atores

Oliver Stone: ‘Uma vez no set, o roteiro não significa mais nada’

As filmagens são o momento crítico do filme, pois, bem mais que na escrita ou na montagem, estamos à mercê de acidentes de todo tipo, que podem levar o filme em várias direções diferentes. É por isso que sempre chego ao set com a lista dos dez a vinte planos que pretendo filmar naquele dia, e sempre começo pelos mais importantes. Porque nunca se sabe o que pode acontecer. Pode começar a chover, um ator pode ficar doente, a comida do almoço pode fazer você dormir o resto do dia… Talvez você filme seus vinte planos, mas talvez faça apenas três. Então é muito importante determinar o que é essencial e começar por aí. Geralmente tenho uma imagem bem precisa do filme na cabeça, mas sei que não é o que vou filmar, que isso vai mudar ao longo dos ensaios. Pois os atores trazem muitas coisas, fazem sugestões ou críticas que me obrigarão a rever tudo na última hora. Uma vez no set, o roteiro não significa mais nada. Sobretudo não se deve ser rígido e dizer “não se pode fazer isso, não está assim no script!” O roteiro é uma indicação, nada mais. A realidade do set ultrapassa amplamente tudo o que pode ser escrito no papel. Trabalho sozinho com os atores e mantenho o resto da equipe fora do set enquanto eu não tiver encontrado a essência da cena. Geralmente isso leva uma hora. Às vezes duas. E às vezes não começamos a filmar antes da tarde.

Oliver Stone, cineasta, em declaração a Laurent Tirard em Grandes Diretores de Cinema (Editora Nova Fronteira; pgs. 164 e 165). Abaixo, Stone durante as filmagens de JFK: A Pergunta que Não Quer Calar.

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15 grandes rostos da nouvelle vague francesa

Além de cineastas e outros profissionais da sétima arte, a nouvelle vague trouxe uma galeria de grandes faces. Esses atores e atrizes também fizeram carreira em filmes fora do movimento, antes e depois dele. Alguns morreram prematuramente, outros continuam na ativa.

Estudiosos divergem sobre o início e o fim da nouvelle vague. Segundo a versão mais aceita, começaria em 1958 ou 1959, com Nas Garras do Vício ou Os Incompreendidos, e seguiria até os embates de Maio de 1968. Abaixo, ícones dividem espaço com atores menos lembrados, em lista para resgatar um momento único da História do Cinema.

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Anna Karina

A bela de Godard, mas também de Rivette e outros. Em Viver a Vida, fez história com lágrimas que remetem a Dreyer e sua Joana D’Arc. Também trabalhou sob a direção do mestre Valerio Zurlini no belo Mulheres no Front, de 1965.

viver a vida

Bernadette Lafont

Seu primeiro filme, o curta Os Pivetes, foi dirigido por François Truffaut, com quem voltaria a trabalhar em Uma Jovem Tão Bela como Eu. No primeiro, é a beleza distante, aos olhos dos meninos atrevidos. Mais tarde esteve no extraordinário A Mãe e a Puta.

os pivetes

Brigitte Bardot

Antes de Godard e O Desprezo, Bardot marcou época como a menina livre de E Deus Criou a Mulher, de Roger Vadim. Estavam escancaradas ali as portas do paraíso: Saint-Tropez, onde a mesma se banharia em ambas as obras, e onde seria seguida por diferentes homens.

o desprezo

Claude Jade

A primeira aparição da jovem atriz em Beijos Proibidos, de Truffaut, é talvez o ponto alto do filme. Ela aproxima-se do vidro e, do lado de fora, acena para Antoine Doinel. É o par perfeito para o jovem em dúvida, com quem voltaria a se encontrar nos filmes seguintes.

beijos proibidos

Corinne Marchand

Bastou apenas uma personagem para que Corinne ficasse marcada como uma das musas da nouvelle vague: a protagonista de Cléo das 5 às 7, de Agnès Varda, sobre os momentos de tensão que antecedem a retirada de um importante exame médico.

cleo das 5 as 7

Delphine Seyrig

O rosto misterioso de O Ano Passado em Marienbad. Mais: o rosto difícil de esquecer, o da mulher que vive com o enteado e recebe a visita de um velho amor em Muriel, outro de Alain Resnais. E como deixar de lado, entre outros, o incrível Jeanne Dielman?

o ano passado em marienbad

Françoise Dorléac

Outra atriz bela de poucos papéis, lembrada, sobretudo, por sua personagem em Um Só Pecado, de Truffaut, e que morreu cedo, em um acidente de carro, em Nice, em 1967. Pode ser vista também em Armadilha do Destino e Duas Garotas Românticas.

um só pecado

Jean Seberg

Apesar de ter trabalhado em grandes produções, a americana Seberg seria lembrada por sua personagem em Acossado, Patricia Franchini, que pelas ruas de Paris vende o New York Herald Tribune. A atriz contracenou antes com David Niven em Bom Dia, Tristeza.

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Jean-Louis Trintignant

Trabalhou ao lado de diversos cineastas, entre eles Vadim (E Deus Criou a Mulher), Claude Lelouch (Um Homem, Uma Mulher) e Eric Rohmer (Minha Noite com Ela). Fora do tempo da nouvelle vague, ainda contribuiria com outros mestres, como Kieslowski.

minha noite com ela

Jean-Pierre Léaud

Eternizado como Antoine Doinel nos cinco filmes que Truffaut dedicou à personagem. E não só: também esteve em filmes de Godard, como no divertido Masculino-Feminino e, pouco depois, no maoísta A Chinesa, de 1967. Esteve no recente e encantador O Porto.

os incompreendidos

Jean-Paul Belmondo

Podia ser um pequeno criminoso em Acossado e, no ano seguinte, 1961, o padre de Léon Morin, de Jean-Pierre Melville. Ator versátil, de expressão inesquecível, e de filmes nem sempre lembrados como Duas Almas em Suplício, de Peter Brook.

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Jean-Claude Brialy

Viveu o protagonista de Nas Garras do Vício, um dos filmes que lançaram a nouvelle vague. Voltaria em outro de Chabrol, logo depois, Os Primos, e em diversas produções marcantes como Uma Mulher é Uma Mulher e, mais tarde, O Joelho de Claire.

jean-claude brially

Jeanne Moreau

Provavelmente o rosto feminino mais importante da época, a Catherine de Jules e Jim, papel que a imortalizaria. Viveu outras personagens intensas em grandes filmes como Eva, A Baía dos Anjos, A Noite e, pouco antes, em Amantes e Ascensor para o Cadafalso.

Jeanne Moreau

Maurice Ronet

Esteve no mesmo Ascensor para o Cadafalso ao lado de Moreau e, de novo com o diretor Louis Malle, interpretou a personagem principal em Trinta Anos Esta Noite. Com Alain Delon, dividiu a cena em outros bons filmes: O Sol por Testemunha e A Piscina.

Trinta Anos Esta Noite

Stéphane Audran

O olhar enigmático é sua marca registrada. Pode ser visto nos filmes de Claude Chabrol, com quem foi casada até 1980. E com ele fez grandes filmes, incluindo um pequeno papel em Os Primos, Entre Amigas e, mais tarde, A Mulher Infiel e O Açougueiro.

o açougueiro

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Dez grandes erros do Oscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas já errou muito. Em alguns casos, quem deveria ganhar ou não se torna parte de um debate, e sobram pontos de vista. Em outros, contudo, constata-se que algo de errado realmente ocorreu e quase ninguém tem dúvidas: o Oscar errou.

Para a lista abaixo, foram levadas em conta apenas obras que chegaram ao prêmio. A Academia esnobou grandes filmes em diferentes ocasiões, estes sequer indicados. Muitos diretores importantes foram legados à categoria de filme estrangeiro. À lista.

10) Melhor filme e diretor (John Ford) para Como Era Verde Meu Vale (1942)

Quem deveria vencer: Cidadão Kane e seu diretor, Orson Welles.

Talvez seja o erro mais conhecido e lembrado, pois houve uma campanha, à época, para que o filme de Orson Welles não ganhasse nada – já que sua obra-prima é baseada na vida de William Randolph Hearst. Ainda assim teve diversas indicações e saiu com o prêmio de roteiro.

como era verde meu vale

9) Melhor filme e diretor (Kevin Costner) para Dança com Lobos (1991)

Quem deveria vencer: Os Bons Companheiros e seu diretor, Martin Scorsese.

Em alguns momentos, o Oscar se deixa levar pela empolgação e concede todos os seus prêmios a um único filme. É o caso da obra de Kevin Costner, bela, mas inferior ao filme de máfia de Scorsese. Outra injustiça com o diretor ítalo-americano.

dança com lobos

8) Melhor filme e diretor (Tony Richardson) para As Aventuras de Tom Jones (1964)

Quem deveria vencer: Terra de um Sonho Distante e, como diretor, Elia Kazan (pelo mesmo filme) ou Federico Fellini por Oito e Meio.

Richardson fez alguns filmes importantes na Inglaterra, no movimento de renovação do cinema britânico, o free cinema. Contudo, coroá-lo melhor diretor por um filme hoje pouco lembrado foi um tremendo exagero. E o filme de Fellini ficou de fora da categoria principal.

albert finney & diane cilento - tom jones 1963

7) Melhor filme e diretor (John G. Avildsen) para Rocky – Um Lutador (1977)

Quem deveria vencer: qualquer um dos outros filmes concorrentes é melhor. Taxi Driver e Rede de Intrigas destacam-se entre eles; para diretor, Sidney Lumet

Stallone chegou a ser apontado, à época, como “novo Marlon Brando”. A história do boxeador fracassado que dá a volta por cima conquistou os Estados Unidos, mas era o pior dos cinco filmes indicados naquela ocasião. E rendeu várias continuações. Creed está aí para provar.

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6) Melhor filme e diretor (Carol Reed) para Oliver! (1969)

Quem deveria vencer: Leão no Inverno e, na categoria de direção, Stanley Kubrick, por 2001: Uma Odisseia no Espaço, ou Gillo Pontecorvo, por A Batalha de Argel – duas obras-primas não indicadas para melhor filme.

O diretor britânico realizou o maravilhoso O Terceiro Homem e fez muito sucesso com o musical baseado na obra de Dickens. Na mesma época, pouca gente embarcou na ficção de Kubrick ou no filme político com toques documentais de Pontecorvo.

oliver

5) Melhor filme e ator (Russell Crowe) para Gladiador (2001)

Quem deveria vencer: O Tigre e o Dragão ou Traffic; como ator, Tom Hanks em Náufrago e Javier Bardem em Antes do Anoitecer estão superiores.

Teve gente que comparou o épico de Ridley Scott a Spartacus. Exageros em massa: o filme não tem o brilho dos dois competidores citados. É pouco mais que uma aventura previsível. E Scott prova, com o também fraco Perdido em Marte, que a Academia gosta dele.

gladiador

4) Melhor filme e diretor (Robert Benton) para Kramer vs. Kramer (1980)

Quem deveria vencer: Apocalypse Now e seu diretor, Francis Ford Coppola.

Um ano depois de premiar um filme sobre o Vietnã, O Franco Atirador, talvez a Academia tenha achado demais dar a estatueta à obra-prima de Coppola (a quarta em apenas uma década). Tanta ousadia – e após alguns anos de produção e problemas – não coube no Oscar.

kramer vs kramer

3) Melhor filme para Crash – No Limite (2006)

Quem deveria vencer: O Segredo de Brokeback Mountain ou Boa Noite e Boa Sorte

Mais um caso em que a Academia premiou o pior entre os indicados à categoria principal, prova de que a politicagem corre solta em Hollywood (o que seria visto mais tarde, de novo, com a vitória de 12 Anos de Escravidão). O drama de Ang Lee ganhou os prêmios de roteiro e direção, curiosamente não o de melhor filme. Dá para entender?

crash

2) Melhor roteiro para Confidências à Meia-Noite (1960)

Quem deveria vencer: Os Incompreendidos, Intriga Internacional ou Morangos Silvestres.

Nem mesmo a Academia escapou à onda dos filmes dos queridinhos Rock Hudson e Doris Day. Logo o cinema americano passaria por mudanças: viria a contracultura, a Nova Hollywood. Poderiam ter premiado um Bergman ou um Truffaut. Preferiram o óbvio. Perdeu o cinema.

confidências à meia-noite

1) Melhor filme e diretor (Robert Redford) para Gente como a Gente

Quem deveria vencer: Touro Indomável e Martin Scorsese.

A maior vergonha da História do Oscar, quando um drama menor, família, sobre a chegada da classe média ao divã, abocanhou os prêmios da incontestável obra-prima de Martin Scorsese – cruel demais àquela América que buscava deixar o passado amargo para trás. Uma onda de dramas familiares – como Kramer vs. Kramer e Laços de Ternura – definiu a época.

gente como a gente

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As melhores atuações de 2015

O ano deixa grandes atuações em filmes de estilos diversos. É difícil fazer comparações, sobretudo quando o trabalho desses homens e mulheres leva, não raro, a resultados distintos. Difícil também não se deixar levar por gostos pessoais. Escolher cinco atuações em cada categoria não é tarefa simples. Alguns bons trabalhos sempre ficam de fora. Abaixo, as melhores atuações do ano segundo o autor deste blog. Vale lembrar uma regra: todos os filmes da lista foram lançados no Brasil em 2015.

Melhor atriz

Apesar de ter ganhado o Oscar pelo drama Para Sempre Alice, Julianne Moore é lembrada pela obra de Cronenberg. Tem destaque também Jessica Chastain (que volta na categoria de coadjuvante) e Marion Cotillard. A primeira, intensa, como a Julie do texto de Strindberg, a segunda em busca de seu emprego no drama dos irmãos Dardenne. Para completar, as incríveis e minimalistas atuações de Gosheva e Elkabetz.

Jessica Chastain em Miss Julie

miss julie

Julianne Moore em Mapas para as Estrelas

mapas para as estrelas

Margita Gosheva em A Lição

a lição

Marion Cotillard em Dois Dias, Uma Noite

dois dias uma noite

Ronit Elkabetz em O Julgamento de Viviane Amsalem

o julgamento de viviane amsalem

Outros destaques: Charlize Theron em Mad Max: Estrada da Fúria; Emily Blunt em Sicario: Terra de Ninguém; Julianne Moore em Para Sempre Alice; Juliette Binoche em Acima das Nuvens; Laia Costa em Victoria; Lea van Acken em 14 Estações de Maria; Meryl Streep em Ricki and the Flash: De Volta Para Casa; Olivia Corsini em Olmo e a Gaivota; Regina Casé em Que Horas Ela Volta?.

Melhor atriz coadjuvante

Como demonstra a extraordinária Luísa Cruz, atores nascem para determinados papéis. É também o caso de Jessica Chastain, que nunca chega a ser a “dama fatal” no filme de J.C. Chandor, ou a forte Camila Márdila, a menina que muda a vida de sua mãe, doméstica, e altera a rotina da casa dos patrões. E como não se render à alegria de Greta Gerwig? Ou aos descobrimentos da atraente androide de Alicia Vikander?

Alicia Vikander em Ex-Machina: Instinto Artificial

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Camila Márdila em Que Horas Ela Volta?

que horas ela volta

Greta Gerwig em Mistress America

mistress america

Jessica Chastain em O Ano Mais Violento

o ano mais violento

Luísa Cruz em As Mil e Uma Noites: Volume 2, O Desolado

as mil e uma noites desolado

Outros destaques: Andrea Beltrão em Chatô, o Rei do Brasil; Fernanda Rocha em O Último Cine Drive-in; Kristen Stewart em Acima das Nuvens; Samantha Morton em Miss Julie.

Melhor ator

Alguns filmes têm mais de uma interpretação poderosa. É o caso de Foxcatcher, que traz Channing Tatum em seu melhor papel até o momento. A debochar dos brasileiros há o Chatô de Marco Ricca, à vontade, e a confrontar público, o assassino de Canet. Também ganham espaço o estranho detetive de Phoenix, tão preso ao seu próprio labirinto quanto o ator em busca da volta por cima vivido por Michael Keaton.

Channing Tatum em Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Guillaume Canet em Na Próxima, Acerto no Coração

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Joaquin Phoenix em Vício Inerente

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Marco Ricca em Chatô, O Rei do Brasil

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Michael Keaton em Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

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Outros destaques: Benedict Cumberbatch em O Jogo da Imitação; Eddie Redmayne em A Teoria de Tudo; John Lithgow em O Amor é Estranho; Rod Paradot em De Cabeça Erguida; Steve Carell em Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo; Willem Dafoe em Pasolini.

Melhor ator coadjuvante

Enquanto a sociedade americana tem seus motivos para odiar a personagem de Mark Rylance, o espectador rende-se: ele mostra humanidade sem grande esforço. Em outro terreno está o facínora de Idris Elba, ou o J.K. Simmons em busca de um novo Charlie Parker. Em Sicário, Del Toro rouba a cena a cada aparição na tela. O mesmo se vê com o sempre convincente Lindon na recente e bela adaptação da obra de Mirbeau.

Benicio Del Toro em Sicario: Terra de Ninguém

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Idris Elba em Beasts of No Nation

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J.K. Simmons em Whiplash: Em Busca da Perfeição

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Mark Rylance em Ponte dos Espiões

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Vincent Lindon em O Diário de Uma Camareira

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Outros destaques: Joel Edgerton em Aliança do Crime; John Turturro em Mia Madre; Mark Ruffalo em Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo; Othon Bastos em O Último Cine Drive-in; Reda Kateb em Hipócrates.

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