festival de cinema

Do pior ao melhor: os vencedores do Festival de Cannes

Nenhum outro festival de cinema do mundo pode ser comparado a Cannes. Berlim e Veneza fizeram história, revelaram grandes obras e cineastas, mas nenhum deles conseguiu unir tantos trabalhos e realizadores importantes, ano após ano, como o concorrente francês.

Parte da História do Cinema passou por ali, do clássico americano à nouvelle vague, do cinema político italiano à Nova Hollywood. Saíram de lá e ganharam o mundo nomes como Kusturica, Soderbergh, Lars von Trier e outros de diferentes nações, como iranianos, romenos, brasileiros e tailandeses. Espaço de diversidade e, claro, negócios. Abaixo, uma seleção pessoal, uma lista sem um único filme ruim.

Observação: a lista leva em conta os premiados a partir de 1955, quando surgiu a Palma de Ouro.

Observação 2: de 1964 a 1974 não houve entrega da Palma de Ouro; o prêmio principal foi o Grand Prix; os ganhadores deste período estão na lista abaixo.

72) Ventos da Liberdade, de Ken Loach (2006)

Outros concorrentes do ano: Babel; Climas; Crônica de Uma Fuga; Dias de Glória; Flandres; Juventude Em Marcha; La raison du plus faible; Luzes na Escuridão; Marcas da Vida; Maria Antonieta; Nação Fast Food: Uma Rede de Corrupção; O Amigo da Família; O Crocodilo; O Labirinto do Fauno; Palácio de Verão; Quando Estou Amando; Selon Charlie; Southland Tales: O Fim do Mundo; Volver.

71) Confusões à Italiana, de Pietro Germi (1966)

Empatado com Um Homem, Uma Mulher. Outros concorrentes do ano: A Fome; A Hora e Vez de Augusto Matraga; A Religiosa; Barev, yes em; Chamas de Verão; Cinzas; Como Conquistar as Mulheres; Con el viento solano; Deliciosas Loucuras de Amor; Doutor Jivago; Es; Falstaff, o Toque da Meia Noite; Faraó; Gaviões e Passarinhos; Lenin v Polshe; Modesty Blaise; O Incrível Exército Brancaleone; O Jovem Törless; O Segundo Rosto; Os Cachimbos do Adultério; Os sem Esperança; Rascoala; Ön.

70) O Mundo Silencioso, de Jacques-Yves Cousteau e Louis Malle (1956)

Outros concorrentes do ano: A Canção da Estrada; A Escondida; A Mulher de Negro; A Trágica Farsa; Afacerea Protar; Anatomia do Medo; Carrossel do Amor; Cien; Dalibor; El último perro; Eu Chorarei Amanhã; Gli innamorati; Hanka; Maboroshi no uma; Mat; Meeuwen sterven in de haven; Meu Amor, Minha Ruína; Mozart; O Calvário de uma Rainha; O Cristo de Bronze; O Ferroviário; O Homem do Terno Cinzento; O Homem que Nunca Existiu; O Homem que Sabia Demais; O Mistério de Picasso; O Teto; Otelo, O Mouro de Veneza; Pedagogicheskaya poema; Seven Years in Tibet; Shabab emraa; Shevgyachya Shenga; Sob o Céu da Bahia; Sorrisos de Uma Noite de Amor; Talpa; Tarde de Touros; Tochka parva; Toubib el affia; Walk Into Paradise.

69) Dheepan: O Refúgio, de Jacques Audiard (2015)

Outros concorrentes do ano: A Assassina; As Montanhas Se Separam; Carol; Chronic; Juventude; Macbeth: Ambição e Guerra; Mais Forte Que Bombas; Marguerite & Julien: Um Amor Proibido; Meu Rei; Minha Mãe; Nossa Irmã Mais Nova; O Conto dos Contos; O Filho de Saul; O Lagosta; O Vale do Amor; O Valor de um Homem; Sicario: Terra de Ninguém; The Sea of Trees.

68) Orfeu Negro, de Marcel Camus (1959)

Outros concorrentes do ano: A Leviana Inocente; Almas em Leilão; Araya; Crepúsculo de uma Paixão; Estranha Obsessão; Fanfare; Fröken April; Helden; Hiroshima, Meu Amor; Kriegsgericht; La cucaracha; Lajwanti; Luna de miel; Matomeno iliovasilemma; Nazarin; O Diário de Anne Frank; Os Incompreendidos; Otchiy dom; Rapsódia Portuguesa; Sen noci svatojánské; Shirasagi; Touha; Vlak bez voznog reda; Zafra; Édes Anna.

67) As Melhores Intenções, de Bille August (1992)

Outros concorrentes do ano: A Viagem; Au pays des Juliets; Crush; Hienas; Instinto Selvagem; L’oeil qui ment; La sentinelle; Leolo – Porque Eu Sonho…; Luna Park; O Fim de um Longo Dia; O Jogador; O Ladrão de Crianças; O Retorno de Casanova; O Sol de Marmelo; Ratos e Homens; Retorno a Howards End; Samostoyatelnaya zhizn; Simples Desejo; Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer; Uma Estranha Entre Nós.

66) Fahrenheit 11 de Setembro, de Michael Moore (2004)

Outros concorrentes do ano: 2046 – Os Segredos do Amor; A Menina Santa; A Vida e Morte de Peter Sellers; A Vida é um Milagre; As Conseqüências do Amor; Clean; Diários de Motocicleta; Edukators; Exílios; Mal dos Trópicos; Matadores de Velhinha; Mondovino; Ninguém Pode Saber; O Fantasma do Futuro 2: A Inocência; Oldboy; Questão de Imagem; Shrek 2; Yeojaneun namjaui miraeda.

65) A Bossa da Conquista, de Richard Lester (1965)

Outros concorrentes do ano: 317ª Seção – Batalhão de Assalto; A Colina dos Homens Perdidos; A Pequena Loja na Rua Principal; Az életbe táncoltatott leány; Casais Amorosos; Clay; El haram; El juego de la oca; El reñidero; Fifi la plume; Fábula; Goreshto pladne; Ipcress: Arquivo Confidencial; Jenny, a Mulher Proibida; Kwaidan – As Quatro Faces do Medo; Noite Vazia; O Colecionador; Os Bravos da Arena; Padurea spânzuratilor; Pierwszy dzien wolnosci; Prodosia; Tarahumara (Cada vez más lejos); Yoyo; Zhavoronok; Zhili-byli starik so starukhoy.

64) A Missão, de Roland Joffé (1986)

Outros concorrentes do ano: A Cena do Crime; Boris Godunov; Daunbailó; Depois de Horas; Eu Sei Que Vou Te Amar; Expresso para o Inferno; Genesis; I Love You; La dernière image; Louco de Amor; Max, Meu Amor; Meu Marido de Batom; Mona Lisa; O Sacrifício; Otello; Pobre mariposa; Rosa Luxemburgo; Street of Crocodiles; The Fringe Dwellers; Thérèse.

63) Sublime Tentação, de William Wyler (1957)

Outros concorrentes do ano: A Desejada; O Quadragésimo Primeiro; Aquele que Deve Morrer; Betrogen bis zum jüngsten Tag; Cinderela em Paris; Despedida de Solteiro; Dolina miru; Dom Quixote; Elokuu; Faustina; Gotoma the Buddha; Guendalina; High Tide at Noon; Ila Ayn; Kanal; Kome; Két vallomás; La ‘Moara cu noroc’; La casa del ángel; Noites de Cabíria; O Sétimo Selo; Qivitoq; Rekava; Same Jakki; Shiroi sanmyaku; Sissi, A Imperatriz; Um Condenado à Morte Escapou; Yangtse Incident: The Story of H.M.S. Amethyst; Zemya; Ztracenci.

62) Dançando no Escuro, de Lars von Trier (2000)

Outros concorrentes do ano: A Enfermeira Betty; A Taça de Ouro; Amor à Flor da Pele; As Coisas Simples da Vida; Caminho sem Volta; Canções do Segundo Andar; Chunhyang – Amor Proibido; Código Desconhecido; E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?; Esther Kahn; Estorvo; Fast Food Fast Women – Uma Comédia Nova-Iorquina; Harry Chegou para Ajudar; Infiel; O Dia Do Perdão; O Quadro Negro; Os Demônios na Minha Porta; Os Destinos Sentimentais; Pão E Rosas; Svadba; Tabu; Eureka.

61) Marty, de Delbert Mann (1955)

Outros concorrentes do ano: A Rua da Esperança; Biraj Bahu; Bolshaya semya; Boot Polish; Carmen Jones; Colina 24 não Responde…; Conspiração do Silêncio; Continente dos Deuses; Det brenner i natt!; Die Mücke; Geroite na Shipka; Hayat ou maut; Jedda; Liliomfi; Ludwig II – Esplendor e Miséria de um Rei; Marcelino Pão e Vinho; O Ouro de Nápoles; O Processo Negro; O Signo de Vênus; Onna no koyomi; Os amantes Crucificados; Pelo Amor de Meu Amor; Psohlavci; Raíces; Rififi; Romeu e Julieta; Samba Fantástico; Sen-hime; Stella; Um Estranho na Escadaria; Vidas Amargas.

60) O Pianista, de Roman Polanski (2002)

Outros concorrentes do ano: A Festa Nunca Termina; Agora ou Nunca; Arca Russa; As Confissões de Schmidt; Dez; Embriagado de Amor; Espionagem na Rede; Felizes Dezesseis; Intervenção Divina; Irreversível; Kedma; A Hora da Religião; Marie-Jo E Seus Dois Amores; O Adversário; O Filho; O Homem Sem Passado; O Princípio da Incerteza; Pinceladas de Fogo; Prazeres Desconhecidos; Spider – Desafie Sua Mente; Tiros em Columbine.

59) Uma Tão Longa Ausência, de Henri Colpi (1961)

Empatado com Viridiana. Outros concorrentes do ano: A Epopeia dos Anos de Fogo; A Marca do Cárcere; A Moça com a Valise; A Mão na Armadilha; A Primeira Missa; A Última Testemunha; Almas Redimidas; Caminho Amargo; Children of the Sun; Dan cetrnaesti; Darclée; Domaren; Duas Mulheres; Dúvad; El centroforward murió al amanecer; Het mes; I Like Mike; Il relitto; Kazaki; Le ciel et la boue; Line; Madalena; Madre Joana dos Anjos; Mais uma Vez, Adeus; O Sol Tornará a Brilhar; Otôto; Piesen o sivom holubovi; Plein sud; Que Alegria de Viver!.

58) Barton Fink, Delírios de Hollywood, de Joel e Ethan Coen (1991)

Outros concorrentes do ano: A Bela Intrigante; A Carne; A Dupla Vida de Véronique; A Vida Por Um Fio; Anna Karamazoff; Assassinato do Tzar; Bix; Culpado por Suspeita; Europa; Febre da Selva; Homicídio; Hors la vie; Il portaborse; Lune froide; Malina; O Passo Suspenso da Cegonha; Perigosamente Harlem: Van Gogh.

57) Eu, Daniel Blake, de Ken Loach (2016)

Outros concorrentes do ano: A Criada; A Garota Desconhecida; Aquarius; Toni Erdmann; Bacalaureat; Demônio de Neon; Docinho da América; Elle; Julieta; Loving: Uma História de Amor; Ma’ Rosa; Mistério na Costa Chanel; Na Vertical; O Apartamento; Paterson; Personal Shopper; Sieranevada; The Last Face; Um Instante de Amor; É Apenas o Fim do Mundo.

56) Coração Selvagem, de David Lynch (1990)

Outros concorrentes do ano. A Amante do Rei; A Mãe; Agenda Secreta; Amor e Sedução; Bem-Vindos ao Paraíso; Coração de Caçador; Cyrano; Estamos Todos Bem; La captive du désert; Nouvelle vague; O Regresso; Orelha; Przesluchanie; Rodrigo D: No futuro; Shi no toge; Taxi Blues; Tilaï.

55) Assunto de Família, de Hirokazu Kore-eda (2018)

Outros concorrentes do ano: 3 Faces; A Árvore dos Frutos Selvagens; Amor Até as Cinzas; Asako I & II; Ayka; Cafarnaum; Conquistar, Amar e Viver Intensamente; Dogman; Em Chamas; En guerre; Faca no Coração; Guerra Fria; Imagem e Palavra; Infiltrado na Klan; Lazzaro Felice; Les filles du soleil; Todos Já Sabem; Under the Silver Lake; Verão; Yomeddine – Em Busca de um Lar.

54) Adeus Minha Concubina, Chen Kaige (1993)

Empatado com O Piano. Outros concorrentes do ano: Aconteceu na Primavera; Broken Highway; Chuva de Pedras; Dyuba-Dyuba; Friends; L’homme sur les quais; La scorta; Libera me; Louis, enfant roi; Magnificat; Mazeppa: A Lenda de uma Paixão; Mestre das Marionetes; Minha Estação Preferida; Muito Barulho por Nada; Nu; O Inventor de Ilusões; O Mago da Chantagem; Os Invasores de Corpos: A Invasão Continua; Quem Não Herda… Fica na Mesma; Tão Longe, Tão Perto; Um Dia de Fúria.

53) O Assalariado, de Alan Bridges (1973)

Empatado com Espantalho. Outros concorrentes do ano: A Comilança; A Mãe e a Puta; A Polícia da Estrada; A Promessa; Amor e Anarquia; Ana e os Lobos; Belle; Bisturi, A Máfia Branca; Godspell – A Esperança; Golpe de Estado a Italiana; La mort d’un bûcheron; La otra imagen; Le Far-West; Monolog; O Convite; O Preço da Solidão; O Sanatório da Clepsidra; Petöfi ’73; Planeta Fantástico; Susan e Jeremy; Um Homem de Sorte; Un Amleto di meno.

52) Pelle, o Conquistador, de Bille August (1988)

Outros concorrentes do ano: Afogando em Números; Arashi ga oka; Bird; Chocolate; Der Passagier – Welcome to Germany; El Dorado; El Lute II: mañana seré libre; Espião: Profissão de Morte; Gritos de Revolta; Hanussen; L’enfance de l’art; L’oeuvre au noir; Navigator: Uma Odisséia No Tempo; Não Matarás; O Rei das Crianças; O Sequestro de Patty Hearst; Os Canibais; Paura e amore; Sur; Um Mundo à Parte.

51) Sono de Inverno, de Nuri Bilge Ceylan (2014)

Outros concorrentes do ano: Acima das Nuvens; Adeus à Linguagem; As Maravilhas; Dois Dias, Uma Noite; Dívida de Honra; Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo; Jimmy’s Hall; Leviatã; Mapas para as Estrelas; Mommy; O Segredo das Águas; Relatos Selvagens; Saint Laurent; Sr. Turner; The Search; Timbuktu; À Procura.

50) O Caso Mattei, de Francesco Rosi (1972)

Empatado com A Classe Operária Vai ao Paraíso. Outros concorrentes do ano: A Classe Governante; A Fan’s Notes; A Verdadeira Natureza de uma Mulher Chamada Bernadette; Ani Ohev Otach Rosa; Chinmoku; Das Unheil; Em Busca de um Homem; Imagens; Les arpenteurs; Les feux de la chandeleur; Louise – Uma Mulher Sem Medo de Amar; Mais Forte que a Vingança; Malpertuis; Matadouro Cinco; Mimi, o Metalúrgico; Nós Não Envelheceremos Juntos; Os Visitantes; Perla w koronie; Petrolejové lampy; Rei, Rainha e Três Corações; Salmo Vermelho; Solaris; Trotta.

49) The Square: A Arte da Discórdia, de Ruben Östlund (2017)

Outros concorrentes do ano: 120 Batimentos por Minuto; Bom Comportamento; Em Pedaços; Esplendor; Happy End; Krotkaya; Lua de Júpiter; O Amante Duplo; O Dia Depois; O Estranho que Nós Amamos; O Formidável; O Sacrifício do Cervo Sagrado; Okja; Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe; Rodin; Sem Amor; Sem Fôlego; Você Nunca Esteve Realmente Aqui.

48) Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy (1964)

Outros concorrentes do ano: 100.000 Dólares ao Sol; 24 Horas em Moscou; A Mulher da Areia; A Passageira; A Visita; Crescei e Multiplicai-vos; Deus e o Diabo na Terra do Sol; Die Tote von Beverly Hills; El-Lailah el-Akhirah; Krik; Kvarteret Korpen; La donna scimmia; La niña de luto; Mujhe Jeene Do; Na Solidão do Pacífico; O Mundo de Henry Orient; One Potato, Two Potato; Pacsirta; Primero yo; Seduzida e Abandonada; Ta kokkina fanaria; Tetri karavani; Um Só Pecado; Vidas Secas.

47) Crônica dos Anos de Fogo, de Mohammed Lakhdar-Hamina (1975)

Outros concorrentes do ano: Sexta-Feira; A Tocha de Zen; Alice Não Mora Mais Aqui; Aloïse; Ce cher Victor; Den-en ni shisu; Dzieje grzechu; Lenny; Les ordres; Lotte in Weimar; Mariken van Nieumeghen; O Amuleto de Ogum; O Enigma de Kaspar Hauser; Oni srazhalis za rodinu; Perfume de Mulher; Profissão: Repórter; Querida Electra; Revisited; Sessão Especial de Justiça; Un divorce heureux; Yuppi du; ¿No oyes ladrar los perros?.

46) Sexo, Mentiras e Videotape, de Steven Soderbergh (1989)

Outros concorrentes do ano: Black Rain: A Coragem de uma Raça; Chimère; Cinema Paradiso; Correntes da Primavera; Das Spinnennetz; De Volta Para Casa; El niño de la luna; Faça a Coisa Certa; Francesco: A História de São Francisco de Assis; Jesus de Montreal; Kuarup; Kvinnorna på taket; Linda Demais para Você; Reunião; Rosalie vai às Compras; Splendor; Sweetie; Trem Mistério; Um Grito no Escuro; Um Homem Meio Esquisito; Vida Cigana.

45) Azul é a Cor Mais Quente, de Abdellatif Kechiche (2013)

Outros concorrentes do ano: A Grande Beleza; A Pele de Vênus; Amantes Eternos; Borgman; Era Uma Vez em Nova York; Grigris; Heli; Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum; Jovem e Bela; Michael Kohlhaas: Justiça e Honra; Minha Vida com Liberace; Nebraska; O Passado; Pais e Filhos; Só Deus Perdoa; Terapia Intensiva; Um Castelo na Itália; Um Toque de Pecado; Wara no tate.

44) Um Homem, Uma Mulher, de Claude Lelouch (1966)

Empatado com Confusões à Italiana. Outros concorrentes do ano: A Fome; A Hora e Vez de Augusto Matraga; A Religiosa; Barev, yes em; Chamas de Verão; Cinzas; Como Conquistar as Mulheres; Con el viento solano; Deliciosas Loucuras de Amor; Doutor Jivago; Es; Falstaff, o Toque da Meia Noite; Faraó; Gaviões e Passarinhos; Lenin v Polshe; Modesty Blaise; O Incrível Exército Brancaleone; O Jovem Törless; O Segundo Rosto; Os Cachimbos do Adultério; Os sem Esperança; Rascoala; Ön.

43) Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, de Apichatpong Weerasethakul (2010)

Outros concorrentes do ano: A Empregada; Biutiful; Cópia Fiel; Fora da Lei; Homens e Deuses; Jogo de Poder; La nostra vita; La princesse de Montpensier; Minha Felicidade; O Ultraje; Poesia; Rizhao Chongqing; Rota Irlandesa; Szelíd teremtés – A Frankenstein-terv; Turnê; Um Ano Mais; Um Homem que Grita; Utomlennye solntsem 2.

42) Quando Voam as Cegonhas, de Mikhail Kalatozov (1958)

Outros concorrentes do ano: A Fera e a Flecha; A Vingança; Ciulinii Baraganului; Das Wirtshaus im Spessart; Desejo; Goã; Jovens Maridos; La caleta olvidada; Meu Tio; No Limiar da Vida; Nove Vidas; O Homem de Palha; O Mercador de Almas; Ordem de Matar; Os Irmãos Karamazov; Parash Pathar; Pardesi; Rosaura a las 10; Sissi e Seu Destino; Uma Questão de Dignidade; Vasvirág; Visages de bronze; Voracidade Humana; Yukiguni; Zizkovská romance.

41) Kagemusha, a Sombra de um Samurai, de Akira Kurosawa (1980)

Empatado com All That Jazz – O Show Deve Continuar. Outros concorrentes do ano: Breaker Morant; Agonia e Glória; Anos de Rebeldia; Bye Bye Brasil; Cavalgada dos Proscritos; Constans; Dedicatoria; Ek Din Pratidin; Fantastica; Jaguar; Kaltgestellt; Le chaînon manquant; Loulou; Meu Tio da América; Muito Além do Jardim; O Terraço; Poseban tretman; Salto nel vuoto; Salve-se Quem Puder (A Vida); The Beloved; Um Olhar Para a Vida; Örökség.

40) Pai Patrão, de Paolo e Vittorio Taviani (1977)

Outros concorrentes do ano: Bang!; Black Joy; Budapesti mesék; Car Wash: Onde Acontece de Tudo; Elisa, Vida Minha; Esta Terra é Minha Terra; Gruppenbild mit Dame; Ifigênia; J.A. Martin photographe; Kicma; La communion solennelle; Le camion; O Amigo Americano; Os Caçadores; Os Duelistas; Podranki; Três Mulheres; Táxi Roxo; Um Amor Tão Fácil; Um Burguês Muito Pequeno; Um Dia Muito Especial.

39) A Enguia, de Shohei Imamura (1997)

Empatado com Gosto de Cereja. Outros concorrentes do ano: A Trégua; Assassino(s); Bem-Vindo a Sarajevo; Felizes Juntos; Il principe di Homburg; Kini & Adams; La femme défendue; Los Angeles: Cidade Proibida; Loucos de Amor; O Beijo Da Serpente; O Bravo; O Destino; O Doce Amanhã; O Fim da Violência; O Poço; Tempestade de Gelo; Violento e Profano; Violência Gratuita; Western.

38) O Quarto do Filho, de Nanni Moretti (2001)

Outros concorrentes do ano: A Caminho de Kandahar; A Professora de Piano; A Promessa; A Repetição; Cidade dos Sonhos; Elogio ao Amor; Je rentre à la maison; La chambre des officiers; Millennium Mambo; Moulin Rouge: Amor em Vermelho; O Homem que Não Estava Lá; O Objetivo das Armas; Pau i el seu germà; Que Horas São Aí?; Quem Sabe?; Roberto Succo; Shrek; Taurus; Terra de Ninguém; Tsuki no sabaku; Tão Distante; Água Quente Sob uma Ponte Vermelha.

37) O Tambor, de Volker Schlöndorff (1979)

Empatado com Apocalypse Now. Outros concorrentes do ano: Arven; As Quatro Irmãs; Caro papà; Cinzas no Paraíso; Een vrouw tussen hond en wolf; L’ingorgo; La drôlesse; As Irmãs Brontë; Los sobrevivientes; Magyar rapszódia; Norma Rae; Okupacija u 26 slika; Os Europeus; Sem Anestesia; Sibiriada; Série Negra; Síndrome da China; Victoria; Woyzeck.

36) A Árvore da Vida, de Terrence Malick (2011)

Outros concorrentes do ano: A Fonte das Mulheres; A Pele que Habito; Aqui é o Meu Lugar; Beleza Adormecida; Drive; Era uma Vez na Anatolia; Habemus Papam; Hanezu; Ichimei; L’Apollonide: Os Amores da Casa de Tolerância; Melancolia; Michael; Nota de Rodapé; O Artista; O Garoto da Bicicleta; O Porto; Pater; Polissia; Precisamos Falar Sobre o Kevin.

35) Amor, de Michael Haneke (2012)

Outros concorrentes do ano: A Caça; A Parte dos Anjos; A Visitante Francesa; Além das Montanhas; Amor Bandido; Baad el mawkeaa; Cosmópolis; Donui mat; Ferrugem e Osso; Holy Motors; Moonrise Kingdom; Na Estrada; Na Neblina; O Homem da Máfia; Obsessão; Os Infratores; Paradies: Liebe; Post Tenebras Lux; Reality – A Grande Ilusão; Um Alguém Apaixonado; Vocês Ainda Não Viram Nada!.

34) Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios, de Emir Kusturica (1985)

Outros concorrentes do ano: A História Oficial; Adieu Bonaparte; As Duas Vidas de Mattia Pascal; Asas da Liberdade; Coca-Cola Kid; Coronel Redl; Derborence; Détective; Joshua Then and Now; Malícia Atômica; Marcas do Destino; Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos; O Beijo da Mulher-Aranha; O Cavaleiro Solitário; Poulet au vinaigre; Rendez-vous; Saraba hakobune; Scemo di guerra; Viva Enquanto Puder.

33) Elefante, de Gus Van Sant (2003)

Outros concorrentes do ano: A Pequena Lili; Akarui mirai; Anjo da Guerra; As Invasões Bárbaras; As Maletas de Tulse Luper – Parte I: A História de Moab; Borboleta Púrpura; Brown Bunny; Carandiru; Ce jour-là; Distante; Dogville; Les côtelettes; Pai e Filho; Shara; Sobre Meninos e Lobos; Swimming Pool – À Beira da Piscina; Tirésia; Um Coração Para Sonhar; Às Cinco da Tarde.

32) Espantalho, de Jerry Schatzberg (1973)

Empatado com O Assalariado. Outros concorrentes do ano: A Comilança; A Mãe e a Puta; A Polícia da Estrada; A Promessa; Amor e Anarquia; Ana e os Lobos; Belle; Bisturi, A Máfia Branca; Godspell – A Esperança; Golpe de Estado a Italiana; La mort d’un bûcheron; La otra imagen; Le Far-West; Monolog; O Convite; O Preço da Solidão; O Sanatório da Clepsidra; Petöfi ’73; Planeta Fantástico; Susan e Jeremy; Um Homem de Sorte; Un Amleto di meno.

31) A Criança, de Jean-Pierre e Luc Dardenne (2005)

Outros concorrentes do ano: Bashing; Batalha no Céu; Caché; Conto de Cinema; Eleição; Estrela Solitária; Flores Partidas; Free Zone; Kilomètre zéro; Lemming; Manderlay; Marcas da Violência; Pintar ou Fazer Amor; Quando sei nato non puoi più nasconderti; Sin City: A Cidade do Pecado; Sonhos com Shanghai; Três Enterros; Três Tempos; Verdade Nua; Últimos Dias.

30) Gosto de Cereja, de Abbas Kiarostami (1997)

Empatado com A Enguia. Outros concorrentes do ano: A Trégua; Assassino(s); Bem-Vindo a Sarajevo; Felizes Juntos; Il principe di Homburg; Kini & Adams; La femme défendue; Los Angeles: Cidade Proibida; Loucos de Amor; O Beijo Da Serpente; O Bravo; O Destino; O Doce Amanhã; O Fim da Violência; O Poço; Tempestade de Gelo; Violento e Profano; Violência Gratuita; Western.

29) O Homem de Ferro, de Andrzej Wajda (1981)

Outros concorrentes do ano: A Anos-Luz; A Filha da Minha Mulher; A Pele; A Tragédia de um Homem Ridículo; Carruagens de Fogo; Cserepek; Engel aus Eisen; Excalibur; Faktas; Looks and Smiles; Luxúria; Mephisto; Montenegro; Neige; Paixão de Amor; Patrimonio nacional; Portal do Paraíso; Possessão; Profissão: Ladrão; Retratos da Vida; Tulipää.

28) A Eternidade e um Dia, de Theodoros Angelopoulos (1998)

Outros concorrentes do ano: A Vida Sonhada Dos Anjos; A Vida é Bela; Aprile; As Confissões de Henry Fool; Claire Dolan; Coração Iluminado; Dance Me to My Song; Escola da Carne; Festa de Família; Flores de Xangai; Illuminata; Khrustalyov, mashinu!; La classe de neige; La vendedora de rosas; Medo e Delírio; Meu Nome é Joe; O Buraco; O General; Os Idiotas; Os Que Me Amam Tomarão o Trem; Velvet Goldmine.

27) A Classe Operária Vai ao Paraíso, de Elio Petri (1972)

Empatado com O Caso Mattei. Outros concorrentes do ano: A Classe Governante; A Fan’s Notes; A Verdadeira Natureza de uma Mulher Chamada Bernadette; Ani Ohev Otach Rosa; Chinmoku; Das Unheil; Em Busca de um Homem; Imagens; Les arpenteurs; Les feux de la chandeleur; Louise – Uma Mulher Sem Medo de Amar; Mais Forte que a Vingança; Malpertuis; Matadouro Cinco; Mimi, o Metalúrgico; Nós Não Envelheceremos Juntos; Os Visitantes; Perla w koronie; Petrolejové lampy; Rei, Rainha e Três Corações; Salmo Vermelho; Solaris; Trotta.

26) Segredos e Mentiras, de Mike Leigh (1996)

Outros concorrentes do ano: A Van; Adeus, ao Sul; Beleza Roubada; Caindo no Ridículo; Como Eu Briguei (Por Minha Vida Sexual); Crash: Estranhos Prazeres; Fargo: Uma Comédia de Erros; Kansas City; La seconda volta; Lua Sedutora; Na Trilha do Sol; Nuvens Passageiras; O Oitavo Dia; Ondas do Destino; Os Ladrões; Po di Sangui; Prea târziu; Terra; The Quiet Room; Três Vidas & Uma Só Morte; Um Herói Muito Discreto.

25) Entre os Muros da Escola, de Laurent Cantet (2008)

Outros concorrentes do ano: 3 Macacos; A Fronteira da Alvorada; A Mulher Sem Cabeça; A Troca; Adoração; Amantes; Che: O Argentino, Che 2: A Guerrilha; Delta; Ensaio Sobre a Cegueira; Er shi si cheng ji; Gomorra; Il divo – La spettacolare vita di Giulio Andreotti; Leonera; Linha de Passe; My Magic; O Silêncio de Lorna; Palermo Shooting; Serbis; Sinédoque, Nova York; Um Conto de Natal; Valsa com Bashir.

24) Rosetta, de Jean-Pierre e Luc Dardenne (1999)

Outros concorrentes do ano: 8 ½ Mulheres; A Carta; A Humanidade; Encontros e Desencontros; Ghessé hayé kish; Ghost Dog; Kadosh – Abençoados; La balia; Limbo; Molokh; Ninguém Escreve ao Coronel; Nos vies heureuses; O Fio da Inocência; O Imperador e o Assassino; O Poder Vai Dançar; O Tempo Redescoberto; Pola X; Tin seung yan gaan; Tudo Sobre Minha Mãe; Uma História Real; Verão Feliz.

23) Desaparecido, de Costa-Gavras (1982)

Empatado com O Caminho. Outros concorrentes do ano: A Chama que não Se Apaga; A Ilha dos Amores; A Noite de São Lourenço; Ah Q zheng zhuan; Casanova e a Revolução; Cecilia; Dia dos Idiotas; Douce enquête sur la violence; Egymásra nézve; Fitzcarraldo; Hammett – Mistério em Chinatown; Hospital dos Malucos; Identificação de uma Mulher; Invitation au voyage; O Retorno do Soldado; Paixão; Rih al-raml; Smithereens; Vivendo Cada Momento; À toute allure.

22) O Caminho, de Yilmaz Güney e Serif Gören (1982)

Empatado com Desaparecido. Outros concorrentes do ano. A Chama que não Se Apaga; A Ilha dos Amores; A Noite de São Lourenço; Ah Q zheng zhuan; Casanova e a Revolução; Cecilia; Dia dos Idiotas; Douce enquête sur la violence; Egymásra nézve; Fitzcarraldo; Hammett – Mistério em Chinatown; Hospital dos Malucos; Identificação de uma Mulher; Invitation au voyage; O Retorno do Soldado; Paixão; Rih al-raml; Smithereens; Vivendo Cada Momento; À toute allure.

21) O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte (1962)

Outros concorrentes do ano: A Deusa; Adorável Júlia; Al gharib al saghir; Ba’al Hahalomot; Cléo das 5 às 7; Das Brot der frühen Jahre; Divórcio à Italiana; Dom bez okien; Electra, a Vingadora; Harry og kammertjeneren; Kogda derevya byli bolshimi; Konga Yo; Kyûpora no aru machi; Les amants de Teruel; Les enfants du soleil; Liberté I; Longa Jornada Noite Adentro; Mundo Cão; Muz z prvního století; O Anjo Exterminador; O Anjo Violento; O Eclipse; O Processo de Joana d’Arc; Os Inocentes; Pleneno yato; Plácido; Quando Passa o Amor; S-a furat o bomba; Setenta Vezes Sete; Tempestade Sobre Washington; Um Gosto de Mel; Yang Gui Fei; Âmes et rythmes.

20) A Balada de Narayama, de Shohei Imamura (1983)

Outros concorrentes do ano: A Estória de Piera; A Força do Carinho; A Lua na Serjeta; Carmen; Duvar; O Sul; Erêndira; Furyo: Em Nome da Honra; Kharij; L’homme blessé; La mort de Mario Ricci; Monty Python – O Sentido da Vida; Nostalgia; O Ano Que Vivemos em Perigo; O Rei da Comédia; O Dinheiro; Retratos de uma Realidade; Verão Assassino; Verão Vermelho; Visszaesök; Vokzal dlya dvoikh.

19) All That Jazz – O Show Deve Continuar, de Bob Fosse (1980)

Empatado com Kagemusha, a Sombra de um Samurai. Outros concorrentes do ano: Breaker Morant; Agonia e Glória; Anos de Rebeldia; Bye Bye Brasil; Cavalgada dos Proscritos; Constans; Dedicatoria; Ek Din Pratidin; Fantastica; Jaguar; Kaltgestellt; Le chaînon manquant; Loulou; Meu Tio da América; Muito Além do Jardim; O Terraço; Poseban tretman; Salto nel vuoto; Salve-se Quem Puder (A Vida); The Beloved; Um Olhar Para a Vida; Örökség.

18) 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, de Cristian Mungiu (2007)

Outros concorrentes do ano: A Última Amante; Aleksandra; Canções de Amor; Do Outro Lado; Floresta dos Lamentos; Fôlego; Import Export; Luz Silenciosa; O Desterro; O Escafandro e a Borboleta; O Homem De Londres; Onde os Fracos Não Têm Vez; Os Donos da Noite; Paranoid Park; Persépolis; Promessas; Sol Secreto; Tehilim; Um Beijo Roubado; Zodíaco; À Prova de Morte.

17) M.A.S.H, de Robert Altman (1970)

Outros concorrentes do ano: A Ciranda do Amor Imperfeito; A terra; As Coisas da Vida; Azyllo Muito Louco; Ciúme à Italiana; Dize-me que Me Amas; Don Segundo Sombra; Fruto do Paraíso; Ha-Timhoni; Harry Munter; Hoa-Binh; Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita; Magasiskola; Malatesta; Metello, um Homem de Muitos Amores; Morangos Amargos; O Amor Faz Coisas Estranhas; O Palácio dos Anjos; O Último Salto; Paisagem Após a Batalha; Príncipe sem Palácio; Une si simple histoire; ¡Vivan los novios!; Élise ou la vraie vie.

16) A Fita Branca, de Michael Haneke (2009)

Outros concorrentes do ano: Abraços Partidos; Aconteceu em Woodstock; Anticristo; Aquário; Bastardos Inglórios; Chun feng chen zui de ye wan; Ervas Daninhas; Face; Kinatay; Map of the Sounds of Tokyo; O Brilho de uma Paixão; O Profeta; O que Resta do Tempo; Sede de Sangue; Viagem Alucinante; Vincere; Vingança; À Procura de Eric; À l’origine.

15) Se…, de Lindsay Anderson (1969)

Outros concorrentes do ano: A Fúria dos Intocáveis; A Primavera de uma Solteirona; Calcutta; Dias De Tormenta; Dillinger Morreu; Don’t Let the Angels Fall; España otra vez; Esse Louco, Louco Amor; Faráruv konec; Flashback; Goldframe; Isadora; Manden der tænkte ting; Matzor; Minha Noite Com Ela; Moscas Caçadoras; Nihon no seishun; Numa Noite… Um Jantar; O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro; O Encontro; O Tirano da Aldeia; Sem Destino; Slaves; Todos os Bons Companheiros; Z; Ådalen 31.

14) O Mensageiro, de Joseph Losey (1971)

Outros concorrentes do ano: A Longa Caminhada; A Rebelde; Animale bolnave; Apokal; Aventuras de um Casal no Ano Dois; Beg; Escondendo a Grana; Goya, historia de una soledad; Joe Hill; Johnny Vai à Guerra; Le bateau sur l’herbe; Mira; Morte em Veneza; O Amanhã Chega Cedo Demais; O Amor; O Libertino; Os Viciados; Pelos Caminhos do Inferno; Pindorama; Por uma Graça Recebida; Procura Insaciável; Sacco e Vanzetti; Sopro no Coração; Vida em Família; Yami no naka no chimimoryo.

13) Viridiana, Luis Buñuel (1961)

Empatado com Uma Tão Longa Ausência. Outros concorrentes do ano: A Epopeia dos Anos de Fogo; A Marca do Cárcere; A Moça com a Valise; A Mão na Armadilha; A Primeira Missa; A Última Testemunha; Almas Redimidas; Caminho Amargo; Children of the Sun; Dan cetrnaesti; Darclée; Domaren; Duas Mulheres; Dúvad; El centroforward murió al amanecer; Het mes; I Like Mike; Il relitto; Kazaki; Le ciel et la boue; Line; Madalena; Madre Joana dos Anjos; Mais uma Vez, Adeus; O Sol Tornará a Brilhar; Otôto; Piesen o sivom holubovi; Plein sud; Que Alegria de Viver!.

12) A Árvore dos Tamancos, de Ermanno Olmi (1978)

Outros concorrentes do ano: Amargo Regresso; Bravo maestro; Ciao maschio; Die linkshändige Frau; Ecce bombo; Egy erkölcsös éjszaka; El recurso del método; Estranho Poder de Matar; Kravgi gynaikon; Los restos del naufragio; Menina Bonita; Molière; O Canto de Jimmie Blacksmith; O Expresso da Meia-Noite; O Império da Paixão; Olhos Vendados; Soldados da Morte; Spirala; Um Acidente de Caça; Uma Mulher Descasada; Uma Viagem para a Luz; Violette.

11) Underground – Mentiras de Guerra, de Emir Kusturica (1995)

Outros concorrentes do ano: Anjos e Insetos; As Loucuras do Rei George; Bons Homens, Boas Mulheres; Carrington, Dias de Paixão; Ed Wood; Entre o Inferno e o Profundo Mar Azul; Historias del Kronen; Homem Morto; Jefferson em Paris; Kids; L’amore molesto; Ladrão de Sonhos; Memórias; Muito Além de Rangum; N’oublie pas que tu vas mourir; O Convento; O Ódio; Operação Xangai; Senatorul melcilor; Sharaku; Terra e Liberdade; Um Olhar a Cada Dia; Waati.

10) O Piano, de Jane Campion (1993)

Empatado com Adeus Minha Concubina. Outros concorrentes do ano: Aconteceu na Primavera; Broken Highway; Chuva de Pedras; Dyuba-Dyuba; Friends; L’homme sur les quais; La scorta; Libera me; Louis, enfant roi; Magnificat; Mazeppa: A Lenda de uma Paixão; Mestre das Marionetes; Minha Estação Preferida; Muito Barulho por Nada; Nu; O Inventor de Ilusões; O Mago da Chantagem; Os Invasores de Corpos: A Invasão Continua; Quem Não Herda… Fica na Mesma; Tão Longe, Tão Perto; Um Dia de Fúria.

9) Paris, Texas, de Wim Wenders (1984)

Outros concorrentes do ano: A Casa e o Mundo; Bayan ko: Kapit sa patalim; Cal – Memórias de um Terrorista; Dges game utenebia; Diário para Minhas Crianças; Elemento de Um Crime; Henrique 4º; La pirate; Memórias de um Espião; O Sucesso é a Melhor Vingança; Onde Sonham as Formigas Verdes; Os Santos Inocentes; Quilombo; Rebelião em Alto Mar; Um Sonho de Domingo; Viagem a Citera; Vigil; À Sombra do Vulcão.

8) Sob o Sol de Satã, de Maurice Pialat (1987)

Outros concorrentes do ano: A Barriga do Arquiteto; A Família; A Luz; Algemas de Cristal; Arrependimento Sem Perdão; Asas do Desejo; Az utolsó kézirat; Barfly: Condenados pelo Vício; Champ d’honneur; Crônica de uma Morte Anunciada; Gente Diferente; O Amor Não Tem Sexo; O Homem Que Plantava Árvores; Olhos Negros; Pierre et Djemila; Shinran: Shiroi michi; Um Trem para as Estrelas; Un homme amoureux; Zegen; Ária.

7) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino (1994)

Outros concorrentes do ano: A Fraternidade é Vermelha; A Mulher Prometida; A Rainha Margot; Através das Oliveiras; Caro Diário; Condenados à Esperança; Du li shi dai; Estressadíssimo; Exótica; La reina de la noche; Le Buttane – As Prostitutas; Le joueur de violon; Les patriotes; Na Roda da Fortuna; Nunca te Amei; O Círculo do Vício; O Guardião da Montanha; O Ouro dos Tolos; O Sol Enganador; Swaham; Tempo de Viver; Uma Simples Formalidade; Un été inoubliable; Xime.

6) Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola (1979)

Empatado com O Tambor. Outros concorrentes do ano: Arven; As Quatro Irmãs; Caro papà; Cinzas no Paraíso; Een vrouw tussen hond en wolf; L’ingorgo; La drôlesse; As Irmãs Brontë; Los sobrevivientes; Magyar rapszódia; Norma Rae; Okupacija u 26 slika; Os Europeus; Sem Anestesia; Sibiriada; Série Negra; Síndrome da China; Victoria; Woyzeck.

5) Taxi Driver, de Martin Scorsese (1976)

Outros concorrentes do ano: A Herança dos Ferramonti; A Marquesa d’O; A Sombra dos Anjos; Acontecimentos de Marusia; Babatou, les trois conseils; Cidadão Klein; Cria Corvos; Doce Vingança; Déryné, hol van?; Feios, Sujos e Malvados; La griffe et la dent; Nishant; No Decurso do Tempo; O Inquilino; Pascual Duarte; Próxima Parada: Bairro Boêmio; Quando as Metralhadoras Cospem; Um Garoto na Multidão; Vícios e Prazeres.

4) A Conversação, de Francis Ford Coppola (1974)

Outros concorrentes do ano: A Louca Escapada; A Prima Angélica; A Última Missão; Abu el Banat; As Mil e Uma Noites; Delitto d’amore; Garm Hava; Himiko; Il était une fois dans l’est; Jogos de Azar; La cage aux ours; Les autres; Macskajáték; Mahler, Uma Paixão Violenta; Milarepa; O Medo Consome a Alma; Os Violinos do Baile; Poslednata duma; Saat el Fahrir Dakkat, Barra ya Isti Mar; Santo Ofício; Sovsem propashchiy; Stavisky…; Symptoms; Tanata; The Nine Lives of Fritz the Cat.

3) Blow-Up – Depois Daquele Beijo, de Michelangelo Antonioni (1967)

Outros concorrentes do ano: Agora Você é um Homem; Alucinação de Ulisses; Como Viver com Três Mulheres; Condenado Pela Máfia; Den røde kappe; Elvira Madigan; Estranho Acidente; Hotel pro cizince; Jogo do Massacre; Katerina Izmailova; L’inconnu de Shandigor; La chica del lunes; Mon amour, mon amour; Mord und Totschlag; Mouchette, a Virgem Possuída; Pedro Páramo; Quando o Amor é Cruel; Rih al awras; Shlosha Yamim Veyeled; Skupljaci perja; Terra em Transe; Tízezer nap; Último encuentro.

2) A Doce Vida, de Federico Fellini (1960)

Outros concorrentes do ano: A Adolescente; A Aventura; A Balada do Soldado; A Dama do Cachorrinho; A Fonte da Donzela; A Um Passo da Liberdade; A casa da colina; Alucinação Sensual; Ching nu yu hun; Cidade Ameaçada; Deveti krug; Duas Almas em Suplício; Filhos e Amantes; Jakten; Kam cert nemuze; L’Amérique insolite; La procesión; Los golfos; Macario; Nunca aos Domingos; Parvi urok; Paw; Sangue Sobre a Neve; Si le vent te fait peur; Sujata; Telegrame; Zezowate szczescie.

1) O Leopardo, de Luchino Visconti (1963)

Outros concorrentes do ano: Als twee druppels water; Alvorada; Carambolages; Codine; El buen amor; El otro Cristóbal; Harakiri; Jak byc kochana; Kertes házak utcája; La cage; Le rat d’Amérique; Leito Conjugal; Les abysses; Los venerables todos; O Pranto de um Ídolo; O Senhor das Moscas; O Sol é para Todos; O que Terá Acontecido a Baby Jane?; Optimisticheskaya tragediya; Os Noivos; Ouranos; Pour la suite du monde; Tyutyun; Um Dia, um Gato; Wu Ze Tian.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

Veja também:
Do pior ao melhor: os vencedores do Oscar de melhor filme

Os 20 melhores ganhadores de Cannes

O Festival de Cannes, realizado anualmente em maio, tornou-se a maior vitrine do cinema mundial. Quando se pensa em qualidade e descoberta de novos autores, ultrapassa, com facilidade, o Oscar, então dedicado à previsão fácil.

Cannes tem como concorrentes os festivais de Berlim e Veneza. Não é o mais antigo deles. A exemplo da concorrência, seleciona sempre inéditos para sua mostra principal, que ao vencedor outorga a Palma de Ouro, em outros tempos chamada de Grand Prix. Tem tapete vermelho, entrevistas concorridas, astros que passam por ali para lançar filmes grandes – não necessariamente grandes filmes. Tem marketing, claro.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

Em sua história, acertou em diferentes ocasiões ao premiar grandes filmes e revelar autores. É hoje quase impossível pensar em uma obra dos Irmãos Dardenne ou de Haneke fora de Cannes. Ao cinéfilo, é comum esperar por maio, quando a seleção à Palma aponta ao melhor do cinema mundial. Abaixo, a lista com os 20 melhores ganhadores do festival – segundo a opinião do Palavras de Cinema.

20) Se…, de Lindsay Anderson

Depois de 68, quando o festival foi cancelado, a Palma caiu no colo de Anderson e seu filme sobre jovens rebeldes de colégio interno dominado por padres e moralismo.

se...

19) O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte

Único brasileiro ganhador da Palma. Há uma história (não se sabe se verdadeira) de que os aplausos da consagração do filme de Duarte teriam sido puxados por Truffaut.

o pagador de promessas

18) O Show Deve Continuar, de Bob Fosse

O Oito e Meio de Fosse, obra magistral em que o artista debruça-se sobre si mesmo, com seus vícios, lembranças, suas formas de criação e a escolha da próxima companheira.

o show deve continuar

17) M.A.S.H, de Robert Altman

A guerra feita de nenhum combate, com o riso na medida certa, seus médicos endiabrados em tendas sujas, seus golpes para colocar todos em perfeita anarquia.

mash

16) Sob o Sol de Satã, de Maurice Pialat

Pialat chegou a ser vaiado em Cannes ao receber a Palma de Ouro. A obra está entre as mais poderosas a abordar a religiosidade, representando uma guinada na carreira do diretor.

sob o sol de satã

15) Senhorita Julia, de Alf Sjöberg

Maravilhoso conflito de classes passado em poucas horas, a partir da peça de August Strindberg. Em uma grande casa, um serviçal confronta e flerta com a filha do patrão.

senhorita julia

14) O Mensageiro, de Joseph Losey

Empurrado à Europa pelo macarthismo, Losey produziu grandes obras e ganhou uma merecida Palma por uma das melhores, sobre um garoto de recados entre dois amantes.

o mensageiro

13) Pulp Fiction, de Quentin Tarantino

A explosão começou em Cannes. Depois chegou ao Oscar. O diretor independente revelar-se-ia acima da média, com os pés fincados em referências a mestres do passado.

pulp fiction

12) Paris, Texas, de Wim Wenders

O diretor alemão – da geração do novo cinema feito em seu país – já havia sido indicado à Palma outras três vezes e se consagrou com esse grande filme sobre reconciliação.

paris texas

11) O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot

Chamado de “Hitchcock francês”, Clouzot moldava a narrativa com perfeição. Em cena, as personagens viajam por estradas esburacadas com porções de nitroglicerina na bagagem.

o salário do medo

10) A Árvore dos Tamancos, de Ermanno Olmi

Filme neorrealista realizado fora do período, longo e de uma simplicidade absurda (no melhor sentido do termo), todo feito com verdadeiros camponeses de uma província.

a árvore dos tamancos

9) O Piano, de Jane Campion

Drama profundo, às vezes frio, quase sempre escuro, sobre uma mulher muda, sua filha expressiva e dois homens em conflito – além do piano, objeto que move a história.

o piano

8) Portal do Inferno, de Teinosuke Kinugasa

Poucas vezes as cores serviram tão bem ao cinema. Simula um épico sobre revolução, mas parte para uma história de amor: ao centro, um homem que deseja tomar uma mulher à força.

portal do inferno

7) Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola

Coppola era um diretor consagrado quando ganhou sua segunda Palma. O filme, sabe-se, teve produção tumultuada e levou anos para ficar pronto. A demora compensou.

apocalypse now

6) Blow-Up – Depois Daquele Beijo, de Michelangelo Antonioni

Grande Antonioni, talvez o maior. Seu primeiro filme falado em inglês, sobre um fotógrafo em dúvida: por acaso, em um dia no parque, ele acredita ter registrado um assassinato.

blow-up

5) Taxi Driver, de Martin Scorsese

O táxi brota da fumaça, na abertura, e fornece a pista do que viria a seguir: a imersão de uma personagem errática pela Nova York suja e violenta dos anos 70.

taxi driver

4) A Conversação, de Francis Ford Coppola

O herói chega a destroçar a imagem da santa, ao fim, para tentar encontrar o grampo. O detalhe não passa incólume: nada supera o medo de ser vigiado. Nem a fé.

a conversação

3) A Doce Vida, de Federico Fellini

Um dos melhores exemplos do então agitado cinema moderno, no qual as personagens não parecem fazer nada, celebram o vazio, ao passo que Fellini prova ser um gênio.

a doce vida

2) O Terceiro Homem, de Carol Reed

O melhor filme já feito sobre o pós-guerra. A personagem de Joseph Cotten procura pelo amigo morto e este retorna, mais tarde, como Orson Welles, para a surpresa geral.

o terceiro homem

1) O Leopardo, de Luchino Visconti

Grande em tudo. Em cenários, figurinos, atores, direção. É o que se espera de um filme histórico, que expõe as transformações da Itália, a passagem da nobreza à burguesia.

o leopardo

Veja também:
Bastidores: A Conversação
Cinco momentos inesquecíveis de Taxi Driver

Os suspeitos de sempre

O Oscar tornou-se um prêmio previsível. Meses antes das indicações, boa parte dos cinéfilos, críticos e outros especialistas já conhecia quase todos os concorrentes.

Não é diferente em 2015: dos oito selecionados à categoria de melhor filme, sete já eram dados como certo entre eles. Apenas a presença de Whiplash: Em Busca da Perfeição gera alguma surpresa. Em geral, as indicações costumam acompanhar outros prêmios da temporada, entre o fim e o começo do ano. Agora não é diferente.

oscar

Já se falava no favoritismo de Boyhood: Da Infância à Juventude, tal como na presença certa de Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância). Os concorrentes britânicos já vestiam roupas de gala: A Teoria de Tudo e O Jogo de Imitação parecem tão moldados ao prêmio que suas ausências seriam mais lembradas.

Como em anos anteriores, há o concorrente que aborda questões raciais, Selma, de Ava DuVernay. Há também o filme “de autor” – original o suficiente para estar entre todos, mas insuficiente à categoria principal. Muitas vezes, fica a consolação: o prêmio de roteiro.

Neste ano, é o caso de O Grande Hotel Budapeste, como foi, antes, o caso de Ela, ou mesmo o de Django Livre. Tudo isso só reforça a política de dar voz a todos, como se houvesse pluralidade.

Isso faz com que alguns estúdios busquem cada vez mais a forma do bolo: o jeito de fazer o chamado “filme de Oscar”. São produções com características que a Academia costuma gostar. Ou amar. Às vezes dá certo, às vezes não.

Pode ser um filme de época, passado em alguma guerra, com uma história real. Acrescenta-se a tentativa de superação da personagem, ou mesmo uma grande realização nem sempre reconhecida em seu tempo.

a origem

A Academia adora histórias reais. Adora filmes sobre grandes figuras, adora drama e costuma desprezar filmes de terror e fantasia. Felizmente há exceções.

Desde que passou de cinco para até dez indicados, havia a promessa de que abriria mais espaço para gêneros ou mesmo a filmes que não costumam figurar entre os indicados ao prêmio. Isso se cumpriu parcialmente.

Nos últimos anos, graças à mudança, filmes como A Origem (foto acima) e Distrito 9 conseguiram suas indicações, tal como a animação Up: Altas Aventuras e Toy Story 3. Nem por isso as produções chamadas de “estrangeiras” encontraram espaço.

Às vezes conseguem indicações em alguma categoria técnica, como é o caso do polonês Ida, que concorre em 2015 a melhor fotografia – como ocorreu antes com A Fita Branca, Cidade de Deus e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Não é fácil ser o “estrangeiro” na festa. O prêmio é para os membros de dentro, mesmo quando um filme como Boyhood parece estar à deriva. E isso é sinal dos tempos: nenhum dos oito filmes que concorrem ao Oscar 2015 aparece como produção popular, que levou uma avalanche de pessoas ao cinema. Não há, por exemplo, um filme do tamanho de Gravidade, ou de A Origem. Em suma, não há uma produção que possa ser considerada tipicamente hollywoodiana, fora do eixo do Oscar e de festivais. O abismo entre o grande público e o prêmio nunca foi tão grande.

Não que isso tenha importância. Quando se trata de qualidade, não tem. Apesar de previsível, o Oscar mostra certa coragem. Tenta, com dificuldade, não se dobrar por completo à indústria e ainda é capaz – o que é louvável – de esnobar filmes como Invencível, que aglutina traços do chamado “filme de Oscar” sem merecê-lo.

Depois das previsões para os indicados, começam a surgir as apostas para os ganhadores. Não será difícil acertar, sobretudo quando os prêmios dos sindicatos forem entregues. O resultado pode ser o mesmo de 2014: uma festa sem qualquer graça, feita apenas para abrir envelopes e fingir surpresa.

Entrevista: Inácio Araújo

Ao ser convidado para relatar os dez filmes que levaria para uma ilha deserta, no livro Filmes, da coleção Ilha Deserta, Inácio Araújo quebrou o protocolo e elegeu 11. Em sua justificativa, ele diz que seria impossível deixar algumas obras memoráveis de fora – filmes da estatura de Rastros de Ódio e A Morte Num Beijo. “Como na Lista de Schindler, me comovem muito mais os milhões que morreram do que os poucos milhares que se salvaram. Façamos por 11”, justifica.

E o último da lista – o décimo primeiro não convidado, o “subversivo” – é justamente Anjos do Arrabalde, de Carlos Reichenbach, morto no último 14 de junho. Com a palavra, o crítico: “Nos filmes de Carlão Reichenbach, o bom e o mau gosto, o homem culto e o cafajeste rematado, o torturado existencial e o vigarista são invariavelmente contíguos, com frequência vivem no mesmo bairro ou rua”.

A entrevista abaixo foi feita via e-mail dias antes da morte de Reichenbach. O crítico da Folha de São Paulo escreveu um texto repleto de emoção sobre o cineasta brasileiro (leia aqui), o que parece raro àqueles que acompanham seu blog e suas críticas em páginas impressas – que, sem dúvida, fazem dele um dos grandes do ofício no Brasil. Alguém duvida?

Antes, entre seus textos famosos, Inácio já havia chorado – em palavras, em tão belas expressões – a dor da perda de um grande cineasta. Falava, naquele caso, de Samuel Fuller, citado na entrevista abaixo. Com exclusividade, aborda também a própria profissão, a situação do cinema brasileiro atual e cita um cineasta que admira – não necessariamente um que ama, como Reichenbach e Fuller.

Houve um tempo em que uma crítica podia mudar o desempenho de um filme na bilheteria. Acha que, hoje, isso ainda é possível?

Não sei se eu concordo com a tua premissa. A função da crítica nunca foi atrair ou repelir espectadores de determinados filmes, mas, na medida das nossas capacidades, refletir sobre cada um deles a partir de nossas reflexões mesmo sobre o cinema e a arte em geral. Por isso, me parece que a queda de influência geral da crítica (não apenas a de cinema) não afeta as bilheterias (na verdade, desde sempre o alcance da crítica nesse particular é restrito a um tipo de filme com pequenos lançamentos e que dependem do prestígio obtido em jornais, festivais etc.), mas me parece que a arte em geral hoje é um assunto mais de mercado, mais de comércio do que outra coisa.

A crítica “crítica” de cinema é uma profissão em extinção?

Ela é menos importante do que já foi, talvez seja menos capaz. Dizer que está em extinção ou não é mero chute. De todo modo, me parece que a internet é um meio que lhe confere certo vigor e capacidade de renovação.

O que forma um bom crítico?

É difícil dizer. Cada um tem uma contribuição a dar: o que já teve contato com a prática, o que não teve, etc. Mas a contribuição dele será necessariamente vinculada à visão de mundo que ele traz. Uma visão muito pobre, mesquinha, acanhada, certamente não favorece essa prática. E, claro, sem um olho não se chega a nada, só se é enganado.

Com o passar dos anos, nesse mundo tão cheio de imagens em que vivemos, seu leitor ficou mais ou menos exigente?

Não sei. Acho que com o tempo o leitor já sabe um pouco o que esperar de cada crítico, já conhece seus gostos, suas opções. Isso é bom, de certo modo, porque mesmo se o espectador não concorda com o meu modo de pensar ele já pode prever o que encontrará no cinema, quando for ver o filme. Por outro lado, o cinema muda sempre, é preciso se atualizar, não imaginar que tudo já foi feito. O modo de exploração do cinema hoje, por exemplo, seria impensável há 20 anos.

Você recebe muita “pedrada” de leitor, seja por carta, seja por e-mail? Lembra de algum caso curioso e que gerou algum debate?

Há pessoas que se identificam mais ao que eu penso, outras menos, outras nada. Isso é normal. Se elas se dão em nível de respeito, isso é bom. Não há nada absoluto, imutável, com toda razão. Cada vez que eu recordo os grandes pensamentos críticos que existiram aqui, que opunham Rubem Biáfora (passou por vários jornais, como Folha da Tarde e O Estado de S. Paulo) a Paulo Emílio (Sales Gomes, crítico e historiador de cinema paulista), eu penso que ambos transmitiram muitos ensinamentos, cada um à sua maneira.

Em texto publicado nos anos 80, você diz que perder Samuel Fuller foi como perder o pai. Qual a importância desse cineasta para sua formação como cinéfilo e crítico de cinema? Alguma lembrança especial?

Ah, foi muito grande. Para a minha geração foi o grande cineasta americano que dizia tudo o que tinha a dizer, que punha a busca da verdade acima de tudo, e essa busca podia ser até meio selvagem, mas era sempre uma luz e também uma contestação, uma demonstração de que se podia fazer cinema fora do cânone, e bem.

No mesmo texto, diz que há diretores que se admira e que se ama. Qual outro diretor que se situa no segundo campo para você?

Digamos que a admiração vem de algo objetivo: o valor, a originalidade, as virtudes de um cineasta. O amor vem de certa identidade com o artista, é algo mais subjetivo. Eu admiro Bergman, mas não o amo. Não quer dizer que ele seja inferior a outros.

Você publicou, em seu blog, um post no qual diz que algumas produções nacionais de sucesso deste novo século reataram a confiança do espectador brasileiro em relação aos filmes feitos aqui. No entanto, acho, essas obras estão próximas da produção televisiva, o que provoca maior identificação com a maioria. Não acha que a televisão, em grande parte, vem pautando nosso cinema?

Eu disse isso, é? De todo modo, concordo inteiramente que quem está pautando o cinema no Brasil é a TV. Ou, podemos expandir: certa política cinematográfica para a qual o importante é a conquista de grandes plateias. Isso só pode ser feito, num país como o Brasil, com uma produção próxima à TV ou às vezes vinda diretamente da TV. Acho que a aposta dessa política, que vem desde o fim do governo Collor, é que através da TV se chegue paulatinamente a criar uma produção cinematográfica que seja ao mesmo tempo popular e de prestígio. Isso me parece um sonho, porque os cineastas, em sua maioria, já não têm formação de cinema. E com esse tipo de política dão menos importância a isso ainda, serão ainda mais irrelevantes do que hoje. Mas espero que eu esteja errado e os governos, certos.

Em outro texto, no blog, você repercute e discute uma crítica de um colega de Folha, o Cássio Starling, sobre o termo “buzz”. É grande mal do cinema atual?

Sim, acho que é o que eu disse acima. Eu não sou contra o marketing, longe disso. Às vezes se associa marketing a mentira, a falsidade. Não é. Marketing é a maneira de identificar o seu público e de chegar a ele. Isso é importante. Agora, o que o Cássio chama de “buzz” não é isso, é essa coisa coordenada, que tem muito a ver com a simpatia de certas pessoas, às vezes, que leva um filme nulo a ser visto como coisa muito importante. Nessa hora é que, me parece, o crítico precisa intervir.

Um filme como Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios não cai na graça do grande público, ao que parece, por motivos óbvios, mas é feito com patrocínio, renúncia fiscal, etc. O papel estatal é importante? Acha possível o financiamento de cinema, no Brasil, sem a presença do Estado?

Não se faz cinema sem que o Estado tenha um papel relevante, de alguma espécie. Pode ser financiamento, como na Europa, pode ser apoio político, como nos EUA. Veja a Argentina, recentemente: um filme que entre com mais de 20 cópias passa a pagar um imposto, que é progressivo: quanto maior o número de cópias, maior o imposto. A justificativa é ótima: para que o público não pense que existe apenas um tipo de cinema! Ora, aqui não se faz nada disso. O público acha que só existe um tipo de cinema. Que o que foge a isso é anomalia. E o governo incentiva filmes que imitam esse “tipo único” e, como não faz nada de consequente, isenta os produtores de todo tipo de risco. Ou seja, está tudo errado.

O que tem te surpreendido no cinema atual? Ainda dá para surpreender um “macaco velho” (palavras do Merten) com tantos anos de estrada?

Bem, quando eu tiver a idade do Merten, o nosso decano, não sei o que vai acontecer. Mas tenho a impressão de que em arte sempre há margem para o inesperado. Hoje ela é menor do que em 1920 ou 1950, claro. Muitas coisas já foram inventadas. E o estado do mundo não é favorável à arte, às artes em geral, a ideia de negócio é que é dominante. Então, existem dois riscos: o de coisas novas acontecerem e você não identificá-las. Ou de tentar ver o novo onde há apenas aparência de novo, mas nada muito profundo. São riscos que sempre corremos, velhos ou novos, e humanos.

Rafael Amaral (04/07/2012)

Entrevista: Luiz Zanin Oricchio

O crítico Luiz Zanin Oricchio estudou psicologia e filosofia na USP, fez pós-graduação em psicanálise, clinicou, estudou fora do país e descobriu no cinema seu exercício diário. Como explica ele, são de dez a 15 filmes por semana. E tudo começou quando escrevia um livro de ficção. Mergulhou em Bertolucci e seu O Conformista. Sem querer, viu-se fazendo crítica de cinema.

É o que ele conta, entre uma pergunta e outra, na entrevista. Fala sobre a reação de um leitor a uma análise de Não Matarás, sua opinião sobre o investimento estatal e faz declarações esclarecedoras. “O cinema de mercado não deve ser culpabilizado. Ele não esconde o que quer: grana.” Zanin foi editor do Suplemento Cultura do Estadão por nove anos. Atualmente é repórter especial, colunista e crítico de cinema do jornal. É também presidente da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

Em uma análise recente de O Artista, você termina seu texto questionando. Diz “e daí?”, o que dá a impressão de que filmes como este parecem mera diversão ou nostalgia. Você se deixa levar pelo coração quando analisa um filme?

Com o “e daí” quis dizer que o filme, apesar de muito legal, não deixava mais nenhum lastro em meu imaginário. Não tinha maiores consequências. O coração está sempre presente, enquanto bater. Mas não pretendo jamais fazer crítica unicamente “com a emoção”, isto é, descerebrada. Estilo meu, o que fazer?

O trabalho do crítico inclui, além de informação, a opinião. Você recebe muitas críticas por causa das coisas que escreve? Lembra-se de algum caso que lhe chamou a atenção, de algum filme que criticou ou mesmo elogiou e que não foi bem recebido pelos leitores?

Lembro de dezenas de casos assim. Num deles, escrevi um texto longo, falando de Não Matarás, do Kieslowski, e classificando-o como obra-prima. Alguns dias depois recebi uma carta (era tempo da carta, não havia e-mail) de um juiz de direito dizendo que eu lhe havia proporcionado uma das piores noites da vida dele. Respondi dizendo que sentia muito, etc, mas o grande cinema era assim. Podia desagradar. Mesmo porque (isso eu não disse) o filme questionava a própria profissão do meu leitor.

Quando começou a trabalhar no Estadão, acha que já tinha um conhecimento de cinema suficiente para tal cargo? Você se cobra muito?

Já tinha uma informação relativamente boa, e com o tempo a gente vai melhorando um pouco. Mas sempre acho muito insuficiente. Não sei se algum dia vou me satisfazer com meu trabalho. Mas se esse dia chegar, será a hora de parar.

Quantos filmes assiste por semana? Resta tempo para ficar com a família?

Os filhos, enteados no caso, estão crescidos. Minha mulher (Maria do Rosário Caetano) é jornalista e crítica de cinema também, o que resolve bastante as coisas. Fazemos muita coisa juntos, inclusive viagens de trabalho. Acho que, entre filmes no cinema e DVD, dá entre dez e 15 por semana. Em época de festival é muito mais. Chega a quatro ou cinco por dia. Mas não gosto dessas maratonas. Faço porque sou obrigado.

As grandes capitais do país representam, de certo modo, muita diferença em relação a outras cidades (muitas delas sem um único cinema e espaços para exibição). Acha que investimento estatal em salas de espetáculos em geral é uma saída para preencher esse vazio?

Acho que o Estado deveria investir em salas populares. É a única saída para o déficit que ainda temos em termos de cinema. O nosso circuito não chega a 2,7 mil salas. É muito pouco.

Com tanto enlatado chegando aos cinemas semanalmente, ainda é possível acreditar no cinema americano de estúdios?

Chega muito enlatado e chega também cinema de estúdio. Na verdade, eles dominam a máquina, em nível mundial.

Não acha que falta um pouco de ousadia aos cineastas da atualidade em relação aos temas abordados ou mesmo às formas utilizadas? Nos últimos anos vimos, tenho a impressão, poucas propostas e novos olhares para causar alguma mudança (lembro-me do movimento Dogma, do cinema iraniano, mas isso ainda nos anos 1990). Essa carência tem explicação?

Sempre há alguma ousadia, se você olhar e pesquisar bem. Mas são casos isolados. O cinema, de maneira geral, está muito conformista, muito voltado ao mercado. O público, também de maneira geral, anda muito acomodado, sem vontade de experimentar novas abordagens, novas linguagens, etc. Não é um problema só do cinema. É a nossa época.

Em uma análise recente de números da Ancine, você fez alguns apontamentos sobre obras brasileiras que fizeram grande bilheteria. Em geral, comédias sem muito cérebro. A televisão e a dita “estética da Rede Globo” têm culpa nessa procura do público?

O cinema de mercado não deve ser culpabilizado. Ele não esconde o que quer: grana. O problema, acho, é financiar esse tipo de cinema com recurso público. Acho um contra-senso.

Você escreve muito também sobre futebol. Por que acha que é tão difícil fazer um bom filme sobre futebol?

Se você quiser encenar um jogo, vai parecer falso. O jeito é ir atrás da história humana que existe por trás do jogo. Isso, o Ugo Giorgetti percebeu e realizou muito bem em seus dois Boleiros. Mas o futebol, como recurso narrativo, aparece em vários outros filmes, como Linha de Passe, por exemplo. Não é sobre futebol, mas o futebol está dentro. Acho que, pelo que representa em termos do nosso imaginário social, o futebol é ainda um filão a ser mais (e melhor) explorado. Mas há o mito de que filme de futebol não dá bilheteria…

Como aquele gol que o torcedor não esquece, existe a cena que o cinéfilo sempre resgata em mente. Qual é a sua?

Várias. Para ficar com uma, a corrida de Geraldo Del Rey em direção à praia no final de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, ao som da música de Sérgio Ricardo.

Se tivesse que de citar um filme que fez a “lâmpada” acender em sua cabeça, para que se tornasse crítico, qual citaria? Alguma história por trás dessa relação com a obra?

Antes de me tornar jornalista nunca pensei (nem a sério e nem de leve) em ser crítico de cinema. Era só cinéfilo e isso me bastava. Mas eu estava escrevendo um livro de ficção e percebi que um dos personagens tinha uma relação profunda com um filme que eu havia visto, na época fazia pouco tempo, e me deixara impressionado. Era O Conformista, de Bernardo Bertolucci, baseado no romance de Alberto Moravia. Sem querer, fazendo ficção, eu havia escrito uma crítica. Pode ser que a coisa tenha nascido aí.

Leia aqui uma das críticas que Zanin escreveu sobre O Conformista.

Rafael Amaral (29/02/2012)