Bibi Andersson

Bibi Andersson (1935–2019)

Quando eu era muito jovem, eu tinha um certo tipo de inocência, pelo visto o suficiente, que a vida não me deixou manter. Eu era inocente, no sentido que eu era muito confiante, eu amava as pessoas, eu amava a vida. Mas eu não era tímida. Eu estava desabrochando. Eu era eu mesma naquelas roupas em O Sétimo Selo, e eu acho que se percebe isso. Quando eu vejo hoje, eu acho bonito. Naqueles dias, eu não estava consciente do que estava fazendo. Eu só estava tentando ser natural.

Bibi Andersson, atriz, sobre seu trabalho no filme O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman, em trechos de um seminário publicados em março de 1977 na revista American Film e reproduzidos no catálogo da mostra Ingmar Bergman, de 2012 (Centro Cultural Banco do Brasil; pg. 233).

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

Veja também:
Vídeo: O Sétimo Selo

Bastidores: Anticristo

A profusão de referências ao cinema de Bergman salta aos olhos, e vai muito além da natural analogia de Anticristo com A Hora do Lobo, único filme de terror dirigido pelo mestre sueco. O huis clos conjugal vivido por Charlotte Gainsbourg e Willem Dafoe lembra tanto as intermináveis discussões entre Liv Ullmann e Erland Josephson em Cenas de Casamento quanto a situação de isolamento para efeitos terapêuticos das personagens de Ullmann e Bibi Andersson em Persona. Há ainda uma indisfarçável relação entre a tão discutida automutilação genital de Gainsbourg com a célebre sequência de Ingrid Thulin introduzindo cacos de vidro na vagina em Gritos e Sussurros.

Marcus Mello, crítico de cinema, na revista Teorema (número 15, dezembro de 2009; pg. 52). Abaixo, o diretor Lars von Trier com os atores durante a filmagem.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

anticristo3

anticristo1

anticristo2

Veja também:
20 grandes filmes que abordam a religiosidade

Bastidores: Persona

Quando lemos o texto de Quando Duas Mulheres Pecam, talvez dê a impressão de ser uma improvisação. Mas não. Esse texto foi rigorosamente concebido. Apesar disso, nunca repeti tantas cenas em minha vida como nesse filme. E quando digo que repeti cenas, não quero dizer filmagens de uma e mesma cena, no mesmo dia, mas sim novas filmagens por não ter ficado satisfeito com as sequências reveladas de cada dia.

Ingmar Bergman, sobre a realização de Persona (também chamado de Quando Duas Mulheres Pecam), em Imagens (Editora Martins Fontes; pg. 64). Abaixo, a atriz Bibi Andersson, o diretor Bergman e seu diretor de fotografia, Sven Nykvist, durante as filmagens, na ilha de Fårö.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

persona