Os dez melhores filmes de todos os tempos, segundo Béla Tarr

Em 2012, a revista britânica Sight & Sound divulgou sua lista de 250 melhores filmes de todos os tempos, com votos de críticos, cineastas e outros profissionais do mundo todo ligados à sétima arte. Cada um escolheu dez títulos. As listas individuais também foram publicadas. A lista que compartilhamos com nossos leitores, abaixo, é do diretor húngaro Béla Tarr, autor de obras seminais como Satantango e O Cavalo de Turin.

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A Paixão de Joana D’Arc, de Carl Theodor Dreyer

Filme famoso pelo uso dos closes, também pela atuação de sua atriz Maria Falconetti, na pele de Joana D’arc, julgada por homens assustadores. No fundo de sua face, de seus olhos, emana o sentido de uma obra religiosa.

Um Homem com uma Câmera, de Dziga Vertov

Obra experimental sobre as aventuras de um cinegrafista pelas ruas da cidade, sobre fusão de imagens, sobre as possibilidades de uma arte que, nos anos 1920, encontra seu apogeu no que diz respeito à ousadia.

M, o Vampiro de Düsseldorf, de Fritz Lang

Pouco antes de os nazistas tomarem o poder na Alemanha, Lang realizou o filme definitivo sobre o clima da época: em cena, policiais e criminosos procuram o mesmo homem, um assassino de crianças.

Aleksandr Nevsky, de Sergei Eisenstein e Dmitriy Vasilev

Depois de revolucionar a montagem cinematográfica, nos anos 1920, o cineasta e teórico Eisenstein explora a história do príncipe Aleksandr Nevsky, do século 13, que luta contra os cavaleiros teutônicos.

Era Uma Vez em Tóquio, de Yasujiro Ozu

A quietude, a perfeição dos planos fixos e da câmera à altura do tatame. É o filme mais famoso do mestre japonês, sobre um casal de idosos que viaja para Tóquio para visitar seus filhos e se depara com outra realidade.

Viver a Vida, de Jean-Luc Godard

Seguimos aqui a prostituta Nana, de cabelo tigelinha, como a Lulu de A Caixa de Pandora. No cinema, ela assiste A Paixão de Joana D’Arc e chora. Este é possivelmente o melhor filme de Godard, auge da nouvelle vague.

A Grande Testemunha, de Robert Bresson

O destino de um burrinho, um animal que esbarra em humanos deformados – todos nós – ao longo de sua jornada. Um filme triste no que reflete, não exatamente no que mostra. Obra-prima do mestre Bresson.

Os Sem Esperança, de Miklós Jancsó

Mestre do plano-sequência, não estranha ver Jancsó em uma lista de Béla Tarr. O filme passa-se na Hungria, no movimento autonomista, com a proclamação da república em 1849 e o confronto com a Áustria.

Frenesi, de Alfred Hitchcock

O mestre do suspense volta para a Inglaterra e entrega mais um filmaço. Acompanhamos os crimes do “assassino da gravata”. Em cena, uma sociedade de prataria cara que polui seus rios com sujeira e cadáveres.

Berlin Alexanderplatz, de Rainer Werner Fassbinder

Obra monumental de Fassbinder – em tamanho e qualidade. É sobre a jornada de um errante, destinado a perder, um tal Franz Biberkopf que acaba de sair da cadeia e se envolve com o submundo do crime.

SOBRE O AUTOR:
Rafael Amaral é crítico de cinema e jornalista (conheça seu trabalho)

Veja também:
Os 20 melhores filmes de 1971

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