John Wayne

O Filme da Minha Vida, de Selton Mello

O filme dentro do filme é Rio Vermelho, clássico absoluto de Howard Hawks. Ocupou posição semelhante, na década de 70, em A Última Sessão de Cinema, sobre jovens em busca da sexualidade, em namoros de passagem, frequentadores de um cinema prestes a fechar. Como O Filme da Minha Vida, é sobre um tempo perdido.

O cinema – na grande chamada da fachada, com os nomes enormes de John Wayne e Montgomery Clift – ajuda a resgatar esse tempo, o do sonho com os faroestes, com mocinhos e bandidos, brancos e índios. Vai além: o filme de Hawks é sobre o confronto entre pai e filho, Wayne e Clift, que leva a todos os embates da tela.

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No trabalho de Selton Mello, a partir da obra de Antonio Skármeta, não é diferente: o protagonista, Tony (Johnny Massaro), não sabe o paradeiro do pai. Depois de ir para a cidade grande estudar, o rapaz retorna para sua pequena cidade do interior, no Brasil dos anos 60, quando o pai já foi embora. O pai francês do qual ele guarda boas lembranças.

Tony não retornou adulto. Ainda mantém sinais da adolescência – todos, é bom dizer. São os sinais do jovem perdido, infantilizado, em busca da primeiro noite de sexo em um bordel, de olho nas belas garotas que se exibem como meninas saídas de Juventude Transviada, sobre lambretas. Tony, à contramão, é um “rebelde com causa”.

Personagem confiável que tenta encaixar as partes do “filme de sua vida”, esse filme estranho e pouco resolvido, que não deixa um embate, ao fim, como o de Wayne e Clift, para assim encaixar as mesmas peças perdidas. Um pouco clássico no visual, um pouco moderno na abordagem – o que remete, de novo, ao grande filme de Peter Bogdanovich.

A mitologia do Oeste é a ligação com o passado. Em A Última Sessão de Cinema, Ben Johnson é a representação em pele desse universo, das velhas sessões de cinema. É o elo entre o clássico e o moderno, alguém que reflete sobre a passagem do tempo. Em O Filme da Minha Vida, tal papel cabe ao maquinista vivido por Rolando Boldrin.

O tempo suspenso, o tempo que persiste a despeito dos sinais da velhice, das dobras da pele sobre a face. O trem como reafirmação do passado, como a trilha da qual demora para se escapar – e da qual Tony, nos instantes finais, ousa fugir, ainda que à beira, com sua moto (na verdade, a moto que pertencia ao pai), pela estrada de terra.

A mesma estrada à qual Selton Mello, com bela fotografia de Walter Carvalho, aponta na abertura, com o convite à despedida. Tudo aqui leva à memória: as propagandas da rádio cantadas pelas personagens no café da manhã, as telefonistas incumbidas de levar mensagens, os bailinhos recheados de adolescentes afoitos pelo contato físico, os meninos – um pouco fellinianos – que querem conhecer o bordel. Mesmo com imperfeições, o passado conserva beleza.

Selton Mello consegue bons resultados, ainda que a construção inicial seja frágil e o filme demore a agarrar o público. O excesso de beleza, na tela, nada mais é que paixão pelo passado perdido, pelo cinema perdido, imunes ao cinismo do mundo moderno.

(Idem, Selton Mello, 2017)

Nota: ★★★☆☆

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Fomos os Sacrificados, de John Ford

Os sacrificados de John Ford ganham e perdem ao mesmo tempo. Lutam em batalhas perdidas, vencem pequenas disputas, afundam grandes navios inimigos, mas precisam bater em retirada, pouco depois da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, quando os japoneses avançam pelo Oceano Pacífico.

Esses sacrificados – alguns pagam com a vida, outros com a fuga e a promessa de retornar – são homens comuns, um pouco distantes do estofo do cinema clássico, ainda próximos do herói idealizado desse período. Não se cansam, são camaradas, capazes – a começar pela personagem de John Wayne – de dispensar a mais bela enfermeira.

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Quer dizer, fixados no ambiente verdadeiro, nas matas e praias, são mais reais que outras personagens de Ford. Em Fomos os Sacrificados, não precisam vencer a batalha – ou a guerra – para chegar à vitória: basta apenas o jeito camarada, a brincadeira, atores convertidos em homens reais. Ford, à sua maneira, faz um filme realista.

O grande diretor esteve na guerra. Seu filme foi lançado em 1945. Os conflitos estavam frescos na cabeça do público. Os Estados Unidos, se a essa altura já não comemoravam, seriam logo vitoriosos. A história, sabe-se, é contada pelos vencedores. Ford precisa apenas deles, no que poderia ser uma história de derrota, e dispensa os japoneses.

Dos inimigos, no máximo, um avião ou navio distante. Das mulheres, a força, a aproximação à câmera, não a sexualidade. É um filme de homens, de sacrificados felizes por estarem em combate. Se para muitos pode soar ofensivo, para outros o patriotismo de Ford provém de pessoas verdadeiras. É o que torna a obra palatável.

Wayne, o grandalhão sorridente, sério, não perde o jeito comum nem quando veste a farda branca da Marinha. Apaixona-se sem revelar, quase envergonhado por nutrir esse sentimento em tal situação: o homem rendido, com o braço machucado e internado em um pequeno hospital, enquanto os amigos continuam nas linhas de combate.

A mulher que cruza seu caminho é Donna Reed. Antes de servir ao lado de James Stewart em seu filme mais lembrado, o otimista A Felicidade Não se Compra; e antes de ganhar seu papel mais famoso, justamente em um filme de guerra, e sobre Pearl Harbor, a prostituta que agarra o coração do insubordinado Montgomery Clift em A um Passo da Eternidade.

Cena mágica é aquela em que Ford filma sua face em contra-plongée, momento em que auxilia o médico em uma cirurgia, sob o risco do ataque japonês. É observada pela personagem de Wayne. Transpira, mostra segurança, uma mulher acima do normal graças ao quadro que deixa ver a estrela bruta, sem maquiagem.

“É muito agradável ter uma garota por perto em tempo de guerra”, diz o homem de Wayne a um colega, no interior do hospital. “Em qualquer tempo”, observa o interlocutor. “Ela é bonita”, Wayne afirma. “Onze mil homens não podem estar errados”, completa o outro.

Em outro momento não menos mágico, um garoto qualquer, indispensável à câmera e às intenções de Ford, toma um copo de leite ao lado de outros marinheiros. Toma-o com desejo, a forjar o material heróico do cineasta: aponta aos meninos sedentos pelo combate, puros, pequenos mas fortes, sacrificados em nome de algo maior.

(They Were Expendable, John Ford, 1945)

Nota: ★★★★☆

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Comando Negro, de Raoul Walsh

Os contornos cômicos de um faroeste como Comando Negro chamam a atenção para as liberdades que o gênero permitia. Em comparação com alguns dos faroestes de John Ford, por exemplo, o trabalho de Raoul Walsh parece sempre mais livre.

Basta reparar nas certezas da personagem central, o herói sem pretensão de John Wayne: até certa altura, é a personagem cômica, ligada à estrutura cômica. É o iletrado de bom coração, o homem que serve com os braços, por isso mesmo o homem certo.

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À frente, quando disputa a eleição para a vaga de xerife contra o professor de uma pequena cidade no Kansas (interpretado pelo sério Walter Pidgeon), a população prefere o Bob Seton de Wayne. Não que o resultado seja difícil de prever: o filme logo mostra em quem se pode confiar, e que alguns pequenos trapaceiros têm bom coração.

Caso de Wayne, claro, à contramão do falso polimento de Pidgeon. Os moldes, por isso, remetem ao cinema cômico: nenhum dos defeitos será suficiente para diminuir o herói. No caso de Wayne, um herói de voz forte e palavras rápidas que chega acabado.

Outro ponto positivo do filme de Walsh: as cenas de ação. Feito para a Republic, a obra alterna sequências em locação com outras em estúdio, sendo fácil perceber a migração. Às vezes soa falso, enquanto o público certamente torce para que as personagens retornem aos ambientes fechados, ao mundo que funciona em outra velocidade.

A ambientação antecede a Guerra Civil Americana, pano de fundo para muitos faroestes. Em cena, a batalha do iletrado contra o letrado, do homem do Texas (Wayne) contra o professor que se torna bandido com roupas dos soldados do sul (Pidgeon).

A bagunça, somada à ação, dá vez a viradas a todo o momento. Pessoas morrem, jurados de um tribunal são comprados, enquanto ainda há espaço para pequenas situações individuais envolvendo o amor de uma mulher (Claire Trevor) e o desejo do irmão dela (Roy Rogers) em se tornar um pistoleiro, contra a vontade do pai.

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Na falta de seriedade que assume, sobretudo em sua primeira parte, o filme de Walsh encontra espaço para questionar a própria História americana: o país que se impõe é feito de falsidades, de juízes e professores sem credibilidade, de banqueiros mortos a tiros pela turba descontrolada, do ignorante como última solução.

Ri-se facilmente da bagunça, à medida que Walsh não economiza na ação. Ao se tornar criminoso, William Cantrell (Pidgeon) passa a saquear propriedades e forma um bando de marginais, contra a vontade da mãe, em outra pequena trama que ganha espaço. A mulher é vivida por Marjorie Main, em momento sublime.

A parte final abre espaço para o confronto entre a mãe e o filho. A mulher parece ter saído de uma história com toques fantasmagóricos de Daphne du Maurier. A comédia perde espaço para a tragédia familiar, ao passo que Walsh tira o filme da comodidade de muitos faroestes feitos sob encomenda. A expressão desconfiada da mãe, ao fundo, voltada ao filho criminoso, é o principal achado desse belo clássico.

(Dark Command, Raoul Walsh, 1940)

Nota: ★★★★☆

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Trumbo – Lista Negra, de Jay Roach

Na Hollywood de Trumbo – Lista Negra, existem figuras exóticas, estranhas, como Hedda Hopper e John Wayne. A direção de Jay Roach salienta o que há de pior nesses seres: próximos ou não dos verdadeiros, ambos deixam claro quem são.

Estão do lado oposto da batalha, o lado errado, como inimigos de Dalton Trumbo, o roteirista comunista. Estão a serviço do extremismo, como o inimigo fácil, pronto para ser odiado. Nesse sentido, logo se vê a cilada do filme.

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Para escapar dela talvez valha a pena recorrer a outro filme sobre o macarthismo, que trata o drama de forma adulta e lega ao inimigo a imagem real, de antigas gravações da época. Fala-se aqui de Boa Noite e Boa Sorte, de George Clooney.

O filme de Roach prefere o risco de recriar esses inimigos, seguidores de Joseph McCarthy. Trumbo, sabe-se, tornou-se um dos Dez de Hollywood, perdeu o contrato com seu estúdio, foi preso e depois teve de escrever roteiros sob pseudônimos.

Ao contrário dos outros, Trumbo é cínico e um pouco sábio, diz o oposto do que se espera para surpreender – ou apenas para parecer dúbio. Ainda que a interpretação de Bryan Cranston impressione, a direção de Roach não permite arroubos.

De inimigos manjados e heróis ainda mais, o filme leva ao clima da época, entre os anos 40 e 50, quando os Estados Unidos e a União Soviética travam uma guerra ideológica. O cinema logo se torna um problema, ou mesmo uma solução: é o espaço para se projetar a imagem do país, a ideologia a ser levada ao público.

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O grande veículo de massa, como mostra o filme, não pôde correr o risco de estar sob a influência de textos de autores como Trumbo, ainda que insistissem em heroísmo. Como se sabe, Trumbo lutou na Segunda Guerra, ao contrário de Wayne.

Aos supostos patriotas, o risco aproximava-se de um vírus mortal, de uma substância alienígena típica de filmes B. O cinema reserva-se ao cinema. Por isso, ironicamente, o protagonista usará um argumento que se aproxima do cinema para justificar o erro dos outros: após anos apontando o risco dos comunistas, nada aconteceu. Foi instalado apenas um clima, um estado contínuo de ficção e histórias irreais.

Muitos punidos para nada, e por nada. A vida americana seguiu como sempre foi, ou quase. A pior parte deve-se aos amigos de McCarthy: para darem vez à caça, chegaram até a rasgar a Constituição Americana. No filme, a vilania de Helen Mirren, como Hopper, ou de David James Elliott, como Wayne, revolta e constrange.

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Não estranha que termine com a vitória do protagonista. Após algumas batalhas, vê-se a amarga volta por cima, mas sem a forma “redonda” das velhas vitórias dos filmes clássicos americanos, com patriotas prontos para abater inimigos.

Em uma das melhores cenas, Trumbo observa a reação de alguns presidiários que assistem a um filme de John Wayne. Se na vida real ele não esteve no campo de batalha, a Hollywood da época encarregou-se de resolver o problema.

Essa terra de ficção cria suas lendas e varre para longe o que não lhe interessa. Por algum tempo, o trabalho de Trumbo só era possível se escondido, problema real quando se pensa nos créditos de um filme e nos produtores covardes.

Nota: ★★★☆☆

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Os dez maiores perdedores da história do Oscar

Ao todo, os dez filmes da lista abaixo somam 89 indicações ao prêmio mais famoso do cinema. Desse bolo não saiu sequer uma estatueta. Alguns tiveram mais indicações – e para prêmios mais importantes – do que outros. No geral, mostram que nem sempre filmes queridos vencem muito – além de serem vítimas das circunstâncias, envolvendo outros concorrentes de cada ano.

A lista abaixo leva em conta o número de indicações para um único filme. Quanto mais indicado, mais alto estará no ranking. Entre os filmes com o mesmo número de indicações, aqueles que foram lembrados em categorias menos importantes galgaram posições mais altas. Como se vê, há grandes obras que não ganharam nada.

10) Pacto de Sangue, de Billy Wilder

Indicado a sete Oscars em 1945: melhor filme, diretor, atriz, roteiro, fotografia, trilha sonora e som. Não ganhou nenhum.

Clássico filme noir dirigido por Wilder, que receberia o Oscar no ano seguinte por Farrapo Humano, sobre os males do alcoolismo. Apesar do bom momento de Fred MacMurray, quem rouba a cena é Barbara Stanwyck, grande dama fatal.

pacto de sangue

9) Um Sonho de Liberdade, de Frank Darabont

Indicado a sete Oscars em 1995: melhor filme, ator, roteiro adaptado, fotografia, edição, trilha sonora e som. Não ganhou nenhum.

Um dos filmes mais adorados do cinema (primeiro lugar na lista dos melhores de todos os tempos do IMDB) é também um dos perdedores notórios dos prêmios da Academia. Sequer o diretor foi indicado. Era o ano de Forrest Gump, que levou muito.

um sonho de liberdade

8) O Poderoso Chefão – Parte 3, de Francis Ford Coppola

Indicado a sete Oscars em 1991: melhor filme, diretor, ator coadjuvante, fotografia, direção de arte, edição e trilha sonora. Não ganhou nenhum.

Os dois primeiros filmes da saga ganharam como melhor filme. A segunda parte, de 1974, deu o Oscar para Coppola. O terceiro, feito mais tarde e com um chefão cansado (Al Pacino), não empolgou tanto. Dança com Lobos foi o grande vencedor dessa edição.

o poderoso chefão 3

7) O Homem Elefante, de David Lynch

Indicado a oito Oscars em 1981: melhor filme, diretor, ator, roteiro adaptado, direção de arte, figurino, edição e trilha sonora. Não ganhou nenhum.

Lembrado por suas incursões surrealistas, Lynch realiza um drama em preto e branco, no qual o ator central, John Hurt, passa o filme inteiro sob pesada maquiagem para viver John Merrick. Consegue momentos sublimes e ainda tem Anthony Hopkins no elenco.

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6) Vestígios do Dia, de James Ivory

Indicado a oito Oscars em 1994: melhor filme, diretor, ator, atriz coadjuvante, roteiro adaptado, direção de arte, figurino e trilha sonora. Não ganhou nenhum.

Belo drama de emoções contidas, com Anthony Hopkins e Emma Thompson, passado em uma mansão. A delicadeza do cineasta é conhecida. No ano anterior, o diretor chegou também ao prêmio com o belo Retorno a Howards End.

vestígios do dia

5) Trapaça, de David O. Russell

Indicado a dez Oscars em 2014: melhor filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro original, figurino, edição e direção de arte. Não ganhou nenhum.

Em um ano em que os prêmios foram divididos entre 12 Anos de Escravidão e Gravidade, o filme do badalado O. Russell ficou sem nada. Narra os trambiques e aventuras de quatro personagens, entre política, máfia e ações do FBI.

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4) Bravura Indômita, de Ethan e Joel Coen

Indicado a dez Oscars em 2011: melhor filme, diretor, ator, atriz coadjuvante, roteiro adaptado, fotografia, figurino, direção de arte, mixagem de som e edição de som. Não ganhou nenhum.

A Academia preferiu O Discurso do Rei ao bom faroeste dos Coen, que já havia sido filmado nos anos 60 com John Wayne no papel de Rooster Cogburn (e que lhe valeu o Oscar). Nem a bela fotografia de Roger Deakins recebeu a estatueta dourada.

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3) Gangues de Nova York, de Martin Scorsese

Indicado a dez Oscars em 2003: melhor filme, diretor, ator, roteiro original, fotografia, direção de arte, figurino, edição, trilha sonora e som. Não ganhou nenhum.

O pior filme de Scorsese dos últimos anos foi bem representado ao Oscar e terminou sem prêmios. O cineasta levou o Globo de Ouro, mas perdeu a estatueta dourada para Roman Polanski e seu O Pianista. O destaque fica para Daniel Day-Lewis.

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2) Momento de Decisão, de Herbert Ross

Indicado a 11 Oscars em 1978: melhor filme, diretor, atriz (duas vezes), ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro original, fotografia, direção de arte, edição e som. Não ganhou nenhum.

A rivalidade entre antigas bailarinas dá corpo a esse drama de Ross, também à frente de outro filme de sucesso – e indicado ao Oscar – no mesmo ano: A Garota do Adeus. Ao centro, duas grandes atrizes da época, Anne Bancroft e Shirley MacLaine.

momento de decisão

1) A Cor Púrpura, de Steven Spielberg

Indicado a 11 Oscars em 1986: melhor filme, atriz, atriz coadjuvante (duas vezes), roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, figurino, trilha sonora, canção e maquiagem. Não ganhou nenhum.

Ninguém entendeu, à época, a ausência de Spielberg na categoria de melhor diretor – mesmo tendo vencido, no mesmo ano, o prêmio do Sindicato dos Diretores. Filme tocante, com Whoopi Goldberg em seu melhor momento. No mesmo ano, o grande vencedor foi Entre Dois Amores. Outros filmes de peso se destacaram nessa edição, como A Testemunha, vencedor nas categorias de roteiro original e edição, e RAN, de Kurosawa, com o melhor figurino.

cor purpura

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