cinema nacional

O Grande Momento, de Roberto Santos

O cinema imortalizou figuras que perdem suas bicicletas – suas liberdades, em algum limite – e outras que, no fim da jornada, veem-se em uma estação de trem ou ônibus. A mudança não é tão profunda como parece. A impressão é de que tudo seguirá como sempre foi, talvez pior. Por isso, O Grande Momento faz pensar no italiano Ladrões de Bicicleta, claro, e no britânico O Mundo Fabuloso de Billy Liar, feito mais tarde.

Seres amáveis, conhecidos, percorrem esses filmes: personagens errantes, não raro imperfeitas, próximas de alguma transformação: o emprego que vem com a bicicleta, a possibilidade de deixar a pequena cidade provinciana e ir para a metrópole, ou mesmo a preparação da festa de casamento e os gastos que o ritual acompanha.

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O noivo é o protagonista, Zeca (Gianfrancesco Guarnieri), grudado em sua bicicleta, em suas investidas para conseguir dinheiro e pagar os gastos da festa. O pai faz o mesmo, por diferentes locais, para levantar trocados; a mãe trabalha com a filha e irmã de Zeca nos preparativos finais, e é possível ver todas essas figuras brigando ou reclamando de algo.

Todos convivem na casa de poucos cômodos, à qual Zeca retorna para não conseguir descansar. Reclama que passou a noite trabalhando, até o último momento que antecede a data festiva, para conseguir dinheiro. O filme é sobre essa jornada, sobre como toda mudança exige grande esforço, e como todo esse esforço pode ser questionado.

Todo esforço que leva, para a tristeza do protagonista, à venda de sua bicicleta. Justamente a bicicleta, o meio de transporte, o que o torna – ao menos às aparências, ou no sentido que o filme dá-lhe – mais livre. Vê-lo percorrer as ruas do Brás, em São Paulo, com a bicicleta, com alguma velocidade, é entender o sentido dessa liberdade.

Depois vem o casamento, o compromisso, o ritual: não é preciso ver o dia seguinte para compreender que a vida de Zeca não será mais a mesma – sem a bicicleta. Ainda que não faça uma crítica direta, o filme deixa nítido o estado de transformação promovido pelo matrimônio, a adesão à vida conformada, de raízes, para seguir o caminho dos pais, de sua linhagem, à contramão de qualquer coisa que possa torná-lo mais livre.

Não se trata de detonar com o casamento. É uma passagem, apenas. O filme de Roberto Santos é a crônica desse estado de imperfeição, desse redemoinho ao qual (quase) todos se lançam mesmo sabendo das consequências, do dinheiro necessário para fazer a festa – com fotógrafo, terno, a viagem de lua de mel.

A opção pela comédia não permite que figuras imperfeitas sejam borradas: como nas melhores comédias italianas, o espectador aprende a amá-las porque o absurdo que projetam sempre reflete algo universal, inescapável, de novo relacionado ao redemoinho ao qual (quase) todos se deixam levar: se o ritual envolve tantos problemas, ainda vale a pena seguir em frente, mergulhar na nova vida que, no fundo, não mudará tanto assim?

No caso de Zeca, ao que parece não há escolha. O espectador entende. O protagonista até tenta escapar quando o dinheiro acaba, e quando os convidados da festa desejam beber mais. Ele próprio foge para um bar, depois para casa. Os parentes da noiva perguntam por ele. O pai consegue trazê-lo de volta. Não tem jeito. O fim está dado.

O Grande Momento é lançado em um ponto de transição, quando o sonho de uma indústria cinematográfica no Brasil parecia se desfazer e um cinema de autor, feito por cabeças jovens, promovia inegável rompimento. Filme que, de certa forma, nutre-se um pouco dessas duas ondas, cujo retrato da gente simples e amável deixa ver a pobreza.

“A lei é a do coração e os impulsos falam mais do que o cálculo, mas a pobreza não isenta os personagens de crueldade, mesquinharia, egoísmo”, observa o crítico de cinema Ely Azeredo, na Tribuna da Imprensa, em 1958. A corrida de Zeca, ao fim, rumo ao bonde e ao lado da amada, é apenas um momento de felicidade, provável contraste aos dias que se seguirão.

(Idem, Roberto Santos, 1958)

Nota: ★★★★☆

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A Felicidade Não se Compra, de Frank Capra

Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa

O rapaz é ingênuo, às vezes arrogante e idealista, nem sempre fácil de se amar e difícil de entender. Não dá para saber muito – e nem deveria – sobre o protagonista de Gabriel e a Montanha, Gabriel Buchmann, cuja trajetória, inspirada em acontecimentos verdadeiros, dá vida a um filme impregnado de paixão e liberdade.

O diretor Fellipe Barbosa embarca na mesma trilha, passa pelas mesmas pessoas, pelos rostos de gente simples, pela imersão à qual o mesmo Gabriel viu-se lançado, por aproximadamente um ano, em suas viagens. O filme aborda sua passagem pelo continente africano, entre ruelas cheias de pessoas e montanhas com poucas ou nenhuma.

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O Gabriel ingênuo convida o espectador à pena, à forma do menino que tem todas as certezas e, por isso mesmo, antecipadamente, deixa ver o corpo encolhido, sem vida: o menino ingênuo, com vontade de descobrir, de estar em todos os locais a passos largos com a câmera a tiracolo, termina morto porque decidiu viver demais.

A ingenuidade parece parte indissociável dessa corrida, ou dessa viagem, não dessa incursão turística. Gabriel não gostava do rótulo “turista”, ou assim ser chamado. Era um viajante, alguém livre para dormir na casa de companhias de ocasião, para economizar pequenas quantias e até mesmo ajudar os outros, aos quais as mesmas representavam fortunas.

Ou seja, o pouco que se sabe, no belo trabalho de Barbosa, é suficiente: Gabriel não precisa parecer perfeito, muito menos se explicar demais; não precisa se lançar a gestos de redenção, tratar todos muito bem ou sempre fazer o que parece certo; pode ser o errado, o chato da viagem que escapa pela janela e quase perde o ônibus que está partindo.

Pode ser tudo isso sem perder o fascínio preso ao rosto arredondado de João Pedro Zappa, que precisa ser alguém liberto de todas as amarras para traduzir, talvez, quem foi o Gabriel que escala uma montanha para não descer mais, que vive para se perder pelo mundo em estradas estranhas, erráticas, de gente verdadeira e não raro silenciosa.

Gente africana que pede demais, e ainda assim pede pouco. Gente que se torna amiga com facilidade, que aceita se pôr no lugar do outro para ser seu guia, para dividir dias quentes e noites frias em abrigos, pelas montanhas. Enfim, um filme sobre se entregar, sobre estar na pele do outro – no caso de Gabriel, na pele dos africanos; no caso dos nativos, que retornam com lembranças dos momentos que viveram com a personagem central, na pele de um indefinível rapaz aparentemente ingênuo.

Os passos largos de Gabriel seguem à contramão das imagens de sua câmera: se por um lado ele não queria perder tempo e andar rápido para estar em tantos lugares, para se esbaldar em cachoeiras e picos, por outro sua câmera pede a paralisação do tempo. É sua função: eternizar momentos, fixar a imagem, dar ao dono a lembrança do instante.

Estar na câmera ou fora dela. Não à toa, Barbosa ora se volta à câmera no momento do click, ora se volta àquele que está à frente, a ser fotografado: Gabriel. O filme situa-se entre o movimento e a paralisação, entre a recriação da viagem (a ficção) e o encontro com as pessoas que estiveram na mesma, convidadas a reencontrar o homem morto.

Experiência interessante cercada por belas imagens, em um filme que prova o talento de Barbosa, realizador do ótimo Casa Grande. Mais do que tentar reproduzir essa viagem final com fidelidade, o longa sai atrás de um sentido – certo ou não, não se sabe, e isso dependerá do espectador – para a existência do intenso Gabriel.

(Idem, Fellipe Barbosa, 2017)

Nota: ★★★☆☆

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Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé

Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé

Visto de seu interior, pelo vão entre escadas, pela espiral, o Hotel Cambridge parece não ter fim. As camadas, ou andares, são intermináveis. De outro ponto de vista, filmada de baixo para cima, a espiral revela pessoas em uma ação que simula a ida a um confronto, batendo panelas, do cume ao ponto mais baixo.

A ideia é mostrar o tamanho do problema e da organização, a exclusão social que levou ao precipício ao qual, pelo mesmo espaço entre andares, aquelas pessoas foram colocadas. Viver à beira de uma reintegração de posse, sabem elas, é estar em constante confronto. “A paz é ilusória”, diz a personagem de José Dumont, uma das ocupantes.

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Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé, passa-se quase todo em ambientes fechados, no interior da mesma ocupação. Nome triste para quem espera por uma moradia, que não tem onde viver: ocupação. São, na verdade, refugiados, como eles próprios aceitam dizer – a maioria, refugiada em sua própria nação.

O filme é abertamente político e toma partido dos movimentos sociais inclinados a ocupar prédios abandonados. E ainda que se coloque ao lado dos moradores, Caffé nunca torna a experiência fácil demais, ou nunca alivia a forma como essas mesmas pessoas são mostradas. Há, ao mesmo tempo, aproximação e distanciamento.

É fácil gostar das personagens. Bastam algumas cenas para tal. Mas bastam outras, como os momentos reais em que se vê uma ocupação, em outro prédio de São Paulo, para o espectador questionar se o que fazem é certo. O filme não pretende dar a resposta, não pretende criar vítimas deixadas à contramão de opressores com rosto.

Ao contrário, quem oprime será visto apenas por seus representantes, seus cães de guarda: para retirar as pessoas de uma propriedade particular, o Estado envia policiais. As imagens desse confronto – imagens reais, vale lembrar – falam por si só. É possível que se saia do filme ainda contrário às ocupações, mas nunca indiferente ao que se vê.

Era O Hotel Cambridge agarra-se antes aos humanos, às pessoas comuns cujas diferenças – para além da nacionalidade, da cor da pele, da culinária, dos costumes – pouco a pouco se apequenam. Em uma sequência interessante, na reunião de moradores, a líder do grupo resistente precisa lembrar que todos estão na mesma situação, brasileiros ou não.

A essa altura, o espectador está envolvido o suficiente com a história para torcer por outro lembrete, da mesma personagem: todos ali são humanos, todos de carne e osso, e todos devem ter assegurado seu direito à moradia. A sociedade, carregada de imperfeições, deixa muita gente às bordas. A ocupação do Cambridge é consequência.

O antigo prédio é apresentado, primeiro, pelos encanamentos, fiações, pelos sons que percorrem suas paredes – até chegar à vida que o ocupa. Essas pessoas mantêm-se unidas, ao mesmo tempo presas àquele esqueleto de tijolos e metal, entre o estouro da música e a quietude do sono, entre o movimento e a paralisação do exercício teatral.

O antigo hotel guarda os problemas do mundo – pessoas que fugiram de guerras civis na África e no Oriente Médio – no interior de um problema brasileiro. O hotel deixa ver um drama real, comum e incontornável: a falta de moradia em uma nação com terra à farta. Político sem ser panfletário, o filme não dará o remédio. Expõe as vísceras de um confronto que, a depender das bandeiras pregadas nos prédios, está longe de acabar.

(Idem, Eliane Caffé, 2016)

Nota: ★★★★☆

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O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues

Seis grandes filmes que discutem moradia e urbanização

A terra, a casa, o espaço das memórias. A especulação, as ações políticas, o Estado que não dá oportunidade àqueles que não possuem um teto. Os filmes da lista abaixo – de tempos, países e cineastas diversos – tratam, entre outras coisas, de todas essas questões. Grandes filmes que não perderam o fôlego e continuam atuais.

Vinhas da Ira, de John Ford

Clássico que valeu a Ford seu segundo Oscar (ele ainda ganharia mais dois). É sobre a saga de uma família que perdeu a fazenda em vivia e teve de cair na estrada, em busca de outro local para morar. À frente da caravana há inimigos e exploradores da mão de obra alheia. Em atuação sincera e marcante, Henry Fonda encabeça o drama.

As Mãos Sobre a Cidade, de Francesco Rosi

Um daqueles filmes fundamentais para compreender o cinema político italianos dos anos 60. Rosi evoca a história de um político sem escrúpulos interpretado à perfeição por Rod Steiger, que usa seu poder para demarcar a cidade a favor da especulação imobiliária. No entanto, seu reinado vê-se abalado após um acidente com vítimas.

Cathy Come Home, de Ken Loach

O diretor britânico sempre foi favorável às minorias. Aqui, em um de seus primeiros trabalhos, realizado para a televisão, ele apresenta a saga de uma família em busca de moradia e suas dificuldades. Filmado com grande realismo, possui sequências cortantes e momentos de raro humanismo, com câmera livre e à beira do documentário.

O Quarto da Vanda, de Pedro Costa

Às aparências, o português Pedro Costa está mais interessado em ouvir relatos do que tratar de questões como a moradia. Por outro lado, esta não escapa ao universo em foco: surge ao fundo, nas paredes que resistem, ou na imagem de tratores que destróem as casas em que viviam algumas pessoas, em uma favela, Vanda entre elas.

Aquarius, de Kleber Mendonça Filho

Em um tempo em que políticos brasileiros são descobertos em maracutaias envolvendo prédios embargados, Aquarius comprova sua atualidade, sua urgência. Na tela, Sonia Braga brilha como a resistente dona de um apartamento de frente para o mar, cobiçado por especuladores imobiliários com outros planos para o local.

Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé

O Brasil, de novo. E de novo com um exemplar de cinema potente, político e atual. Discute-se dessa vez a ocupação de prédios privados antes sem utilização. O trabalho de Caffé, apesar de tomar lado, não pretende dar uma resposta fácil sobre certos e errados nesse filme de momentos fortes, em uma mistura de ficção e realidade.

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Os 70 melhores longas de estreia da História do Cinema

Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho

A principal pergunta sobre Jogo de Cena está em sua essência, não em sua forma: por que Eduardo Coutinho escolheu apenas mulheres para exporem suas histórias e outras, atrizes, para interpretarem as mesmas? E por que mulheres com algo em comum? Há, em todos os relatos, histórias sobre companheiros que foram embora e filhos perdidos.

É, portanto, sobre o universo feminino, sobre a emoção dessas mulheres que falam sem parar, sempre no mesmo ambiente: o sugestivo teatro de poltronas de couro, carregado pelo vermelho também sugestivo, pela luz que recai no fundo e que às vezes, a depender do enquadramento, parece abraçar as mulheres à frente.

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Local perfeito para esse jogo de interpretação proposto por Coutinho, menos para desconstruir do que para absorver como a peça que se apresenta. Quem explica é o também cineasta João Moreira Salles, na faixa comentada que acompanha o DVD de Jogo de Cena: segundo ele, reduzir a análise apenas à descoberta do que é real e do é representação diminui o poder da experiência. Está correto.

Desconstruir é tentar desacreditar, em certo sentido, do poder desse jogo – ainda mais em um filme que não o esconde. Ao brasileiro será ainda mais fácil perceber a interpretação consciente, momentos em que surgem atrizes famosas interpretando – e não simplesmente repetindo – a história oral de outras mulheres em cena.

As mulheres dão as costas ao teatro vazio e vermelho, entre luzes e sombras, e se voltam às câmeras de Coutinho. Uma delas capta as mulheres em close; a outra fornece um pouco mais de distância. São as mulheres, ao mergulharem em seus dramas, que dão o sentido da dor, a condição da mãe que perde o filho ainda bebê ou cujo filho reage a um assalto, ou a mãe que não consegue viver bem com a filha.

É de abandono que fala Coutinho e, por causa dele, do retorno às palavras, sobretudo às faces. Pois a face de Fernanda Torres é quebrada, a certa altura, quando confessa a dificuldade de se manter na personagem – enquanto a verdadeira dona da história não terá qualquer chance de escapar de seu próprio papel, levada a recordar antigas situações, a confrontar a passagem da adolescência à vida como mãe.

Ninguém está em posição cômoda: nem a atriz que interpreta nem a mulher que relata o passado. E para a atriz a carga talvez seja maior, sob a constante cobrança que envolve o poder de abarcar a expressão da outra, de transmitir a realidade ou ser mera aparência.

Fernanda tem um momento extraordinário quando fala do desafio de interpretar uma pessoa verdadeira: o ator, ela explica, tende a se manter em uma zona de conforto, ou de mediocridade, quando se situa na personagem fictícia, a dispensar o molde real ao qual pode olhar e dele retirar a caracterização.

Nesse grande filme de narrações, a mesma história será contada por duas mulheres diferentes. Em algum momento, todas estarão envolvidas o suficiente com a fala (o drama) para que o espectador não faça mais questão de separá-las. Melhor é embarcar nesse jogo que às vezes deixa ver limites – como nas transições, de uma mulher para outra, pela montagem –, que às vezes é impregnado de mistério.

É, ao mesmo tempo, ficção e documentário, filme e making of. Coutinho fecha-se no teatro de luzes demarcadas, de certa imobilidade, para desmanchar os limites entre o que pode existir e o que certamente se vale apenas da ficção. Desmanchar isso implica justamente no jogo de emoções vivo pela fala, um jogo no qual as atrizes podem interpretar até mesmo um papel dentro de outro, em desdobramento interminável.

Em Quando Duas Mulheres Pecam, de Ingmar Bergman, a enfermeira Alma (Bibi Andersson) relata, em longo monólogo, uma experiência sexual. É provável que muitas pessoas relembrem esses relatos a partir de imagens, as quais acreditam ter assistido. O mesmo pode ocorrer em Jogo de Cena: os relatos femininos sobre perdas, aventuras sexuais, religiosidade e morte são tão vivos que podem ser vistos.

O filme de Coutinho, como o de Bergman, é sobre a experiência feminina – até mesmo sobre a fusão de duas mulheres. Mostra como a construção cinematográfica, aqui (como no filme do sueco), depende do instante, de um lado, e da imaginação de quem mergulha nos relatos, de outro.

(Idem, Eduardo Coutinho, 2007)

Nota: ★★★★★

Veja também:
Eduardo Coutinho (1933–2014)