Nova Hollywood

Mario Puzo em Hollywood

A verdade é que, se um novelista vai a Hollywood para trabalhar a partir do próprio livro, ele precisa aceitar que o filme não é dele. É simplesmente assim que as coisas são. E a verdade é que, se eu tivesse chefiado a realização do filme, eu o teria arruinado. Dirigir um filme é uma arte ou uma profissão. Atuar é uma arte ou uma profissão. Todos especiais às suas próprias maneiras, exigindo talento e experiência.

E embora seja fácil zombar dos chefes de estúdio, aqueles que têm quilômetros e quilômetros de filmes rodados, ano após ano, precisam saber alguma coisa.

Mario Puzo, autor do livro O Poderoso Chefão e co-roteirista do filme ao lado de Francis Ford Coppola (The Godfather Family Album; Editora Taschen; tradução de André Duchiade, na publicação do mesmo artigo no catálogo da mostra Francis Ford Coppola: o Cronista da América, do Centro Cultural Banco do Brasil; pgs. 131 e 132). Abaixo, o escritor entre os atores Red Buttons (que não faz parte do elenco) e Marlon Brando.

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Bastidores: Amargo Pesadelo

Filmado em ambientes naturais espetaculares dos estados da Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul, o filme contém uma mensagem ecológica animada e uma crítica acurada da capacidade do homem “civilizado” de invadir a natureza. Esses temas não são novos na filmografia de Boorman, já que em A Floresta das Esmeraldas, por exemplo, abordava a vida em uma tribo amazônica. Amargo Pesadelo também funciona como uma reflexão sobre até que ponto de desumanização uma pessoa pode chegar, tirando o pior de si mesma em circunstâncias extremas. Qualquer um pode quebrar seus códigos morais e mostrar sua face mais violenta e irracional quando vê sua vida em perigo ou quando há algum dano a alguém que importe. (…) Com cenas de ação vibrantes e realistas, como as descidas vertiginosas dos protagonistas pelas correntezas em suas canoas – que foram filmadas sem dublê na maioria dos casos – e uma crueza nas passagens mais violentas, Amargo Pesadelo pode ser considerado um dos melhores filmes de aventura e suspense de toda a década.

Jose Antonio Martín, crítico de cinema, no site El antepenúltimo mohicano (leia aqui; tradução do blog). Abaixo, Jon Voight durante as filmagens.

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