filme estrangeiro

Roma, Pantera Negra e o Oscar

Há muitos caminhos para ganhar um Oscar. A história do prêmio mostra que não bastam qualidades cinematográficas – ainda que estas não faltem a muitos ganhadores. A Netflix, por exemplo, precisou dar plenos poderes a um grande diretor, Alfonso Cuarón, para que fizesse o filme que queria fazer. Deu certo. Roma recebeu dez indicações.

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O caso Cuarón lembra, por sinal, os tempos em que grandes diretores tinham dinheiro e poder em Hollywood para fazer o que desejavam. Nem todos ganharam o Oscar. Alfred Hitchcock foi indicado algumas vezes e nunca venceu. John Ford ganhou quatro vezes, sendo até hoje o recordista na categoria. Cuarón deverá ganhar sua segunda estatueta.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi criada nos anos 20 para celebrar o produto americano, agradar compadres e comadres, e se manteve assim durante anos. Quando os filmes estrangeiros não podiam mais ser ignorados, criou, nos anos 50, uma categoria para eles, também conhecidos como “filmes não falados em inglês”.

Ao Oscar, um britânico soa menos estrangeiro que um francês ou alemão, sobretudo um mexicano. Com as tantas transformações da indústria de cinema, somadas à dificuldade de se financiar filmes que realmente interessam apenas com verba americana, falar em “estrangeiro” tornou-se ultrapassado. O mundo mudou, mas a Academia continua apegada à velha ordem de seus membros, não por acaso chamados de “velhinhos”.

Irônico que, para chegar ao Oscar, a Netflix – nova poderosa da vez, à qual a velha ordem insiste em torcer o nariz – tenha recorrido ao chamado “estrangeiro”. Um filme mexicano em preto e branco brilhante, passado nos anos 70, encabeçado por uma atriz não profissional que interpreta a empregada de uma casa de classe média alta.

A Netflix, à sua maneira, entra pelos fundos. Força a porta. Deixa a Academia com um dilema nas mãos: Roma é superior – e muito – aos outros sete indicados. Será estranho se não vencer, pelo menos, quatro prêmios: filme, filme estrangeiro, diretor e fotografia. Se ficar com um, será o mais natural, ao qual foi destinado: filme estrangeiro.

Nada é por acaso em uma indústria milionária que repudia fracassos e investe no produto certo. A Academia é seu reflexo, espaço que aglutina não necessariamente os melhores filmes, mas o sentimento dos votantes em relação às obras que se destacam em determinada temporada e merecem estar entre as escolhidas – por motivos sociais, políticos e, vá lá, cinematográficos. O filme “certo” nem sempre é o melhor.

Em uma edição com filmes diversos, a Netflix tem – fora da esfera da qualidade – uma concorrente de peso: a Marvel. Não há coincidências aqui: 2019 não será lembrado apenas como o ano da chegada da gigante do streaming ao Oscar. A segunda, igualmente poderosa, ganha espaço. A indústria tradicional marca presença.

Ao que parece, Pantera Negra é a resposta a Roma, ao mesmo tempo o filme certo: não se trata, aos votantes, de indicar apenas um filme de super-herói, o primeiro a chegar lá; é o caso, vale lembrar, de uma obra composta toda por elenco negro, com um super-herói negro, que não quer ser só diversão. É um filme de “mensagem”.

A carta da indústria – comprada pelo Oscar e por outros prêmios que indicaram e até premiaram o trabalho medíocre de Ryan Coogler – é justamente um produto de grande venda, do sub-gênero que faz números expressivos na bilheteria, o “filme de super-herói”. Roma, seu inverso: a obra em preto e branco com saturação de tempo, que pede paciência, mergulho na vida e singularidade de pessoas aparentemente pequenas.

Irônico, ainda mais, perceber a maneira como esses filmes – opostos em tudo – tratam do chamado excluído. Em um, a mexicana pobre; em outro, o negro revolucionário que decide sair do gueto, reivindicar um trono, servir ao papel de vilão e que fracassa na tentativa de levar emancipação – ainda que com violência – aos seus pares.

Uma leitura mais profunda do filme de Coogler encaminha o público a discursos contrários e presentes em tempos de conflitos raciais nos Estados Unidos, quando alguns entendiam que era necessário empunhar armas para resolver o problema, ao passo que outros pregavam a paz e o não confronto. Malcolm X ou Martin Luther King.

No filme de Coogler, o rei de um país fictício, evoluído e reservado apenas a alguns no meio do continente africano, precisa reconquistar o trono para que tudo continue como sempre foi. No drama de Cuarón, a empregada sabe qual é o seu lugar e dele não sairá até o fim. Continua ali não por contragosto, mas por alienação.

Se Roma vencer o Oscar, vence o cinema. A vitória, dirá alguém, deve-se à atual situação americana, a do presidente Trump, que insiste em um muro na fronteira com o México. Dirão que o filme rompe essa barreira. Pode ser. Talvez seja um dos filmes “certos” que o Oscar adora premiar. Ainda assim, e diferente de Pantera Negra, é um grande filme, como poucos que chegaram perto da estatueta nos últimos anos, ou décadas.

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Por que o Oscar é tão previsível?

O Oscar, peça dourada e fálica, gera amor e ódio – ou indiferença – entre os que se dedicam a ver filmes e acompanhar premiações. Uma peça que pode definir carreiras, alavancar bilheterias, ou simplesmente fazer filmes “aparecerem”. É, também, uma peça da indústria que, a cada ano, tem se revelado previsível, cujas cerimônias resumem-se à abertura de envelopes que já dão os favoritos como vencedores (para a sorte de todos, existem exceções, porém poucas, ou raras).

Abaixo, o blog traz oito motivos, em oito tópicos, que tornam o Oscar um prêmio previsível, e que tem feito muita gente não perder uma noite de sono – do domingo para a segunda, no Brasil – para assistí-lo.

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1) Representante de si mesmo

O Oscar é um prêmio da indústria, criado para a indústria e feito para a indústria. Por isso, natural que a indústria volte a si mesma. O resultado é nítido a quem correr os olhos pela lista dos ganhadores e indicados ao prêmio. Filmes falados em inglês e bancados por grandes estúdios americanos dominam o grupo de vencedores. Muitos – de qualidade ou não, o que não se discute nesta lista – são grandes produções, épicos e moldados ao chamado “filme de Oscar” (veja o último tópico). Há, ainda bem, exceções à regra, sobretudo entre os indicados.

2) Pressão da indústria e marketing agressivo

Por ser um prêmio da indústria, é evidente que esta faça pressão sobre os votantes. E isso ocorre de forma indireta (queremos acreditar), por meio da conquista de votos com investimento maciço em marketing, inclusive colocando nomes de atores e demais profissionais como elegíveis aos prêmios – mesmo antes de saírem as indicações! Além disso, quem garante que todos os votantes assistiram a todos os filmes? Natural, assim, que se vote em quem se conhece, no amigo que está em determinado filme ou mesmo no filme em que o próprio votante trabalhou ou depositou seu dinheiro.

3) Falta de diversidade

A consequência, claro, é a falta de diversidade. Filmes independentes – que todo ano garantem alguma indicação, inclusive na categoria principal – acabam concorrendo por fora, destinados a algum prêmio de consolação, como roteiro. No caso do estrangeiro, existe uma categoria à parte, criada nos anos 50, quando a Academia não podia mais negar a qualidade vinda de fora e já havia distribuído diversos prêmios especiais (como a Rashomon e Ladrões de Bicicleta, para ficar em dois exemplos). O que torna um filme estrangeiro? A resposta cabe aos donos da festa.

4) O barulho em torno da “bola da vez”

Caso se torne a “bola da vez”, um independente pode até ter chances. A “bola da vez” pode ser definida pelo buzz, ou seja, pelo barulho que o filme gerou em outros festivais, ou por trazer o discurso politicamente correto que a Academia deseja adotar naquele momento. Em resumo, é o filme que caiu na graça dos votantes, da crítica e do público antenado. Nesse caso, a obra pode vencer não por ser a melhor, mas por traduzir o “espírito” dos votantes naquele momento. Casos recentes: Moonlight, que derrotou produções robustas e chegou ao prêmio um ano depois da campanha #OscarSoWhite, e 12 Anos de Escravidão, considerado o primeiro filme americano a encarar de frente tema tão espinhoso.

5) Uma festa para a televisão e cheia de famosos

Como todo show para a televisão, o Oscar também precisa de audiência. De bons números. Filmes grandes, que fizeram grande bilheteria, podem atrair a atenção para o espetáculo do domingo à noite. No entanto, ao longo dos anos o Oscar vem perdendo audiência e poucos indicados ou vencedores recentes fizeram bilheteria expressiva. A exigência de uma festa para o grande público pode prejudicar um cinema considerado menor e intimista, além da necessidade de dinamismo ter levado a cortes em quadros do show, como o dos prêmios pelo conjunto da obra e honorários. A festa precisa de rostos famosos, de tapete vermelho, de todo esforço possível para chamar a atenção e fazer a alegria dos comentaristas de moda. O cinema torna-se coadjuvante.

6) O ponto final de uma temporada abarrotada de prêmios

O Oscar marca o ponto final da temporada de prêmios. Houve uma época em que apenas o Globo de Ouro e os prêmios dos sindicatos eram considerados indicadores. Atualmente, contudo, a grande quantidade de premiações tem tornado mais fácil identificar a “bola da vez”, os queridinhos do momento e, em alguns casos, dificultado a penetração de obras que correm por fora. Há prêmios com votos do público, da crítica e, como o Oscar, dos próprios membros, para muitos um clubinho fechado.

7) A influência dos termômetros, dos apostadores e das redes sociais

De tão grande, o Oscar fez surgir alguns “analistas” da temporada de prêmios, especializados em encontrar filmes e atuações com a “cara” do Oscar. E, pior ainda, essas figuras quase sempre acertam. Sites têm se especializado nesse tipo de previsão, esquentando a corrida meses (ou até um ano) antes da cerimônia, com bolões dedicados à participação do público. E se errarem, quem liga?

8) A fórmula “filme de Oscar”

Muito se diz sobre o “filme de Oscar”. Existe mesmo uma fórmula para cair nas graças da Academia e papar estatuetas? Ao longo de décadas, o Oscar tem mostrado preferência por dramas, histórias baseadas em eventos ou personagens reais, épicos e filmes ou dramas de guerra. Ou seja, filmes quadradões como O Discurso do Rei servem à perfeição ao grupo de votantes, não raro considerado conservador. Há quem negue tal fórmula. Exceções existem, inclusive com premiados de gêneros e estilos às vezes esquecidos, como comédia e fantasia.

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Corrida pelo ouro: a polarização política e o Oscar

Basta o sonho com a estatueta dourada para que a batalha tenha início: de um lado, os partidários de Aquarius, de Kleber Mendonça Filho; do outro, os que se esforçam para diminuir o mesmo filme, em claro gesto político – neste caso, o da chamada direita.

Resta dizer, portanto, que Mendonça Filho e seus entusiastas estão à esquerda nesse painel ao qual a indústria brasileira de cinema foi lançada. A corrida pela pré-indicação ao Oscar de filme estrangeiro – situação ainda longe da estatueta – foi o suficiente para inflar posições políticas. A arte do cinema, coitada, importa menos.

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aquarius

Quando Lula, o Filho do Brasil foi escolhido para representar o país na corrida do Oscar, em 2010, foi a vez da direita gritar contra a escolha: seria uma posição política a mover a indicação, uma maneira de colocar o então presidente – no ano que se preparava para sair do governo e fazer a sucessora – em evidência no tapete vermelho.

Mendonça Filho já havia sido escolhido para representar o país: seu O Som ao Redor foi elogiado em terras estrangeiras, ficou na lista dos dez melhores do New York Times, era, ao olhar dos votantes, o mais forte concorrente. Como Lula, naufragou.

A cada ano retorna a visão dos “especialistas”, nas comissões formadas para escolher os pré-indicados: entender o que passa pela cabeça dos “velhinhos da Academia” – como se fosse fácil rotular um grupo de votantes. A categoria de filme estrangeiro é a mais difícil de prever – e já indicou, em anos anteriores, filmes que não passariam perto do “gosto” desses “velhinhos”, como Dente Canino e A Fita Branca.

O filme da vez, a representar o Brasil, é Pequeno Segredo, de David Schürmann. Ninguém ou pouca gente viu. Desbancou Aquarius, o grande filme de Mendonça Filho. A polarização, de novo, está dada – e, em sentido oposto, também estaria: em seu lugar, Aquarius certamente geraria gritos da mesma direita que antes atacou Lula.

lula filho do brasil

A discussão resume-se sempre à política, não à arte do cinema. São filmes dignos ou não de representar um país à corrida a um prêmio popular mundo afora? Qual, hoje, a relevância do Oscar? Não é novidade: o Oscar, há tempos, deixou de ser sinônimo de qualidade. É, antes, um passaporte para uma boa carreira comercial.

Há quem alegue que, mais do que um filme, uma nação inteira será colocada aos olhos do mundo. O Brasil esteve este ano em Cannes e já venceu o festival, há décadas, com o extraordinário O Pagador de Promessas. Também ganhou Berlim e Veneza. Ganhar um Oscar tornou-se obsessão nacional. Será comemorado com desfile em carro aberto.

Na festa, os “estrangeiros” terminam invariavelmente como penetras. Os cliques, quase em sua totalidade, estão destinados aos suspeitos de sempre, às estrelas. Não estranha o rosto de curiosidade dessas mesmas estrelas quando os “estrangeiros” são chamados ao palco. Convertem-se em produtos exóticos, de espaço delimitado.

E, no Brasil, os lados de uma disputa política não cansam de bater cabeça, a expor ainda mais o clima já dividido de um país pós-impeachment. A obsessão pela estatueta dá as caras, vai além de direita e esquerda, tudo para figurar na noite do Oscar, em festa abarrotada de pessoas bonitas, vestidos caros e forte inclinação à indústria.

Foto 1: Aquarius
Foto 2: Lula, o Filho do Brasil

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Aquarius, de Kleber Mendonça Filho
Três visões sobre o Oscar (e sobre o mundo do cinema)

Bastidores: O Filho de Saul

O despontar de uma piedade absurda e deslocada é o tema deste filme de ficção, porque só um impulso, uma emoção, ou melhor, um paroxismo anímico dessa natureza parece concebível naquela circunstância. Além do recurso à poiesis [criação artística] em um marco histórico estrito, ou seja, uma ficção que ultrapassa por completo o documentário, László Nemes, seu diretor, um estreante de 38 anos, ambientou a trama no cenário mais recôndito, maldito e indescritível do devir humano. Mas nunca vemos esse espaço de tal modo a podermos percorrê-lo, desenhá-lo em nossas mentes, porque é mostrado fora de foco, em uma gama de verdes e ocres neutralizados no cinza, e porque a passagem de um ambiente a outro é sempre vertiginosa e caótica. Nem sequer os gritos e golpes nas portas da câmara – abafados sob as palavras que os personagens trocam – nos permitem captar pela audição as dimensões do lugar.

José Emilio Burucúa, escritor e professor de história moderna (El País, 12 de fevereiro de 2016; leia aqui o texto completo).

o filho de saul1

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Bastidores: O Bebê de Rosemary

Tangerinas, de Zaza Urushadze

O velho homem não consegue explicar ao certo por que decidiu ficar, à contramão de muita gente que preferiu ir embora da região em guerra, na Geórgia dos anos 90. Não consegue explicar sua relação com a terra, nesse local perdido de Tangerinas: de forma estranha, ele pode amar e odiar tudo com a mesma intensidade.

O protagonista é Ivo (Lembit Ulfsak). Seu jeito não deixa mentir: é pacato e nada quer com a guerra. Deseja apenas seguir vivendo, com o trabalho, ao cortar a madeira e dar a ela outra forma – enquanto o vizinho e amigo planta as tangerinas do título.

Tangerines

O problema é que a guerra corre do lado de fora. É imprevisível, nunca avisa quando vai explodir. Para piorar, dois homens – um georgiano e um checheno – terminam dentro de sua casa, machucados, aos seus cuidados.

Para Ivo, pouco importa o lado desses guerreiros: para além da guerra, os homens são sempre feitos do mesmo material. Sem dizer muito, e muito menos sem se preocupar em agradar o espectador, Ivo conquista com simples sabedoria.

Faltam homens como ele aos tempos de guerra, ainda que o filme, em momentos, pareça um pouco ingênuo ao apontar à possível amizade entre oponentes. Mais do que isso, para o diretor Zaza Urushadze o que vale é a representação e seu relevo humano.

Há grandes filmes que apostam nessa aproximação, também na camaradagem. A Grande Ilusão, de Renoir, é o primeiro exemplo que vem à mente.

tangerines

O checheno chama-se Ahmed (Giorgi Nakashidze), com jeito de assassino e, aos poucos, inclinado a mudar. Do outro lado está o georgiano Nika (Misha Meskhi), ator que decidiu se engajar na guerra porque parecia o mais certo a fazer.

Com Ivo, o espectador não saberá todas as razões: mais que o passado de desavenças, o filme prefere as relações do presente – humanas e de poucas personagens, em espaços menores e com a possível amizade entre inimigos.

Como se verá, Ivo tem razão. Não é difícil entendê-lo. Difícil é compreender o ódio entre homens, que pouco a pouco – à base da convivência diária, da percepção das semelhanças – vai desaparecendo. Dá vez à aproximação.

O filme começa com a imagem da serra pela madeira, no momento do corte. Imagem incômoda, que anuncia o que vem a seguir. Logo surgem alguns soldados. Ivo precisa explicar sua transparência: não está de um lado ou de outro, e quer apenas seguir com a vida simples, com o trabalho de camponês.

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Será apenas na convivência diária, sob o mesmo teto, que poderá mostrar a esses homens o que está ao meio, o que está nele, para assim, talvez, explicar ao espectador por que não foi embora dali. Não importa onde esteja, será o mesmo.

O material humano não muda, diz o protagonista. A terra bruta é menos importante. E as tangerinas lembram os frutos dessa mesma terra, para chechenos ou georgianos.

Com pitadas de comédia, o filme prefere a mensagem ao drama. Apoia-se no sorriso, nas palavras, na singela foto de uma bela mulher – neta de Ivo, distante dali –, para mostrar de que material os homens são feitos – chechenos ou georgianos.

Nota: ★★★☆☆