James Dean

Bastidores: Assim Caminha a Humanidade

Liz Taylor admitiu que, durante as filmagens de Assim Caminha a Humanidade, se sentira atraída por Rock [Hudson]. Tudo inútil, pois havia alguém bem mais atraente que ela – James Dean. Este era um bissexual assumido e extrovertido. Quando Dean morreu, Rock chorou durante horas.

Nigel Cawthorne, escritor, em A Vida Sexual dos Ídolos de Hollywood (pg. 311). Abaixo, Rock Hudson, Elizabeth Taylor e James Dean nas filmagens.

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A Terra Treme, de Luchino Visconti

Os mais velhos tentam convencer os mais novos de que a revolta não compensa. À medida que essa tentativa avança pela conversa do almoço, o revoltoso que acabou de sair da prisão descobre o contrário: o que dizem os parentes, seus antepassados que voltavam do mar sem reclamar, que apenas trabalhavam, não faz mais sentido.

O revoltoso de olhos fundos, magro, que se nega a comer tamanha a raiva que sente ao tomar ciência da massa de manobra que se tornou, é Ntoni (Antonio Arcidiacono). Em A Terra Treme, observá-lo é entender um pouco da fúria jovem que recairia sobre o cinema nas décadas seguintes: tem ali um pouco do mistério de um Marlon Brando, do efeito explosivo de um James Dean – sem as “linhas perfeitas” e as cores de Hollywood.

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À frente da massa, Luchino Visconti faz um dos mais importantes filmes políticos de todos os tempos. Neorrealista, ainda antes do mesmo diretor adotar as “linhas perfeitas” das representações da aristocracia italiana, das salas luxuosas, dos quadros pintados e personagens afeminadas. Antes, um cinema real, direto, bruto.

A medida da revolta está na representação do levante dos pescadores pobres contra os comerciantes que os exploram: o momento em que o mesmo Ntoni, antes de ser preso, lança a balança dos patrões ao oceano. Chega de pesar, chega de estipular medidas! É o que parece gritar ao se destacar da massa e correr, sobre as pedras, ao mar.

O mar é destino certo, inescapável: há ali algo saído das grandes tragédias, ainda que lute para se inscrever – ao menos aqui – no campo do real, com pessoas verdadeiras dessa comunidade siciliana. Os homens lançam-se ao mar, as mulheres aguardam o retorno.

Uma das meninas que se prende à janela, que espera esse retorno, não tem romantismo. Não tem motivos para acreditar. É feita de imperfeições, de realismo, dona de um olhar abertamente falso porque talvez tenha sido levada a crer que podia interpretar: é dela, ainda no início, a frase que define a obra de Visconti: “o mar é amargo”.

Nada escapa ao controle do diretor de origem aristocrática, comunista, homossexual: é ao homem que retorna e, ainda mais, ao plano-sequência. Ao quadro, sobretudo, em que essa massa espalha-se, como se essa composição fosse uma resposta ao cinema soviético, calcado na montagem, outras vezes levado a registrar o povo e suas agruras.

Se em Eisenstein a montagem reforça o poder da massa pela junção e posição dos quadros, em Visconti o quadro permite ver a junção e a composição do que não precisa escapar a seus limites, como nas famosas sequências em que os homens vendem porções de peixes retiradas do oceano na noite anterior. O plano-sequência vai de um ponto a outro, de um canto a outro, enquanto os homens gritam, desentendem-se.

Um desses planos-sequência, talvez o mais belo, segue um menino de branco entre os homens. Não uma personagem central, talvez nem tão importante: é apenas o garoto que circula entre os pescadores, que costura o embate, essa aparente cacofonia – até correr ao fundo, ao passo que a câmera sobe e registra a distância, o menino rumo ao nada.

Os homens poderosos que compram o peixe zombam da intenção dos jovens. Um deles recorre à afirmação do verme à pedra: “um dia faço um buraco em você”. Nessa tragédia, a distância da pedra é pequena demais. Uma metáfora fácil para um grande filme. Ainda assim, fica-se com o verme, sua mutação, não com a pedra imutável.

O narrador (o próprio Visconti) olha para os outros, para a ação, para o movimento, não ao interior das personagens. O filme é duro, sem recorrer à psicologia desses seres que não querem ser mais do que parecem, figuras reais, pescadores que, sem firulas, retiram o peixe para vender, depois retornam à vida simples da região árida.

“O tema de Visconti é a decadência do capitalismo diante do processo revolucionário”, afirma Glauber Rocha. Seu Ntoni é quem desponta com consciência de transformação, quem convoca os outros a implodir as regras, para que comecem a trabalhar com barco próprio, sem depender dos patrões. Glauber, mais tarde, faria de Barravento algo próximo de A Terra Treme: o embate de um rapaz contra a alienação de um grupo de pescadores.

Bem ou mal, alienada ou nem tanto, a comunidade ainda não havia se deixado corromper pela vida na cidade, ainda estava, de certa forma, bloqueada. Rocco e Seus Irmãos, por isso, pode ser visto como o capítulo seguinte dessa história universal, a da relação do homem com seu meio, sua terra, da qual nasce a verdadeira tragédia do filme.

(La terra trema, Luchino Visconti, 1948)

Nota: ★★★★★

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Dennis Hopper, apaixonado e contido

Mesmo com coragem de puxar conversa com a garota, o menino Dennis Hopper mantém-se retraído boa parte do tempo em A Noite do Terror. Com sua maneira de lançar a mão à cabeça, ou de voltar o cigarro à boca, sempre descompromissado, mais parece uma criança em busca de descoberta – a amorosa, a sexual, a do mundo adulto.

Esse menino ainda não pode ser chamado de homem. Sem esforço, é à juventude que aponta em um filme que tenta se aproximar do terror. A mulher pela qual ele interessa-se finge ser uma sereia, pode ter sido possuída por um espírito maligno, e está sob a influência do dono do show em que representa – ou vive na pele – justamente uma sereia.

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Palco perfeito para cair o jovem Johnny Drake (Hopper), que se vê atraído. As aproximações começam em um bar tomado pelo jazz, no qual a mesma moça, Mora (Linda Lawson), não dá atenção ao protagonista, no qual ele tenta de toda a forma – aproxima-se, extrai uma conversa – estar perto dela. A maneira como Hopper representa não saber nada expõe sua potência para sintetizar um certo jovem alienado e perdido no mundo.

De James Dean, com quem contracenou em filmes da década anterior, tira o jeito perdido, não a rebeldia. O jovem marinheiro que vaga entre bares, de olho em qualquer oportunidade que, de preferência, materialize o sexo oposto, diz ter forte relação com a mãe e que foi deixado pelo pai. Em sentido oposto, a personagem de Dean em Juventude Transviada – no qual Hopper faz um marginal – confronta o pai, que considera submisso à mãe.

Desse produto estranho, A Noite do Terror, não se destaca a trama de mistério, muito menos o que parece indicar seu lado místico. Resta apenas o rapaz, a síntese do menino apaixonado, ainda ingênuo, agarrado pelas dúvidas, pela imagem da mulher irreal, estranhamente sedutora que não lhe promete muita coisa – ou que só lhe confunde.

Pobre menino destinado a não ter casa, a não encontrar o amor, a quem a revelação final – na delegacia, cujas explicações formam ecos de Psicose, de Hitchcock – deixa-o encolhido, sem poder para externar sentimentos. Opção acertada: a forma de Hopper tem sozinha o drama da perda no filme de Curtis Harrington. Termina um pouco como começou, ou pior.

Dennis Hopper mudaria. Seu amadurecimento, em filmes posteriores, não deixaria escapar um pouco do miúdo Johnny Drake. Em uma de suas personagens mais famosas, o motoqueiro de bigode, cabelos um pouco longos e chapéu de Sem Destino, evoca os sonhos de liberdade que, ao fim, são interrompidos, na América profunda que se pretendia descobrir.

É como se escondesse Drake sob a máscara do homem de um novo tempo, ligado, enérgico, até um pouco poético: é a sintonia do novo cinema que, é verdade, dava as caras na obra de Harrington, mas sem o espírito de transformação de Sem Destino, dirigido e co-escrito pelo próprio Hopper, antes de se especializar em vilões explosivos.

A impressão é que Hopper levava a diversão – ou seria proposital descompromisso, como se quisesse mostrar o ator por trás da máscara? – a suas personagens. Até às piores. Alguns chamam de caricatura. No pouco lembrado A Noite do Terror, no entanto, o pequeno Drake não deixa ver esses sinais. Está bloqueado, mantido em sua redoma de dúvidas, crente de que teria encontrado sua musa não estivesse ela mais próxima de um monstro.

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Direito de Amar, de Tom Ford

Sinais de exaustão percorrem um dia na vida do professor George (Colin Firth). De terno impecável e óculos avantajados, parece um Cary Grant amargurado, devorado pelas lembranças e pelo aceno da novidade: o jovem aluno com o qual se envolve, que não o deixa em paz, o novo desejo com o qual se debate.

O problema de George, em Direito de Amar, de Tom Ford, envolve a perda do companheiro com quem viveu por 16 anos. Em diálogo com a melhor amiga, ele faz questão de ressaltar o tempo para ressaltar a dificuldade de seguir em frente: era o homem de sua vida.

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E essa vida sem o outro, resumida em muitos momentos solitários na casa cercada de vidro, é o desafio desse dia. O trabalho de Ford faz pensar em As Horas, de 2002, dirigido por Stephen Daldry – e não apenas pela presença da atriz Julianne Moore.

Ambos percorrem um dia, ambos abordam pessoas presas ao passado, a tragédias, pessoas que não conseguem viver porque pensam demais, ou porque são obrigadas a viver com um sentimento canibal em relação ao outro: são devoradas a cada instante por tudo o que parece belo, pelas crianças e seus sinais de perfeição, pela vida americana.

No caso de George, o rádio e a televisão oferecem medo externo: a história corre no início dos anos 60, quando os Estados Unidos viviam a crise dos mísseis com a pequena vizinha Cuba, nos tempos da Guerra Fria. O protagonista viveu a Segunda Guerra – e no fim dela conheceu o companheiro – e agora vive outra, silenciosa, feita de medo.

O professor fala justamente do medo em sua aula. É o que dá corpo às minorias, diz ele. O medo de sair de casa, de assumir outro lado, o medo de pertencer. Não por acaso, suas palavras dão a exata ideia de alguém que cansou de viver com medo, e que cansou de viver: George decide que o dia que corre é o último de sua vida.

A opção pelo suicídio também leva a pensar em As Horas, com três histórias paralelas nas quais as personagens podem ou não aderir ao fim por vontade própria. O mal-estar contrapõe a beleza, e os detalhes emitem sinais de um universo indigesto.

O prazer da carne é uma fuga. O jovem com cabelo engomado, à moda James Dean, com a camiseta branca colada ao peito (como um Marlon Brando), é sedutor demais ao homem que escolhe a morte. Talvez não queira se aventurar ali, àquela altura, momento em que o convite ao sexo é apenas uma forma de se evitar o óbvio.

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George cansou de devorar e ser devorado. As diferenças entre tempos dão vez ao seu olhar, no passado e no presente: a maneira como descobriu o amante, Jim (Matthew Goode), e como passou a viver tomado por lembranças intermináveis dessa relação.

A foto do amante nu, na praia, os momentos que viveram ao som de discos de vinil lendo Kafka ou Truman Capote, o dia em que se conheceram, em um bar abarrotado de pessoas, sob o efeito dos novos tempos – o fim da Segunda Guerra Mundial.

Ao longo desse dia, Direito de Amar expõe as duas vidas de George, a pessoa que amou e as que não conseguirá amar, além da criança (a vizinha) que lhe apresenta, como em um sonho, o recipiente com um escorpião, devorador em seu pequeno Coliseu.

Os momentos de alívio sempre deixam luzes a mais ao perdido protagonista. Firth, em sua melhor interpretação, sabe como remediar a dor, não ser o simples derrotado. Ele resistirá ao belo anjo que o persegue, um novo Tadzio materializado em Nicholas Hoult, misto de descoberta e recomeço, com os contornos da história que já viveu.

(A Single Man, Tom Ford, 2009)

Nota: ★★★☆☆

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12 diferentes fetiches explorados pelo cinema

O cinema é o espaço perfeito para o voyeur. O espaço para explorar o proibido, o íntimo e impenetrável – ou quase isso. Os filmes abaixo apresentam desejos de pessoas ou grupos, em alguns casos divididos apenas com o espectador, seu cúmplice. Obras de diferentes cineastas e épocas, com os mais variados fetiches.

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Atração por pés (podolatria) – O Alucinado

No início dessa grande obra de Luis Buñuel, seu protagonista, um obsessivo, observa os pés das mulheres no interior da igreja – justamente quando o padre lava os pés dos frequentadores, durante uma cerimônia. É ali que ele atenta-se a uma mulher entre várias, sua desejada e futura esposa. Um filme sobre ciúme e perseguição.

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Atração por deformidades (teratofilia) – A Tortura do Medo

O melhor exemplo do cinema sobre o desejo pela deformação. Esse estranho fetiche vai sendo revelado aos poucos e, a certa altura, o espectador descobre que o protagonista gosta de matar mulheres vendo seus rostos distorcidos no espelho. Em uma cena específica, ele fica deslumbrado por uma prostituta com o lábio deformado.

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Atração por criminosos – Marnie, Confissões de uma Ladra

O marido, vivido por Sean Connery, estuda zoologia e tenta entender a mulher, Marnie (Tippi Hedren), a ladra platinada. O desejo do homem a certa altura fica evidente (e seria confirmado pelo diretor Alfred Hitchcock): ele deseja fazer sexo com ela quando está prestas a cometer seu crime. A saber: ela é uma ladra compulsiva.

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Atração por sujeira ou fezes (coprofilia) – A Bela da Tarde

O mestre Buñuel foi o rei da exploração de fetiches no cinema. Eis outro exemplo famoso: o momento em que Séverine (Catherine Deneuve), amarrada, tem lama lançada contra seu corpo pelo amigo do marido. Trata-se de desejos ocultos divididos apenas com o espectador. Ela torna-se prostituta em um bordel para tentar realizá-los.

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Atração pela monstruosidade – Possessão

O filme mais famoso do grande diretor polonês traz Isabelle Adjani como Anna, que passa a apresentar comportamentos estranhos e é seguida pelo marido, Mark (Sam Neill). O que ele descobre é assustador: a companheira mantém relações sexuais com uma criatura monstruosa. Outro caso de teratofilia, aqui com doses de surrealismo.

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Ser tratado como criança (autonepiofilia) – Veludo Azul

O rapaz (Kyle MacLachlan) está escondido no armário e assiste à sessão de sadismo de Frank Booth (Dennis Hopper), quando este investe contra a frágil Dorothy (Isabella Rossellini). Ele rasteja às suas partes íntimas, cheira gás e, aparentemente dopado, faz-se um bebê em busca de sexo com a representação da mãe. Obra-prima de David Lynch.

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Vestir-se de mulher – Ed Wood

Mais conhecido como “o pior diretor de todos os tempos”, Ed Wood ganha vida na pele de Johnny Depp nesse filme de Tim Burton. Uma das manias do excêntrico diretor – sempre tratado com certa inocência por Burton – era se vestir de mulher. Apesar de cômica e nostálgica, a obra não deixa de ser um retrato triste de artistas à margem.

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Atração por máquinas e acidentes – Crash – Estranhos Prazeres

Obra-prima de David Cronenberg sobre um grupo de fetichistas ligado às máquinas, ao sexo, também ao cinema. Eles excitam-se nos veículos, exploram o desejo pela deformidade gerada por colisões e chegam a reproduzir acidentes que tiraram a vida de figuras famosas como James Dean. Perfeito retrato da busca pelo prazer na era moderna.

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Ouvir histórias eróticas – Ondas do Destino

Feito ainda no período do Dogma 95, época em que Lars von Trier apostava em uma câmera livre, de imagens “imperfeitas”, aqui a tratar de uma moça ingênua (Emily Watson) que se vê obrigada a procurar outros parceiros quando o marido sofre um acidente. Preso à cama, ele deseja ouvir os relatos de suas aventuras sexuais.

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Atração pelo sangue – Desejo e Obsessão

Há também toques de canibalismo nesse trabalho perturbador de Claire Denis, discípula de Jacques Rivette. Um homem recém-casado (Vincent Gallo) está em lua de mel em Paris e tenta resistir a seu desejo por sangue. Em paralelo, o espectador conhece uma mulher (Béatrice Dalle) aprisionada, que mata homens para realizar seus desejos sexuais.

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Masoquismo – A Professora de Piano

Pianista reclusa, aparentemente fria, a protagonista (Isabelle Huppert) sai em busca de excitação quando não está dando aulas. Frequenta cinemas pornográficos e ambientes de perversão. A história dá uma guinada quando ela passa a manter uma estranha relação com um de seus alunos (Benoît Magimel), o que inclui jogos perversos.

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Atração por cadáveres (necrofilia) – Beleza Adormecida

A protagonista (Emily Browning) é uma prostituta que divide seu tempo entre fisgar homens em um bar e servir às perversões de frequentadores de um castelo afastado. Ela aceita dormir nua, sob o efeito de remédio, sem saber o que se passa no quarto. Os clientes, por sua vez, devem respeitar as regras da casa e não fazer sexo com ela.

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