Luís Miguel Oliveira

Stéphane Audran (1932–2018)

Foi uma presença recorrente na obra de Chabrol, e também na sua vida: foram casados 16 anos, entre 1964 e 1980, mas a relação de amizade e de trabalho estendeu-se bem para lá da data do divórcio. Em termos criativos, foi uma parceria de duração invulgar e singularmente feliz, tanto que é difícil pensar em Chabrol sem Audran, e em Audran sem Chabrol.

(…)

E com o cinema de Chabrol passaria imediatamente a “fazer corpo”, intérprete feita daquele “teatro da crueldade” que era o território do realizador, numa presença onde o “abandono” (Les Bonnes Femmes, 1960) alternava com a “frieza” (Les Biches, 1968; La Femme Infidèle, 1969), e onde a sua beleza – às vezes tratada de modo “esfíngico” – tanto podia ser sinal de vida como manifestação de um destino mais negro.

Luís Miguel Oliveira, crítico de cinema, no Jornal Público (27 de março de 2018; leia o texto aqui). Abaixo, Audran em Os Primos, primeiro filme da atriz com Chabrol e o quarto de sua carreira, em 1959.

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Maureen O’Hara (1920–2015)

Era a última grande vedeta, e grande atriz, sobrevivente da época clássica de Hollywood, memória viva dessas longínquas décadas douradas que o cinema americano viveu entre os anos 30 e os anos 50. Com a morte dela, Hollywood morre mais um bocadinho.

Joana Amaral Cardoso, jornalista de cultura, e Luís Miguel Oliveira, crítico de cinema, no site do jornal Público (leia aqui), sobre a grande estrela, morta aos 95 anos e famosa, sobretudo, pelas colaborações com o diretor John Ford, como em Depois do Vendaval (foto abaixo).

depois do vendaval

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