Christian Bale

Vice, de Adam McKay

O rei não está completamente nu. Vice, ainda no início, nos textos que antecedem o filme, quase pede desculpas: sua produção diz que fez o melhor que pôde ao tentar se aproximar de Dick Cheney, o todo-poderoso vice-presidente dos anos George W. Bush. É, na nudez possível, sobre como um boçal chegou ao poder e se manteve lá.

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O homem ao centro reparte com o espectador alguns problemas. Um deles, o coração, insiste em atrapalhá-lo durante sua vida. Mas com vida longa esse rei estranho, de falas baixas e para dentro, é presenteado: Vice – por outra linha possível – é sobre monstros que sobrevivem às suas deformidades, creem estar certos, fingem ser como todos.

Cheney não combina com os versos de Shakespeare, nem com os reis mandões de antigamente. A roupagem é a do tirano silencioso. Shakespeare, colocado em sua boca e na de sua mulher, na tentativa de cobrir um buraco da mesma produção que não sabe ao certo o que aquelas pessoas disseram, é uma ironia: o poder – o dos cultos ou dos boçais – pode produzir efeitos semelhantes, e quase sempre produz.

A brincadeira de Adam McKay tem fundo sério. A comédia dói. Os chamados “buracos”, na busca pela farsa, são possíveis e aceitáveis: Cheney e sua esposa Lynne (Amy Adams) podem ficar com os versos de Shakespeare sem que o espectador deixe de acreditar nos fins, no que pessoas de aparência comum são capazes de fazer com sua nação.

Vice é uma sátira política que não deixa escapar a realidade, o desgosto, a monstruosidade de reis, rainhas e súditos feitos de carne e osso, sussurros e, por que não?, humanidade. Há algo humano no Cheney que observa um homem com a perna quebrada, após cair de um poste; ou no pai que diz aceitar a homossexualidade da filha.

De Nixon a Bush (pai e filho), passando por Ronald Reagan, Cheney serviu-se da política. Primeiro aos fundos, assessor importante; depois com microfones e palanques. Não é nunca o completo desmiolado, como parecem dizer as imagens iniciais, as de sua bebedeira; tampouco o líder equilibrado, nunca visto ao longo da obra.

O diretor e roteirista McKay retorna à fórmula de A Grande Aposta: faz um filme esperto, acelerado, cheio de liberdades narrativas e brincadeiras com figuras da história americana recente, focado no carreirismo dos idiotas que, é certo, não podem ser apenas idiotas em suas cruzadas para ganhar eleições e mudar o mundo.

Chega-se ao coração do homem, músculo bombeador, massa sem vida e, às tantas, substituído por outro. Coração morto, coração posto. Ao sinalizar ao músculo, à matéria orgânica inservível do rei que insiste em viver, McKay mostra de que material todos são feitos, ponto fraco incapaz de matar o vilão, contra todas as previsões.

Em conversas e planos, Cheney é um hábil negociador. A política é feita de espertos, não de inteligentes, diz o cineasta. Seu protagonista, vivido por Christian Bale, é um parrudo que não cansa de olhar para baixo, cabelos escorridos lançados ao lado, sem qualquer carisma, limitado a um ponto em que nunca se declara vilão.

O caminho todo é intercalado por verdades e mentiras. Não apenas as primeiras causam dor, não apenas as segundas levam ao riso. McKay sabe como colocar tudo no mesmo plano, faz da farsa um gesto de ataque, da verdade um estranho catalisador de emoções que apontam ao homem, à mulher, às suas filhas, essa gente perigosa com a qual é possível esbarrar em um supermercado qualquer, de uma pequena cidade qualquer dos rincões americanos.

Cheney abre meios próprios para fazer o que quer e nunca é punido. Encontra palavras certas, brechas na lei, faz tudo parecer fácil e ainda se diverte – à medida que, à câmera de McKay, as batidas do pé de George W. Bush (Sam Rockwell) dão vez às de um pai iraquiano desesperado, ao som das bombas do lado de fora. Homens como Cheney e Bush sempre sobrevivem. Colocam a cabeça no travesseiro e dormem bem.

(Idem, Adam McKay, 2018)

Nota: ★★★★☆

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Cavaleiro de Copas, de Terrence Malick

Um festeiro Christian Bale dirige sem destino, joga-se nos sofás, banha-se nas luzes de festas variadas. Vive sem freios, em círculos, ao longo de Cavaleiro de Copas. E no centro do agito ainda encontra tempo para refletir sobre sua paralisia e passado.

Nos filmes de Terrence Malick, boa parte das palavras vem da narração. As imagens resumem-se às navegações intermináveis pelo mundo ao redor, às expressões de alegria ou dor, à impressão – como é o caso de Bale – de encontrar alguém com muitas vidas.

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Trata-se de um filme demarcado, quase episódico. Bale está quase sempre com a mesma roupa escura, em imagens belas e não raro com pouco a oferecer. É Malick repetindo-se, ainda que com seu controle habitual, sem drama fácil. Alguém questionará se há mesmo profundidade. Chegar ao âmago da personagem não é o mais importante.

O protagonista, Rick (Bale), talvez esteja dormindo. O narrador conta uma história sobre um rei que incumbiu o filho de encontrar uma pérola. Ao invés de cumprir a ordem do pai, sua missão, ele embriaga-se e dorme – talvez para sempre.

A parábola resume a situação da humanidade, apresentada por Malick a partir do rosto impassível ou atordoado de Rick. É o homem levado ao sono, aos efeitos do mundo físico, de luzes e mulheres com as quais circula. Não faltam beldades a passar por ele, como Cate Blanchett, Natalie Portman e Imogen Poots.

A certa altura, o protagonista choca-se com o barulho do mundo, o inesperado: um terremoto. A natureza independe das emoções, diz Malick. É inexplicável, ao mesmo tempo divina e onipresente. Malick volta às imagens do oceano, aos mergulhos, ao animal que ainda luta para percorrer espaço exíguo em uma estrutura de madeira.

Faz aqui outro filme sensorial, menos contundente se comparado a seus trabalhos anteriores. Seu protagonista é agora um cavaleiro dos novos tempos, preso às lembranças, constatações, a questionar o que representa esse meio quadriculado e moldado a esculturas, à suposta perfeição, na farra com pessoas belas e falsas.

Não há respostas fáceis. Imagens da vida cotidiana são entrecortadas pela natureza. Às vezes parece simples, tátil, às vezes uma elevação do espírito desse mesmo homem – sempre ele – em caminhadas ao paraíso, encurralado pelo vazio. O excesso de beleza não o satisfaz.

(Knight of Cups, Terrence Malick, 2015)

Nota: ★★☆☆☆

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Bastidores: Terra de Ninguém

Império do Sol, de Steven Spielberg

Ao olhar para o céu, o garoto Jim encontra algo divino. Ele ama aviões, sonha com eles em Império do Sol. E, até certa altura, não tem ideia da gravidade desses tempos de guerra. Essa ilusão (ou barreira) é comum à filmografia do diretor Steven Spielberg: a inocência contra o mal, com personagens que resistem à vida adulta.

O jovem trocou Deus pelos aviões: são estes que lhe confortam em um mundo estranho, objetos voadores que lhe oferecem um pouco de fantasia. Dá para imaginar o poder que os mesmos têm sobre uma criança como Jim. Nesse mundo em guerra, o menino declara-se ateu em certo momento. Prefere crer no que vê, no que ocupa o céu.

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império do sol

Em sua jornada, Jim terá de respeitar os japoneses que maltratam ocidentais em um campo de concentração na China, durante a ocupação japonesa na Segunda Guerra Mundial. Esse respeito, é certo, tem a ver com o poder dos aviões japoneses. Chega mesmo a admirar os pilotos suicidas em direção ao ar e à morte. Bate continência.

O menino vivia em uma grande casa, com fartura, criados, brincadeiras: provava a vida que só podia ter para dentro de seus muros. Para fora, a fome está por todos os lados, a começar pelo rosto de desespero do mendigo à beira de seu muro. Pelas ruas, com o pai e a mãe em um grande carro, ele assiste à miséria através da janela.

Império do Sol revisita o cinema de David Lean. A abertura retira algo de A Ponte do Rio Kwai. No filme de 1957, cruzes são vistas à beira da estrada de ferro nos primeiros instantes, em interessante junção entre a morte e o progresso. O mesmo faz Spielberg, a partir da obra de J.G. Ballard e com roteiro de Tom Stoppard: mostra caixões boiando enquanto um grande barco corta águas turvas.

À frente, Jim, sua família e outros ricos ocidentais fantasiam-se para uma festa. Passam entre a multidão vestidos de pirata e palhaço, com cores fortes. Tentam, sem que Spielberg precise dar explicações, não enxergar os problemas: nada melhor que uma festa em que ninguém precisa de um verdadeiro rosto, uma forma acabada.

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Contraste interessante, por exemplo, pode ser visto em outro momento: o grande cartaz de E o Vento Levou na parede de um prédio, cores contra a fumaça, a falta de sol, a tristeza e a miséria: o cinema americano clássico, em pintura colorida, contra a realidade da guerra. O escapismo. Nessas ruas, o menino luta para ser visto, para se “render”.

Se em algum ponto o filme parece perder a humanidade, em outros restam momentos de força graças ao jovem Christian Bale, em bela interpretação como o pequeno herói. Para Spielberg, a criança resiste ao cinismo de seres como Basie (John Malkovich), o americano que vive por viver, sobrevive por esporte, de costas ao problema.

O menino, que foge para se ver preso, que tenta se “render” e não é visto, encontra em Basie esse cinismo típico dos mercenários americanos dispostos a qualquer coisa por dinheiro. E Basie sequer ficará bravo com o garoto quando é preso por culpa dele. Continuará em sua forma irritante de se dar bem, sua malícia que serve à situação.

A criança sobrevive graças ao mundo de sonhos que fez para si: não pode ser vista pelo inimigo em meio à sua aparência indolor, à infantilidade, mas pode surpreender com atitudes inesperadas: a maneira de cantar, ou mesmo a forma como respeita o vilão. Luta para ser alguém além de uma partícula na multidão, a qual sempre carrega ou traga o raquítico Jim, também responsável por fazer dele alguém solitário.

(Empire of the Sun, Steven Spielberg, 1987)

Nota: ★★★★☆

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Bastidores: Contatos Imediatos do Terceiro Grau

As melhores atuações de 2016

Não dá para reclamar da safra. Nem de filmes nem de atuações. Foi um ano forte principalmente para as mulheres, para algumas veteranas que retornaram com grande força e foram – e seguem sendo – reconhecidas. Entre os homens há veteranos e rostos menos conhecidos. São figuras que conferem alma e grandeza a essas obras.

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Melhor atriz

A francesa Isabelle Huppert sangra, sofre, atrai homens e brinca com as personagens que desfilam ao seu lado. O sofrimento de Sonia Braga, a Clara de Aquarius, é de outra natureza: tem a ver com seu passado, com seu apartamento. Decidida a quebrar barreiras, mas sofrendo com o marido também livre, está a incrível Trine Dyrholm de A Comunidade – a melhor coisa do filme. Ao contrário dessa mulher experiente está a Rooney Mara de Carol. Para completar, a forte Amy Adams de A Chegada.

Amy Adams em A Chegada

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Isabelle Huppert em Elle

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Rooney Mara em Carol

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Sonia Braga em Aquarius

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Trine Dyrholm em A Comunidade

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Outros destaques: Cate Blanchett em Carol; Catherine Frot em Marguerite; Emmanuelle Bercot em Meu Rei; Kate Beckinsale em Amor & Amizade.

Melhor atriz coadjuvante

Algum tempo sem fazer algo relevante no cinema, Jane Fonda vem em uma pequena participação como a atriz decadente de Juventude. Em busca de um recomeço está a sentimental mas fechada Micaela Ramazzotti. Magaly Solier, em A Passageira, também move sua história, uma história que remete ao passado, aos tempos do militarismo no Peru. Passado, também, que serve a ótima Rinko Kikuchi. No caso de Shirley Henderson, o que se impõe é a imaginação, em uma terra de ogros, bruxas e reis.

Jane Fonda em Juventude

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Magaly Solier em A Passageira

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Micaela Ramazzotti em Loucas de Alegria

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Rinko Kikuchi em Ninguém Deseja a Noite

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Shirley Henderson em O Conto dos Contos

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Outros destaques: Cécile De France em Um Belo Verão; Jennifer Jason Leigh em Os Oito Odiados; Kate Winslet em Steve Jobs; Laura Linney em Animais Noturnos; Maeve Jinkings em Boi Neon.

Melhor ator

O Oscar nem sempre acerta. Michael Fassbender merecia o prêmio de melhor ator. E por que esqueceram o incrível Michael Caine? É um pai, como é também o ótimo Géza Röhrig de O Filho de Saul, no pior ambiente do mundo: um campo de concentração. Outro que se envolve com a mesma questão histórica é o veterano Christopher Plummer. Para completar o time, o protagonista de O Valor de um Homem, alguém simples que resolve enfrentar o sistema.

Christopher Plummer em Memórias Secretas

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Géza Röhrig em O Filho de Saul

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Michael Caine em Juventude

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Michael Fassbender em Steve Jobs

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Vincent Lindon em O Valor de um Homem

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Outros destaques: Alfredo Castro em De Longe Te Observo; Bryan Cranston em Trumbo – Lista Negra; Leonardo DiCaprio em O Regresso; Niels Arestrup em Diplomacia; Tom Hanks em Sully; Viggo Mortensen em Capitão Fantástico.

Melhor ator coadjuvante

Interpretar Deus não é fácil. Alguns atores topam o desafio no campo da comédia: podem ser um Deus emburrado e até malvado. Ao deus mercado, em Wall Street, há dois homens um pouco diferentes, que nunca se encontram. E há também um cineasta, mais sonhador que o amigo com quem divide alguns dias em uma casa de repouso em Juventude. Da Venezuela vem um ator surpreendente, Luis Silva, como o delinquente que vê sua vida mudar ao conhecer um homem mais velho.

Benoît Poelvoorde em O Novíssimo Testamento

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Christian Bale em A Grande Aposta

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Harvey Keitel em Juventude

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Luis Silva em De Longe Te Observo

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Steve Carell em A Grande Aposta

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Outros destaques: Aaron Taylor-Johnson em Animais Noturnos; John Goodman em Rua Cloverfield, 10; Lázaro Ramos em Mundo Cão; Mark Ruffalo em Spotlight – Segredos Revelados; Michael Shannon em Animais Noturnos; Tom Hardy em O Regresso.

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As melhores atuações de 2015

Seis filmes ruins e recentes dirigidos por grandes cineastas

A História do Cinema mostrou, em diferentes momentos, que mesmo alguns grandes mestres podem fazer filmes sofríveis. No caso de alguns cineastas, isso felizmente não é – ou não foi – muito comum. Em seus tropeços, realizadores de carreiras consolidadas fazem o público desanimar ainda mais: como é possível algo desprezível de um Polanski ou um Woody Allen? É bom lembrar: existem bons diretores e grandes diretores. A lista abaixo traz seis grandes nomes em momentos menores, até esquecíveis.

Deus da Carnificina, de Roman Polanski

Não é a primeira vez que Polanski isola algumas personagens em um único ambiente e constrói situações dramáticas e até absurdas a partir de suas relações. Isso pode ser visto, por exemplo, em A Faca na Água e A Pele de Vênus. Em Deus da Carnificina, adaptado da peça de Yasmina Reza, sobre dois casais que se encontram para discutir o problema dos filhos, a explosão de temperamentos das personagens não funciona. São seres irritados, artificiais, levados ao exagero e até mesmo com direito a vômito.

deus da carnificina

Sombras da Noite, de Tim Burton

Pode-se não amar Tim Burton. Ainda assim, é inegável que se trata de um autor. Sombras da Noite tem sua marca: seres fantásticos em uma mistura de comédia e terror. E tem Johnny Depp. As piadas não têm qualquer graça e o diretor, a certa altura, mostra estar no piloto automático. Não tem a mínima ousadia e, pior, tem pouca ou nenhuma graça. Depp interpreta um vampiro abobalhado que retorna ao mundo dos vivos após 200 anos de aprisionamento.

sombras da noite

Para Roma, com Amor, de Woody Allen

Em suas viagens pela Europa, Allen parou na Itália e fez ali seu pior filme em anos, a rivalizar com O Escorpião de Jade, de 2001. Como se sabe, Allen é um apaixonado por Fellini. Em Roma, ele novamente explora algumas vidas que se cruzam, com figuras conhecidas: um amontoado de histórias nada marcantes, entre seres desagradáveis, como Roberto Benigni, e outros que servem de mero medalhão, como a voluptuosa Penélope Cruz – para lembrar musas como Sofia Loren.

para roma

3 Corações, de Benoît Jacquot

Entre dois belos filmes, Adeus, Minha Rainha e O Diário de uma Camareira, o francês Jacquot apostou nessa história sem profundidade sobre um homem que se apaixona por uma mulher e termina casado com a irmã dela. Além do roteiro ralo, o filme tem o ator errado para o protagonista. É difícil esperar algum conflito, ou alguma profundidade que a personagem exige, em Benoît Poelvoorde. Melhor permanecer nos filmes cômicos. Para piorar, não há qualquer química entre ele e as mulheres em cena.

três corações

Êxodo: Deuses e Reis, de Ridley Scott

É difícil acreditar que o diretor de Os Duelistas e Blade Runner faria, mais tarde, bombas como Êxodo: Deuses e Reis e o recente Perdido em Marte. E Êxodo consegue ser pior que o seguinte, encabeçado por Matt Damon. A trama geral é conhecida: Moisés (Christian Bale) volta-se contra o irmão de criação, Ramsés (Joel Edgerton), vai embora de seu reino e guia os escravos à libertação. A sequência de abertura do Mar Vermelho impressiona, mas não salva a obra do fracasso.

aexodo

Tudo Vai Ficar Bem, de Wim Wenders

Outro caso a lamentar: em Tudo Vai Ficar Bem, o diretor de O Amigo Americano e Paris, Texas tem um de seus piores momentos. Leva ao drama de um escritor interpretado por James Franco, com o semblante sonolento, ligado à mãe de uma criança que atropelou. Anos mais tarde, ele é procurado pelo irmão da vítima. A beleza é oca, o filme não tem qualquer profundidade. A câmera apela a movimentos desnecessários, o que faz parecer puro exibicionismo do cineasta.

tudo vai ficar bem

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