Gente como a Gente

Dez filmes superestimados que venceram o Oscar

O tempo encarrega-se de apontar os equívocos do senhor Oscar, o prêmio mais famoso do cinema. São vários os filmes que ficaram com a estatueta principal sem apresentar a grandeza esperada, em escolhas de momento, opções sem ousadia e que procuraram o caminho confortável. Bom lembrar: a lista abaixo é fruto de um olhar pessoal.

A Vida de Emile Zola, de William Dieterle

Uma cinebiografia do importante escritor feita com todos os vícios do subgênero, aqui centrada no caso Dreyfus, militar preso injustamente. A personagem-título ganha ares míticos nessa composição que chega ao paralelo com Cristo. Mais um caso de filme de mensagem com roupagem pacifista, em um mundo perto de outra guerra.

Quem merecia o prêmio? Beco Sem Saída ou Cupido é Moleque Teimoso

O Bom Pastor, de Leo McCarey

A fusão de Bing Crosby e Barry Fitzgerald dá certo e fornece pura bondade. Crosby é o padre um pouco moderno que traz mudanças na bagagem; Fitzgerald é a graciosa figura do passado. O primeiro encontrará espaço para cantar, claro, e outras diversas personagens secundárias, previsíveis, passarão pela tela, como os adolescentes da comunidade.

Quem merecia o prêmio? Pacto de Sangue

O Maior Espetáculo da Terra, de Cecil B. DeMille

O mundo do circo, cheio de cores, pelo olhar do pai dos épicos hollywoodianos: o senhor DeMille. Produção inchada, feita de nomes famosos, como um James Stewart oculto pela máscara do palhaço. A Academia rendeu-se ao luxo, ao tamanho da empreitada, enquanto produções menores e melhores foram preteridas.

Quem merecia o prêmio? Matar ou Morrer

Gente como a Gente, de Robert Redford

Drama familiar sobre um menino que não se entende com a mãe após a morte do irmão. No papel do rapaz, o jovem Timothy Hutton ganhou o prêmio de coadjuvante. É humano, verdadeiro, mas não empolga. Ainda assim, Redford provou que era, além de bom ator, um realizador com sensibilidade. A indicação estaria de bom tamanho.

Quem merecia o prêmio? Touro Indomável

Coração Valente, de Mel Gibson

Não dá para negar que tem momentos fortes e emocionantes. O ponto alto, contudo, é a fotografia de John Toll. Gibson, que adora o uso da câmera lenta, acumula também o protagonismo, como o guerreiro de cabelos longos que compra briga contra o rei da toda poderosa Inglaterra após ter a companheira assassinada.

Quem merecia o prêmio? Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo

Gladiador, de Ridley Scott

A Academia sempre teve uma queda por épicos. A obra de Scott é, do início ao fim, fruto de puro esquematismo: o avanço do general traído que se torna escravo e termina no centro do Coliseu, onde tenta derrubar inimigos e conspiradores. Scott já foi melhor outras vezes. No embalo do sucesso, até Russell Crowe ganhou um Oscar.

Quem merecia o prêmio? Traffic: Ninguém Sai Limpo ou O Tigre e o Dragão

Crash: No Limite, de Paul Haggis

Um daqueles momentos vergonhosos do prêmio. Crash é inferior aos quatro filmes com os quais concorria. Sua trama de vidas paralelas – que o fez ser comparado inclusive às obras de Robert Altman, o que soa brincadeira – representa um retrato da vida em Los Angeles, sem mocinhos e bandidos. No fim, o azarão riu por último.

Quem merecia o prêmio? O Segredo de Brokeback Mountain

O Discurso do Rei, de Tom Hooper

Outra produção certinha que agradou a crítica e os prêmios. Tem seus altos e baixos, é caprichada, com elenco afinado e aquela forma britânica que a Academia adora premiar. O rei gago, em tela, precisa descobrir sua voz (e seu poder) e confronta seu professor, interpretado na medida pelo sempre simpático Geoffrey Rush.

Quem merecia o prêmio? A Rede Social

Argo, de Ben Affleck

O roteiro é esperto e o filme tem lá seus momentos inspirados. Mas é pouco para uma estatueta que, no passado, foi dada a obras como O Poderoso Chefão e Lawrence da Arábia. De qualquer forma, Hollywood curvou-se a essa história sobre si própria, sobre como sua falsidade pode ser utilizada como arma política.

Quem merecia o prêmio? Amor

12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen

A temática certa no momento certo. Além disso, um filme considerado corajoso por encarar a escravidão de frente, colocando o escravo como protagonista. Em cena, um homem negro livre (Chiwetel Ejiofor) é preso e levado a uma fazenda, no início de uma jornada repleta de dor, sob as ordens de um homem branco (Michael Fassbender).

Quem merecia o prêmio? Gravidade ou O Lobo de Wall Street

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Gente como a Gente, de Robert Redford

A família americana de Gente como a Gente tem suas representações. Há o filho atormentado e culpado, o pai bondoso de palavras certas, a mãe feita às aparências. Cada um gera diferentes reações no espectador.

Chegam ao psiquiatra, à confissão, à exteriorização de um problema quando alguns gostariam de ocultá-lo. Essa intromissão de Robert Redford, a partir da obra de Judith Guest, conquistou corações, mentes e alguns importantes prêmios no início dos anos 80.

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gente como a gente

À sua maneira, mostra a chegada da classe média ao divã, a revelações que lhe parecem caras. Gente como a Gente tem diversos defeitos e custa a decolar: aposta em emoções contidas como o próprio clima, deixa um ar de passagem e a verdadeira tragédia, por sua vez, é lembrança.

Como descreveu Pauline Kael, “folhas de outono e emoções de inverno”. A família ao centro caminha em círculos: uma classe pronta a discutir sobre Bolsa de Valores, coisas caras e felicidade familiar. Algo deve mudar e parte do filho, Conrad Jarrett (Timothy Hutton), atormentado e culpado pela morte do irmão, aos poucos explicada.

O pai aparentemente correto, meio impotente, é interpretado por Donald Sutherland. Difícil não se render à sua pequenez, porque ela, diz Redford, reduz tudo a algo bom. É apaziguador, descontraído, repreendido pela mulher, Beth, quando diz a uma amiga – em uma das festas chiques que frequentam – que o filho é analisado por um psiquiatra. Não poderia haver algo mais íntimo àquelas pessoas ao pé de escadarias verdes.

A família perdeu as rédeas após a morte do filho mais velho, louro, representação imediata do descendente esperado. O melhor na natação, o preferido da mãe e espelho ao mais jovem. Sem essa imagem, a família tenta criar outra, mas dá vez às máscaras. Conrad, verdadeiro protagonista, tem outra observação: tudo vai mal a começar por ele, suicida que ainda sente falta do hospital onde estava internado, no qual as máscaras eram descartadas.

Mais tarde, o pai resolve se voltar, também, ao psiquiatra. E Beth, vivida por Mary Tyler Moore, por consequência passa à odiada do espectador. É a mãe que não consegue amar o filho como amava o outro. Surgem estranhamentos e, à medida que o rapaz impõe um abraço, é ela que desmorona, perde o rumo.

gente como a gente

As dores dessa família separada estão em um filme de gente comum, como o próprio título evidencia. O sol pouco aparece, os jovens – dirigidos com talento por Redford – correm do frio e de si próprios e os amigos da família conversam em público o que só pode, acreditam, ser dito em público. Redford, com o texto de Alvin Sargent, expõe controle, mas fracassa ao tentar penetrar essas pessoas.

Acerta ao se aproximar de Conrad, ainda que ajudado pelos esperados flashbacks, nos encontros com o médico (Judd Hirsch) que se torna amigo e, claro, confidente. Ao colo do menino recai a humanidade que se espera dos pais. Aos poucos, Calvin (Sutherland) tenta despertar de seu sono, deixa lágrimas ao fim, quando é tarde demais para se tornar o centro de Gente como a Gente.

Curioso o momento em que Calvin sugere ir ao cinema com Beth, mas termina em uma das festas que costumam frequentar. O casal não escapa ao esperado. O cinema pode ser real demais para ambos.

(Ordinary People, Robert Redford, 1980)

Nota: ★★★☆☆

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Dez grandes erros do Oscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas já errou muito. Em alguns casos, quem deveria ganhar ou não se torna parte de um debate, e sobram pontos de vista. Em outros, contudo, constata-se que algo de errado realmente ocorreu e quase ninguém tem dúvidas: o Oscar errou.

Para a lista abaixo, foram levadas em conta apenas obras que chegaram ao prêmio. A Academia esnobou grandes filmes em diferentes ocasiões, estes sequer indicados. Muitos diretores importantes foram legados à categoria de filme estrangeiro. À lista.

10) Melhor filme e diretor (John Ford) para Como Era Verde Meu Vale (1942)

Quem deveria vencer: Cidadão Kane e seu diretor, Orson Welles.

Talvez seja o erro mais conhecido e lembrado, pois houve uma campanha, à época, para que o filme de Orson Welles não ganhasse nada – já que sua obra-prima é baseada na vida de William Randolph Hearst. Ainda assim teve diversas indicações e saiu com o prêmio de roteiro.

como era verde meu vale

9) Melhor filme e diretor (Kevin Costner) para Dança com Lobos (1991)

Quem deveria vencer: Os Bons Companheiros e seu diretor, Martin Scorsese.

Em alguns momentos, o Oscar se deixa levar pela empolgação e concede todos os seus prêmios a um único filme. É o caso da obra de Kevin Costner, bela, mas inferior ao filme de máfia de Scorsese. Outra injustiça com o diretor ítalo-americano.

dança com lobos

8) Melhor filme e diretor (Tony Richardson) para As Aventuras de Tom Jones (1964)

Quem deveria vencer: Terra de um Sonho Distante e, como diretor, Elia Kazan (pelo mesmo filme) ou Federico Fellini por Oito e Meio.

Richardson fez alguns filmes importantes na Inglaterra, no movimento de renovação do cinema britânico, o free cinema. Contudo, coroá-lo melhor diretor por um filme hoje pouco lembrado foi um tremendo exagero. E o filme de Fellini ficou de fora da categoria principal.

albert finney & diane cilento - tom jones 1963

7) Melhor filme e diretor (John G. Avildsen) para Rocky – Um Lutador (1977)

Quem deveria vencer: qualquer um dos outros filmes concorrentes é melhor. Taxi Driver e Rede de Intrigas destacam-se entre eles; para diretor, Sidney Lumet

Stallone chegou a ser apontado, à época, como “novo Marlon Brando”. A história do boxeador fracassado que dá a volta por cima conquistou os Estados Unidos, mas era o pior dos cinco filmes indicados naquela ocasião. E rendeu várias continuações. Creed está aí para provar.

rocky

6) Melhor filme e diretor (Carol Reed) para Oliver! (1969)

Quem deveria vencer: Leão no Inverno e, na categoria de direção, Stanley Kubrick, por 2001: Uma Odisseia no Espaço, ou Gillo Pontecorvo, por A Batalha de Argel – duas obras-primas não indicadas para melhor filme.

O diretor britânico realizou o maravilhoso O Terceiro Homem e fez muito sucesso com o musical baseado na obra de Dickens. Na mesma época, pouca gente embarcou na ficção de Kubrick ou no filme político com toques documentais de Pontecorvo.

oliver

5) Melhor filme e ator (Russell Crowe) para Gladiador (2001)

Quem deveria vencer: O Tigre e o Dragão ou Traffic; como ator, Tom Hanks em Náufrago e Javier Bardem em Antes do Anoitecer estão superiores.

Teve gente que comparou o épico de Ridley Scott a Spartacus. Exageros em massa: o filme não tem o brilho dos dois competidores citados. É pouco mais que uma aventura previsível. E Scott prova, com o também fraco Perdido em Marte, que a Academia gosta dele.

gladiador

4) Melhor filme e diretor (Robert Benton) para Kramer vs. Kramer (1980)

Quem deveria vencer: Apocalypse Now e seu diretor, Francis Ford Coppola.

Um ano depois de premiar um filme sobre o Vietnã, O Franco Atirador, talvez a Academia tenha achado demais dar a estatueta à obra-prima de Coppola (a quarta em apenas uma década). Tanta ousadia – e após alguns anos de produção e problemas – não coube no Oscar.

kramer vs kramer

3) Melhor filme para Crash – No Limite (2006)

Quem deveria vencer: O Segredo de Brokeback Mountain ou Boa Noite e Boa Sorte

Mais um caso em que a Academia premiou o pior entre os indicados à categoria principal, prova de que a politicagem corre solta em Hollywood (o que seria visto mais tarde, de novo, com a vitória de 12 Anos de Escravidão). O drama de Ang Lee ganhou os prêmios de roteiro e direção, curiosamente não o de melhor filme. Dá para entender?

crash

2) Melhor roteiro para Confidências à Meia-Noite (1960)

Quem deveria vencer: Os Incompreendidos, Intriga Internacional ou Morangos Silvestres.

Nem mesmo a Academia escapou à onda dos filmes dos queridinhos Rock Hudson e Doris Day. Logo o cinema americano passaria por mudanças: viria a contracultura, a Nova Hollywood. Poderiam ter premiado um Bergman ou um Truffaut. Preferiram o óbvio. Perdeu o cinema.

confidências à meia-noite

1) Melhor filme e diretor (Robert Redford) para Gente como a Gente

Quem deveria vencer: Touro Indomável e Martin Scorsese.

A maior vergonha da História do Oscar, quando um drama menor, família, sobre a chegada da classe média ao divã, abocanhou os prêmios da incontestável obra-prima de Martin Scorsese – cruel demais àquela América que buscava deixar o passado amargo para trás. Uma onda de dramas familiares – como Kramer vs. Kramer e Laços de Ternura – definiu a época.

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Dez ganhadores do Oscar que caíram no esquecimento

Alguns ganhadores do Oscar de outras décadas caíram no esquecimento e, hoje, alguns indicados são mais lembrados. O tempo provou isso. Um exemplo sempre citado é Cidadão Kane, derrotado, à época, por Como Era Verde Meu Vale. Quem, em sã consciência, considera o filme de John Ford superior ao de Orson Welles?

E quem prefere Kramer vs. Kramer a Apocalypse Now, derrotado – como O Show Deve Continuar, de Bob Fosse – em 1980? As injustiças do Oscar são tantas que seria impossível numerá-las. Delas, é certo, surgiram alguns vencedores esquecidos, filmes interessantes que, por um motivo ou outro, retornam à cena apenas em tempos de Oscar. Ou nem chegam a tanto. Abaixo, uma lista de dez vencedores pouco lembrados.

1939: Do Mundo Nada se Leva, de Frank Capra

O delicioso choque de comportamentos proposto por Frank Capra dá vez a uma de suas deliciosas comédias dos anos 1930, década em que ganhou três Oscars. Mas não ficou tão lembrada como Aconteceu Naquela Noite, A Mulher faz o Homem e, mais tarde, A Felicidade Não se Compra. Tem seu herói preferido, James Stewart, com aquele tipo conhecido: o bom homem à América do otimismo.

Com quem concorria: As Aventuras de Robin Hood e A Grande Ilusão

do mundo nada se leva

1941: Rebecca, a Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock

Apesar de ser um filme de Hitchcock, seu primeiro em solo americano, nem de longe é lembrado entre seus grandes feitos, como Psicose e Janela Indiscreta. O público, também, não costuma lembrar o mestre do suspense como um ganhador de Oscar, já que, naquele ano, perdeu a estatueta para John Ford.

Com quem concorria: Vinhas da Ira e O Grande Ditador

rebecca

1945: O Bom Pastor, de Leo McCarey

O diretor é mais lembrado por outros filmes, como Cupido é Moleque Teimoso, que lhe rendeu um primeiro Oscar. Já havia dirigido os Irmãos Marx e, ao lado de Bing Crosby, conseguiu uma segunda estatueta de direção por um filme que fez grande sucesso à época. Crosby vive um padre à frente de uma paróquia e tem de lidar com os problemas quando a igreja pode perder seu espaço.

Com quem concorria: Pacto de Sangue e À Meia Luz

bing crosby, gene lockhart & barry fitzgerald - going my way 1944

1948: A Luz é para Todos, de Elia Kazan

Antes de fazer grandes obras como Uma Rua Chamada Pecado e Sindicato de Ladrões, e ainda antes de ser apontado como delator, Kazan fez esse drama modesto sobre racismo, com um repórter que se passa por judeu para descobrir, na pele, os males do antissemitismo. Com Gregory Peck em bom momento.

Com quem concorria: Rancor e Grandes Esperanças

a luz é para todos

1950: A Grande Ilusão, de Robert Rossen

O filme ganhou, mais tarde, outra versão, com Sean Penn no papel principal. Apesar de não ter ganhado qualquer Oscar, essa nova versão certamente é mais lembrada pelo público. Antes, o bonachão Broderick Crawford conquistou corações e mentes no papel de um caipira que chega a um importante posto político e vê-se embriagado pelo poder.

Com quem concorria: Tarde Demais e Quem é o Infiel?

a grande ilusão

1956: Marty, de Delbert Mann

À época, Marty foi o sinônimo do jovem criado pela mãe, trabalhador, boa praça, mas sempre forçado a estar no segundo plano: nenhuma garota interessava-se por ele. Isso logo muda e Marty (vivido pelo querido Ernest Borgnine, morto em 2012) encontra seu par perfeito (Betsy Blair). Surge então uma disputa para conseguir levar à frente seu grande amor. O roteiro é de ninguém menos que Paddy Chayefsky.

Com quem concorria: Férias de Amor e A Rosa Tatuada

marty

1964: As Aventuras de Tom Jones, de Tony Richardson

O diretor foi um dos responsáveis pela renovação do cinema britânico, cena conhecida mundialmente como cinema livre ou cinema novo. Aqui, contudo, Richardson retorna à literatura para contar, com liberdade, a história do namorador Tom Jones, imortalizado pelo sorriso cínico de Albert Finney. O elenco e a produção britânica são de alto nível, mas o filme, tão premiado, passou da história ao esquecimento.

Com quem concorria: Terra de um Sonho Distante e Cleópatra

 

1969: Oliver!, de Carol Reed

David Lean já havia feito uma versão anterior, com o incrível Alec Guinness. Polanski faria, mais tarde, a sua. Entre as mais conhecidas, a obra de Reed situa-se ao meio: um interessante musical com a história do jovem órfão e suas aventuras por becos, pontes e em más companhias. Era o ano de 2001: Uma Odisseia no Espaço, mas o filme de Kubrick mais confundiu que explicou. A Academia ficou com Oliver!.

Com quem concorria: O Leão no Inverno e Rachel, Rachel

oliver

1981: Gente como a Gente, de Robert Redford

Um dos casos de maior injustiça na história do prêmio: Redford, antes apenas indicado como ator, derrotou Martin Scorsese e sua obra-prima, Touro Indomável. Resultado: apesar do Oscar, o drama familiar de Redford caiu em esquecimento, enquanto o trabalho de Scorsese raras vezes escapa a uma lista de melhores filmes. Timothy Hutton roubou a cena e ganhou o prêmio de coadjuvante.

Com quem concorria: Touro Indomável e O Homem Elefante

gente como a gente

1990: Conduzindo Miss Daisy, de Bruce Beresford

Um caso raro: apesar de premiado como melhor filme, seu diretor sequer foi indicado. Pouca gente lembra-se de Beresford. De seu Conduzindo Miss Daisy, um pouco mais. A obra, contudo, apesar de interessante não caiu nas graças de todo mundo e nem sempre é lembrada. Vale descobrir: mulher idosa torna-se grande amiga de seu motorista negro nos Estados Unidos segregados dos anos 60.

Com quem concorria: Nascido em 4 de Julho e Sociedade dos Poetas Mortos

conduzindo miss daisy

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