tramas de bastidores, a situação precisa sufocar o outro lado e, a certa altura, revive o passado homossexual de um senador, interpretado por Don Murray.

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O Caso Mattei, de Francesco Rosi

A queda do avião que matou o engenheiro Enrico Mattei (Gian Maria Volontè) foi considerada, em 1962, um acidente. Alguns discordam: teria sido um atentado. O grande diretor Rosi concorda com a segunda versão. Sua obra acompanha o engenheiro sem nunca se aproximar demais, em tom documental. Poderoso filme político dos anos 70.

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O Exercício do Poder, de Pierre Schoeller

O ótimo Olivier Gourmet interpreta o ministro dos Transportes da França, durante alguns dias em que deverá enfrentar obstáculos. Entre um problema e outro, ele encontra uma breve amizade em seu novo motorista. A imagem da abertura é uma metáfora das mutações políticas: uma bela mulher nua flerta com um crocodilo e é engolida pela fera.

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No, de Pablo Larraín

A campanha pelo “não”, no Chile, mostra como o bom humor venceu a ditadura instalada por anos no país latino, com a chegada de Augusto Pinochet ao poder. O protagonista é um publicitário (Gael García Bernal), não um combatente político ou o líder de algum grupo de oposição. As propagandas levadas à tevê são um bom retrato da época.

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O Gato Preto, de Edgar G. Ulmer

O castelo em que vive a personagem de Boris Karloff tem traços modernos. É diferente de outros castelos, em outros filmes de terror dos anos 30. Em O Gato Preto, de Edgar G. Ulmer, essa é apenas uma entre várias características curiosas em seu decorrer.

Não por acaso, o filme às vezes beira a comédia, e reforça a velha premissa dos filmes de horror: em cena, como sempre, há o casal belo, engraçadinho, em contraponto os monstros, os falsos cavalheiros cheios de intenções sinistras.

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Ulmer conhecia bem o falso cavalheirismo. Ele foi da Europa para os Estados Unidos e escapou do nazismo, como Otto Preminger e Billy Wilder. Com o último, havia trabalhado no extraordinário Gente no Domingo, feito na Alemanha. Faria, mais tarde, o extraordinário noir Curva do Destino. Sua carreira seria marcada pelos filmes de baixo orçamento, sempre trabalhando à margem.

Sua forma de dirigir era peculiar. Às vezes pedia aos atores o que outros diretores não costumavam pedir. Em entrevista a Peter Bogdanovich, Ulmer conta que Karloff ficou incomodado com a cena em que deitava na cama ao lado da atriz que interpreta a filha de Bela Lugosi.

À época, pequenos filmes de Hollywood podiam reunir lendas. Karloff, o eterno monstro de Frankenstein, encontrava o ator que, pouco antes, interpretou Drácula. Duelo de gigantes.

À época, embalados pelos filmes de terror da Universal, figuras como Karloff e Lugosi eram propositalmente excêntricas, com maldade em tom frágil, quase sempre falso. Em uma sequência extraordinária, eles jogam xadrez e, pelo tabuleiro, decidem o destino da moça que acaba de chegar ao castelo em que residem.

As misturas incluem um ritual satânico, o gato preto que passa pelo ambiente e assusta Lugosi, uma história sobre guerra, sobre muitas mortes, também um ambiente no qual os corpos de belas mulheres são preservados – a partir da obra de Edgar Allan Poe.

Karloff interpreta um arquiteto, Lugosi um psiquiatra. O Gato Preto envolve prisão física e mental, homens perseguidos, pequenos escritores, ao mesmo tempo em que a beleza envolve a morte, escondendo-a constantemente.

(The Black Cat, Edgar G. Ulmer, 1934)

Nota: ★★★☆☆

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Os 100 melhores créditos de abertura da história do cinema

Quem nunca se emocionou com os créditos iniciais de um filme não conhece o sabor da cinefilia. Apenas a enunciação da obra já faz muitos cinéfilos tremerem na cadeira. Parte do show, tais créditos, somados à trilha e às imagens, também ajudam a compreender o filme. Na lista abaixo, vários casos servem de exemplo.

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Imaginar alguns filmes de Alfred Hitchcock ou Otto Preminger sem os títulos de Saul Bass é impossível. Emoção igual dá-se com o nome de Antônio das Mortes, quando explode na tela, ainda na abertura de O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, ou com as letras em rosa para o terror O Bebê de Rosemary. Exemplos não faltam. As ausências, por sua vez, existem (sempre) por causa do espaço. Aos 100.

Fausto, de F.W. Murnau

fausto

O Testamento do Dr. Mabuse, de Fritz Lang

Diabo a Quatro, de Leo McCarey

diabo a quatro

Rebecca, A Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock

rebecca

Contrastes Humanos, de Preston Sturges

contrastes humanos

Cidadão Kane, de Orson Welles

cidadão kane

Mulher de Verdade, de Preston Sturges

Pacto de Sangue, de Billy Wilder

pacto de sangue

O Segredo da Porta Fechada, de Fritz Lang

o segredo da porta fechada

O Pior dos Pecados, de John Boulting

o pior dos pecados

Os Sapatinhos Vermelhos, de Michael Powell e Emeric Pressburger

sapatinhos vermelhos

Hamlet, de Laurence Olivier

hamlet

A Grande Ilusão, de Robert Rossen

a grande ilusão

Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder

crepúsculo dos deuses

Depois do Vendaval, de John Ford

depois do vendaval

A Morte Num Beijo, de Robert Aldrich

a morte num beijo

O Grande Golpe, de Stanley Kubrick

o grande golpe

12 Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet

12 homens e uma sentença

Almas Maculadas, de Douglas Sirk

almas maculadas

A Marca da Maldade, de Orson Welles

a marca da maldade

Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock

um corpo que cai

Anatomia de um Crime, de Otto Preminger

anatomia de um crime

Hiroshima, Meu Amor, de Alain Resnais

hiroshima meu amor

Intriga Internacional, de Alfred Hitchcock

intriga internacional

A Tortura do Medo, de Michael Powell

a tortura do medo

Amor, Sublime Amor, de Jerome Robbins e Robert Wise

Bonequinha de Luxo, de Blake Edwards

bonequinha de luxo

Lawrence da Arábia, de David Lean

lawrence da arábia

Viver a Vida, de Jean-Luc Godard

viver a vida

A Pista, de Chris Marker

la jetée

O Sol é para Todos, de Robert Mulligan

o sol é para todos

Lolita, de Stanley Kubrick

lolita

O Que Teria Acontecido a Baby Jane?, de Robert Aldrich

o que teria acontecido a baby jane

O Leopardo, de Luchino Visconti

o leopardo

Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos

vidas secas

O Beijo Amargo, de Samuel Fuller

o beijo amargo

Os Reis do Iê-Iê-Iê, de Richard Lester

os reis do ie ie ie

007 Contra Goldfinger, de Guy Hamilton

goldfinger

Doutor Fantástico, de Stanley Kubrick

doutor fantástico

Banda à Parte, de Jean-Luc Godard

bando à parte

Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy

o guarda-chuvas do amor

São Paulo, Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person

são paulo sociedade anônima

O Segundo Rosto, de John Frankenheimer

o segundo rosto

A Primeira Noite de um Homem, de Mike Nichols

a primeira noite de um homem

Week-End à Francesa, de Jean-Luc Godard

Rebeldia Indomável, de Stuart Rosenberg

rebeldia indomável

A Noite dos Mortos-Vivos, de George A. Romero

a noite dos mortos vivos

O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski

o bebê de Rosemary

Se…, de Lindsay Anderson

se...

A Piscina, de Jacques Deray

a piscina

O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha

o dragão da maldade contra

Sem Destino, de Dennis Hopper

sem destino

Meu Ódio Será sua Herança, de Sam Peckinpah

meu ódio será sua herança

El Topo, de Alejandro Jodorowsky

el topo

O Conformista, de Bernardo Bertolucci

o conformista

O Mensageiro, de Joseph Losey

o mensageiro

A Longa Caminhada, de Nicolas Roeg

Aguirre – A Cólera dos Deuses, de Werner Herzog

aguirre

São Bernardo, de Leon Hirszman

são bernardo

O Espantalho, de Jerry Schatzberg

o espantalho

Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia, de Sam Peckinpah

traga-me a cabeça de alfredo garcia

A Conversação, de Francis Ford Coppola

a conversação

Tubarão, de Steven Spielberg

tubarão

Nashville, de Robert Altman

nashville

Um Estranho no Ninho, de Milos Forman

um estranho no ninho

Rede de Intrigas, de Sidney Lumet

rede de intrigas

1900, de Bernardo Bertolucci

1900

Eraserhead, de David Lynch

eraserhead

O Despertar dos Mortos, de George A. Romero

o despertar dos mortos

Touro Indomável, de Martin Scorsese

touro indomável

Agonia e Glória, de Samuel Fuller

agonia e glória

Carruagens de Fogo, de Hugh Hudson

carruagens de fogo

Desaparecido, de Costa-Gavras

desaparecido

O Veredicto, de Sidney Lumet

o veredicto

Nostalgia, de Andrei Tarkovski

nostalgia

Aos Nossos Amores, de Maurice Pialat

aos nossos amores

Pauline na Praia, de Eric Rohmer

pauline na praia

Veludo Azul, de David Lynch

veludo azul

Gêmeos, Mórbida Semelhança, de David Cronenberg

gêmeos mórbida semelhança

Nikita – Criada para Matar, de Luc Besson

nikita

Os Imorais, de Stephen Frears

os imorais

O Jogador, de Robert Altman

o jogador

O Pagamento Final, de Brian De Palma

o pagamento final

Assassinos por Natureza, de Oliver Stone

assassinos por natureza

Los Angeles – Cidade Proibida, de Curtis Hanson

los angeles cidade proibida

Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar

tudo sobre minha mãe

Quase Famosos, de Cameron Crowe

quase famosos

O Homem Que Não Estava Lá, de Ethan e Joel Coen

o homem que não estava lá

Cidade dos Sonhos, de David Lynch

1cidade dos sonhos

Elefante, de Gus Van Sant

elefante

Caché, de Michael Haneke

caché

Marcas da Violência, de David Cronenberg

marcas da violência

Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle

quem quer ser um milionário

Vincere, de Marco Bellocchio

vincere

Watchmen: O Filme, de Zack Snyder

A Separação, de Asghar Farhadi

a separação

Tabu, de Miguel Gomes

tabu

Frances Ha, de Noah Baumbach

frances ha

Praia do Futuro, de Karim Aïnouz

praia do futuro

O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson

o grande hotel budapeste

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