O Conformista

Bastidores: O Conformista

Se a beleza nunca é vazia, isso se dá porque é veículo de uma preocupação pungente, que Moravia transmite a Bertolucci e pode ser resumida a uma pergunta: como pode o homem comum italiano transformar-se em celerado sob determinadas condições históricas, como sob o domínio de Mussolini? Esta é a pergunta pela natureza e pela condição de possibilidade do fascismo, questão que atravessa a história italiana ao longo do século 20 e, como todos sabem, ressurge viva e premente no século 21.

Luiz Zanin Oricchio, crítico de cinema, em seu blog no jornal O Estado de S. Paulo (leia a crítica completa aqui). Abaixo, o diretor Bertolucci e seu diretor de fotografia, Vittorio Storaro; na imagem seguinte, a atriz Stefania Sandrelli é vista atrás do cineasta.

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Dez grandes cenas em que as mulheres dominam os homens

Há inúmeras grandes cenas que abordam a dominação feminina no cinema. São momentos nos quais elas – à base da palavra, do olhar, do movimento – colocam os homens aos seus pés. São belas mulheres. Algumas, perigosas. E alguns deles, é verdade, percebem que estão pisando em terreno arenoso. Ainda assim vão em frente. Abaixo, uma lista com dez títulos e dez momentos inesquecíveis.

Nos dos bastidores (A Caixa de Pandora, de Georg Wilhelm Pabst)

A impressão de libertinagem, de leveza, explode na tela. Ao centro está a bela Lulu de Louise Brooks, cujo cabelo tigelinha seria copiado inúmeras vezes nas décadas seguintes. A cena de dominação ocorre nos bastidores de uma peça da qual a protagonista faz parte. É ali que mobiliza todos os olhares, de figuras masculinas e femininas, do elenco ou entre os visitantes. De frágil ela migra à predadora.

A “feiticeira” da cidade (Aurora, de F.W. Murnau)

Ela é descrita nos créditos como “a mulher da cidade”. O suficiente para entender sua função: enfeitiçar o homem do campo e fazer com que mate a própria mulher. É apenas o início da obra-prima de Murnau. Do lado de fora da casa, ela chama pela homem. Ele sofre em dúvida. Ela está próxima ao muro feito de pedras. Sob a luz da lua, ele caminha à amante. O plano-sequência é magnífico. Ele rende-se à mulher.

A dama do palco (Marrocos, de Josef von Sternberg)

A parceria entre o diretor von Sternberg e a estrela Marlene Dietrich rendeu grandes momentos e filmes. O que a bela faz em Marrocos – que, é verdade, não se trata do melhor filme da parceria – seria visto, com alguma diferença, no anterior O Anjo Azul. É quando ela, no palco, fisga o olhar do jovem soldado vivido por Gary Cooper. Ousada, chega a beijar outra mulher, como parte do show, como provocação.

“Ponham a culpa em Mame, rapazes” (Gilda, de Charles Vidor)

A essa altura, ao som de “Put The Blame On Mame”, os homens já conhecem Gilda. Já se dobraram aos seus encantos. É verdade: nunca houve uma mulher como ela. Para confirmar, canta e dança, flerta com todos, coloca cada um a seus pés. Ousa retirar a luva como se retirasse tudo. Desenrola-a pela pele, lentamente, enquanto canta. No fim, ainda retira a outra luva e lança ao público, que vem abaixo.

O batom pelo chão (O Destino Bate à Sua Porta, de Tay Garnett)

Com um lenço na cabeça, inteira de branco, Lana Turner tem uma entrada triunfal. É a dama que usará o homem recém-chegado, John Garfield, para matar o marido. Antes se tornam amantes. Ele não resiste aos seus encantos. Nessa primeira aparição, ela deixa cair o batom, que rola até os pés dele. O objeto indica o caminho até a dama, parada na porta, a encarar seu futuro companheiro nesse grande filme de Garnett.

Menina da alta roda (Um Lugar ao Sol, de George Stevens)

A bela e jovem Elizabeth Taylor não faz esforço algum. Está, nesse primeiro encontro, de passagem. Na verdade, é ele que a encontra. Seu olhar evidencia o desejo pelo que parece inalcançável: o novo mundo que pouco a pouco passa a conhecer, e no qual habita uma certa Angela Vickers. Ao olhar para trás, à moça que acaba de entrar na grande casa, o jovem vivido por Montgomery Clift deixa ver tudo.

Boneca de carne (Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder)

A cena é clássica. Os dois homens, vestidos de mulher, assistem à dama desfilar pela estação de trem. Jack Lemmon e Tony Curtis, procurados pelos mafiosos, conhecem ali a bela Sugar Kane, um pouco burra, irresistível, e que domina todas as cenas à maneira de Billy Wilder: Marilyn Monroe. Ao passar pelos homens, na mesma estação, a fumaça faz com que ela dê um salto à frente. O momento é mágico.

A mulher do outro (O Conformista, de Bernardo Bertolucci)

O comparsa diz uma frase importante ainda no início: “Precisa tentar entender as mulheres”. O fascista impotente vivido por Jean-Louis Trintignant não consegue. A mulher em questão é Dominique Sanda. O protagonista deve matar o marido dela, um subversivo. Antes que chegue a tanto, vê-se envolvido no momento em que se conhecem, quando ela impõe força com o cigarro à boca, a ele e a outros convidados.

Como Veronica Lake (Los Angeles: Cidade Proibida, de Curtis Hanson)

Na Los Angeles da era clássica, gângsteres mesclam-se a estrelas de Hollywood. Nos prostíbulos de luxo, mulheres são sósias dessas mesmas estrelas, e servem seus clientes, antes, com o sonho. Ao se deparar com a atraente e misteriosa Lynn Bracken (Kim Basinger), em uma loja de bebidas, ainda no início, o policial durão interpretado por Russell Crowe rende-se à musa. Toda sua fraqueza, de repente, é exposta.

Em casa de família (Ponto Final, de Woody Allen)

O protagonista poderia, em outro caso, ser um perdedor. Poderia se render o tempo todo àquela mulher. Quem viu o filme sabe que seu destino é moldado às reviravoltas. Ele resiste. Mas, no início, esse professor de tênis fraqueja frente à bela: ele, Jonathan Rhys Meyers, encontra Scarlett Johansson na casa de sua nova família. É a namorada de seu futuro cunhado. A atração entre ambos é imediata. Ela sabe de seu poder.

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Roda Gigante, de Woody Allen

A mulher simples, sem enfeites, termina coberta por apetrechos, com uma flor entre os fios do cabelo, à medida que a roda gigante do parque de diversões, ao fundo, segue girando. A estrutura metálica dá voltas para não sair do lugar. Ainda que óbvio, é irresistível pensar nisso ao confrontar essa dama triste, presa ao espaço dos sonhos.

Começa como uma típica personagem de Woody Allen, perdida, a depositar confiança em um novo amor (um amante) contra a vida sem graça ao lado do marido (Jim Belushi) repleto de imperfeições, chegado à bebida e pouco à sensibilidade das artes. O cinema, diz ele, em um dos vários momentos engraçados, pode estragar os olhos.

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A protagonista de Roda Gigante, por isso, passa à transformação interna: no sumiço de qualquer escape real, fica às voltas com o parque que dá forma ao falso, aos sonhos feitos de cores variadas. Sua vaidade, no término, deixe ver os traços da Blanche DuBois de Um Bonde Chamado Desejo, que Allen visitou no também recente Blue Jasmine.

Não pode recorrer a qualquer traço de felicidade – enquanto as sombras alternam-se às cores pela fantástica fotografia de Vittorio Storaro – senão pelo figurino exagerado, pela personagem dentro de outra. Caso contrário, como se vê no quadro final, no close-up que explode na tela e explica tudo, será sempre a mesma mulher perdida.

Allen já contou, com algumas variações, a mesma história: da comédia de exageros, dos tipos manjados, dos seres pequenos que não escondem a miséria e a maldade àqueles sonhadores que podem, como a protagonista de A Rosa Púrpura do Cairo, escapar à tela do cinema, seu ponto de fuga, ou ver o herói do filme escapar a seu universo.

Mas a Ginny de Kate Winslet, com alguma volúpia, escondida como diz a regra dessas mesmas damas fantasmas, não pertence à esfera do silêncio e da servidão da Cecilia de Mia Farrow. Sua maneira de chegar à destruição, pela via do desespero, do isolamento, do sentimento de perda, aproxima-a da Cate Blanchett de Blue Jasmine.

Não há coincidências aqui: todas terminam sozinhas, de olho no infinito, ou no nada, ou apenas na tela do cinema. Suas almas são invadidas. Transbordam essa desforra à qual o autor leva o público. Não há saída possível. A roda que gira sem parar traz um único desembarque: Giny, desde o início, viveu apenas um sonho passageiro.

Tal sonho, por sinal, também se rende à desgraça: a cada novo fato que chega a ela, envolvendo o amante (Justin Timberlake) e sua bela enteada (Juno Temple), seu estofo permanece vermelho, ou azul, sob as luzes de fora – as do parque de diversão – que fazem pensar nas luzes arquitetadas por Storaro na obra-prima O Conformista, por exemplo.

Ambiente entre a realidade das sombras, do cinza dos cantos, e o colorido que explode, que impregna, que volta ao sonho: trata-se de sonhar tanto com bons momentos, com a história de amor regada a certo melô, quanto com a tragédia da vida real à qual, momento ou outro, bom é retornar: aos dramaturgos e aos livros que repousam no imaginário.

Sim, entre o balcão sujo de ketchup e a areia branca em que trabalha o amante salva-vidas, narrador de Allen, a bela mulher que chega à casa dos 40 anos tem seu tempo dedicado ao sonho, ao passado, à vida que quase deu certo, a da atriz que prometia ser. Mulher cujo desespero – em seu falso prazer, ou no desejo de ver a vida como tragédia, com a faca em mãos – não propicia mais que realidade bruta, vazio, à sombra da roda gigante.

(Wonder Wheel, Woody Allen, 2017)

Nota: ★★★★☆

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13 filmes que demolem os bons modos da sociedade

Trágicos e, em alguns casos, cômicos, os filmes abaixo descortinam – para emprestar a metáfora visual de Buñuel em O Discreto Charme da Burguesia – o palco no qual vivem os seres em questão, humanos aparentemente bondosos e educados. Aos poucos, eles revelam-se malvados, desbocados, selvagens e acabam quebrando o decoro que rege o meio. São 13, mas poderiam ser mais. Muito mais.

Amantes, de Louis Malle

Na época o filme causou certo escândalo, fez de sua heroína, Jeanne Moreau, um dos símbolos da libertação sexual da década de 50, ao lado de musas como Brigitte Bardot. Ela, uma mulher rica em um casamento entediante, decide embarcar em aventuras sexuais. Aos poucos, Malle desmonta certa imagem intocada dos ricaços em questão.

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A Presa, de Nagisa Oshima

O cineasta japonês fez uma dezena de filmes cruéis sobre personagens no limite, entre crimes, estupros e suicídios. Neste caso, um trabalho ambientado na época da Segunda Guerra, quando os moradores de um vilarejo tornam um homem negro e estrangeiro refém. Precisam então decidir o que fazer com ele, à medida que a selvageria aflora.

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O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel

Os criados vão embora antes do início do jantar. Deixam os patrões sozinhos com seus convidados. O que deveria durar pouco se estende: os ricos convidados dessa celebração não conseguem escapar do castelo. Aos poucos se convertem à animalidade antes estranha e precisam apelar às mais diversas situações para sobreviver e talvez escapar.

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A Caça, de Carlos Saura

O que deveria ser um dia de caça como qualquer outro se transforma em um inferno. O ambiente árido é palco para a viagem de quatro amigos, que foram ao local caçar coelhos. Não se dão conta do perigo de portar armas e da possibilidade de dispararem contra o próximo. É sobre o desejo de poder, em plena Espanha de Franco.

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Teorema, de Pier Paolo Pasolini

De olhar enigmático, Terence Stamp é o anjo sedutor que passa a viver entre uma família aparentemente perfeita e, aos poucos, seduz seus membros: o pai, a mãe e os filhos. Interessante notar que talvez essa personagem não seja má nem boa. Oferece apenas a transformação. É um dos trabalhos mais famosos do polêmico diretor.

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O Conformista, de Bernardo Bertolucci

Um fascista sem alma é convocado pelo regime de Mussolini para matar seu antigo professor, que está em Paris na companhia de sua bela (e livre) mulher. Ele não apenas se vê impotente como incapaz de lidar com seus desejos. Obra-prima do diretor italiano, a partir do livro de Moravia, sobre um homem levado pela multidão.

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O Discreto Charme da Burguesia, de Luis Buñuel

Por ter se dedicado a demolir os bons modos da sociedade, sobretudo a burguesa e religiosa, o mestre espanhol merece mais um filme nesta lista. Aqui, mostra como um grupo de pessoas da alta sociedade sempre fracassa ao tentar concretizar uma refeição. Fica entre o cômico e o absurdo, e às vezes até mesmo com toques de horror.

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Filme Demência, de Carlos Reichenbach

O protagonista é Fausto, aqui em versão nacional, em uma viagem externa e interna entre seus sonhos e a metrópole imunda, São Paulo. Empresário falido que perdeu a fábrica de cigarros que era de seu pai, homem sem esperança que procura entre as mulheres algum alívio e é guiado pelo demônio – justamente ele – ao paraíso.

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Na Companhia de Homens, de Neil LaBute

Dois executivos, em viagem a trabalho, querem machucar alguém. Ambos perderam as namoradas e resolvem maltratar o sexo oposto. Não se trata de uma vingança contra qualquer mulher, mas contra todas. Representantes da classe de engravatados dos anos 90, eles escolhem uma datilógrafa bela e muda para seduzirem e depois descartarem.

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Felicidade, de Todd Solondz

Um grupo composto por diferentes tipos: o pedófilo à frente de uma família supostamente feliz, o rapaz que faz estranhas ligações telefônicas e busca sexo passageiro, a escritora que deseja ser estuprada para entender o crime, a vizinha solitária que se revela assassina. Toda uma sociedade “bela” pouco a pouco demolida.

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Festa de Família, de Thomas Vinterberg

O cineasta já se dedicou outras vezes ao mal-estar na sociedade, como em Submarino e em A Caça, mas nunca de maneira tão mordaz quanto em Festa de Família, ainda seu melhor longa-metragem. O cenário não poderia ser mais conveniente: a festa para celebrar um patriarca, na qual verdades sobre seu passado vêm à tona – e à mesa.

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Beleza Americana, de Sam Mendes

Homem traído pela mulher resolve mudar de vida: larga o emprego para viver como vivia em sua juventude, volta a malhar e compra o carro de seus sonhos – quando era jovem. Mas o custo da “bela vida” logo bate à porta: o vizinho militar e homofóbico e, sobretudo, seu filho, que vende drogas e passa a namorar a filha do protagonista.

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Relatos Selvagens, de Damián Szifrón

São seis relatos, ou contos, que expõem o ser humano no limite, justamente à beira da selvageria. O avião que é guiado por um louco, a garçonete que decide se vingar de seu cliente, a noiva que descobre – no dia do casamento – a traição do noivo, entre outros. Mais um caso em que os bons modos são demolidos em tom abertamente cômico.

relatos selvagens

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Os 100 melhores créditos de abertura da história do cinema

Quem nunca se emocionou com os créditos iniciais de um filme não conhece o sabor da cinefilia. Apenas a enunciação da obra já faz muitos cinéfilos tremerem na cadeira. Parte do show, tais créditos, somados à trilha e às imagens, também ajudam a compreender o filme. Na lista abaixo, vários casos servem de exemplo.

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Imaginar alguns filmes de Alfred Hitchcock ou Otto Preminger sem os títulos de Saul Bass é impossível. Emoção igual dá-se com o nome de Antônio das Mortes, quando explode na tela, ainda na abertura de O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, ou com as letras em rosa para o terror O Bebê de Rosemary. Exemplos não faltam. As ausências, por sua vez, existem (sempre) por causa do espaço. Aos 100.

Fausto, de F.W. Murnau

fausto

O Testamento do Dr. Mabuse, de Fritz Lang

Diabo a Quatro, de Leo McCarey

diabo a quatro

Rebecca, A Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock

rebecca

Contrastes Humanos, de Preston Sturges

contrastes humanos

Cidadão Kane, de Orson Welles

cidadão kane

Mulher de Verdade, de Preston Sturges

Pacto de Sangue, de Billy Wilder

pacto de sangue

O Segredo da Porta Fechada, de Fritz Lang

o segredo da porta fechada

O Pior dos Pecados, de John Boulting

o pior dos pecados

Os Sapatinhos Vermelhos, de Michael Powell e Emeric Pressburger

sapatinhos vermelhos

Hamlet, de Laurence Olivier

hamlet

A Grande Ilusão, de Robert Rossen

a grande ilusão

Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder

crepúsculo dos deuses

Depois do Vendaval, de John Ford

depois do vendaval

A Morte Num Beijo, de Robert Aldrich

a morte num beijo

O Grande Golpe, de Stanley Kubrick

o grande golpe

12 Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet

12 homens e uma sentença

Almas Maculadas, de Douglas Sirk

almas maculadas

A Marca da Maldade, de Orson Welles

a marca da maldade

Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock

um corpo que cai

Anatomia de um Crime, de Otto Preminger

anatomia de um crime

Hiroshima, Meu Amor, de Alain Resnais

hiroshima meu amor

Intriga Internacional, de Alfred Hitchcock

intriga internacional

A Tortura do Medo, de Michael Powell

a tortura do medo

Amor, Sublime Amor, de Jerome Robbins e Robert Wise

Bonequinha de Luxo, de Blake Edwards

bonequinha de luxo

Lawrence da Arábia, de David Lean

lawrence da arábia

Viver a Vida, de Jean-Luc Godard

viver a vida

A Pista, de Chris Marker

la jetée

O Sol é para Todos, de Robert Mulligan

o sol é para todos

Lolita, de Stanley Kubrick

lolita

O Que Teria Acontecido a Baby Jane?, de Robert Aldrich

o que teria acontecido a baby jane

O Leopardo, de Luchino Visconti

o leopardo

Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos

vidas secas

O Beijo Amargo, de Samuel Fuller

o beijo amargo

Os Reis do Iê-Iê-Iê, de Richard Lester

os reis do ie ie ie

007 Contra Goldfinger, de Guy Hamilton

goldfinger

Doutor Fantástico, de Stanley Kubrick

doutor fantástico

Banda à Parte, de Jean-Luc Godard

bando à parte

Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy

o guarda-chuvas do amor

São Paulo, Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person

são paulo sociedade anônima

O Segundo Rosto, de John Frankenheimer

o segundo rosto

A Primeira Noite de um Homem, de Mike Nichols

a primeira noite de um homem

Week-End à Francesa, de Jean-Luc Godard

Rebeldia Indomável, de Stuart Rosenberg

rebeldia indomável

A Noite dos Mortos-Vivos, de George A. Romero

a noite dos mortos vivos

O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski

o bebê de Rosemary

Se…, de Lindsay Anderson

se...

A Piscina, de Jacques Deray

a piscina

O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha

o dragão da maldade contra

Sem Destino, de Dennis Hopper

sem destino

Meu Ódio Será sua Herança, de Sam Peckinpah

meu ódio será sua herança

El Topo, de Alejandro Jodorowsky

el topo

O Conformista, de Bernardo Bertolucci

o conformista

O Mensageiro, de Joseph Losey

o mensageiro

A Longa Caminhada, de Nicolas Roeg

Aguirre – A Cólera dos Deuses, de Werner Herzog

aguirre

São Bernardo, de Leon Hirszman

são bernardo

O Espantalho, de Jerry Schatzberg

o espantalho

Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia, de Sam Peckinpah

traga-me a cabeça de alfredo garcia

A Conversação, de Francis Ford Coppola

a conversação

Tubarão, de Steven Spielberg

tubarão

Nashville, de Robert Altman

nashville

Um Estranho no Ninho, de Milos Forman

um estranho no ninho

Rede de Intrigas, de Sidney Lumet

rede de intrigas

1900, de Bernardo Bertolucci

1900

Eraserhead, de David Lynch

eraserhead

O Despertar dos Mortos, de George A. Romero

o despertar dos mortos

Touro Indomável, de Martin Scorsese

touro indomável

Agonia e Glória, de Samuel Fuller

agonia e glória

Carruagens de Fogo, de Hugh Hudson

carruagens de fogo

Desaparecido, de Costa-Gavras

desaparecido

O Veredicto, de Sidney Lumet

o veredicto

Nostalgia, de Andrei Tarkovski

nostalgia

Aos Nossos Amores, de Maurice Pialat

aos nossos amores

Pauline na Praia, de Eric Rohmer

pauline na praia

Veludo Azul, de David Lynch

veludo azul

Gêmeos, Mórbida Semelhança, de David Cronenberg

gêmeos mórbida semelhança

Nikita – Criada para Matar, de Luc Besson

nikita

Os Imorais, de Stephen Frears

os imorais

O Jogador, de Robert Altman

o jogador

O Pagamento Final, de Brian De Palma

o pagamento final

Assassinos por Natureza, de Oliver Stone

assassinos por natureza

Los Angeles – Cidade Proibida, de Curtis Hanson

los angeles cidade proibida

Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar

tudo sobre minha mãe

Quase Famosos, de Cameron Crowe

quase famosos

O Homem Que Não Estava Lá, de Ethan e Joel Coen

o homem que não estava lá

Cidade dos Sonhos, de David Lynch

1cidade dos sonhos

Elefante, de Gus Van Sant

elefante

Caché, de Michael Haneke

caché

Marcas da Violência, de David Cronenberg

marcas da violência

Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle

quem quer ser um milionário

Vincere, de Marco Bellocchio

vincere

Watchmen: O Filme, de Zack Snyder

A Separação, de Asghar Farhadi

a separação

Tabu, de Miguel Gomes

tabu

Frances Ha, de Noah Baumbach

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Praia do Futuro, de Karim Aïnouz

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O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson

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