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A cena da manteiga, segundo Marlon Brando

Maria [Schneider] e eu simulamos muitas coisas, entre as quais uma cena de sodomia em que eu usei manteiga, mas foi tudo sexo artificial.

Marlon Brando, ator, sobre a famosa – e polêmica – sequência de sexo do filme, na autobiografia Brando – Canções que Minha Mãe Me Ensinou, co-escrita por Robert Lindsey (Editora Siciliano; pg. 338).

A versão de Brando não é a mesma da atriz Maria Schneider, que, antes de morrer, disse que o diretor teria combinado com o ator famoso a violência que ela descobriu apenas na hora da filmagem. Bertolucci confirmou a história, dizendo que havia acertado com Brando que este usaria, em segredo, manteiga como lubrificante.

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Bastidores: Classe Operária

Classe Operária convida a todos os tipos de interpretação. Você pode tomar esta história simples e colocá-la contra os eventos do início dos anos 80, e vê-la como uma espécie de parábola. Sua interpretação é tão boa quanto a minha. É a própria casa a Polônia, e os trabalhadores o [sindicato] Solidariedade – reconstruindo-a a partir de seu interior, antes de uma força autoritária exterior intervir? Ou este filme seria sobre a heresia de substituir valores ocidentais (e os jeans e os perus) por uma orientação caseira? Ou é sobre a manipulação das classes trabalhadoras pela intelligentsia? Ou é simplesmente um ataque frontal aos chefes do Partido Comunista que vivem de maneira confortável enquanto os trabalhadores devem seguir as regras?

Roger Ebert, crítico de cinema (leia texto aqui; a tradução é do blog). Abaixo, o ator Jeremy Irons e o diretor Jerzy Skolimowski.

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Bastidores: Terra de Ninguém

Kit mata e isto faz dele um herói. A própria polícia que o prende, no final, sonha em adotar o seu comportamento. Em síntese, Malick sugere que Kit faz aquilo que os outros reprimem. Um personagem fascista? Por certo que sim, uma das frases de Kit é “levem em conta a opinião da minoria, mas façam tudo de acordo com a maioria”. A maioria silenciosa da América, bem entendido. Terra de Ninguém é uma análise profunda dos mitos desta América reprimida e puritana do meio Oeste. Malick descobre o comportamento patológico, filma a doença da organização social: as águas na superfície estão calmas, mas no fundo agita-se o lodaçal.

Luiz Carlos Merten, crítico de cinema, no jornal Folha da Manhã (7 de outubro de 1975; texto reproduzido no livro Um Sonho de Cinema; Editora da Unisc, pg. 164). Abaixo, o ator Martin Sheen, que interpreta Kit, e o diretor Terrence Malick.

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