Do pior ao melhor: os faroestes de Budd Boetticher com Randolph Scott

Em Publique-se a Lenda: A História do Western, A.C. Gomes de Mattos afirma que Budd Boetticher foi o sucessor de Anthony Mann. O cineasta fez outros filmes interessantes, mas foi ao lado do astro Randolph Scott – com quem fez o chamado ciclo Ranown (em referência aos nomes de Randolph e do produtor Harry Joe Brown) – que se eternizou. São sete filmes feitos de maneira rápida, com histórias de “tiro curto” e imagens inesquecíveis. Todos são compensadores. Abaixo, colocamos em ranking nossas preferências.

7) Um Homem de Coragem (1958)

O caubói de Randolph Scott faz amizade com um soldado do Norte que retorna da guerra civil sem um braço. Na cidade do outro, conhece sua mulher e os sulistas com os quais, não demora, entra em conflito.

6) Fibra de Herói (1958)

O texano Tom Buchanan (Scott) está retornando para casa quando compra briga a favor de um rapaz mexicano e se vê no meio de um conflito à beira da fronteira, em uma cidade dominada por um homem.

5) Cavalgada Trágica (1960)

O último filme da parceria. Scott é um pistoleiro que salva uma mulher raptada pelos índios, por quem há uma recompensa. Mas o que o move não é dinheiro. Ele vaga em território comanche atrás de sua própria mulher.

4) Entardecer Sangrento (1957)

O mais ousado dos sete faroestes. Scott tenta matar o amante de sua mulher, responsável por levá-la à morte. Ele vai à pequena cidade em que o algoz vive e chega ao local no dia de seu casamento. Tudo muda.

3) O Resgate do Bandoleiro (1957)

O herói é sequestrado por três pistoleiros que também levam uma mulher mais velha, filha de um homem rico, do qual esperam uma boa quantia de dinheiro. Econômico, ágil, dono de um encerramento aberto e marcante.

2) O Homem que Luta Só (1959)

Essa pérola tem Scott como um caçador de recompensas que leva um criminoso para ser julgado em uma cidade. O problema é que o irmão do preso está em seu encalço. Estreia de James Coburn no cinema.

1) Sete Homens Sem Destino (1956)

A obra-prima da parceria leva-nos ao esperado confronto entre Scott e o pistoleiro de Lee Marvin. Destaque para a tensão sexual entre o herói e a mulher do homem que leva o montante de ouro roubado.

SOBRE O AUTOR:
Rafael Amaral é crítico de cinema e jornalista (conheça seu trabalho)

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Veja também:
Boetticher segundo Scorsese

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