Antoine e Colette

As mulheres de François Truffaut

As damas são parte fundamental do cinema de François Truffaut. Mulheres belas que enlouquecem por amor (Adèle Hugo), que fazem os homens enlouquecerem (Marion Vergano), que não encontram mais espaço para o amor (Mathilde Bauchard) e, ainda mais longe nessa exploração, que não conseguem inventá-lo (Catherine, a musa de Jules e Jim). Elas, diz Truffaut, são um universo inacessível e misterioso.

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Catherine (Jeanne Moreau), em Jules e Jim – Uma Mulher para Dois

Jeanne Moreau

Colette (Marie-France Pisier) em Antoine e Colette

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Nicole (Françoise Dorléac) em Um Só Pecado

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Clarisse/Linda Montag (Julie Christie) em Fahrenheit 451

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Christine (Claude Jade) em Beijos Proibidos

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Marion Vergano (Catherine Deneuve) em A Sereia do Mississippi

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Ann Brown (Kika Markham) em As Duas Inglesas e o Amor

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Camille Bliss (Bernadette Lafont), em Uma Jovem Tão Bela como Eu

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Julie Baker (Jacqueline Bisset) em A Noite Americana

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Adèle Hugo (Isabelle Adjani) em A História de Adèle H.

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Hélène (Geneviève Fontanel) em O Homem que Amava as Mulheres

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Cecilia (Nathalie Baye) em O Quarto Verde

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Sabine (Dorothée) em O Amor em Fuga

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Mathilde Bauchard (Fanny Ardant) em A Mulher do Lado

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O Homem Que Amava as Mulheres, de François Truffaut

A obsessão de Bertrand Morane pelo sexo oposto não chega a ser destrutiva. É, antes, uma declaração de amor do realizador do filme às mulheres. François Truffaut, o “cineasta apaixonado”, deixa ver muito de si em sua personagem.

A paixão não é voltada apenas às damas. O Homem Que Amava as Mulheres celebra a liberdade, os movimentos do protagonista, pela rua, cercado de beldades por todos os lados – talvez em um sonho, enquanto elas, sem parar, dirigem-lhe olhares.

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Classifica-as, explica sua vida, essas passagens, sem nunca soar machista. A paixão sempre serve de bloqueio. Truffaut torna o erotismo leve, nem por isso careta ou desconectado de seu tempo. Seu protagonista (Charles Denner) gosta mais das pernas, ou do barulho das pernas quando se cruzam, do que de seios expostos.

Apega-se ao menor. E esses pequenos desejos estranhos sempre dão vez a histórias engraçadas: o homem que bate o carro de propósito e inventa uma mentira para descobrir o telefone de uma mulher, ou o homem que sonha com a mãe perseguidora, mostrada aqui de maneira desejável. Essa personagem é conhecida.

Truffaut gestou-a antes em Um Só Pecado, por exemplo, com o olhar permeado de medo e incerteza, mas, sobretudo, de vontade, de Jean Desailly à jovem e futura amante, quando se cruzam no elevador; ou mesmo o do jovem Jean-Pierre Léaud ao seu primeiro amor em Antoine e Colette, ao observar suas pernas a distância.

Por isso, Bertrand reserva um espírito sempre jovem. Cada mulher é um universo à parte, diferente, algo a ser descoberto: cada uma delas, à rua, volta-se a ele de maneira diferente, e é como se Truffaut celebrasse justamente o oposto à banalização.

Passa longe de qualquer comédia americana sobre mulherengos em férias. O amor, no cinema de Truffaut, dribla o aspecto passageiro. Ainda assim, Bertrand não tem ninguém, tem dificuldade para se apaixonar, talvez por amar todos e ninguém. Personagem não muito distante – mesmo mais leve – das criações de Hitchcock.

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O olhar masculino oferece autenticidade. Antes, com o olhar feminino em A Noiva Estava de Preto e Uma Jovem Tão Bela Como Eu, o grande cineasta colheu resultados irregulares. No campo da tragédia, em Adèle H., conseguiu uma grande obra.

Isso não quer dizer que esteja impossibilitado de compreender relacionamentos com profundidade pela ótica feminina. Suas mulheres têm vida própria em filmes variados. Em O Homem que Amava as Mulheres não há muito sobre nenhuma delas: são quase sempre anjos, representações, figuras essenciais ao herói.

O médico que atende Bertrand, a certa altura, diz algo cômico e oferece verdade – como sempre faz Truffaut, aproveitando-se dos opostos. “Não se pode fazer amor o dia todo. Por isso inventaram o trabalho”, explica ele. Não há motivos para duvidar.

Tão cômica quanto trágica é a situação de Bertrand no encerramento. Ele morre pelas mulheres, traído – e tragado – pelos desejos. Nada pode fazer: é sua natureza. Nesse ponto, Truffaut aponta a Hitchcock: a exemplo do protagonista de Um Corpo que Cai, seu herói apaixonado está condenado pelos desejos, não pode voltar atrás.

A personagem volta-se às pernas femininas, a seus movimentos. O equilíbrio e a harmonia de seu universo dependem dessa repetição. Bertrand segue as pernas e não só: segue as mulheres, flerta com todas – e cada uma, sabe o público, tem papel especial.

(L’homme qui aimait les femmes, François Truffaut, 1977)

Nota: ★★★★☆

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Beijos Proibidos, de François Truffaut

Gente apaixonada faz coisas extremas, parece louca. Em Beijos Proibidos, de François Truffaut, seu protagonista encara o espelho e diz palavras repetidas. Muito antes de Taxi Driver e seu “Você está falando comigo?”, o que motiva a repetição é o amor.

Outros tempos. No mundo de Truffaut, nem mesmo o Maio de 68 seria capaz de romper esse clima apaixonante: a certa altura, uma garota diz ao protagonista que sua amiga esteve em alguns protestos. Falam rapidamente, em mais um dos pequenos casos da fita, e tudo volta ao normal. Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) segue seu rumo.

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Nesses tempos apaixonados, tão próximos das mudanças, dos protestos, do amargor que sepultaria o clima libertário da nouvelle vague, Doinel tenta restituir o que realmente interessava a Truffaut: contar histórias apaixonantes, feitas à febre do momento.

Nem por isso ignorava o mundo real, a política das coisas, ou apenas as coisas políticas (ainda que menos importantes): seu filme abre com a imagem da Cinemateca Francesa fechada e é dedicado a Henri Langlois, seu fundador.

Filme de amor à cinefilia, aqui expressa na personagem central, Doinel, o jovem que parece dizer e fazer tudo o que deseja, sem freios, a quem a vida sempre termina em amores e diversão, sem que as coisas precisem ser sérias o tempo todo.

A terceira aventura de Doinel mostra-o, no início, deixando o serviço militar. Não se adaptou à instituição, às suas ordens, e sequer precisa explicar os motivos. Quem viu Os Incompreendidos entenderá, sem dúvida, essas motivações.

E Truffaut lida com sua volta à sociedade, depois o novo emprego como detetive. Como um cineasta ou apenas um voyeur, um cinéfilo, o detetive invade a vida dos outros. Como um repórter, mais tarde ligará à empresa para repassar os detalhes de suas ações.

Pela rua, não passa despercebido: destrambelhado como personagem de filme mudo, Doinel não consegue seguir suas presas sem que estas vejam seus passos: é cinematográfico demais para não ser notado. A mulher chama a polícia, ele corre.

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Em sua agência, um rico homem de negócios (Michael Lonsdale), dono de uma loja de sapatos, não tem qualquer problema aparente. Ao contratar os serviços do detetive, ele deseja saber mais sobre si mesmo, por que os outros não gostam dele.

De um lado há Doinel, que não consegue viver sem paixão e, por isso, não consegue tomar distância; de outro, o empresário cuja distância em relação a todos não o deixa ver as próprias imperfeições, ou o ponto de vista daqueles que o cercam.

O protagonista torna-se o detetive do outro, investiga sua vida. Terminará próximo de sua mulher, Fabienne (Delphine Seyrig). Quando não sabe o que fazer com o amor e a estranheza deste lhe foge às mãos, o jeito é renunciar – parecendo ainda mais louco.

Em comparação com os filmes anteriores sobre Doinel, Os Incompreendidos e Antoine e Colette, Beijos Proibidos assume tom cômico. A velocidade está a favor da comédia, e as atitudes apaixonadas do protagonista não exageram quando próximas à loucura.

Ao contrário, são aceitáveis, como se um velho mundo estivesse ainda vivo: as paixões não foram intoxicadas pela política ou pelos tempos atômicos. O detetive, ao fim, é apenas alguém apaixonado, a se proclamar, que diz conhecer bem a vida. Evidentemente ingênuo, perfeito à comédia mágica de Truffaut.

(Baisers volés, François Truffaut, 1968)

Nota: ★★★★★

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Antoine Doinel, sempre apaixonado

Vinte anos separam Os Incompreendidos de O Amor em Fuga, o começo e o fim da saga de Antoine Doinel, a personagem mais conhecida dos filmes de François Truffaut.

O que une os filmes – e os tempos – é o olhar inocente de Doinel, sempre interpretado por Jean-Pierre Léaud. O tempo passa e esse rapaz – eterno rapaz – nunca perde a paixão pelas mulheres. Continua a dizer o improvável, a declarar o amor.

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Suas declarações nem sempre são feitas às mulheres. Seu jeito apaixonado faz parte de seu jeito de ser, e quase não é possível saber se ele ama alguém de verdade ou se apenas continua a amar tudo como sempre amou, a viver intensamente.

Paga o preço: quase sempre parece deslocado, inocente, perdido. Não dá para levá-lo a sério, o que talvez explique por que Truffaut transforma sua saga, a partir do terceiro capítulo, Beijos Proibidos, em comédia. É mais fácil, assim, deglutir Doinel.

Os dois primeiros filmes, em preto e branco, são Os Incompreendidos e Antoine e Colette. O primeiro, o melhor e mais famoso entre os cinco, mostra a difícil infância em família, na escola, depois no reformatório após cometer pequenos crimes.

A face do garoto enjaulado é inescapável: Truffaut não confere a ela nem drama em excesso nem distância total. Ao contrário, fixa certa emoção estranha, enquanto o menino mantém-se firme nessa incursão pelo difícil mundo adulto, incompreendido como é, antes de ser enviado a um local isolado, antes de escapar.

A última imagem apresenta sua face: à praia, após correr, Doinel encara o espectador e seu olhar é congelado. Depois, em Antoine e Colette, descongela-se para mostrar outro rapaz, dessa vez o adolescente trabalhador e apaixonado. Ninguém poderia prever: Doinel cresceu, libertou-se da marginalidade, também da família.

A família, na figura da mãe, retornará no último episódio, talvez o mais fraco – não menos interessante, contudo – da série. A essa altura, ela já está morta e é lembrada no encontro de Doinel com o amante da mãe, justamente o homem que o garoto flagra na companhia dela em Os Incompreendidos, quando estava fugido da escola.

O Amor em Fuga relembra toda a série enquanto o espectador descobre novos amores de Doinel. Essa estrutura de revisão permite que algumas personagens tenham a oportunidade de redenção, como a mãe, não mais a megera, ou mesmo Colette (Marie-France Pisier), que perde o mistério e a distância observados em Antoine e Colette.

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Ela passa rapidamente, com o marido e a filha pequena, em Beijos Proibidos, de 1968. Nessa terceira parte da série, Doinel deixa o serviço militar e investe na carreira de detetive. O que era drama torna-se comédia. Truffaut compreende que o drama faria da maturidade de Doinel alguém distante do garoto dos primeiros filmes.

À sua maneira, Doinel é cinematográfico demais, justamente por sua paixão incondicional. Não liga para viver como todos, para a seriedade do mundo, e funciona à base de surpresas e inversões, dizendo o que menos se espera, amando como imagina.

Ao longo de Domicílio Conjugal, a quarta parte da série, na qual ele casa-se com sua companheira Christine (Claude Jade), Doinel é sempre abordado por um rapaz que lhe deve dinheiro e, a cada nova parada, o mesmo homem toma-lhe mais e a dívida cresce.

Em um jantar com a amante japonesa, Doinel não aguenta, levanta-se e volta a ligar para Christine. Faz isso três vezes e, ao voltar para a mesa, descobre que a outra mulher cansou de esperá-lo. Suas atitudes inesperadas ajudam a mantê-lo eternamente jovem, estado ao qual os traços de Léaud contribuem ainda mais.

Esse estado de vida é inerente ao cinema de Truffaut. Quase todos seus filmes exploram o olhar dos homens às mais lindas mulheres, tratadas como sonho, como é o caso de Jeanne Moreau em Jules e Jim – Uma Mulher para Dois, de Françoise Dorléac em Um Só Pecado e de Catherine Deneuve em A Sereia do Mississippi.

A cada uma delas, o espectador deverá se sentir como um rapaz jovem que acaba de descobrir o amor e a mais profunda beleza no sexo oposto: o sentimento de ser jovem sempre, com fala explosiva, atitudes inesperadas, como Antoine Doinel.

Foto 1: O Amor em Fuga
Foto 2: Domicílio Conjugal

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Antoine Doinel, o primeiro Truffaut

Nenhuma criança foi tão importante ao cinema quanto o Antoine Doinel de Os Incompreendidos. Não significa que o filme de François Truffaut, uma obra-prima, seja o melhor trabalho já feito sobre a infância. Sua importância deve-se, primeiro, à maneira como o cineasta encara esse período da vida e expõe confrontos com o mundo adulto.

Em essência, é sobre um menino, Doinel, tentando fugir dos mais velhos. Não espelha um mundo apenas fechado e particular, o da infância, como se viu antes em obras extraordinárias como O Pequeno Fugitivo, ao qual Truffaut não escondia adoração.

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Há sempre uma articulação entre os adultos que não compreendem e os pequenos incompreendidos. E há, na busca pelo mais particular possível, o toque da infância como algo enigmático, ao mesmo tempo belo, puro, desconcertante – como o momento em que as crianças são flagradas entre sustos e gestos de graça enquanto assistem a um teatro de marionetes, a certa altura de Os Incompreendidos.

Essa zona inacessível só pode ser reproduzida pela espontaneidade da infância: o meio sem falsidades, sem interpretações, do olhar que talvez observe o espetáculo (a ficção) pela primeira vez, sem entender o que decorre no pequeno palco.

E ao olhar de Doinel, seu protagonista, Truffaut recorrerá incansavelmente para ditar os rumos da incompreensão, da dificuldade de aceitar ou entender o chamado delinquente, ou apenas aquele garoto rumo à praia, ao fim, para se tornar livre dos outros.

As crianças não são perfeitas e idealizadas. E por isso não são sempre bondosas. São crianças. É o ponto ao qual Truffaut condiciona o olhar, que ora volta à mãe, ora ao pai, em sua casa, enquanto os adultos conversam sobre qualquer coisa. O filho está por ali, a participar, ao mesmo tempo ao canto, apenas a compor o espaço da família.

Doinel é repelido em silêncio, depois de forma escancarada. Os pais preferem sua internação. Ainda antes, após fugir de casa, o menino será visto em uma cela, na delegacia, com o rosto fixado em lugar algum. Truffaut não permite acesso.

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A essa direção consciente sobre o local das crianças – e da infância – somam-se a fotografia de Henri Decaë e a música de Jean Constantin. Mescla entre o drama possível, o sofrimento, a alegria em estar livre e marginalizado, o instinto e a insegurança, tudo remoído sob a máscara viva, natural, de Jean-Pierre Léaud.

Dos cinco filmes de Truffaut sobre Doinel, Os Incompreendidos é o único voltado à infância. No seguinte, Antoine e Colette, o protagonista chega à adolescência, ao primeiro amor. Nos outros, a começar pelo extraordinário Beijos Proibidos, encontram-se novas fazes da vida, todas permeadas pelo tom cômico.

Os Incompreendidos dispensa a comédia. Quer dizer, quando surge, esta é intrusa, inerente à infância, alheia aos poderes de Truffaut. A infância focada pelo diretor é difícil e dramática – tem de ser – como foi a do artista: este é, antes, um filme pessoal.

Não é a primeira vez que o cinema expôs a infância com necessário recuo – para não dizer crueldade. Algo mais violento pode ser visto em Alemanha, Ano Zero, de Rossellini, talvez o mais dramático dos filmes sobre esse período da vida (e que ousa, vale lembrar, expor o suicídio da criança, entre os escombros deixados pela guerra).

O que alimenta Truffaut, mais ainda, é Jean Vigo e seu seminal Zero em Comportamento, o ensaio de uma “guerra” de crianças “desviadas”, no interior da escola, todas contra o sistema adulto. Uma de suas sequências famosas – quando os garotos formam fila atrás do professor – seria levada a Os Incompreendidos.

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Como o discípulo, Vigo prefere a infância em sua integridade, também a distância. Prefere o movimento, o grupo, a insubordinação como autenticidade.

O segundo curta-metragem de Truffaut, Os Pivetes, no qual um bando de garotos persegue a bela Bernadette Lafont, é um olhar curioso à descoberta do amor, primeiro passo para Os Incompreendidos. Mas ainda faltava eleger um rosto, uma criança.

Ao escrever sobre Doinel, o cineasta conta que, ao entrar em um bistrô, certo dia, o proprietário achou que ele fosse o protagonista de Beijos Proibidos, ou seja, Jean-Pierre Léaud, seu provável alter ego. A personagem Doinel é o primeiro Truffaut, criação que canalizaria seu entendimento sobre a infância.

Depois da marginalidade vem a cinefilia. A formação do crítico, resgatado por André Bazin, o homem-cinema a quem Os Incompreendidos é dedicado. A interpretação da História permite jogos rocambolescos, mitos sobre encontros e desencontros, formações. A vitória de Truffaut talvez responda a essas necessidades.

Partindo de Doinel, sua obra debruçar-se-á sobre personagens intensas, livres, apaixonadas, um cinema confundido com a vida. Doinel é esse pequeno intruso que, ao fim, incorre ao flagra, torna a plateia sua cúmplice.

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