Matar ou Morrer

Vídeo: o macarthismo e o cinema

 

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Questão de horas (em 30 filmes)

Exemplos não faltam: todo filme tem de lidar com o tempo. Mas dois sempre vêm à mente: 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Kubrick, e A Arca Russa, de Sokurov.

No primeiro, há a elipse mais longa do cinema: do ser primitivo (com a descoberta da arma, o osso) à nave espacial, à proximidade do fim (ou recomeço). No segundo, as passagens do tempo não recorrem aos cortes para representar a mudança. Para simular esta, com a apresentação dos fatos históricos, Sokurov move sua câmera através de salas do Museu Hermitage.

Ambas as obras retratam a passagem do tempo – e ambas seguem à contramão da lista abaixo, cujos filmes têm suas estruturas apresentadas em questão de horas, nos quais as histórias desenrolassem, em geral, com personagens tendo de passar por seus obstáculos em um tempo menor, em universos em que surgem praticamente acabadas.

É necessário, por isso, desafiar o espectador: quem são essas personagens? De onde vêm e para onde vão? O tempo real – em alguns casos, como em Matar ou Morrer – pode fornecer todas as bases do drama e o entendimento necessário para mergulhar nas personagens? Abaixo, uma lista com histórias desafiadoras, nas quais o tempo é comprimido, ou real, da diversão descompromissada ao drama claustrofóbico.

A Floresta Petrificada, de Archie Mayo

a floresta petrificada

Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock

festim diabólico

Punhos de Campeão, de Robert Wise

punhos de campeão

Um Dia em Nova York, de Stanley Donen e Gene Kelly

um dia em nova york

Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann

matar ou morrer

Conspiração do Silêncio, de John Sturges

conspiração do silêncio

12 Homens e Uma Sentença, de Sidney Lumet

12 homens e uma sentença

A Noite, de Michelangelo Antonioni

a noite

Cléo das 5 às 7, de Agnès Varda

cleo das 5 às 7

Blow-Up – Depois Daquele Beijo, de Michelangelo Antonioni

blow-up

Encurralado, de Steven Spielberg

encurralado

Loucuras de Verão, de George Lucas

loucuras de verão

Um Dia de Cão, de Sidney Lumet

um dia de cão

A Mulher do Aviador, de Eric Rohmer

a mulher do aviador

Fuga de Nova York, de John Carpenter

fuga de nova york

Meu Jantar com André, de Louis Malle

meu jantar com andré

À Sombra do Vulcão, de John Huston

à sombra do vulcão

Depois de Horas, de Martin Scorsese

depois de horas

Onde Fica a Casa de Meu Amigo?, de Abbas Kiarostami

onde fica a casa do meu amigo

Horas de Desespero, de Michael Cimino

horas de desespero

O Sucesso a Qualquer Preço, de James Foley

o sucesso a qualquer preço

Naked, de Mike Leigh

naked

Dia de Treinamento, de Antoine Fuqua

dia de treinamento

Elefante, de Gus Van Sant

elefant

Antes do Pôr-do-Sol, de Richard Linklater

antes do por do sol

Voo United 93, de Paul Greengrass

voo united 93

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, de Cristian Mungiu

4 meses 3 semanas e 2 dias

4:44 – O Fim do Mundo, de Abel Ferrara

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Holy Motors, de Leos Carax

holly motors

Cosmópolis, de David Cronenberg

cosmopolis

Os dez melhores indicados ao Oscar que não venceram o prêmio (anos 50)

Na década das mutações, o Oscar premiou tanto o convencional (O Maior Espetáculo da Terra) quanto as novidades (Sindicato de Ladrões). Grandes filmes venceram, outros grandes foram indicados. Um certo James Dean conseguiu duas indicações e não viveu para desfrutar delas. Um astro negro chamado Sidney Poitier conquistou seu espaço e, da Itália, Fellini ganhou o prêmio de melhor filme estrangeiro duas vezes nessa mesma década. Em anos de disputa acirrada, como 1950 e 1951, filmes como Crepúsculo dos Deuses e Um Lugar ao Sol não conseguiram a estatueta principal. Coisas do Oscar.

10) A Rosa Tatuada, de Daniel Mann

Anna Magnani faz o que sabe bem: está entre a mãe imponente e a mulher fragilizada, que encontra em Burt Lancaster a possibilidade de recomeço.

a rosa tatuada

9) Os Brutos Também Amam, de George Stevens

Os gritos do garoto Brandon De Wilde entraram para a história: é a hora da despedida de Shane (Alan Ladd), quando segue ao infinito, quando se torna mito.

os brutos também amam

8) Moulin Rouge, de John Huston

Menos lembrada que a versão de Baz Luhrmann, a obra de Huston é maior e se concentra na figura do pintor Henri de Toulouse-Lautrec, na pele de José Ferrer.

moulin rouge

7) Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann

Os pistoleiros da abertura, ao som de “High Noon”, anunciam o conflito: a história de homens que tentam encurralar um xerife, ou como esse xerife tentará resistir de todas as formas.

matar ou morrer

6) 12 Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet

Em seu primeiro filme para o cinema, Lumet coloca o espectador em uma sala fechada, palco para o desespero de alguns homens, também para a consciência de outros.

12 homens e uma sentença

5) Férias de Amor, de Joshua Logan

É irresistível como o casal (William Holden e Kim Novak) conecta-se pela dança, enquanto ela bate palmas e vai ao seu encontro. Com pouco, a sexualidade explode.

férias de amor

4) Anatomia de um Crime, de Otto Preminger

No tribunal, o pacato advogado de James Stewart confronta George C. Scott e, fora dali, tem de resistir aos flertes da dama vivida por Lee Remick.

anatomia de um crime

3) Um Lugar ao Sol, de George Stevens

Tão próximos, Montgomery Clift e Elizabeth Taylor são jovens tomados pela paixão, donos de uma história bela e trágica, e com um dos beijos mais famosos do cinema.

Um Lugar ao Sol

2) Uma Rua Chamada Pecado, de Elia Kazan

Brando – jovem e indomável – grita e investe toda sua fúria contra a frágil personagem de Vivien Leigh, sob a batuta de Kazan, nas ondas de um novo cinema.

uma rua chamada pecado1

1) Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder

Talvez o maior filme sobre o cinema. Parte de um homem morto em uma piscina e se fecha com a assassina – presa à fantasia – pedindo por seu close-up.

Crepúsculo dos Deuses

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