George Lucas

Espectador idiotizado (ou como chegamos à onda de filmes de super-heróis)

Os blockbusters são parte da cultura de massa há décadas. Há os bons, empolgantes; há os esquecíveis, deploráveis. O cinema voltado ao entretenimento existe desde que Méliès resolveu fazer dessa arte um veículo para sua mágica: não se tratava mais da opacidade, mas da transparência, de um fluxo de quadros que induziam o espectador a outro universo, do qual sua “prisão” (na falta de uma palavra melhor) estava ligada diretamente ao talento do diretor.

Em seus esforços para atrair a atenção e captar alguns centavos, entre crises de criatividade e financeiras, o cinema tem tentado se ajustar à demanda de um espectador que nem sempre se deixa decifrar, e que às vezes leva a sucessos acidentais. Com os filmes de super-heróis, a indústria parece ter descoberta um filão rentável longe de perder a força.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

Da chamada “arte de feira” ao universo digital em que o céu não é mais o limite, essa arte tem passado por diferentes ondas: o burlesco, o filme falado, o musical, a fita policial, a comédia social, o filme de monstro, o filme de guerra, o épico bíblico, os filmes de alienígena, os filmes com rebeldes, os filmes catástrofe, os filmes realistas e amargos, os filmes que resgatam, enfim, o prazer da matinê em meio a tempos difíceis etc.

Muitos dirão: Steven Spielberg e George Lucas são os culpados. Errado. O que reproduzia um cinema aparentemente infantil – ou o que voltou a produzi-lo em plena Nova Hollywood – ainda acompanhava inegável qualidade. Tubarão e Guerra nas Estrelas são grandes filmes. O que veio depois foi, sobretudo, uma mudança nas regras do jogo. Spielberg e Lucas pavimentaram apenas uma (pequena) parte do caminho.

Assim como esses realizadores entenderam que o espectador estava disposto a voltar para uma “galáxia muito, muito distante”, outros entenderam que os filmes de super-heróis, décadas depois, ainda tinham combustível para queimar. Superman, nos anos 70, e Batman, nos 80 e 90, apenas rasparam a superfície da mina de ouro. Por algum tempo, continuações que não deram certo pareciam ter sepultado a presença dos heróis na tela.

Outra onda pôs-se em curso no início dos anos 2000. Vieram o Homem-Aranha, os X-Men, Hulk, outra vez Superman, e outro Aranha, e outro Hulk. Repaginadas, recomeços, outros atores. Sob a batuta de Christopher Nolan, Batman ficou mais adulto. Durou três filmes. Batman vs. Superman, depois, veio dizer que era necessário infantilizar novamente. Mais luzes, mais maquiagem, mais CGI. Outra bobagem.

Com a Marvel dando as cartas, e com a enxurrada de dinheiro que seus filmes passaram a levar, inúmeros atores respeitáveis procuraram ali uma vaga, mesmo que pequena, como coadjuvante. Para ficar em dois nomes: Anthony Hopkins e Tilda Swinton.

Entre erros e acertos, a Marvel não escapa à seguinte constatação: um fracasso cinematográfico – não financeiro, que fique claro – dá vez a algo difícil de ver, indigerível, como são os casos da segunda parte de Guardiões da Galáxia e da terceira de Thor. E um mínimo sucesso não é mais que um filme bom, como Homem-Aranha: De Volta ao Lar.

Quer dizer, mesmo os melhores são pouco mais que medianos, pouco mais que bons entretenimentos. O fato é que a Marvel não fez um grande filme até o momento. As explicações são variadas, mas nenhuma será mais gritante que a falta de talento de seus realizadores, ou a proposital inclinação ao entretenimento médio voltado ao público médio.

Não se trata de subestimar o espectador. Quem o faz, na verdade, é a Marvel, não este crítico. O estúdio dá sinais de que não está disposto a ousar. O caminho é o contrário: quando uma marca mostra desgaste, como Thor, o que faz é apelar ao oposto, tornar o produto mais colorido, cômico e infantil, nada ambíguo ou adulto.

Não há problema em ser cômico, desde que a comédia em questão seja sustentável, ou se sirva de um roteiro interessante. A comédia da Marvel reduz-se a roteiros pobres, tiradas pouco engraçadas, situações inesperadas que não a fazem original.

O máximo que se pode dizer de um filme como Thor: Ragnarok é que se aproxima do nonsense – o que já soa como elogio. Banha-se em cores fortes, com um bando de gente esforçando-se para parecer desmiolada, ou engraçada, e dando à obra impacto algum. Diferentes situações exemplificam isso. Em uma delas, Bruce Banner (Mark Ruffalo) salta de uma nave para se transformar em Hulk e enfrentar uma fera, já nos momentos finais. Ao atingir o solo, no entanto, ele continua Bruce Banner. O monstro verde demora um pouco mais para surgir, algo fora do lugar. A farsa venceu a ação.

A esse balaio de “inovações”, a Marvel mantém alguns ítens amados pelos jovens consumidores de filmes, pipoca e refrigerante (nem sempre nessa ordem): as cenas pós-créditos, as participações de Stan Lee, as participações de personagens de outros filmes, o resgate de atores veteranos em pequenos papéis (Jeff Goldblum em Ragnarok, Stallone em Guardiões da Galáxia Vol. 2), além das estratégias de marketing amadas pelos fãs (e adotadas por outros estúdios), como a presença da marca em eventos de cultura geek/nerd.

A quem se dirigem todos esses filmes, todo esse barulho, todo esse visual propositalmente cafona – ou, se querem alguns, nonsense – senão para um público geek/nerd ou próximo a ele? Não se trata de criticar tal público, longe disso. A impressão, contudo, é que a fórmula de venda dirigida aos “jovens” é a “fórmula que deu certo”, na qual os filmes precisam parecer cada vez mais idiotas, para elevar o riso cada vez mais.

Ragnarok ri de si mesmo. Ri de suas bobagens, como se falasse ao espectador – nas palavras que as imagens mantêm suspensas, mas inescapáveis – que todo o consumidor desse cinema deve se sentir como um adolescente sedento por piadas e situações ridículas, quando subverter a expectativa do público passa longe de algo original ou inteligente.

E ao se deixar levar apenas por essas piadas, pelas tiradas, pelas piscadelas descontraídas de um Chris Hemsworth ou de um Chris Pratt, o espectador médio talvez esteja disposto a sair da sala com as mãos – e o cérebro – abanando. Dirão alguns: o propósito é apenas a diversão. Mas é possível ser entretenimento e ser levado a sério como cinema.

Spielberg e Lucas não deixaram o cinema mais infantil. Aqui ou acolá, filmes sempre reproduziram, em diferentes formas ou momentos, um espírito infantil e ingênuo. Basta pensar na comédia burlesca de Mack Sennett nos anos 1910 ou nos musicais dos anos 30. Ingênuos, leves, à contramão da realidade. Infantis na forma como expressam o espírito de pureza de uma nação, um mundo que podia dar certo.

Comparar os musicais da MGM com os filmes da Marvel é covardia. Cada onda representa o entretenimento para multidões em uma determinada época. Pensar nas transformações, por outro lado, é desanimador, pois o buraco que separa esses filmes não evitou que, ontem como hoje, fossem feitos em linha de produção, para atrair bilheteria. Em qualquer um dos casos, e a despeito das transformações, a indústria segue em pleno movimento.

Ainda não se sabe quanto tempo vai durar essa onda de filmes de super-herói. Não se sabe até quando o público vai ter paciência, nem quando os produtores e seus estúdios – e a resposta a esta pergunta é a mais difícil – tratarão o espectador como adulto e pensante, não um mero consumidor feito para inflar gráficos e apontar a novas tendências de mercado.

Foto 1: Thor: Ragnarok
Foto 2: Batman vs. Superman
Foto 3: Guerra nas Estrelas

Leia também:
Ainda é possível falar do ator Kevin Spacey?

O sonho da Nova Hollywood

A previsão que Coppola fizera em 1968 de que não haveria mais “uma Hollywood como conhecemos quando sua geração de estudantes de cinema deixar a faculdade” provou estar parcialmente correta. A indústria mudou, embora certamente não da maneira que Coppola um dia esperara que fosse mudar – e ele, assim como seus companheiros autores George Lucas e Steven Spielberg, tem culpa parcial nisso.

O estupendo sucesso de bilheteria de filmes autorais caros como O Poderoso Chefão, Tubarão (Jaws, 1975) e Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977) – o próprio tipo de filme que Coppola um dia pensara que iria fomentar uma nova indústria autoral em Hollywood – levou a indústria a generalizadamente se focar em faturamentos provindos de blockbusters. O sucesso de filmes de autor nos anos 1970 não permitiu, como Coppola esperava que fosse acontecer, que os autores tivessem mais acesso a financiamento para seus filmes. Em vez disso, os diretores tornaram-se cada vez mais dependentes de financiamentos de estúdios para produzir e distribuir “grandes” filmes.

Com a possibilidade de se obter receitas enormes derivadas de um único produto (de um só filme), os estúdios começaram a concentrar seus esforços na procura pelo próximo O Poderoso Chefão, Tubarão ou Guerra nas Estrelas, à custa de qualquer coisa e de qualquer outra coisa. O resultado final do cinema autoral, então, não era uma maior independência para os autores (como o Zoetrope Studios de Coppola resumia e simbolizava) ou um aumento na oferta para o consumidor. Em vez disso, por volta de 1980, Hollywood parecia estar encolhendo, e o papel dos intermediários que poderiam unir financiamentos de produção e de distribuição tornou-se mais importante do que nunca.

Jon Lewis, professor da School of Writing, Literature, and Film da Oregon State University, onde leciona cursos sobre cinema e estudos culturais desde 1983. O texto foi publicado originalmente sob o título The New Hollywood em Whom God Wishes To Destroy… Francis Ford Coppola and The New Hollywood (Durham e Londres: Duke University Press, 1995) e reproduzido no catálogo da mostra Francis Ford Coppola – O Cronista da América (pgs. 175 e 176; tradução de André Duchiade; leia aqui). Abaixo, Marlon Brando e Coppola nos bastidores de O Poderoso Chefão.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

Veja também:
Bastidores: A Conversação

Rogue One: Uma História Star Wars, de Gareth Edwards

A série Star Wars nem sempre garantiu personagens carismáticas. Em seu primeiro filme, de 1977, o carisma estava presente graças à figura de Harrison Ford, eterno Han Solo. Era o menos correto entre os heróis, por isso mesmo o mais interessante.

Como o mercenário, a Jyn Erso de Felicity Jones tem seu lado desregrado, a heroína solta pelo mundo e que reluta a pertencer à causa dos rebeldes em Rogue One: Uma História Star Wars. Mas a moça logo se vê tragada à causa maior: a exemplo de Solo, ela carrega a paixão que move os heróis, não sendo apenas um rosto bonito.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

rogue-one

Nesse sentido, a série vê-se bem representada como em seu sétimo episódio, no qual o protagonismo é de Daisy Ridley. De uma garota entre monstros estranhos, planetas variados, a enfrentar algo maior. Jones é a alma da nova aventura, a menina que quase não tem tempo para viver um romance, de quem pouco ou nada se sabe.

E isso faz pensar no que o filme tem de pior, e que o sacrifica: uma boa atriz em uma personagem instigante, mas em uma fita a serviço da velocidade (problema de outros vários filmes recentes), do barulho, com atalhos manjados ao longo do roteiro.

A história de Rogue One situa-se entre os episódios três e quatro da série Star Wars, A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança. Jyn é a filha do criador da Estrela da Morte, grande nave do tamanho de um planeta feita para destruir o que encontrar pela frente.

Quem conhece a saga criada por George Lucas tem a mínima ideia de como essa nova aventura deve terminar: no filme seguinte, a Estrela da Morte continua inteira, mas alguns planos para destruí-la são extraviados graças à princesa Leia (Carrie Fisher).

Rogue One é a história do roubo desses planos. Jyn e um grupo formado por rebeldes e outros mercenários aliam-se para lutar contra o Império, ao passo que ela, aos poucos, perde sua indiferença, principalmente após a morte do pai (Mads Mikkelsen).

Os laços entre pais e filhos continuam a mover a história, como em O Império Contra-Ataca e O Despertar da Força. Pena que o diretor Gareth Edwards, ao contrário de J. J. Abrams, não faça o drama das personagens funcionar, rendido como está à aventura e ao excesso de seres de sua trupe, a tudo o que a série precisa levar na bagagem.

É, ao mesmo tempo, um filme que se inscreve com perfeição no universo Star Wars e, à exceção de Jones, um filme que não deixa ver a paixão de outras personagens que habitaram – e habitam – esse mesmo universo mitológico. Caso para pensar: qualquer avaliação não tende a subir quando se é levado à obra sabendo que se trata de batalhas em “uma galáxia muito, muito distante”, sempre a esbarrar nas criações de Lucas?

(Rogue One, Gareth Edwards, 2016)

Nota: ★★★☆☆

Veja também:
Doutor Estranho, de Scott Derrickson

20 grandes comédias que perderam o Oscar

O Oscar sempre preferiu os dramas. São raras as comédias que ganharam o prêmio, como Aconteceu Naquela Noite e Se Meu Apartamento Falasse. Outras conseguiram ser indicadas na categoria principal, mas boa parte teve de se contentar com prêmios para membros do elenco ou ao roteiro. Ou saíram de mãos vazias.

A lista abaixo traz 20 grandes filmes do gênero que chegaram à festa do Oscar e não faturaram o prêmio principal. Alguns mereciam a estatueta dourada, outros não. Vale lembrar também que há décadas com um número maior de comédias presentes na categoria “melhor filme”, como é o caso dos anos 30 e 80. À lista.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

A Ceia dos Acusados, de W.S. Van Dyke

Com crimes e maluquices, a desaguar no final antológico do jantar, Van Dyke reúne William Powell e Myrna Loy, além do inesquecível cão Skippy, aqui chamado de Asta.

a ceia dos acusados

Cupido é Moleque Teimoso, de Leo McCarey

A comprovação de que Cary Grant nasceu para fazer comédias malucas, com seu jeito sofisticado, à base da fórmula manjada mas genial em que tudo dá errado para dar certo.

cupido é moleque teimoso

Pigmalião, de Anthony Asquith e Leslie Howard

A história seria adaptada mais tarde como musical, Minha Bela Dama, e ganharia o Oscar. Essa adaptação, mais enxuta e em preto e branco, consegue ser ainda melhor.

pigmalião

Ninotchka, de Ernst Lubitsch

O cartaz dizia: “Garbo ri”. Era como se o mito fosse desconstruído, desnudado, em uma história em que os duros comunistas rendem-se aos prazeres do mundo ocidental.

Ninotchka

Núpcias de Escândalo, de George Cukor

O trio dos sonhos de qualquer diretor: Cary Grant, James Stewart e Katharine Hepburn. Todos perfeitos, enrolados em um casamento errado, em meio à alta sociedade.

núpcias de escândalo

Nascida Ontem, de George Cukor

William Holden é o jornalista contratado para dar aulas à mulher loura – e deliciosamente burra – de um homem de moral duvidosa. Judy Holliday levou o Oscar.

nascida ontem

Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick

Comédia em três situações paralelas, com três papeis ao genial Peter Sellers, passada na Guerra Fria. Tem confusões em uma sala de guerra e um caipira montado na bomba.

dr. fantástico

A Primeira Noite de um Homem, de Mike Nichols

Marca um ponto de virada no cinema americano, com o sexo colocado às claras, quando um rapaz começa a ter um caso com a mulher do sócio de seu pai.

a primeira noite de um homem

M.A.S.H., de Robert Altman

Passado na Guerra da Coreia, o filme de Altman tem apenas um tiro – durante uma partida de futebol americano – e mostra situações hilárias entre médicos e enfermeiras.

mash

Loucuras de Verão, de George Lucas

O diretor capta os resquícios de uma geração com traços inocentes, no início dos anos 60, sob os efeitos do rock e ainda sem a influência da contracultura.

loucuras de verão

Tootsie, de Sydney Pollack

Ator de teatro transforma-se em mulher para agarrar um papel na televisão. Dustin Hoffman tem grande interpretação nessa comédia sobre descobrir o mundo feminino.

Tootsie

Hannah e Suas Irmãs, de Woody Allen

O cineasta nova-iorquino mostra-se inspirado ao entrelaçar diferentes histórias a partir de três irmãs e seus companheiros. Ganhou três Oscars, entre eles o de roteiro original.

hannah e suas irmãs

Feitiço da Lua, de Norman Jewison

Prometida para se casar com um homem, a personagem de Cher acaba se apaixonando pelo irmão do noivo nessa comédia romântica com a lua a iluminar os amantes.

feitiço da lua

Esperança e Glória, de John Boorman

Passado durante a Segunda Guerra Mundial, o filme traz à tona as memórias do diretor, de forma irreverente, com a criança que utiliza a graça para driblar as tragédias.

esperança e glória

Fargo, de Joel Coen

Comédia de crimes, na qual um homem contrata dois criminosos para sequestrarem a própria mulher. Mas ele não contava com o sogro violento e uma policial curiosa.

fargo

Ou Tudo, Ou Nada, de Peter Cattaneo

As personagens centrais estão desempregadas e têm uma ideia para ganhar dinheiro: montam um grupo de strippers masculinos para um show na pequena cidade britânica.

ou tudo ou nada

Assassinato em Gosford Park, de Robert Altman

Outra oportunidade para Altman comandar um grande elenco, com diversas personagens em cena, em uma grande casa de campo na qual ocorre um crime.

assassinato em gosford park

Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola

Valeu a Sofia o Oscar de roteiro original. O ponto de partida é um ator melancólico que vai ao Japão para fazer uma propaganda de uísque e se interessa por uma jovem garota.

encontros e desencontros

A Pequena Miss Sunshine, de Jonathan Dayton e Valerie Faris

A família embarca em uma Kombi e cruza diferentes cidades para chegar a um concurso de miss infantil. Muito sobre a sociedade americana, cheio de momentos impagáveis.

pequena miss sunshine

Ela, de Spike Jonze

O futuro pintado por Jonze está mais próximo do que parece: ele inclui um homem que se apaixona por uma máquina com voz feminina e que lhe traz um sopro de alegria.

ela

Veja também:
Bastidores: Encontros e Desencontros
Os dez melhores filmes de Robert Altman

Bastidores: Guerra nas Estrelas

Eu era um grande fã de Flash Gordon e esse tipo de coisa, um protetor muito forte do espaço, e então eu disse: “Isto é muito natural”. Um, vai proporcionar às crianças uma fantasia, e dois, talvez transforme alguém em um Einstein jovem e as pessoas vão dizer: “Por quê?”. O que nós realmente precisamos fazer é colonizar a próxima galáxia, esquecer os problemas de 2001 e entrar de fato no lado romântico da coisa. Ninguém vai colonizar Marte por causa da tecnologia, eles vão fazê-lo porque acham que talvez sejam capazes – é o aspecto romântico o que importa.

George Lucas, cineasta, em entrevista à revista Rolling Stone (agosto de 1977).

guerra nas estrelas

Veja também:
Bastidores: Guerra dos Mundos
Bastidores: Missão: Impossível