criança possuída

Oito crianças que brilharam no cinema de 2016

As crianças tiveram espaço privilegiado no cinema de 2016. Algumas protagonizam os filmes, outras são coadjuvantes. Sofrem com possessão, clausura, ausência materna e orfandade. As histórias vão do terror à fantasia infantil, do drama à ficção científica. Abaixo, oito interpretações que merecem destaque, de filmes lançados no Brasil em 2016.

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Kim Hwan-hee em O Lamento

Filmes de terror são sempre desafiadores para crianças. Como a Linda Blair de O Exorcista, a pequena Kim interpreta uma garota possuída por um espírito e passa a proferir palavras fortes ao pai. Com o corpo coberto por feridas, ela sofre e se retorce.

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Jacob Tremblay em O Quarto de Jack

O pequeno Tremblay é a alma desse filme sobre clausura e, depois, sobre como lidar com o mundo externo no qual tudo parece grande demais. Ao lado da premiada Brie Larson, que vive sua mãe, ele tenta resistir a esses abismos e viver com sua nova família.

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Jaeden Lieberher em Destino Especial

Dono de poderes especiais, a criança em questão caminha com óculos de piscina e libera uma energia que confunde tanto o governo quanto os religiosos. Não se trata de um filme sobre super-heróis. Oferece, sim, a relação dos homens com o desconhecido.

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Nicolò Cabras em Belos Sonhos

O protagonista, na infância, sofre com a ausência da mãe, que morreu. É criado pelo pai autoritário, tem um amigo que repele a mãe e uma imaginação fértil. O grande diretor Marco Bellocchio aborda a difícil relação do garoto – depois um homem – com seu passado.

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Pili Groyne em O Novíssimo Testamento

Além de Cristo, Deus tem uma filha. Ele, o Todo Poderoso, vive na Bélgica, é mal-humorado e gasta seu tempo brincando com os humanos. A certa altura, a menina toma as rédeas da história ao escapar para o mundo real, convocando novos apóstolos.

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Ruby Barnhill em O Bom Gigante Amigo

A pequena protagonista é raptada e, do orfanato, segue para a terra dos gigantes, onde faz um amigo especial. Quando precisa retornar ao mundo dos humanos, recorre ao castelo da rainha, o que garante ao filme de Spielberg seus melhores momentos. E Barnhill é graciosa.

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Ygor Manoel e Rayane do Amaral em Campo Grande

Um filme brasileiro sobre abandono. A certa altura, é difícil saber se as crianças interpretam ou sentem o drama de verdade, na pele. O menino fica na companhia de uma mulher que acabou de se separar, a menina é colocada em um abrigo. Distantes, eles ainda sonham com a mãe.

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