assassino

Prelúdio para Matar, de Dario Argento

O herói desorientado, em busca de respostas, é outra vez a personagem de Dario Argento. Homem que escava paredes, que invade escolas no meio da noite, impedido de parar: à medida que se aproxima da resposta – mesmo enquanto ilude o espectador de que é capaz de fugir –, torna-se a próxima vítima do assassino oculto.

Do mal saltam mãos com luvas de couro em Prelúdio para Matar, outro giallo exemplar de Argento. Mais ainda, o olhar, as frestas nas quais o assassino embrenha-se para observar suas vítimas, a aproximação aos objetos – bonecos enforcados, pequenos diabos, punhais – que compõem o espaço escuro.

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Argento, de novo, volta-se à obsessão do olhar, portanto à câmera subjetiva. Primeiro, ao olhar do assassino (escondido) e depois ao olhar do investigador (em cena) para revelar o quanto há de enganador nessa relação. Se por um lado deixa ver todos seus atos de crueldade, o assassino nunca aparece; se por um lado se deixa ver, incluindo suas fraquezas, o herói sempre expõe enigmas em relação ao mundo que observa.

Para Argento, não há saída possível: Prelúdio para Matar é – como sua Trilogia dos Bichos – um filme sobre ironias e esconderijos, sobre pessoas curiosas que cavam buracos para sentir – pelo prazer que não assumem – o cheiro ruim que vem à tona.

Havia, em O Gato de Nove Caudas, uma clara homenagem a Blow-Up, de Antonioni: o crime escondido na fotografia, a do homem lançado em frente ao trem. É necessário que um cego ajude o jornalista e seu fotógrafo a descobrirem esse crime, a observarem essa imagem com mais cuidado. Em Prelúdio para Matar, Argento saca o próprio ator de Blow-Up, David Hemmings, mais humano, menos enérgico.

Interpreta Marcus Daly, pianista solitário, acostumado a templos para ensinar música, cercado por pilares e luzes calculadas, por gente colocada em cena de forma tão artificial que não raras vezes – pela inegável beleza – faz pensar em um filme de Visconti. O luxo contrapõe os crimes, como ocorreria em Suspiria.

Desde os créditos, Argento deixa claro que interrupções são possíveis: entre um crédito e outro dos profissionais envolvidos com o filme, vê-se a cena de um assassinato, da qual uma criança é testemunha. É o sinal da ligação entre a morte e a infância, com a música infantil que retorna em outros momentos da obra.

É, antes, um problema de criança, um trauma, a relação entre pessoas do mesmo sangue. O vermelho da abertura, no interior do teatro, é essa celebração: mistura de paixão e morte, ao mesmo tempo o cenário envelhecido, luxuoso, o mundo limpo e distinto sobre o qual Argento debruça-se para retirar novas interrupções, revelar violência.

O teatro recebe a palestra de uma telepata. Durante a demonstração de seus poderes (ler a mente das pessoas sem prever o futuro), ela vê-se “cortada” pelos pensamentos do assassino, talvez pela interrupção (de novo) de uma lembrança. Interpretada por Macha Méril (uma das musas de Godard), a telepata é a primeira vítima do criminoso, morta ao ter o pescoço cortado pelo vidro da janela, momento presenciado por Marcus.

O vermelho lança o público a outro universo, recobre a personagem central em um labirinto da qual não mais escapa: como James Stewart em Um Corpo que Cai, ele segue à morte sem se explicar, como se o próprio impulso do cinema – a obsessão pelo olhar, por descobrir o que há atrás das paredes – fosse suficiente.

Talvez essa seja a grande lição de Hitchcock a Argento: mesmo que a trama e alguma situação pareçam inverossímeis, o clima delirante sussurra ao público que se trata de sonho, de loucura, algo incontrolável. O que talvez explique as reservas do próprio Hitchcock em relação a alguns momentos de Um Corpo que Cai.

Em Prelúdio para Matar, o pianista é acompanhado por uma jornalista forte e curiosa (Daria Nicolodi) que existe para fazer perguntas, para oferecer caminhos e, sobretudo, para desviar a atenção do espectador. Ela deixa claro, mais de uma vez, seu desejo pelo pianista ocupado demais com a teia de mortes, com a investigação que o levará à identidade do assassino, à infância de canções delicadas e bonecos partidos.

(Profondo rosso, Dario Argento, 1975)

Nota: ★★★★★

Veja também:
Trilogia dos Bichos, de Dario Argento

O Alerta Vermelho da Loucura, de Mario Bava

O protagonista de O Alerta Vermelho da Loucura assume seus problemas desde o início. A personagem é uma assassina, rapaz belo com roupas belas, sob as cores e os exageros da época, no início dos anos 70 – as boates ao som de música eletrônica, o figurino e os gestos das modelos atraentes que desfilam por seu ateliê.

Esse homem atormentado – que mata mulheres vestidas de noiva para retornar ao dia em que sua mãe morreu e talvez descobrir os motivos dessa morte – conversa com o espectador, confessa-se. Como, por sinal, fazia o protagonista de Ensaio de um Crime, de Luis Buñuel. O filme de Mario Bava descende da obra do mestre espanhol.

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Antes dos assassinatos há um rapaz atormentado, efeminado, de olhar penetrante, em dúvida. Não esconde a impotência. Curiosamente, a afetação de Stephen Forsyth age a favor do bom resultado final. O assassino, John, adora seu trem de brinquedo, sua caixa de música, as flores sob as quais enterra algumas mulheres, os vestidos de noiva.

Como o Archibaldo de la Cruz de Ensaio de um Crime, ele mantém um incinerador em seu castelo e gosta de se aproximar de suas manequins, sente prazer pelas formas femininas que pode controlar. Talvez as únicas. John sofre com fantasmas femininos, o da mãe e o da mulher, Mildred (Laura Betti), que a certa altura passa a atormentá-lo.

“O tempo desfigura as coisas”, diz a freira que estoura na tela, depois da imagem das pernas da mulher morta, em Ensaio de um Crime. A observação cabe ao John de Mario Bava: o tempo fez com que ocultasse o próprio crime, restando lembranças da criança atormentada, o menino que não suporta ver a mãe casada com outro homem.

Observador, pensativo, ou mesmo preso a seus delírios, como outras tantas personagens. Bava não se importa em repetir, em prestar homenagem. Como Archibaldo ou mesmo Norman Bates, seu assassino volta o olhar aos insetos. John observa uma mosca, sua falta de consciência sobre a morte: reitera assim a banalidade do crime.

E, como o Bates de Alfred Hitchcock, John precisa, a certa altura, ser a própria mãe: coloca o véu branco na cabeça e investe, com faca em punho, contra suas amantes de ocasião. A certa altura, Bava não se contenta apenas com um filme sobre assassinatos. Recai sobre a trama o espírito da mulher, representação da presença feminina que atormenta.

Na verdade, Mildred é espírito desde o início. No primeiro diálogo com John, no café da manhã, enquanto ele cita com ironia a notícia do jornal, sobre a morte de uma mulher em lua de mel, ela adianta o que vem pela frente: ficarão juntos até que a morte os separe. Ou mais: seguirão juntos mesmo após a morte dela.

Em alguns momentos, John é visto do alto, entre suas manequins, seus vestidos de noiva. Bava constrói sequências inesquecíveis com seus adornos datados, um pouco cafonas. O ateliê é o que restou da mãe, o espaço sem vida que contrapõe os ambientes externos e verdes da mansão, nos quais as modelos vivas são fotografadas.

O sentido de impotência do protagonista esbarra na comédia. O diretor italiano tem consciência dessas alterações, do quanto o esmagamento de sua personagem central produz algo um pouco engraçado. Aos poucos, o controlador e assassino perde o controle. Sucumbe. Viverá a eternidade à sombra do espírito feminino.

(Il rosso segno della follia, Mario Bava, 1970)

Nota: ★★★★☆

Veja também:
A Mulher na Lua, de Fritz Lang

Tony Manero, de Pablo Larraín

O gesto de John Travolta, em frente ao espelho, seduz o homem silencioso interpretado por Alfredo Castro em Tony Manero, de Pablo Larraín. A cueca de Travolta é saliente, a câmera coloca-se abaixo, em contra-plongée, e o homem desbocado, na tela, parece maior do que é, o que certamente faz a diferença ao seu fã.

Castro é Raúl Peralta, sósia (ou quase isso) de Manero, a personagem. É tratado por Larraín como um homem pequeno, de aparência vazia e até mesmo frágil. Dele não se sabe nada. O que lhe preenche apenas é a personagem que deseja interpretar ou viver, o homem dos “embalos de sábado à noite” que, no fundo, não pode ser.

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Mas Peralta é um sociopata: sua aparência frágil logo dá vez ao assassino, servindo a um contraste perfeito, de natureza visual: é uma espécie de Norman Bates que gosta de observar e, difícil de definir, alguém que não deixa saber o que fará em seguida – talvez à exceção dos momentos finais, quando segue uma nova vítima.

Homem sem qualquer senso de justiça ou sentimento, homem à frente dos sinais de sua época, o fundo escuro ou pastel dos tempos da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile. Pouco distante, esse fundo incomoda: é um momento em que o Estado mata pessoas contrárias à sua ideologia, momento de perseguição política.

O que assusta é justamente a opção pelo protagonista alienado, à frente do espaço sem vida alguma. É o alienado e assassino quem sobrevive e se adapta à época, que escapa impune dos crimes que comete, alguém que incomoda menos o sistema do que a resistência que imprime folhetos contra Pinochet, sob a mira de investigadores.

Peralta sequer consegue dar prazer às mulheres com as quais convive. Em uma cena forte, não consegue se excitar quando uma delas, a mais velha, volta-se ao sexo oral; em outra, com a filha dessa mesma mulher, termina deitado na cama enquanto a companheira masturba-se ao lado. À tela resta a face enigmática do protagonista.

Larraín deixa ver esses sinais de impotência enquanto o mesmo candidato a Manero, o homem forte e de cueca saliente, mata pessoas por muito pouco. A primeira é uma senhora que ele finge ajudar e depois rouba sua televisão; mais tarde, mata um projecionista do cinema no qual assistiu, por dias seguidos, Os Embalos de Sábado à Noite. Fica desapontado quando o filme sai de cartaz e decide roubar a cópia.

Trata-se de um momento interessante: a mesma sala de cinema dá espaço a Grease – Nos Tempos da Brilhantina, com o mesmo Travolta, mas sem o mesmo ambiente e a mesma trilha sonora, sem a personagem revoltada de antes, ao espelho, a figura rebelde – até certo ponto – que inspira o assassino em questão.

Comum, em suas caminhadas, ver um homem um pouco perdido, sob os efeitos da câmera trepidante, ora ou outra sem foco. Larraín institui um universo fechado, estreito, escuro, no qual não é possível ver tanto. O homem em foco – ou fora dele – é um ser repugnante que obriga o espectador a reparar no fundo para tentar encontrar uma justificativa à sua existência e ao seu destaque: ele é o reflexo de sua época.

A atração cinema e pelo protagonista da tela, o dançarino que se impõe e vence concursos em casas noturnas, é mais uma forma de tomar uma personagem à força, menos a expressão de um fã. Peralta talvez explique isso em seu vazio natural, em sua forma enigmática: ele precisa desesperadamente ser alguém.

(Idem, Pablo Larraín, 2008)

Nota: ★★★★☆

Veja também:
Segredos do Poder, de Mike Nichols

12 diferentes fetiches explorados pelo cinema

O cinema é o espaço perfeito para o voyeur. O espaço para explorar o proibido, o íntimo e impenetrável – ou quase isso. Os filmes abaixo apresentam desejos de pessoas ou grupos, em alguns casos divididos apenas com o espectador, seu cúmplice. Obras de diferentes cineastas e épocas, com os mais variados fetiches.

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Atração por pés (podolatria) – O Alucinado

No início dessa grande obra de Luis Buñuel, seu protagonista, um obsessivo, observa os pés das mulheres no interior da igreja – justamente quando o padre lava os pés dos frequentadores, durante uma cerimônia. É ali que ele atenta-se a uma mulher entre várias, sua desejada e futura esposa. Um filme sobre ciúme e perseguição.

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Atração por deformidades (teratofilia) – A Tortura do Medo

O melhor exemplo do cinema sobre o desejo pela deformação. Esse estranho fetiche vai sendo revelado aos poucos e, a certa altura, o espectador descobre que o protagonista gosta de matar mulheres vendo seus rostos distorcidos no espelho. Em uma cena específica, ele fica deslumbrado por uma prostituta com o lábio deformado.

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Atração por criminosos – Marnie, Confissões de uma Ladra

O marido, vivido por Sean Connery, estuda zoologia e tenta entender a mulher, Marnie (Tippi Hedren), a ladra platinada. O desejo do homem a certa altura fica evidente (e seria confirmado pelo diretor Alfred Hitchcock): ele deseja fazer sexo com ela quando está prestas a cometer seu crime. A saber: ela é uma ladra compulsiva.

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Atração por sujeira ou fezes (coprofilia) – A Bela da Tarde

O mestre Buñuel foi o rei da exploração de fetiches no cinema. Eis outro exemplo famoso: o momento em que Séverine (Catherine Deneuve), amarrada, tem lama lançada contra seu corpo pelo amigo do marido. Trata-se de desejos ocultos divididos apenas com o espectador. Ela torna-se prostituta em um bordel para tentar realizá-los.

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Atração pela monstruosidade – Possessão

O filme mais famoso do grande diretor polonês traz Isabelle Adjani como Anna, que passa a apresentar comportamentos estranhos e é seguida pelo marido, Mark (Sam Neill). O que ele descobre é assustador: a companheira mantém relações sexuais com uma criatura monstruosa. Outro caso de teratofilia, aqui com doses de surrealismo.

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Ser tratado como criança (autonepiofilia) – Veludo Azul

O rapaz (Kyle MacLachlan) está escondido no armário e assiste à sessão de sadismo de Frank Booth (Dennis Hopper), quando este investe contra a frágil Dorothy (Isabella Rossellini). Ele rasteja às suas partes íntimas, cheira gás e, aparentemente dopado, faz-se um bebê em busca de sexo com a representação da mãe. Obra-prima de David Lynch.

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Vestir-se de mulher – Ed Wood

Mais conhecido como “o pior diretor de todos os tempos”, Ed Wood ganha vida na pele de Johnny Depp nesse filme de Tim Burton. Uma das manias do excêntrico diretor – sempre tratado com certa inocência por Burton – era se vestir de mulher. Apesar de cômica e nostálgica, a obra não deixa de ser um retrato triste de artistas à margem.

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Atração por máquinas e acidentes – Crash – Estranhos Prazeres

Obra-prima de David Cronenberg sobre um grupo de fetichistas ligado às máquinas, ao sexo, também ao cinema. Eles excitam-se nos veículos, exploram o desejo pela deformidade gerada por colisões e chegam a reproduzir acidentes que tiraram a vida de figuras famosas como James Dean. Perfeito retrato da busca pelo prazer na era moderna.

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Ouvir histórias eróticas – Ondas do Destino

Feito ainda no período do Dogma 95, época em que Lars von Trier apostava em uma câmera livre, de imagens “imperfeitas”, aqui a tratar de uma moça ingênua (Emily Watson) que se vê obrigada a procurar outros parceiros quando o marido sofre um acidente. Preso à cama, ele deseja ouvir os relatos de suas aventuras sexuais.

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Atração pelo sangue – Desejo e Obsessão

Há também toques de canibalismo nesse trabalho perturbador de Claire Denis, discípula de Jacques Rivette. Um homem recém-casado (Vincent Gallo) está em lua de mel em Paris e tenta resistir a seu desejo por sangue. Em paralelo, o espectador conhece uma mulher (Béatrice Dalle) aprisionada, que mata homens para realizar seus desejos sexuais.

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Masoquismo – A Professora de Piano

Pianista reclusa, aparentemente fria, a protagonista (Isabelle Huppert) sai em busca de excitação quando não está dando aulas. Frequenta cinemas pornográficos e ambientes de perversão. A história dá uma guinada quando ela passa a manter uma estranha relação com um de seus alunos (Benoît Magimel), o que inclui jogos perversos.

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Atração por cadáveres (necrofilia) – Beleza Adormecida

A protagonista (Emily Browning) é uma prostituta que divide seu tempo entre fisgar homens em um bar e servir às perversões de frequentadores de um castelo afastado. Ela aceita dormir nua, sob o efeito de remédio, sem saber o que se passa no quarto. Os clientes, por sua vez, devem respeitar as regras da casa e não fazer sexo com ela.

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Veja também:
Seis filmes contundentes que abordam a pedofilia
Beleza Adormecida, de Julia Leigh

Oito filmes recentes sobre a difícil relação entre mãe e filho

A relação entre mãe e filho quase nunca foi fácil nas telas do cinema. Basta pensar em obras obrigatórias como O Sopro no Coração, de Louis Malle, ou mesmo La Luna, de Bertolucci. Não raro, o conflito envolve sexualidade – ou mesmo sua descoberta.

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A lista abaixo, em sua totalidade, inclui filmes sobre conflitos, dramas familiares. Violência, discussões e até momentos para rir. Há, entre eles, o embate direto entre lados, o drama pelo ponto de vista de uma personagem e a falta de respostas. Uma lista para fazer pensar no quanto o amor e seu oposto são intimamente ligados.

Eu Matei Minha Mãe, de Xavier Dolan

Garoto homossexual tem relação de amor e ódio com a mãe, de causas difíceis de compreender. Estreia de Dolan no cinema, com seu inconfundível histerismo.

eu matei minha mãe

Precisamos Falar Sobre Kevin, de Lynne Ramsay

O filho, depois um assassino, precisa encarar a mãe para dar sua resposta: a certa altura do filme de Ramsay, é ela, a mãe, que fica com o fardo.

precisamos falar sobre kevin

Minha Irmã, de Ursula Meier

Pequeno criminoso busca o amor de sua companheira – mãe, irmã, ou apenas alguém para dividir o mesmo espaço. E fará de tudo para isso, até mesmo tentar comprá-la.

minha irmã

Pietà, de Kim Ki-duk

De maneira inesperada, um criminoso recebe a visita de uma mulher que diz ser sua mãe. Mais do que fazê-lo entender o amor, ela deseja mostrar os efeitos de seus atos.

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Eu, Mamãe e os Meninos, de Guillaume Gallienne

O diretor interpreta o protagonista e também sua mãe nesse filme original sobre a posição do rapaz efeminado em sua família, entre seus desejos e as vontades da mãe.

eu, mamãe e os meninos

Instinto Materno, de Calin Peter Netzer

Quando o filho atropela e mata um menino pobre, a mãe abastada fará o impossível para livrá-lo do problema. Mais um drama poderoso do cinema romeno.

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Club Sandwich, de Fernando Eimbcke

Em um hotel, o menino faz perguntas imprevisíveis: deseja saber onde foi concebido e se é sexy. Quando descobre o amor de uma garota, é a mãe que mostra incômodo.

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Mommy, de Xavier Dolan

Sexualidade e relações com a mãe são temas centrais na obra Dolan. De novo, ele explora a difícil relação entre lados, e insere uma peça a mais: a vizinha amorosa e deslocada.

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