Danny Boyle

Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle

Nas vielas pobres, na sala escura do interrogatório ou mesmo no programa de televisão, as crianças são perseguidas pelos adultos. Elas tentam escapar, sobreviver, livrar-se dos golpes dos gigantes de cassetete, dos deformados e abusadores, dos criminosos dispostos a aliciar jovens para ganhar dinheiro alto pelas ruas da Índia urbanizada.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

Desde o início de Quem Quer Ser um Milionário?, resta ao protagonista correr, esconder-se e, mais tarde, como trunfo, perceber o quanto a memória ainda compensa. É com ela que Jamal (Dev Patel), o “menino do chá”, passará a responder – e acertar – cada pergunta do programa de televisão que remete ao título brasileiro do filme de Danny Boyle.

Quer ser um conto de fadas moderno, acelerado, sem que se exclua alguma dor – sempre pelo ponto de vista da criança, ou do jovem que insiste em não crescer. A começar pela televisão, esse olhar infantil – fácil, limitado, perseguidor, triste – retornará o filme todo, o do menino que sonha em viver com a garota que ama, por algum tempo sumida.

Ela, a exemplo de Jamal, é deixada à rua após perder os pais. Vaga com o garoto e seu irmão por algum tempo, torna-se prostituta. O mundo adulto sempre atrapalha os planos de Jamal. Para vencê-lo, terá de ir à televisão e jogar. O show – com fundo cruel, realidade que não chega ao telespectador – trata sua audiência justamente como criança. Não estranha, por isso, que se tenha ali um candidato forte a ganhador.

O tom dado pelo cineasta aproxima o filme do videoclipe. Basta se deixar levar, entre cortes abruptos e pessoas que saltam à tela a todo o momento, entre sacadas engraçadas de um apresentador chato e os olhares perdidos do mesmo protagonista, preso ao passado.

Criança, ele guia-se pelo instinto; sua vitória provará não a superioridade da inteligência, mas a da experiência, a da vida em que se colhe um pouco de tudo, em todos os lugares, em todos os cantos. Os descrentes falarão do acaso. Outros, do destino. A televisão alimenta-se de qualquer coisa, sem um foco ou assunto com aprofundamento.

A interpretação racional não cabe à obra de Boyle, que, a partir do roteiro de Simon Beaufoy, da obra de Vikas Swarup, aborda mesmo o impossível, o amor contra o cinismo. Jamal não levanta suspeitas: é plano, bobinho, à espera do desfecho feliz e esquemático que alguém desculpará ao argumentar que se trata apenas de uma fantasia.

Funciona com suas próprias regras. Prende, é verdade, mas sempre à base do entretenimento ralo, sem muito a oferecer senão a velha fórmula do “homem contra a sociedade”, contra uma força dispersa, aqui chamada de “mundo adulto”. Jamal e sua amada preservam-se apesar de tudo. A bondade resiste no cansativo espetáculo de Boyle.

O mais interessante de Quem Quer Ser um Milionário? é a relação do menino com a televisão, reino fechado de luzes e pessoas ao fundo, aos risos, em emoção, enquanto toda uma vida retorna. No centro do estúdio, aos olhos de milhões, o menino passa a ser alguém. Sua história é sua salvação, ou apenas o salto às milhões de rupias.

(Slumdog Millionaire, Danny Boyle, 2008)

Nota: ★★★☆☆

Veja também:
Lion: Uma Jornada para Casa, de Garth Davis

Oito bons filmes sobre famílias e sociedades alternativas

As personagens dos filmes abaixo decidiram viver à margem da sociedade, decidiram resistir aos sinais e às tentações de um meio conservador, capitalista e não raro nocivo. Algumas também se viram excluídas, simplesmente por não se encaixarem no sistema. E os filmes apresentam a luta para estar fora, contra os membros de dentro, ou mesmo os conflitos no interior dessas famílias e sociedades alternativas. Filmes para bons debates, com drama e até humor.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

Um Gosto de Mel, de Tony Richardson

Após se apaixonar por um marinheiro negro e se ver sozinha e grávida, uma garota (Rita Tushingham) passa a viver com um amigo homossexual. Em convivência diária, ambos desenvolvem grande afeto. O diretor Tony Richardson é um dos nomes centrais do novo cinema britânico e ganhou o Oscar por As Aventuras de Tom Jones.

Deixem-nos Viver, de Arthur Penn

O belo filme de Penn narra as andanças de Arlo Guthrie (o verdadeiro) e o universo dos hippies em sua sociedade alternativa. Realidade e ficção confundem-se o tempo todo. A comunidade fundada pelas personagens vive no interior de uma igreja abandonada e o ponto alto da obra é a cena de um casamento nada convencional. Uma beleza.

Os Idiotas, de Lars von Trier

Um grupo de amigos decide viver à margem da sociedade e funda uma comunidade em que todos podem se comportar como “idiotas”, ou seja, como seres sem qualquer compromisso com regras sociais. Esse filme à vezes radical faz parte do movimento Dogma, cujas regras incluem câmera na mão, luz natural e improvisação do elenco.

A Praia, de Danny Boyle

Em viagem pela Tailândia, a personagem de Leonardo DiCaprio descobre um paraíso perdido e de acesso restrito. Ali, encontra uma sociedade fechada formada por pessoas de diferentes países e comandada com mão de ferro por uma mulher (Tilda Swinton). Mas o que seria um bom exemplo de coletivismo aos poucos cai por terra.

E se Vivêssemos Todos Juntos?, de Stéphane Robelin

Para enfrentar os problemas que chegam com a idade, amigos de longa data têm uma ideia: e se passassem a viver todos juntos, em uma mesma casa? É o ponto de partida dessa bela comédia francesa. Entre um câncer e problemas de falta de memória, as personagens tentam não perder o bom humor e, claro, a unidade do grupo.

Tatuagem, de Hilton Lacerda

Filme libertário sobre um grupo de artistas em um cabaré anarquista, no Nordeste, durante a Ditadura Militar no Brasil. Em meio às apresentações que não escondem o desejo de escandalizar, nasce uma relação entre o líder do grupo (Irandhir Santos) e um jovem soldado (Jesuíta Barbosa). Uma obra sobre liberdade e resistência.

A Comunidade, de Thomas Vinterberg

O casal formado por Ulrich Thomsen e Trine Dyrholm decide abrir as portas de sua grande casa para mais pessoas e fundam ali uma comunidade libertária, na qual as decisões são feitas por votação. Os problemas começam quando ele resolve levar sua amante, também sua aluna, para dentro da casa. É quando a esposa entra em crise.

Capitão Fantástico, de Matt Ross

Viggo Mortensen é Ben, homem que cria os filhos longe da sociedade, com educação rígida e regada a senso crítico. Após a morte de sua mulher, ele segue em viagem à sociedade para tentar cumprir o último desejo da falecida, e contra as intenções de sua família conservadora: ser cremada e ter as cinzas lançadas em um vaso sanitário.

Veja também:
Capitão Fantástico, de Matt Ross
A Comunidade, de Thomas Vinterberg
Seis filmes contundentes que abordam a pedofilia

Lion: Uma Jornada para Casa, de Garth Davis

Os rostos tristes das crianças, pregados na janela do trem, logo fazem lembrar Quem quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle, que estabeleceu uma imagem da Índia no Ocidente. Estão ali, nas mesmas crianças, um pouco de miséria e esperança.

De Garth Davis, Lion: Uma Jornada Para Casa arrisca invadir novamente esse espaço, porém sem as mesmas músicas agitadas e a fábula moderna de Boyle, na qual nada é por acaso. Davis procura miséria maior: seu menino parece sofrer mais, no campo em que transita rumo à realidade – mesmo com as fugas conhecidas do texto.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

lion

O pequeno Saroo (Sunny Pawar) vive com o irmão mais velho, Guddu (Abhishek Bharate), em pequenos trabalhos e furtos: sobrevivem como roedores, das sobras, para delas levar alguma coisa para a mãe, no fim do dia. E quando aparecem em casa com leite, a mulher logo desconfia que o alimento é produto de algum crime.

Outra coincidência – ou não – relacionada ao famoso filme de Boyle: essa aventura permeada por crimes e, no fundo, pela sobrevivência diária é encarada em tom cômico: a visão dos meninos que resistem aos problemas enquanto brincam e enxergam a beleza da natureza, das rochas às belas borboletas amarelas que os cercam.

A visão de Davis é, até a metade da obra, a da criança, inclinada a encontrar o sonho, o que de bom ainda resta em meio a inúmeros problemas. A história de Saroo, ao contrário do que título brasileiro parece apontar, ocupa mais tempo com as situações que o levam a se perder, menos com reencontrar a casa, em sua fase adulta.

Na infância, na primeira parte, o filme é superior, e gera interesse. A criança não precisa de uma “interpretação” para se impor: é, em sua própria simplicidade, o que há de mais interessante, o que pode ser apenas a aproximação da caracterização desejada.

Ou seja, com as crianças, ou com os não atores, é possível flagrar algo real que o filme, em sua insistência na busca por belas imagens da Índia pobre, não consegue. Essa jornada sobre se perder é o que o há de melhor. A criança, ao dormir em um trem e ser levada a quilômetros de distância de sua casa, vê-se sozinha entre a multidão.

lion2

O mundo é maior do que parece: ela sobe em um pilar da estação de trem, distante da antiga cidade, e observa o mar de pessoas. Grita, em vão, pelo irmão e pela mãe. Mais tarde, o rapaz Saroo (Dev Patel) observa imagens de sua antiga terra, do alto, pelo computador: o ponto de vista em que o mundo é menor do que parece.

A alteração do olhar representa as diferenças entre a criança e o homem: a maneira de ver o mundo. E, ainda depois, a diferença entre acreditar que é possível encontrar o caminho de casa com facilidade (a criança) e a dificuldade de recordar os detalhes da antiga vila de chão de terra, local que, descobre Saroo, não mudaria tanto assim.

Lion sofre do mesmo problema que Pequeno Segredo: carrega a obra de belas imagens e não sabe o que fazer com elas. Ou espera que sobrevivam sozinhas. Não demora a recorrer aos reencontros entre mãe e filho, ou entre irmãos, para injetar drama. Perde então a naturalidade da criança, o que há de melhor em um filme medíocre.

(Lion, Garth Davis, 2016)

Nota: ★★☆☆☆

Veja também:
Mapas para as Estrelas, de David Cronenberg

Cinco filmes recentes sobre pessoas em situações extremas

Alguns filmes não precisam de vilões de carne e osso. Com situações extremas, levam o espectador ao medo e à aflição. Nessas obras, os minutos são valiosos e cada passo em falso pode custar a vida de diferentes personagens.

E nem sempre precisam de supostas “histórias reais”, ou retratar um universo possível: como se vê na lista abaixo, é possível supor situações extremas e ainda questionar o espectador sobre lidar com a morte a partir da ficção livre.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

127 Horas, de Danny Boyle

Após ter o braço preso a uma rocha, em estranha obra do acaso e não menos da infelicidade, rapaz tenta se libertar e acaba mergulhando na própria imaginação. No filme de Danny Boyle, ele terá de tomar uma medida desesperada para sobreviver.

127 horas

A Aventura de Kon-Tiki, de Espen Sandberg e Joachim Rønning

A história é verdadeira: em 1947, um pesquisador tentou provar que a Polinésia tinha sido ocupada antes pelos povos da América do Sul e não pelos do oeste. Para tanto, lançou-se com outros aventureiros em uma expedição cheia de contratempos e situações arriscadas.

Kon-Tiki

4:44 – O Fim do Mundo, de Abel Ferrara

O filme do mestre Ferrara explora o fim do mundo a partir de situações íntimas, de um casal que – como o resto do planeta – sabe o dia e o horário do apocalipse e tem de lidar com esse mal. Eis a situação extrema final e inescapável: a própria morte.

4 44 2

Gravidade, de Alfonso Cuarón

Astronauta tem como pior inimigo sua condição: está perdida no Espaço, local em que a vida é impossível, ou quase. Cada pequeno gesto ou minuto vale contra ou a favor da mulher vivida por Sandra Bullock – cuja situação de desespero tem ecos existenciais.

gravidade

Everest, de Baltasar Kormákur

O realizador de Sobrevivente volta a tratar de um caso real, dessa vez sobre um grupo de alpinistas no pico mais alto do planeta. Sua conquista carrega obsessão e contra as personagens estão tempestades, avalanches, o frio e a falta de oxigênio.

everest

Veja também:
Os cinco melhores filmes de Stanley Kubrick
Os cinco melhores filmes de Michael Haneke

Os 100 melhores créditos de abertura da história do cinema

Quem nunca se emocionou com os créditos iniciais de um filme não conhece o sabor da cinefilia. Apenas a enunciação da obra já faz muitos cinéfilos tremerem na cadeira. Parte do show, tais créditos, somados à trilha e às imagens, também ajudam a compreender o filme. Na lista abaixo, vários casos servem de exemplo.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

Imaginar alguns filmes de Alfred Hitchcock ou Otto Preminger sem os títulos de Saul Bass é impossível. Emoção igual dá-se com o nome de Antônio das Mortes, quando explode na tela, ainda na abertura de O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, ou com as letras em rosa para o terror O Bebê de Rosemary. Exemplos não faltam. As ausências, por sua vez, existem (sempre) por causa do espaço. Aos 100.

Fausto, de F.W. Murnau

fausto

O Testamento do Dr. Mabuse, de Fritz Lang

Diabo a Quatro, de Leo McCarey

diabo a quatro

Rebecca, A Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock

rebecca

Contrastes Humanos, de Preston Sturges

contrastes humanos

Cidadão Kane, de Orson Welles

cidadão kane

Mulher de Verdade, de Preston Sturges

Pacto de Sangue, de Billy Wilder

pacto de sangue

O Segredo da Porta Fechada, de Fritz Lang

o segredo da porta fechada

O Pior dos Pecados, de John Boulting

o pior dos pecados

Os Sapatinhos Vermelhos, de Michael Powell e Emeric Pressburger

sapatinhos vermelhos

Hamlet, de Laurence Olivier

hamlet

A Grande Ilusão, de Robert Rossen

a grande ilusão

Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder

crepúsculo dos deuses

Depois do Vendaval, de John Ford

depois do vendaval

A Morte Num Beijo, de Robert Aldrich

a morte num beijo

O Grande Golpe, de Stanley Kubrick

o grande golpe

12 Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet

12 homens e uma sentença

Almas Maculadas, de Douglas Sirk

almas maculadas

A Marca da Maldade, de Orson Welles

a marca da maldade

Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock

um corpo que cai

Anatomia de um Crime, de Otto Preminger

anatomia de um crime

Hiroshima, Meu Amor, de Alain Resnais

hiroshima meu amor

Intriga Internacional, de Alfred Hitchcock

intriga internacional

A Tortura do Medo, de Michael Powell

a tortura do medo

Amor, Sublime Amor, de Jerome Robbins e Robert Wise

Bonequinha de Luxo, de Blake Edwards

bonequinha de luxo

Lawrence da Arábia, de David Lean

lawrence da arábia

Viver a Vida, de Jean-Luc Godard

viver a vida

A Pista, de Chris Marker

la jetée

O Sol é para Todos, de Robert Mulligan

o sol é para todos

Lolita, de Stanley Kubrick

lolita

O Que Teria Acontecido a Baby Jane?, de Robert Aldrich

o que teria acontecido a baby jane

O Leopardo, de Luchino Visconti

o leopardo

Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos

vidas secas

O Beijo Amargo, de Samuel Fuller

o beijo amargo

Os Reis do Iê-Iê-Iê, de Richard Lester

os reis do ie ie ie

007 Contra Goldfinger, de Guy Hamilton

goldfinger

Doutor Fantástico, de Stanley Kubrick

doutor fantástico

Banda à Parte, de Jean-Luc Godard

bando à parte

Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy

o guarda-chuvas do amor

São Paulo, Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person

são paulo sociedade anônima

O Segundo Rosto, de John Frankenheimer

o segundo rosto

A Primeira Noite de um Homem, de Mike Nichols

a primeira noite de um homem

Week-End à Francesa, de Jean-Luc Godard

Rebeldia Indomável, de Stuart Rosenberg

rebeldia indomável

A Noite dos Mortos-Vivos, de George A. Romero

a noite dos mortos vivos

O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski

o bebê de Rosemary

Se…, de Lindsay Anderson

se...

A Piscina, de Jacques Deray

a piscina

O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha

o dragão da maldade contra

Sem Destino, de Dennis Hopper

sem destino

Meu Ódio Será sua Herança, de Sam Peckinpah

meu ódio será sua herança

El Topo, de Alejandro Jodorowsky

el topo

O Conformista, de Bernardo Bertolucci

o conformista

O Mensageiro, de Joseph Losey

o mensageiro

A Longa Caminhada, de Nicolas Roeg

Aguirre – A Cólera dos Deuses, de Werner Herzog

aguirre

São Bernardo, de Leon Hirszman

são bernardo

O Espantalho, de Jerry Schatzberg

o espantalho

Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia, de Sam Peckinpah

traga-me a cabeça de alfredo garcia

A Conversação, de Francis Ford Coppola

a conversação

Tubarão, de Steven Spielberg

tubarão

Nashville, de Robert Altman

nashville

Um Estranho no Ninho, de Milos Forman

um estranho no ninho

Rede de Intrigas, de Sidney Lumet

rede de intrigas

1900, de Bernardo Bertolucci

1900

Eraserhead, de David Lynch

eraserhead

O Despertar dos Mortos, de George A. Romero

o despertar dos mortos

Touro Indomável, de Martin Scorsese

touro indomável

Agonia e Glória, de Samuel Fuller

agonia e glória

Carruagens de Fogo, de Hugh Hudson

carruagens de fogo

Desaparecido, de Costa-Gavras

desaparecido

O Veredicto, de Sidney Lumet

o veredicto

Nostalgia, de Andrei Tarkovski

nostalgia

Aos Nossos Amores, de Maurice Pialat

aos nossos amores

Pauline na Praia, de Eric Rohmer

pauline na praia

Veludo Azul, de David Lynch

veludo azul

Gêmeos, Mórbida Semelhança, de David Cronenberg

gêmeos mórbida semelhança

Nikita – Criada para Matar, de Luc Besson

nikita

Os Imorais, de Stephen Frears

os imorais

O Jogador, de Robert Altman

o jogador

O Pagamento Final, de Brian De Palma

o pagamento final

Assassinos por Natureza, de Oliver Stone

assassinos por natureza

Los Angeles – Cidade Proibida, de Curtis Hanson

los angeles cidade proibida

Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar

tudo sobre minha mãe

Quase Famosos, de Cameron Crowe

quase famosos

O Homem Que Não Estava Lá, de Ethan e Joel Coen

o homem que não estava lá

Cidade dos Sonhos, de David Lynch

1cidade dos sonhos

Elefante, de Gus Van Sant

elefante

Caché, de Michael Haneke

caché

Marcas da Violência, de David Cronenberg

marcas da violência

Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle

quem quer ser um milionário

Vincere, de Marco Bellocchio

vincere

Watchmen: O Filme, de Zack Snyder

A Separação, de Asghar Farhadi

a separação

Tabu, de Miguel Gomes

tabu

Frances Ha, de Noah Baumbach

frances ha

Praia do Futuro, de Karim Aïnouz

praia do futuro

O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson

o grande hotel budapeste

Veja também:
Os 70 melhores longas de estreia da História do Cinema