O Indomado

Uma Lição para Não Esquecer, de Paul Newman

Mais de uma vez os madeireiros fazem comentários sobre os cabelos longos do rapaz recém-chegado. Apontam à diferença, ao jovem pacato que volta para a casa do pai e, com a família, começa a trabalhar no corte de árvores e extração da madeira.

Interpretado por Michael Sarrazin, o jovem Leeland é o desajustado que volta às raízes, alguém com dificuldade para se encaixar. A leitura é fácil, sem que precise dizer coisa alguma: é um jovem que caiu no mundo, na passagem dos anos 60 para os 70, no universo das drogas e do amor livre, até então sem muito a perder.

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Será, no decorrer de Uma Lição para Não Esquecer, de Paul Newman, o rapaz de face machucada, retraída, cujo silêncio torna-o a vítima perfeita. Não é difícil ter pena dele, o que deixa ver um ponto baixo do trabalho de direção: será sempre alguém aos cantos, como um velho cão pedindo comida, ou à espera do aceno do dono.

A personagem de Newman é o oposto: um homem do velho mundo, alguém que se coloca no topo das árvores enquanto o jovem Leeland vê-se escorregando entre troncos, tamanha a dificuldade de se adaptar àquele ambiente de máquinas, árvores ao chão, no qual o progresso e a destruição convivem juntos. O cenário é desolador.

Newman é Hank Stamper, meio-irmão de Leeland. São filhos do velho Henry (Henry Fonda), do qual saltam salivas de emoção quando convoca – andando de um lado para o outro com seu braço quebrado, com nada a impedi-lo – os filhos e familiares a deixarem suas camas, pela manhã, em outro dia de trabalho pesado.

Todos obedecem, todos o temem. Trata-se de uma família de trabalhadores, a síntese do conservadorismo – na formação, nos diálogos, nas tradições – mesclada ao liberalismo econômico – a aversão aos sindicalistas que tentam impedi-los de trabalhar.

Leeland não chegará a tomar parte do outro lado, ou a se render aos trabalhadores à deriva – mostrados sempre como pessoas más, como sabotadores da família que não reclama de acordar cedo e invadir a mata para derrubar árvores e, rio acima, levar os troncos ao destino final. O jovem perdeu a consciência, ou nunca teve.

Essa personagem que chega e não transforma (ao contrário, adapta-se) segue caminho oposto ao da personagem de Jack Nicholson em Cada um Vive Como Quer, o operário que briga com a polícia pelos companheiros, que precisa acertar as contas com o passado para mais tarde descobrir a importância de escapar, de desaparecer.

Como Leeland, é alguém que precisa reencontrar a família e encará-la. Diferente do outro, é alguém que cansou das tradições, dos laços, dos sinais americanos estampados em lanchonetes, no trânsito caótico e nas máquinas em som alto que também não escapam ao olhar de Newman em Uma Lição para Não Esquecer.

Pena que o também ator prefira, a partir da obra de Ken Kesey, um cinema feito de personagens pouco renovadoras. Filme de macho, da velha América que não cansa de reviver seus vícios: jogos de futebol que terminam em briga, homens desbocados que dão tapinhas nas esposas, pela manhã, para demarcar seu território e que não resistem à chuva, à lama, às mesmas máquinas ensurdecedoras.

Newman tenta retirar algo de alguns filmes que protagonizou, obras como O Mercador de Almas e O Indomado, ambas de Martin Ritt. Nelas, o machão e desbocado servia antes como crítica, alguém repulsivo. Na direção, o astro prefere personagens que nunca abalam por completo os bons costumes. Seres incapazes de subir em um caminhão qualquer, em uma estrada qualquer, rumo a lugar algum.

(Sometimes a Great Notion, Paul Newman, 1970)

Nota: ★★★☆☆

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20 grandes filmes sobre a morte do sonho americano

Importante dizer, de partida, que o chamado “sonho americano” é um rótulo, utopia embalada pela televisão, pela propaganda de margarina, pelo cinema idealista dos anos 30. O american way of life, com sua economia robusta, suas famílias suburbanas felizes, direitos iguais para todos, não resiste ao retrato da realidade – seja pela comédia ou pelo drama de contornos obscuros – levado à frente pela da lista abaixo.

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Existem outros vários filmes sobre a degradação desse ideal americano que ficaram de fora da relação. A lista também traz longas-metragens que se banharam em livros conhecidos, de autores como John Steinbeck e F. Scott Fitzgerald. Ainda assim, a visão dos cineastas tem peso maior, com narrativas de forte impacto. À lista.

Fúria, de Fritz Lang

Austríaco e fugitivo do nazismo, Lang deu vez a uma história sobre intolerância em seu primeiro filme americano, no qual um homem é considerado culpado por um crime que não cometeu. Do lado de fora da prisão, a multidão descontrolada pede seu pescoço.

fúria

Alma em Suplício, de Michael Curtiz

Esse filme noir traz Mildred Pierce (Joan Crawford), cuja escalada social será acompanhada pela degradação da filha, a quem a protagonista tenta dar a melhor educação. A história é contada em flashback, à polícia, após o assassinato do ex-marido de Mildred.

alma em suplício

O Cúmplice das Sombras, de Joseph Losey

O policial de Van Heflin descobre uma mulher casada, em uma bela casa de subúrbio, sozinha enquanto seu marido apresenta um programa de rádio. Passa a frequentar o local, torna-se seu amante. O destino desses fracassados tomará rumos inesperados.

o cúmplice das sombras

Vidas Amargas, de Elia Kazan

Vários filmes de Kazan tratam da morte do sonho americano. Nenhum deles, contudo, de maneira magistral como Vidas Amargas, da obra de Steinbeck, sobre um rapaz (James Dean) filho de um pai religioso e de uma mãe prostituta, em busca do amor de ambos.

vidas amargas

Delírio de Loucura, de Nicholas Ray

James Mason interpreta um professor pai de família que passa a ter comportamento violento com a mulher e o filho após iniciar um tratamento com cortisona. Esse remédio – amostra “milagrosa” da vida moderna – não garantirá a continuidade da família.

delírio de loucura

O Indomado, de Martin Ritt

A sequência mais famosa dá ideia da degradação geral: pai, filho e outros rancheiros matam o rebanho doente da fazenda. O filho (Paul Newman) quer vendê-lo mesmo assim, o pai (Melvyn Douglas) é contra. Por esses contrapontos, a família aos poucos se dissolve.

o indomado

O Beijo Amargo, de Samuel Fuller

A Kelly de Constance Towers esbofeteia seu cafetão antes de ir embora. Migra à pequena cidade interiorana, a uma “outra” América, indo trabalhar como enfermeira em um hospital para crianças com deficiência. Ali, apenas as crianças serão verdadeiras.

o beijo amargo

Sem Destino, de Dennis Hopper

Outra América é o que esperam também os motociclistas chapados de Hopper e Peter Fonda. Ganham um pouco de dinheiro e destroem um relógio antes de embarcar nessa viagem igualmente existencial – e repleta de intolerância, a dos outros.

sem destino

Perdidos na Noite, de John Schlesinger

Enquanto canta, no chuveiro, o caipira Joe Buck (Jon Voight) sonha acordado com as belas mulheres que almeja encontrar, na cidade grande, trabalhando como gigolô. A realidade é outra: termina quase sem nada, apenas com a companhia do marginal Ratso (Dustin Hoffman).

perdidos na noite

A Noite dos Desesperados, de Sydney Pollack

Nos tempos da Grande Depressão, algumas pessoas decididas a ganhar dinheiro se arriscam em um jogo insano: precisam sobreviver ao cansaço, horas sem dormir, em uma pista de dança na qual se convertem no centro de um espetáculo doentio.

a noite dos desesperados

O Grande Gatsby, de Jack Clayton

A versão de Baz Luhrmann desaparece quando comparada ao elegante trabalho de Clayton, a partir do livro de Fitzgerald, com suas passagens entre o paraíso e o inferno, seus amantes condenados, todos gravitando em torno do poderoso Gatsby (Robert Redford).

o grande gatsby

Stroszek, de Werner Herzog

Um rapaz com aparente problema mental (Bruno S.), uma prostituta (Eva Mattes) e um baixinho (Clemens Scheitz) saem da Alemanha para tentar a vida na América. Após os imaginados fracassos, como a perda da casa, eles decidem aderir à violência.

stroszek

Eles Vivem, de John Carpenter

A sociedade capitalista é descortinada de forma original nessa ficção científica: o mundo foi dominado por alienígenas que não se deixam ver, nem suas mensagens. O herói grandalhão (Roddy Piper) só consegue enxergá-los quando utiliza óculos especiais.

eles vivem

Nascido em 4 de Julho, de Oliver Stone

Antes uma criança que brincava com armas, jovem apaixonado e patriota, o protagonista (Tom Cruise) retorna do Vietnã em uma cadeira de rodas. Repensa tudo, muda de lado: não demora a protestar, a aderir às passeatas contra seu próprio governo.

nascido em 4 de julho3

O Sucesso a Qualquer Preço, de James Foley

Sob as ordens do chefe, alguns corretores imobiliários correm para vender mais e cumprir as metas, em noite chuvosa. O roteiro é de David Mamet, baseado em sua própria obra. O protagonista, entre o cômico e o cínico, é ninguém menos que Jack Lemmon.

o sucesso a qualquer preço1

Felicidade, de Todd Solondz

Painel sobre a vida privada dos moradores de subúrbio, com seus segredos e a busca pela inclusão. Há o pai de família pedófilo, a solteira chorona em busca do “príncipe encantado”, o rapaz solitário atrás de sexo fácil, a escritora frustrada, entre outros.

felicidade

Beleza Americana, de Sam Mendes

O protagonista (Kevin Spacey) sonha com as rosas vermelhas que saltam do corpo da bela garota (Mena Suvari), ninfeta e amiga de sua filha. Outro painel de degradação da doce vida americana, com tipos variados como o vizinho que vende drogas e seu pai militar.

beleza americana

Longe do Paraíso, de Todd Haynes

O tempo e as cores de Douglas Sirk. Também os traços de suas personagens, a sociedade que desaba, a família infeliz. Em cena, uma dona de casa (Julianne Moore) descobre as inclinações homossexuais do marido enquanto se encanta com a presença de um jardineiro negro.

longe do paraíso

O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese

O consagrado diretor de Taxi Driver vai a Wall Street mostrar a trajetória de jovens em busca de dinheiro fácil, sem qualquer humanidade. A vida é uma diversão feita de escritórios abarrotados com homens caçando números, de orgias paralelas. É a loucura americana.

o lobo de wall street

O Ano Mais Violento, de J. C. Chandor

O ano é 1981, quando os índices de criminalidade foram os mais altos em Nova York. Nesse cenário, o jovem empresário Abel Morales (Oscar Isaac) tenta conquistar espaço com sua empresa, ao lado da mulher “perfeita” (Jessica Chastain) e homens estranhos. Ser honesto não será fácil.

o ano mais violento

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A Fúria do Destino, de Martin Ritt

Dez em cada dez análises de A Fúria do Destino, de Martin Ritt, evocam a obra em que se baseia, O Som e a Fúria, de William Faulkner. As considerações afluem ao mesmo ponto: Ritt, trabalhando com um roteiro de Irving Ravetch e Harriet Frank Jr., teria desmembrado o original, tornando-o linear e simplista ao público do cinema.

Tal crítica persiste em tempos nos quais alguns sucessos literários juvenis são transportados com frequência às telas do cinema, a reboque de garantias financeiras: os leitores puristas não cansam de apontar as “falhas”, ou as “diferenças”.

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Ou seja, o cinema não poderia escapar ao original, ainda que as linguagens – cinematográfica e literária – sejam, por natureza, diferentes. Pois o cinema, em seus desvios, às vezes, é verdade, para fazer concessões ao espectador, sempre evitará o original. Transporta ao celuloide seu próprio tempo e seus contornos.

A Fúria do Destino, vê-se, existe para além do livro de Faulkner: apesar de se basear nele, não precisa, em seu quadro final, mais do que na origem de suas personagens ou em suas motivações, alimentar-se de sua estrutura, de sua divisão de capítulos, da variação do ponto de vista de cada um dos membros da família Compson.

A obra de Ritt leva à grande casa em que eles vivem, em um tempo relativamente curto. Ninguém cresce ou se transforma demais nesse decorrer. O drama sulista brota de dias, não raro de instantes, não de décadas. Não quer ser uma epopeia, e nem sempre precisa invadir o interior das personagens quando, em cena, tem atores talentosos.

É cinema, talvez não tão grande como outros filmes do mesmo diretor e, como se veria, também sobre confrontos entre épocas e transformações: O Mercador de Almas, lançado um ano antes, e O Indomado, quatro anos depois, em 1963.

Em cena, a mesma decadência interiorana dos outros, os olhares inquisidores, os pequenos comércios que anunciam alguma modernidade, os alcoólatras que observam o mundo da velha varanda, ao lado das colunas brancas (como colunas gregas) que resistem ao tempo, na casa acessada somente pela estrada de terra.

a fúria do destino2

A porta de entrada dessa grande casa está suja. Tal detalhe dá ideia de decadência – sem a necessidade de mergulhos nas personagens e lances literários. Os Compson dão continuidade a esse universo expresso pela imagem: o que há em cena são seres borrados, principalmente Quentin (Joanne Woodward) e Jason (Yul Brynner).

Ela, a narradora, quer ser independente dele, o mantenedor da casa. No ponto em que o espectador é lançado, em um filme que explica apenas aos poucos as motivações das personagens e suas disposições, a história impregna-se de sinais passados.

A família perdeu, fracassou. Sequer o nome sobreviveu. É sobre decadência essa obra de Ritt. Quentin, mesmo com inclinação constante ao sexo oposto, carrega ambiguidade: não desfaz nunca o ar infantil da boba menina sulista.

Se há problema na obra, talvez seja despejar tanto em pouco tempo, com diferentes dramas e personagens que se cruzam. O possível romance que nasce do ódio, entre Quentin e Jason, apenas corrobora as ambiguidades, o apodrecimento das certezas desse meio do qual todos, talvez à exceção de um, tentam escapar.

A exceção é Jason. Tio adotivo de Quentin, ele ainda crê no nome da família. Ainda luta para resistir às novidades, aos viajantes do circo, aos desejos da sobrinha (que troca carícias e algo mais com um nítido aproveitador) e, principalmente, àquilo que seus parentes representam ao olhar estreito desse novo patriarca: a decadência.

Ritt dribla Faulkner sem deixar de referenciá-lo. Toma a base e faz seus próprios caminhos. Tem nas mãos a tragédia sulista – ou o que dela sobrou – com o clima construído à forma cinematográfica, algo que apenas o celuloide é capaz de reproduzir.

(The Sound and the Fury, Martin Ritt, 1959)

Nota: ★★★☆☆

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Os dez melhores filmes com Paul Newman

Os dez melhores filmes com Paul Newman

Poucos atores envelheceram tão bem. Enquanto James Dean morreu cedo e Brando degradou-se com sua vida particular, Paul Newman construiu uma carreira invejável. Sempre esteve ao lado de uma única mulher, sempre manteve a beleza sem esforço, sem se esconder em maquiagens ou simplesmente se transformar.

No início da carreira, com Marcado pela Sarjeta, deixou claro seu poder. Viriam outras obras brilhantes, com o ator sendo cativante ou menos, ou apenas o ordinário que se veria outras vezes, como em O Indomado, ou mesmo o bandido camarada de Rebeldia Indomável, Butch Cassidy e Golpe de Mestre.

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Na pele do vilão, como se veria em Estrada para Perdição, era também inigualável. Reunir dez filmes do grande ator, por isso, é um desafio a qualquer cinéfilo.

10) Quinteto, de Robert Altman

Ficção científica sobre o mundo à beira do fim, congelado, ambiente em que alguns poucos sobreviventes aderem ao estranho jogo que dá nome ao filme.

quinteto

9) Doce Pássaro da Juventude, de Richard Brooks

Crítica política poderosa, com Newman na pele de um garoto de programa que retorna à sua velha cidade ao lado de uma atriz famosa e disposto a reencontrar seu velho amor.

doce pássaro da juventude

8) Cortina Rasgada, de Alfred Hitchcock

O cientista interpretado por Newman demora a mostrar seu lado heroico. Mais tarde, o espectador descobre que ele serve de agente secreto na Alemanha Oriental.

cortina rasgada

7) Rebeldia Indomável, de Stuart Rosenberg

Várias sequências tornaram-se marcantes nesse filme sobre camaradagem e, como outros do ator, sobre remar contra o sistema, sobre o amado desajustado.

rebeldia indomável

6) O Veredicto, de Sidney Lumet

A cena inicial revela o protagonista, o advogado decadente, em um bar, e que joga para passar o tempo. Mais tarde ele terá sua grande chance para dar a volta por cima.

o veredicto

5) Gata em Teto de Zinco Quente, de Richard Brooks

De opção sexual dúbia, o homem de Newman recusa o irrecusável: mesmo com os desejos evidentes de Elizabeth Taylor, ele não consegue esquecer o amigo do passado.

gata em teto de zinco quente

4) O Mercador de Almas, de Martin Ritt

Como um jovem incendiário, perseguido, o astro encontra-se ao lado de sua companheira Joanne Woodward nesse grande filme de Martin Ritt.

o mercador de almas

3) Um de Nós Morrerá, de Arthur Penn

Em uma bela e brutal sequência, o diretor Penn antecipa a câmera lenta do encerramento de Bonnie & Clyde. Aqui, aborda outro mito: o jovem Billy The Kid.

um de nós morrerá

2) O Indomado, de Martin Ritt

Ao lado de Ritt, de novo, e mais uma vez como um desajustado. Dorme com diferentes mulheres, seduz sua criada e ainda tenta convencer o pai a vender uma boiada doente.

o indomado

1) Desafio à Corrupção, de Robert Rossen

A melhor personagem do ator é Eddie Felson, que lhe renderia o Oscar em outro filme (A Cor do Dinheiro) e tem de enfrentar o lendário Minnesota Fats nas mesas de sinuca.

desafio à corrupção

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Dez filmes que resumem os anos 60

Nessa década fantástica à sétima arte, alguns nomes vêm rapidamente à cabeça. Filmes incríveis que ajudam a entender esse tempo e que sobreviveram intactos. À lista.

A Doce Vida, de Federico Fellini

a doce vida

Tudo Começou no Sábado, de Karel Reisz

tudo começou no sábado

Juventude Desenfreada, de Nagisa Oshima

juventude desenfreada

Paris nos Pertence, de Jacques Rivette

paris nos pertence

O Indomado, de Martin Ritt

o indomado

Trinta Anos Esta Noite, de Louis Malle

trinta anos esta noite

As Margaridas, de Vera Chytilová

as margaridas

Blow-Up, de Michelangelo Antonioni

blow-up

Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas, de Arthur Penn

bonnie & clyde

Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade

macunaíma