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Bastidores: Noites de Cabíria

Giulietta Masina, que interpretou a criatura passiva de A Estrada da Vida, transforma-se aqui numa lutadora, uma Quixote sempre pronta a enfrentar os moinhos de vento, e apesar de tudo com uma fé inquebrantável na vida e na felicidade.

Georges Sadoul, pesquisador, historiador e crítico de cinema, em verbete de seu Dicionário de Filmes (L&PM Editores; pg. 280). Abaixo, Masina (ao centro) durante as filmagens.

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Anthony Mann segundo Jean Tulard

Simplicidade e clareza na maneira de contar uma história, preocupação em apresentar o herói antes de tudo como um homem, beleza da imagem não gratuita, mas que serve para situar o cenário da ação: Mann é o cineasta clássico por excelência.

Jean Tulard, escritor e professor, em Dicionário de Cinema – Os Diretores (L&PM Editores; pg. 415).

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O filme que ensinou Wim Wenders a fazer cinema

Foi com esse filme, O Homem do Oeste, que de repente eu entendi como os filmes são feitos. Eu era finalmente capaz de ler toda aquela arquitetura. Claro que poderia ter acontecido com outros filmes – mas, não por coincidência, aconteceu com os de Anthony Mann. Ali, eu percebi como uma cena era construída com planos abertos – Mann fazia planos abertos fantásticos. Só outro mestre, John Ford, alcançava a perfeição de seus planos, planos médios, closes, planos gerais, planos em movimento e steadicam. Claro que você pode aprender isso em qualquer filme, mas eu aprendi a arte de fazer cinema com uma série de filmes de Anthony Mann exibida na Cinemateca [Francesa] – e especialmente com O Homem do Oeste. (…) Em O Homem do Oeste, entendi como um cineasta pode guiar seu olhar, te deixar confortável e te colocar no meio da cena. Entender isso foi um longo passo para mim, quase uma revelação.

Wim Wenders, cineasta, em depoimento ao ciclo Os Filmes da Minha Vida, da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, publicado no livro Os Filmes da Minha Vida 3 (Imprensa Oficial; pg. 21). Abaixo, Gary Cooper em O Homem do Oeste.

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