James Foley

Cinquenta tons de ostentação

Boa parte da história de amor entre Anastasia Steele e Christian Grey está fincada no deslumbramento pelo poder (no caso dela) e na necessidade de dominar (no caso dele). No terreno da moça de curvas emocionais salientes, o que salta é a descoberta do impossível: a entrada da jovem de classe média no império de sonhos do bilionário.

Do lado dele – em que a distância não deixa ver muito, em que o jeito durão oferece mistério, em que o passado de dor, na infância, pode ter dado a tônica de seu apetite sexual e do gosto pelo sadomasoquismo -, o dinheiro possibilita o possível e o impossível à mesma moça fechada em um espaço de regras sexuais e sociais.

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A começar pelas sexuais e menos importantes: ela deverá obedecer, até certo ponto, aos códigos dele, terá de aceitar os prazeres dele (sem, é verdade, renunciar aos seus) e terá de conviver com a sala vermelha de chicotes e algemas; e, por outro lado, vêm as indigestas regras sociais na rabeira do poder financeiro: a exposição dessa vida de castelos e viagens caras, de helicópteros e aviões particulares, de tudo e todos à mão.

Pois antes de se falar de sexo nos filmes da série Cinquenta Tons, baseados nos livros de E.L. James, fala-se de dinheiro. Ou do poder e dos prazeres que o vil metal poderá comprar. A moça que tropeça no primeiro encontro, que confronta as outras do novo amado, que mergulha em reino desconhecido é a velha princesa abobalhada.

O príncipe segue sob uma aura sinistra, nem bom nem ruim demais. Será capaz, a certa altura, de surpreendê-la com uma aliança, com gestos de amor, mas terá dificuldade, na terceira e última parte, para aceitar sua gravidez. O desejo desse “bebê” adulto com cara de mau é ter a mãe por inteiro, sem dividi-la com ninguém.

Mas não vale a pena se ater ao psicologismo raso dos filmes da série. As personagens não dão conta de tanto. Essa trilogia de beleza vazia investe na submissão da classe média, representada pela moça ao centro. Não se trata de definir uma classe, mas de constatar como esses filmes intimidam uma certa esfera social pela ostentação do belo bilionário.

Quando a secretária soturna diz que o senhor Gray “está pronto para recebê-la”, é como se dissesse, em outras palavras, que será permitida à menina desinformada adentrar o reino de luxo e facilidades do homem à espera – não sem ser julgada e colocada em posição submissa, cuja representação será levada ao ato sexual: vivida por Dakota Johnson, ela será amarrada, terá os olhos vendados, sentirá o prazer que até então não havia experimentado.

Tais histórias e filmes não existem sem o dinheiro. Nem sem o sexo. O problema é que o segundo tenta esconder a presença do primeiro, ou apenas – e em vão – superá-lo: é mais gostoso fazer sexo em um carro caro e veloz após uma fuga pela estrada, ou escapar para algum canto remoto do mundo, em um estalar de dedos, para um encontro a dois.

O senhor Gray não cede. Ele compra. À medida que Anastasia vê-se enredada por seu reino de grandeza, ver-se-á enredada também pela gaiola inseparável do mesmo. O preço do senhor Gray é tê-la, enquanto os filmes insistem na história de amor para que se possa desculpar as atitudes do macho traumatizado, e para que a moça possa seguir por ali, em uma sucessão interminável de compras de casas e carros luxuosos, viagens e festas.

Rochoso, Jamie Dornan é o boneco da princesa com atributos a mais. A direção da trilogia – fatiada entre Sam Taylor-Johnson e James Foley nos tons de “cinza”, “mais escuros” e “de liberdade” – impede que se veja um homem real à frente do reino de poder e prazer, no ponto em que ambas as coisas mesclam-se para confundir a bobinha Anastasia.

E haveria para ela outro estereótipo senão o da estudante de literatura de 21 anos (no primeiro filme) que termina à frente de sua própria editora (comprada por ele no segundo filme) e mãe de seu filho (para concorrer com ele, no terceiro filme)? Pior é constatar que a trilogia prefere o fecho previsível e aqui indigesto do amor que tudo supera, acompanhado pela imagem da família rumo à grande casa. Como se a submissão, ao fim, tivesse gerado alguma compensação: o futuro confortável na imagem da família realizada.

(Fifty Shades of Grey, Sam Taylor-Johnson, 2015)
(Fifty Shades Darker, James Foley, 2017)
(Fifty Shades Freed, James Foley, 2018)

Nota da trilogia: ☆☆☆☆☆

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20 grandes filmes sobre a morte do sonho americano

Importante dizer, de partida, que o chamado “sonho americano” é um rótulo, utopia embalada pela televisão, pela propaganda de margarina, pelo cinema idealista dos anos 30. O american way of life, com sua economia robusta, suas famílias suburbanas felizes, direitos iguais para todos, não resiste ao retrato da realidade – seja pela comédia ou pelo drama de contornos obscuros – levado à frente pela da lista abaixo.

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Existem outros vários filmes sobre a degradação desse ideal americano que ficaram de fora da relação. A lista também traz longas-metragens que se banharam em livros conhecidos, de autores como John Steinbeck e F. Scott Fitzgerald. Ainda assim, a visão dos cineastas tem peso maior, com narrativas de forte impacto. À lista.

Fúria, de Fritz Lang

Austríaco e fugitivo do nazismo, Lang deu vez a uma história sobre intolerância em seu primeiro filme americano, no qual um homem é considerado culpado por um crime que não cometeu. Do lado de fora da prisão, a multidão descontrolada pede seu pescoço.

fúria

Alma em Suplício, de Michael Curtiz

Esse filme noir traz Mildred Pierce (Joan Crawford), cuja escalada social será acompanhada pela degradação da filha, a quem a protagonista tenta dar a melhor educação. A história é contada em flashback, à polícia, após o assassinato do ex-marido de Mildred.

alma em suplício

O Cúmplice das Sombras, de Joseph Losey

O policial de Van Heflin descobre uma mulher casada, em uma bela casa de subúrbio, sozinha enquanto seu marido apresenta um programa de rádio. Passa a frequentar o local, torna-se seu amante. O destino desses fracassados tomará rumos inesperados.

o cúmplice das sombras

Vidas Amargas, de Elia Kazan

Vários filmes de Kazan tratam da morte do sonho americano. Nenhum deles, contudo, de maneira magistral como Vidas Amargas, da obra de Steinbeck, sobre um rapaz (James Dean) filho de um pai religioso e de uma mãe prostituta, em busca do amor de ambos.

vidas amargas

Delírio de Loucura, de Nicholas Ray

James Mason interpreta um professor pai de família que passa a ter comportamento violento com a mulher e o filho após iniciar um tratamento com cortisona. Esse remédio – amostra “milagrosa” da vida moderna – não garantirá a continuidade da família.

delírio de loucura

O Indomado, de Martin Ritt

A sequência mais famosa dá ideia da degradação geral: pai, filho e outros rancheiros matam o rebanho doente da fazenda. O filho (Paul Newman) quer vendê-lo mesmo assim, o pai (Melvyn Douglas) é contra. Por esses contrapontos, a família aos poucos se dissolve.

o indomado

O Beijo Amargo, de Samuel Fuller

A Kelly de Constance Towers esbofeteia seu cafetão antes de ir embora. Migra à pequena cidade interiorana, a uma “outra” América, indo trabalhar como enfermeira em um hospital para crianças com deficiência. Ali, apenas as crianças serão verdadeiras.

o beijo amargo

Sem Destino, de Dennis Hopper

Outra América é o que esperam também os motociclistas chapados de Hopper e Peter Fonda. Ganham um pouco de dinheiro e destroem um relógio antes de embarcar nessa viagem igualmente existencial – e repleta de intolerância, a dos outros.

sem destino

Perdidos na Noite, de John Schlesinger

Enquanto canta, no chuveiro, o caipira Joe Buck (Jon Voight) sonha acordado com as belas mulheres que almeja encontrar, na cidade grande, trabalhando como gigolô. A realidade é outra: termina quase sem nada, apenas com a companhia do marginal Ratso (Dustin Hoffman).

perdidos na noite

A Noite dos Desesperados, de Sydney Pollack

Nos tempos da Grande Depressão, algumas pessoas decididas a ganhar dinheiro se arriscam em um jogo insano: precisam sobreviver ao cansaço, horas sem dormir, em uma pista de dança na qual se convertem no centro de um espetáculo doentio.

a noite dos desesperados

O Grande Gatsby, de Jack Clayton

A versão de Baz Luhrmann desaparece quando comparada ao elegante trabalho de Clayton, a partir do livro de Fitzgerald, com suas passagens entre o paraíso e o inferno, seus amantes condenados, todos gravitando em torno do poderoso Gatsby (Robert Redford).

o grande gatsby

Stroszek, de Werner Herzog

Um rapaz com aparente problema mental (Bruno S.), uma prostituta (Eva Mattes) e um baixinho (Clemens Scheitz) saem da Alemanha para tentar a vida na América. Após os imaginados fracassos, como a perda da casa, eles decidem aderir à violência.

stroszek

Eles Vivem, de John Carpenter

A sociedade capitalista é descortinada de forma original nessa ficção científica: o mundo foi dominado por alienígenas que não se deixam ver, nem suas mensagens. O herói grandalhão (Roddy Piper) só consegue enxergá-los quando utiliza óculos especiais.

eles vivem

Nascido em 4 de Julho, de Oliver Stone

Antes uma criança que brincava com armas, jovem apaixonado e patriota, o protagonista (Tom Cruise) retorna do Vietnã em uma cadeira de rodas. Repensa tudo, muda de lado: não demora a protestar, a aderir às passeatas contra seu próprio governo.

nascido em 4 de julho3

O Sucesso a Qualquer Preço, de James Foley

Sob as ordens do chefe, alguns corretores imobiliários correm para vender mais e cumprir as metas, em noite chuvosa. O roteiro é de David Mamet, baseado em sua própria obra. O protagonista, entre o cômico e o cínico, é ninguém menos que Jack Lemmon.

o sucesso a qualquer preço1

Felicidade, de Todd Solondz

Painel sobre a vida privada dos moradores de subúrbio, com seus segredos e a busca pela inclusão. Há o pai de família pedófilo, a solteira chorona em busca do “príncipe encantado”, o rapaz solitário atrás de sexo fácil, a escritora frustrada, entre outros.

felicidade

Beleza Americana, de Sam Mendes

O protagonista (Kevin Spacey) sonha com as rosas vermelhas que saltam do corpo da bela garota (Mena Suvari), ninfeta e amiga de sua filha. Outro painel de degradação da doce vida americana, com tipos variados como o vizinho que vende drogas e seu pai militar.

beleza americana

Longe do Paraíso, de Todd Haynes

O tempo e as cores de Douglas Sirk. Também os traços de suas personagens, a sociedade que desaba, a família infeliz. Em cena, uma dona de casa (Julianne Moore) descobre as inclinações homossexuais do marido enquanto se encanta com a presença de um jardineiro negro.

longe do paraíso

O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese

O consagrado diretor de Taxi Driver vai a Wall Street mostrar a trajetória de jovens em busca de dinheiro fácil, sem qualquer humanidade. A vida é uma diversão feita de escritórios abarrotados com homens caçando números, de orgias paralelas. É a loucura americana.

o lobo de wall street

O Ano Mais Violento, de J. C. Chandor

O ano é 1981, quando os índices de criminalidade foram os mais altos em Nova York. Nesse cenário, o jovem empresário Abel Morales (Oscar Isaac) tenta conquistar espaço com sua empresa, ao lado da mulher “perfeita” (Jessica Chastain) e homens estranhos. Ser honesto não será fácil.

o ano mais violento

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Os cinco melhores filmes com Kevin Spacey

Desde seus primeiros papéis, como a inesquecível participação em Uma Secretária de Futuro, Spacey despontou entre os mais versáteis atores da atualidade. A consagração veio nos anos 90, com grandes papéis: ganhou dois Oscars, interpretou vilões e, como outros, também teve deslizes. Abaixo, seus melhores filmes.

5) Margin Call – O Dia Antes do Fim, de J.C. Chandor

Filmaço sobre Wall Street e sua podridão. Aqui, um jovem talento (Zachary Quinto) descobre que sua empresa de capital aberto está prestes a ir à bancarrota. Logo, em uma noite que deveria ser como outras, aciona os “cabeças” da companhia para tentar salvá-la. Ninguém escapa aos problemas, nem a personagem de Spacey, que, ao contrário de outras, ainda parece guardar algum pingo de humanidade. O texto é afiado e os diálogos, incríveis.

margin call

4) Seven: Os Sete Crimes Capitais, de David Fincher

Depois de interpretar um grande vilão em Os Suspeitos (e ganhar um Oscar de coadjuvante), Spacey foi escalado para viver o serial killer que aparece apenas na parte final da obra de Fincher, entre suas mais lembradas. Seu jeito frio e calculista chama a atenção: não é difícil entender o que faz o policial vivido por Brad Pitt perder a cabeça, ao fim, e concretizar o desejo do assassino. As expressões de John Doe são inesquecíveis.

seven

3) Beleza Americana, de Sam Mendes

Valeu ao ator seu segundo Oscar. Difícil imaginar outro na pele de Lester Burnham, narrador, cuja morte anuncia nos primeiros instantes. Enquanto joga tudo para o alto, Lester mantém relações com os vizinhos, também com a filha, com a mulher instável (Annette Bening) e enxerga pétalas de rosas vindas do corpo da ninfeta (Mena Suvari), a amiga da filha (Thora Birch). Nada é o que parece nessa América de mentira. Muito menos a beleza.

beleza americana

2) O Sucesso a Qualquer Preço, de James Foley

A partir da peça de David Mamet, o diretor Foley constrói a loucura de alguns homens dispostos a vender imóveis. Esses corretores são colocados na parede, precisam vender a qualquer custo. Como outras obras de Mamet, fala sobre corrupção e bandidagem. Passa-se em poucas horas, em noite chuvosa. Ao lado de várias estrelas, entre elas Al Pacino e Jack Lemmon, Spacey é John Williamson, tipo asqueroso e impotente que não sabe lidar com o poder.

o sucesso a qualquer preço

1) Los Angeles: Cidade Proibida, de Curtis Hanson

Na Los Angeles dos anos 50, estrelas do cinema misturam-se a policiais. Nesse híbrido está a personagem de Spacey, policial que serve de consultor às séries policiais, que circula e dança com atrizes, que sabe – como fez a outras personagens – ser cínico sem perder o sentido do drama. E esse sentido torna-o chave para o destino dos outros dois policiais idealistas, também diferentes, interpretados por Russell Crowe e Guy Pearce.

los angeles cidade proibida

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Questão de horas (em 30 filmes)

Exemplos não faltam: todo filme tem de lidar com o tempo. Mas dois sempre vêm à mente: 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Kubrick, e A Arca Russa, de Sokurov.

No primeiro, há a elipse mais longa do cinema: do ser primitivo (com a descoberta da arma, o osso) à nave espacial, à proximidade do fim (ou recomeço). No segundo, as passagens do tempo não recorrem aos cortes para representar a mudança. Para simular esta, com a apresentação dos fatos históricos, Sokurov move sua câmera através de salas do Museu Hermitage.

Ambas as obras retratam a passagem do tempo – e ambas seguem à contramão da lista abaixo, cujos filmes têm suas estruturas apresentadas em questão de horas, nos quais as histórias desenrolassem, em geral, com personagens tendo de passar por seus obstáculos em um tempo menor, em universos em que surgem praticamente acabadas.

É necessário, por isso, desafiar o espectador: quem são essas personagens? De onde vêm e para onde vão? O tempo real – em alguns casos, como em Matar ou Morrer – pode fornecer todas as bases do drama e o entendimento necessário para mergulhar nas personagens? Abaixo, uma lista com histórias desafiadoras, nas quais o tempo é comprimido, ou real, da diversão descompromissada ao drama claustrofóbico.

A Floresta Petrificada, de Archie Mayo

a floresta petrificada

Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock

festim diabólico

Punhos de Campeão, de Robert Wise

punhos de campeão

Um Dia em Nova York, de Stanley Donen e Gene Kelly

um dia em nova york

Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann

matar ou morrer

Conspiração do Silêncio, de John Sturges

conspiração do silêncio

12 Homens e Uma Sentença, de Sidney Lumet

12 homens e uma sentença

A Noite, de Michelangelo Antonioni

a noite

Cléo das 5 às 7, de Agnès Varda

cleo das 5 às 7

Blow-Up – Depois Daquele Beijo, de Michelangelo Antonioni

blow-up

Encurralado, de Steven Spielberg

encurralado

Loucuras de Verão, de George Lucas

loucuras de verão

Um Dia de Cão, de Sidney Lumet

um dia de cão

A Mulher do Aviador, de Eric Rohmer

a mulher do aviador

Fuga de Nova York, de John Carpenter

fuga de nova york

Meu Jantar com André, de Louis Malle

meu jantar com andré

À Sombra do Vulcão, de John Huston

à sombra do vulcão

Depois de Horas, de Martin Scorsese

depois de horas

Onde Fica a Casa de Meu Amigo?, de Abbas Kiarostami

onde fica a casa do meu amigo

Horas de Desespero, de Michael Cimino

horas de desespero

O Sucesso a Qualquer Preço, de James Foley

o sucesso a qualquer preço

Naked, de Mike Leigh

naked

Dia de Treinamento, de Antoine Fuqua

dia de treinamento

Elefante, de Gus Van Sant

elefant

Antes do Pôr-do-Sol, de Richard Linklater

antes do por do sol

Voo United 93, de Paul Greengrass

voo united 93

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, de Cristian Mungiu

4 meses 3 semanas e 2 dias

4:44 – O Fim do Mundo, de Abel Ferrara

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Holy Motors, de Leos Carax

holly motors

Cosmópolis, de David Cronenberg

cosmopolis

Os dez melhores filmes com Al Pacino

As várias faces de Al Pacino levam ao herói de voz anasalada e desleixado de Serpico, também ao vilão calculista Michael Corleone, da série O Poderoso Chefão. Em filmes incríveis, fez heróis e vilões com comum excelência.

Pacino sabe como parecer explosivo sem exagerar. Impressionava, às vezes, ao passar do tom propositalmente – como em Scarface, entre montanhas de cocaína, ou em Fogo Contra Fogo, como o policial de um inferno “limpo” e acinzentado.

Como De Niro, ele não tem entregado mais trabalhos empolgantes à tela grande. A impressão é que alguns astros perderam espaço, que deixaram de ser rentáveis. Como se vê na lista abaixo, Pacino é um dos maiores de sua geração.

10) Parceiros da Noite, de William Friedkin

parceiros da noite

9) Fogo Contra Fogo, de Michael Mann

fogo contra fogo1

8) O Sucesso a Qualquer Preço, de James Foley

o sucesso a qualquer preço

7) Serpico, de Sidney Lumet

serpico

6) O Pagamento Final, de Brian De Palma

o pagamento final

5) Os Viciados, de Jerry Schatzberg

os viciados

4) Um Dia de Cão, de Sidney Lumet

um dia de cão

3) Espantalho, de Jerry Schatzberg

o espantalho

2) O Poderoso Chefão – Parte 2, de Francis Ford Coppola

o poderoso chefão parte 2

1) O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola

o poderoso chefão

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