Do pior ao melhor: os filmes de Stanley Kubrick

Ainda que tenha explorado assuntos os mais variados, é a guerra o tema central da obra de Stanley Kubrick. Mesmo em 2001: Uma Odisseia no Espaço, ela está lá, no conflito entre macacos e na descoberta da arma, na posse da terra, o que daria lugar a todos os problemas da humanidade. Abaixo, um ranking pessoal sobre uma filmografia repleta de filmes grandiosos.

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Medo e Desejo (1953)

Não chega a ser o desastre que o próprio Kubrick apontava. O autor fez algum esforço para manter esquecido esse pequeno e curioso filme de guerra em que quatro soldados tentam sobreviver ao território inimigo.

A Morte Passou por Perto (1955)

Rodado em Nova York em 1954, montado e mixado em dez meses, seria o verdadeiro primeiro filme do mestre, sem conseguir recuperar seu investimento. A história de amor entre um boxeador e uma dançarina.

Spartacus (1960)

Kubrick toma o lugar do veterano Anthony Mann, que cumpriu apenas uma semana de filmagem. O mestre vê-se enredado ao cinemão de estúdio e às suas regras, às quais juraria nunca mais ajoelhar.

Nascido para Matar (1987)

Em duas partes, o filme explora o treinamento – e a supressão da consciência – dos jovens mandados à guerra e depois o resultado, em campo, desse aprendizado. Tem sequências de grande violência.

O Grande Golpe (1956)

O primeiro grande filme do diretor. Uma fita de assalto que recupera o Sterling Hayden malandro e seguro de O Segredo das Joias, sobre um roubo a um hipódromo que, não é difícil prever, terá muitos tropeços.

O Iluminado (1980)

Jack Nicholson endiabrado no papel do escritor que, durante um inverno prolongado, aceita trabalhar como zelador em um hotel afastado. No local, ele enlouquece enquanto seu pequeno filho vê fantasmas.

De Olhos Bem Fechados (1999)

O capítulo final da obra de Kubrick é baseado em um livro que o cineasta admirava, de Schnitzler. Ao se dar conta de que foi traído, a personagem de Tom Cruise embarca em aventuras pela noite de Nova York.

Lolita (1962)

Mason é o Humbert Humbert perfeito. Consegue nos emocionar mesmo com sua escrotidão. Temos também Shelley Winters e Peter Sellers deliciosamente irritantes, as pedras no sapato do protagonista.

Glória Feita de Sangue (1957)

Os momentos em que o herói de Kirk Douglas atravessa as trincheiras, a observar os soldados acossados, valem por uma carreira inteira. Obra de mestre, passada na Primeira Guerra, crítica aos horrores de todas.

Barry Lyndon (1975)

A primeira parte é sobre as aventuras de um irlandês sedutor, difícil de definir – como são os homens de Kubrick. Na segunda, ele, Barry Lyndon, assiste à própria derrocada após se casar com uma mulher abastada.

Dr. Fantástico (1964)

O caipira “cavalga” a bomba nos momentos finais, quando a loucura já chegou a nível máximo e o doutor Fantástico de Sellers, em uma sala de guerra americana, não consegue deixar de fazer o cumprimento nazista.

Laranja Mecânica (1971)

O homem livre lança-se a doses intermináveis de violência. Após ser preso, aceita se tornar uma cobaia do Estado, em experiência que pretende tirar dele alguns de seus impulsos – além do prazer de ouvir a “Nona Sinfonia”.

2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)

O osso como arma, descoberta dos macacos, dá lugar, milênios depois, à grande nave que circula a Terra, à viagem dos astronautas com um robô enlouquecido, a um show de luzes e ao nascimento de um feto interestelar.

SOBRE O AUTOR:
Rafael Amaral é crítico de cinema e jornalista (conheça seu trabalho)

Veja também:
Do pior ao melhor: os faroestes de Budd Boetticher com Randolph Scott

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