Os 20 melhores filmes de 1952

Enquanto os Estados Unidos eram atacados por marcianos nos filmes de ficção científica e o cinema japonês chegava perto do auge, encontramos na França e na Itália alguns de seus melhores realizadores e produções. Uma lista que celebra a diversidade, como sempre fazemos por aqui.

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20) Paixão de Bravo, de Nicholas Ray

Um caubói de rodeios volta para casa, quer mudar de vida, mas retoma à redoma de bois e cavalos quando conhece um casal. Pequena pérola de Ray sobre a América profunda de códigos específicos e perdição.

19) Relâmpago, de Mikio Naruse

A família quer casar uma de suas filhas, guia turística nas ruas de Tóquio. A moça reluta, não quer se dobrar facilmente às tradições, e não encontrou alguém capaz de lhe roubar a atenção e os sentimentos.

18) O Canto da Saudade, de Humberto Mauro

Um poderoso coronel quer casar a sobrinha em união arranjada. A moça ama outro homem. Com extrema sensibilidade, Mauro mostra um Brasil interiorano, com suas pessoas simples e tradições.

17) A Carruagem de Ouro, de Jean Renoir

Renoir no universo do teatro e com Anna Magnani à frente da trupe. Em viagem para o Peru, sem um palco para se apresentar, ela conquista três homens diferentes – e um deles dá-lhe uma carruagem de ouro.

16) A Dama de Preto, de Samuel Fuller

A disputa – nem sempre justa, ou quase sempre não – entre dois jornais, nos tempos em que a imprensa buscava se solidificar. Fuller consegue um belo retrato da época e uma estranha história de amor velado.

15) Viva Zapata!, de Elia Kazan

Não é fácil engolir Marlon Brando na pele de Zapata. Kazan, contudo, era um diretor fora da curva e o resultado é forte. Começa com a procura de um lavrador pelo presidente, e o nascimento do revolucionário.

14) A Hora da Vingança, de Richard Brooks

Outro belo clássico sobre o mundo do jornalismo. Ninguém menos que Bogart à frente da história, a de um jornal que luta para não se tornar uma empresa qualquer e em embate contra um poderoso homem da máfia.

13) O Capote, de Alberto Lattuada

O título refere-se ao adereço que pode, na Itália em questão, diferenciar o rico do pobre, o homem com alguma dignidade de outro, sem estatura. Um belo filme nem sempre lembrado, baseado em Nikolay Gogol.

12) E o Sangue Semeou a Terra, de Anthony Mann

James Stewart faz Glyn McLyntock, à frente de uma caravana rumo a um lugar melhor, a uma nova cidade, atrás da sonhada tranquilidade. Pelo caminho, ele e seu grupo encontrarão diferentes desafios.

11) Brinquedo Proibido, de René Clément

Um dos mais belos filmes sobre a infância nos tempos de guerra. Após perderem os pais, vítimas de um ataque inimigo, dois irmãos são abrigados em uma fazenda e constroem um cemitério para animais.

10) Depois do Vendaval, de John Ford

O quarto Oscar de Ford. Seu retorno à Irlanda de campos dourados, com John Wayne no papel do boxeador que volta à sua terra e luta para se casar com a mulher que ama, a bela e imponente Maureen O’Hara.

9) Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann

A encruzilhada de um xerife, em um história de uma hora e meia, no dia de seu casamento. Ele tem de enfrentar três bandidos que chegam à cidade para matá-lo. No centro da disputa, nas ruas de terra, está sozinho.

8) Assim Estava Escrito, de Vincente Minnelli

Três histórias sobre os bastidores de Hollywood. Kirk Douglas é o produtor sem escrúpulos. Lana Turner, a estrela que ele ajudou a criar. Minnelli faria ainda uma continuação, A Cidade dos Desiludidos.

7) Oharu: A Vida de uma Cortesã, de Kenji Mizoguchi

A protagonista, Oharu, lembra de seu passado, certo dia, mais velha, ao entrar em um templo. Recorda os dias em que amou um homem e pagou caro por isso; mais tarde, tornou-se uma prostituta.

6) Moulin Rouge, de John Huston

Seguimos os passos do artista Henri de Toulouse-Lautrec, interpretado por José Ferrer, e suas visitas ao famoso cabaré parisiense. Ainda que nem sempre lembrado em sua filmografia, é um dos melhores de Huston.

5) Umberto D., de Vittorio De Sica

O protagonista é um senhor sem esperanças, ao lado de seu cão fiel, pelas ruas da Itália do pós-guerra. Acompanhamos suas andanças, sua agonia, sua vontade de ir embora – o sentimento de não fazer parte.

4) O Prazer, de Max Ophüls

O terreno do plano-sequência, o do mestre dessa prática cinematográfica. Ophüls leva-nos a três contos de Guy de Maupassant e tem no elenco astros e estrelas como Jean Gabin, Danielle Darrieux e Simone Simon.

3) Amores de Apache, de Jacques Becker

Simone Signoret é o objeto de desejo. Os homens não resistem a ela. A França do passado, idealizada, está prestes a desaparecer: bandidos, carpinteiros e suas companheiras dançam, divertem-se, amam.

2) Viver, de Akira Kurosawa

O que um homem precisa fazer para deixar sua marca no mundo? É o que descobre o protagonista desse filme mágico, alguém com pouco tempo de vida, disposto a fazer algo para viver – mesmo após a morte.

1) Cantando na Chuva, de Gene Kelly e Stanley Donen

Quando o cinema passou a falar, tudo mudou. Kelly e Donen, com algumas das melhores coreografias e canções da sétima arte, registram, entre graça e nostalgia, esse momento de passagem. Imortal.

SOBRE O AUTOR:
Rafael Amaral é crítico de cinema e jornalista (conheça seu trabalho)

Veja também:
Os 20 melhores filmes de 1951

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