Beasts of No Nation

Os 20 melhores vilões do cinema nos últimos dez anos

Os melhores vilões do cinema recente não possuem superpoderes. São marcantes graças às composições, às presenças, em bons filmes, com personagens feitas à medida para determinados atores. Em alguns casos, sequer precisam exagerar. A lista abaixo tem personagens de obras lançadas entre 2006 e 2016 e, sem dúvida, difíceis de esquecer.

20) Robert Ford (Casey Affleck) em O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford

Alguns vilões causam repúdio pela fraqueza, pela maquinação. É o caso do Robert Ford, o traidor de Jesse James (Brad Pitt), novamente levado às telas nesse belo filme de Andrew Dominik, um faroeste revisionista. Valeu a Casey uma indicação ao Oscar.

o assassinato de jesse james pelo covarde robert redford

19) John du Pont (Steve Carell) em Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

Outro ser repulsivo, que tenta provar virilidade com a luta greco-romana. Personagem real, ele financiou atletas que lutaram nas Olimpíadas, entre eles os irmãos Schultz. Difícil entendê-lo, com seus ataques de ciúme, seu jeito controlador.

foxcatcher

18) Frank Costello (Jack Nicholson) em Os Infiltrados

O espectador entende a apreensão da personagem de Leonardo DiCaprio, em seus primeiros encontros com o vilão: não é fácil se aproximar de alguém como Costello. Carrega a maldade nos menores traços. Mais uma atuação explosiva de Nicholson.

aaos infiltrados

17) Calvin Candie (Leonardo DiCaprio) em Django Livre

Uma das diversões de Calvin é servir seus cães famintos com escravos fujões. Ou martelar inimigos em pleno jantar. DiCaprio faz o que Tarantino gosta: mata e se diverte ao mesmo tempo, em um faroeste violento com a marca do diretor.

django livre

16) Bernie Rose (Albert Brooks) em Drive

Ao ajudar um criminoso (Oscar Isaac), o protagonista (Ryan Gosling) acaba comprando briga com alguns mafiosos. Mata um a um, até chegar ao líder, Bernie, que em momentos parece se divertir. Outras vezes cômico, Brooks de novo prova talento.

drive

15) Lucille Sharpe (Jessica Chastain) em A Colina Escarlate

Lucille é irmã de Thomas (Tom Hiddleston), casado com a inocente Edith (Mia Wasikowska). Como a mãe ciumenta de Interlúdio, de Hitchcock, ela tem um plano para destruir a garota. Mas não poderia prever o poder da moça em contatar os mortos.

a colina escarlate

14) Silva (Javier Bardem) em 007 – Operação Skyfall

Entre os acertos desse episódio da série, o melhor com Daniel Craig, está a escolha do ator para interpretar o inimigo. Sua caracterização coloca-o em oposição perfeita ao herói: é efeminado, cínico, de cabelo tingido e doentio, ao modo de Bardem.

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13) Semyon (Armin Mueller-Stahl) em Senhores do Crime

Líder da máfia russa em Londres, homem que finge bondade, que muda os trejeitos rapidamente. Em seu caminho está uma parteira (Naomi Watts) que busca informações sobre uma criança, além de um de seus capangas, vivido por Viggo Mortensen.

senhores do crime

12) Franck Neuhart (Guillaume Canet) em Na Próxima, Acerto no Coração

O filme não esconde a identidade do assassino em série: é, ao mesmo tempo, o criminoso e o policial que trabalha no caso. O espectador acompanha os passos desse tipo repulsivo, com detalhes dos crimes e sua dificuldade de se relacionar com os outros.

na próxima acerto o coração1

11) Edwin Epps (Michael Fassbender) em 12 Anos de Escravidão

O senhor dos escravos acorda no meio da noite para violentar uma de suas escravas, sua preferida (Lupita Nyong’o). Mais tarde, quando ela sai em busca de um sabonete, ele mostra sua fúria: prenda-a em um tronco e, por várias vezes, desfere golpes de chibata.

12 anos de escravidão

10) John Fitzgerald (Tom Hardy) em O Regresso

Mata o filho do protagonista, que assiste à ação, impotente, e depois sai à caça do algoz. Com sua fala ponderada, Hardy consegue captar a atenção do espectador com extrema frieza. O ator havia provado talento em filmes como Bronson e Locke.

o regresso

9) O Comandante (Idris Elba) em Beasts of No Nation

O líder de um grupo de jovens paramilitares, em um país africano em guerra civil, mantém os meninos como escravos: ensina-os a matar, a empunhar armas. O filme de Cary Joji Fukunaga é uma das boas surpresas do cinema recente. Elba rouba a cena.

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8) Killer Joe Cooper (Matthew McConaughey) em Killer Joe – Matador de Aluguel

Os outros também não são confiáveis, tampouco merecem sair ilesos. Mas ninguém em cena supera Joe Cooper, atraído por uma garota jovem quando é contratado pelo irmão dela para matar a mãe de ambos. E nada será como a família planejava.

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7) Amy Dunne (Rosamund Pike) em Garota Exemplar

O marido interpretado por Ben Affleck confessa, em narração, ainda no início, que gostaria de abrir a cabeça da mulher, Amy, e saber o que há dentro. Não demora muito para se descobrir um pouco de seu interior: ela está disposta a acabar com a vida dele.

garota exemplar

6) Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) em Bastardos Inglórios

Com grande cachimbo, o nazista Landa tenta conseguir informações com um francês, no início do filme, que estaria escondendo judeus. Prática frequente: finge camaradagem antes de revelar suas práticas, ao atirar e estrangular suas vítimas.

bastardos inglórios

5) Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) em O Abutre

O caçador de acidentes, de corpos mutilados, vaga pela noite em busca de imagens. E depois as vende para redes de televisão. É capaz de tudo para conseguir seu material. Chega a adulterar o local dos crimes e a esconder informações da polícia.

o abutre

4) Coringa (Heath Ledger) em Batman: O Cavaleiro das Trevas

Superar Jack Nicholson é uma tarefa árdua. Ledger conseguiu e deu à personagem, até o momento, sua melhor caracterização – e ganhou um Oscar póstumo por ela. Sem passado, com rosto cortado e maquiagem borrada, é a encarnação do mal.

batman

3) Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) em Sangue Negro

O vilão de Day-Lewis suja as mãos com petróleo e sangue, mente, engana o próprio filho e a igreja para conseguir o que deseja. Começa como um explorar solitário para se tornar líder de um império no filme extraordinário de Paul Thomas Anderson.

sangue negro

2) Capitão Vidal (Sergi López) em O Labirinto do Fauno

O padrasto que qualquer garota odiaria ter. Síntese de uma sociedade patriarcal e retrógrada, ele espera da mulher – a mãe da protagonista – apenas um filho, a criança como fruto daquele momento político, na Espanha de Franco.

o labirinto do fauno

1) Anton Chigurh (Javier Bardem) em Onde os Fracos Não Têm Vez

Mesmo com tantas personagens humanas, fragilizadas (como em Mar Adentro), Bardem será lembrado pelo papel de um assassino implacável movido por convicção, nunca por outros interesses. O filme dos irmãos Coen é poderoso, frio, inesquecível.

onde os fracos não tem vez

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Beasts of No Nation, de Cary Joji Fukunaga

Não demora quase nada para a câmera de Cary Joji Fukunaga retornar ao olhar triste do pequeno protagonista, a criança convertida em soldado, Agu (Abraham Attah).

Nada mais do que ela, ou pouco além, tem-se em Beasts of No Nation. Não precisa de palavras em excesso, sequer de narração: o essencial continua no mesmo olhar, nessa dúvida e nessa dor, na estranha relação com o público.

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O que há de estranho pode ser explicado: ao mesmo tempo em que se mostra tão frágil, tão delicado, o menino é também bruto, a recusar o amor dos outros – e do público. Às vezes próximo, distante em outros vários momentos.

Agu vive com a família em um país africano tomado pela guerra civil. Antes, vive em uma área isolada pelo exército. Local aparentemente seguro no qual brinca com os amigos, em uma infância como muitas não fosse o medo das barreiras.

Primeiro, o medo dos adultos. As crianças brincam, quase não deixam espaço para o medo. E quando a situação é outra – a hora de mudar, de fugir, de aceitar a morte e o sumiço dos familiares –, não resta outra coisa senão se embrenhar na mata, e ter medo.

A saída para Agu é semelhante à de outras muitas crianças: ele é arrebanhado por uma milícia armada. Primeiro tem de carregar armas, depois aprende a matar – com facão, para ser mais selvagem – e, mais tarde, ganha o direito de portar uma metralhadora.

Beasts of No Nation

Não é bem a saída, é o que resta. A mata fechada não deixa outra escolha, ainda mais quando os adultos – os soldados, os selvagens – praticamente o obrigam a tomar o único caminho para sobreviver: servir ao mestre, matar o inimigo.

Não é um filme que precisa avisar sempre ao espectador que a criança está perdendo sua natureza livre, sua inocência, o melhor período da vida. É um filme em que a brutalidade maior está no parco movimento, na pequena aceitação, à medida que Agu passa a fazer parte do que os outros costumam chamar de “família”.

Altas doses de sangue e violência podem ser justificadas: o diretor Fukunaga precisa mostrar o oposto exato à primeira natureza de Agu, menino que, no início, brincava com sua televisão imaginária, ao lado dos amigos, pelas ruas.

O oposto é o sangue que jorra da cabeça de uma vítima, em uma das tantas mortes banais. Matar por matar, pelo poder dos outros, às ordens do comandante facínora interpretado com maestria por Idris Elba. O argumento é sempre o mesmo: ele explica a Agu que a morte dos outros é necessária. É sempre o “nós contra eles”.

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O oceano, com suas inúmeras possibilidades, chega a ser irônico ao fim: Agu olha para o mar como se não conseguisse fazer muita coisa, como se houvesse tanto a fazer, tanto a explorar, que não pode ir além de alguns metros. Talvez não tenha deixado seu estado anterior, o do assassino, o do garoto que conhece pouco ou nada mais.

Em uma das melhores sequências do filme, a milícia armada segue em uma fileira de carros. Todos os jovens – armados até os dentes – estão pendurados nos carros, como uma tribo futurista, como se a realidade tocasse o futuro de Mad Max.

Chegam então aos corredores da política, quando o comandante de Elba é obrigado a esperar, é obrigado a entender que o mundo ao redor – para fora da mata, governado por poderosos e burocratas – ainda se nutre da boa e velha política. Estão ali outros homens, que reconhecem Agu apenas como parte da engrenagem.

Nota: ★★★☆☆

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As melhores atuações de 2015

O ano deixa grandes atuações em filmes de estilos diversos. É difícil fazer comparações, sobretudo quando o trabalho desses homens e mulheres leva, não raro, a resultados distintos. Difícil também não se deixar levar por gostos pessoais. Escolher cinco atuações em cada categoria não é tarefa simples. Alguns bons trabalhos sempre ficam de fora. Abaixo, as melhores atuações do ano segundo o autor deste blog. Vale lembrar uma regra: todos os filmes da lista foram lançados no Brasil em 2015.

Melhor atriz

Apesar de ter ganhado o Oscar pelo drama Para Sempre Alice, Julianne Moore é lembrada pela obra de Cronenberg. Tem destaque também Jessica Chastain (que volta na categoria de coadjuvante) e Marion Cotillard. A primeira, intensa, como a Julie do texto de Strindberg, a segunda em busca de seu emprego no drama dos irmãos Dardenne. Para completar, as incríveis e minimalistas atuações de Gosheva e Elkabetz.

Jessica Chastain em Miss Julie

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Julianne Moore em Mapas para as Estrelas

mapas para as estrelas

Margita Gosheva em A Lição

a lição

Marion Cotillard em Dois Dias, Uma Noite

dois dias uma noite

Ronit Elkabetz em O Julgamento de Viviane Amsalem

o julgamento de viviane amsalem

Outros destaques: Charlize Theron em Mad Max: Estrada da Fúria; Emily Blunt em Sicario: Terra de Ninguém; Julianne Moore em Para Sempre Alice; Juliette Binoche em Acima das Nuvens; Laia Costa em Victoria; Lea van Acken em 14 Estações de Maria; Meryl Streep em Ricki and the Flash: De Volta Para Casa; Olivia Corsini em Olmo e a Gaivota; Regina Casé em Que Horas Ela Volta?.

Melhor atriz coadjuvante

Como demonstra a extraordinária Luísa Cruz, atores nascem para determinados papéis. É também o caso de Jessica Chastain, que nunca chega a ser a “dama fatal” no filme de J.C. Chandor, ou a forte Camila Márdila, a menina que muda a vida de sua mãe, doméstica, e altera a rotina da casa dos patrões. E como não se render à alegria de Greta Gerwig? Ou aos descobrimentos da atraente androide de Alicia Vikander?

Alicia Vikander em Ex-Machina: Instinto Artificial

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Camila Márdila em Que Horas Ela Volta?

que horas ela volta

Greta Gerwig em Mistress America

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Jessica Chastain em O Ano Mais Violento

o ano mais violento

Luísa Cruz em As Mil e Uma Noites: Volume 2, O Desolado

as mil e uma noites desolado

Outros destaques: Andrea Beltrão em Chatô, o Rei do Brasil; Fernanda Rocha em O Último Cine Drive-in; Kristen Stewart em Acima das Nuvens; Samantha Morton em Miss Julie.

Melhor ator

Alguns filmes têm mais de uma interpretação poderosa. É o caso de Foxcatcher, que traz Channing Tatum em seu melhor papel até o momento. A debochar dos brasileiros há o Chatô de Marco Ricca, à vontade, e a confrontar público, o assassino de Canet. Também ganham espaço o estranho detetive de Phoenix, tão preso ao seu próprio labirinto quanto o ator em busca da volta por cima vivido por Michael Keaton.

Channing Tatum em Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Guillaume Canet em Na Próxima, Acerto no Coração

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Joaquin Phoenix em Vício Inerente

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Marco Ricca em Chatô, O Rei do Brasil

chatô o rei do brasil

Michael Keaton em Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

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Outros destaques: Benedict Cumberbatch em O Jogo da Imitação; Eddie Redmayne em A Teoria de Tudo; John Lithgow em O Amor é Estranho; Rod Paradot em De Cabeça Erguida; Steve Carell em Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo; Willem Dafoe em Pasolini.

Melhor ator coadjuvante

Enquanto a sociedade americana tem seus motivos para odiar a personagem de Mark Rylance, o espectador rende-se: ele mostra humanidade sem grande esforço. Em outro terreno está o facínora de Idris Elba, ou o J.K. Simmons em busca de um novo Charlie Parker. Em Sicário, Del Toro rouba a cena a cada aparição na tela. O mesmo se vê com o sempre convincente Lindon na recente e bela adaptação da obra de Mirbeau.

Benicio Del Toro em Sicario: Terra de Ninguém

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Idris Elba em Beasts of No Nation

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J.K. Simmons em Whiplash: Em Busca da Perfeição

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Mark Rylance em Ponte dos Espiões

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Vincent Lindon em O Diário de Uma Camareira

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Outros destaques: Joel Edgerton em Aliança do Crime; John Turturro em Mia Madre; Mark Ruffalo em Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo; Othon Bastos em O Último Cine Drive-in; Reda Kateb em Hipócrates.

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Cinco filmes recentes com violência extrema

Não é só em seu excesso que a violência chama a atenção no cinema. Nem sempre é preciso do choque gratuito. Filmes verdadeiramente violentos constroem personagens antes de situações extremas: entregam ao público uma mistura de sentimentos e sensações estranhas, que não raro dá vez à loucura.

Abaixo estão cinco filmes recentes que nem sempre apelam ao sangue fácil. Em um ou outro, basta apenas uma sequência para se entender como a violência é construída, antes, por diálogos, por relações entre pessoas, para apenas mais tarde chegar ao sangue.

13 Assassinos, de Takashi Miike

O diretor já foi considerado o “Quentin Tarantino oriental”. E, como o americano, é chegado a altas doses de violência. Em 13 Assassinos, ele traz a incrível história – levada às telas na também ótima versão de 1963 – sobre um grupo de samurais que se une para derrotar um poderoso líder local. Para tanto, orquestram uma emboscada na bela sequência de encerramento, sem economia de sangue e golpes de espada.

13 assassinos

Miss Violence, de Alexandros Avranas

Da nova safra do cinema grego, o filme começa com o suicídio de uma garota no dia de seu aniversário. Mas não antes de flertar com o próprio público, na condição de testemunha. O que vem a seguir é uma série de segredos assustadores que envolvem uma família aparentemente normal. Como em outros filmes gregos, o choque dá-se pelo realismo, pelos gestos diretos e gélidos das personagens.

miss violence

Heli, de Amat Escalante

A sequência de tortura do protagonista, preso por criminosos, é difícil de ver. O filme passa-se em um espaço árido, em que um jovem policial tenta se dar bem ao furtar uma certa quantia de cocaína, mas acaba envolvendo sua namorada e a família dela. Todo o drama seguinte será consequência desse furto. E, sem querer, o protagonista, Heli (Armando Espitia), vê-se no meio do furacão. Melhor direção em Cannes.

heli

A Gangue, de Miroslav Slaboshpitsky

Durante o filme não há um diálogo sequer. Os adolescentes em cena são deficientes auditivos. A comunicação entre eles supõe o que ocorre. E não é difícil entender esses jogos de poder, a crueldade de um cinema que ao mesmo tempo tudo mostra e tudo esconde. Os planos-sequência dão essa ideia realista: têm-se acesso a cada espaço, a cada respiração. Ainda assim, não é possível saber quem são esses garotos.

a gangue

Beasts of No Nation, de Cary Joji Fukunaga

O território é algum país do continente africano e, de certo modo, a situação já foi mostrada antes em filmes como A Feiticeira da Guerra. No entanto, a obra de Fukunaga conquista pela maneira como constrói o protagonista ambíguo, o menino de olhar triste ao qual a câmera ora ou outra retorna. É sobre crianças convertidas em soldados de grupos paramilitares e cuja missão é matar – enquanto se tornam monstros.

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