Doris Day

Doris Day (1922–2019)

Entre 1959 e 1962, depois de uma carreira que já tivera grandes momentos, Doris rodara uma série de filmes – Confidências à Meia-Noite, Volta Meu Amor, Carícias de Luxo e outros – que a estabeleceram, para surpresa geral, como a bilheteria número 1 do mundo. Não que os filmes fossem grande coisa. Eram comédias urbanas, contemporâneas, em que, por um desses paradoxos que então floresciam em Hollywood, a graça estava em Doris resistir às investidas do galã (quase sempre Rock Hudson) contra a sua virgindade – a qual só era justiçada no último rolo do filme e, mesmo assim, depois do casamento. Talvez parecesse mais engraçado porque, ao fazer aqueles papéis de virgem, ela já tivesse quase quarenta anos. Os filmes eram banais, divertidos e inofensivos, donde o enorme sucesso, mas os críticos foram soezes. Eles não julgavam os filmes – julgavam Doris Day.

Ruy Castro, jornalista e escritor, em Saudades do Século 20 (Companhia das Letras; pg. 50).

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Bastidores: O Bebê de Rosemary

Eu imaginei Rosemary diferente no início. Eu a imaginei mais como no livro: saudável e bem nutrida, como uma americana típica. Mia era muito frágil. Não era como imaginava Rosemary quando estava adaptando o livro. (…) Quando conheci Mia, logo vi que ficaria ótima no papel. (…) Cassavetes também foi minha ideia. No começo, também queria um americano típico.

Roman Polanski, cineasta, em declaração ao curto documentário O Bebê de Rosemary – Uma Retrospectiva, presente em sua edição em DVD.

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