13 grandes filmes franceses com refilmagens americanas

É importante pontuar que alguns filmes considerados “refilmagens” na verdade bebem na fonte de uma mesma obra, ou seja, ambos são baseados no mesmo livro ou peça. Isso não significa que as inspirações terminam aí: os filmes franceses da lista abaixo claramente serviram de molde e impulsão às também citadas versões americanas. Além disso, algumas dessas histórias ganharam mais de duas versões para o cinema. Optamos por citar as francesas consagradas e as americanas mais famosas.

A Cadela, de Jean Renoir (1931)

Pintor honesto apaixona-se por uma mulher traiçoeira, que usa seus encantos para explorá-lo e destruir sua vida. Obra trágica e dona de encerramento assustador – e um tanto irônico.

Refilmagem: Almas Perversas, de Fritz Lang (1945)

Boudu Salvo das Águas, de Jean Renoir (1932)

Esse filme livre e genial de Renoir traz como protagonista o mesmo Michel Simon de A Cadela, agora como um homem salvo das águas de um rio, mulherengo, inclinado à bagunça e à vida de vagabundagem.

Refilmagem: Um Vagabundo na Alta Roda, de Paul Mazursky (1986)

O Demônio da Argélia, de Julien Duvivier (1937)

Jean Gabin faz um gângster francês escondido na Argélia. Após conhecer uma turista que passa pelos becos que frequenta, cresce seu desejo de sair daquele local. O close final, no porto, é antológico.

Refilmagem: Argélia, de John Cromwell (1938)

A Besta Humana, de Jean Renoir (1938)

Renoir de novo! O mestre francês explora agora a história clássica de Émile Zola, com Gabin como o maquinista tomado por demônios, atraído ao desejo de matar e tirar a própria vida, como também à bela Simone Simon.

Refilmagem: Desejo Humano, de Fritz Lang (1954)

Sombra do Pavor, de Henri-Georges Clouzot (1943)

Também conhecido no Brasil como O Corvo ou Cartas Anônimas. Feita durante a ocupação alemã na França, a obra trata do medo que abate uma comunidade quando começam a circular cartas com boatos perigosos.

Refilmagem: Cartas Venenosas, de Otto Preminger (1951)

O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot (1953)

Clouzot é chamado de Hitchcock francês. Este é seu melhor filme, sobre quatro homens que aceitam transportar nitroglicerina em dois caminhões pelas estradas acidentadas da América do Sul. A cada buraco um novo risco.

Refilmagem: O Comboio do Medo, de William Friedkin (1977)

As Diabólicas, de Henri-Georges Clouzot (1955)

A grande Simone Signoret compensa a inexpressiva Véra Clouzot, brasileira e esposa do diretor. Duas mulheres unem-se para matar o marido de uma delas na escola em que trabalham. Nada é o que parece. 

Refilmagem: Diabolique, de Jeremiah S. Chechik (1996)

E Deus Criou a Mulher, de Roger Vadim (1956)

Brigitte Bardot marcou época como a jovem sexualmente livre Juliete Hardy. Na mítica Saint-Tropez, ela embaraça a vida de diferentes homens, incluindo seu jovem noivo, o irmão deste e um ricaço que circula pelo local.

E Deus Criou a Mulher, de Roger Vadim (1988)

Acossado, de Jean-Luc Godard (1960)

Um dos pais do cinema moderno, Godard fez um filme revolucionário sobre um bandidinho em fuga que se envolve com uma garota loira de cabelos curtos em Paris. Rápido, barato, cheio de momentos inesquecíveis.

Refilmagem: A Força de um Amor, de Jim McBride (1983)

A Pista, de Chris Marker (1962)

Ficção científica de imagens estáticas, sobre viagens no tempo, com um homem nos subterrâneos de Paris após a Terceira Guerra Mundial. Uma obra sobre a memória, o que só reforça a importância de suas imagens.

Refilmagem: Os 12 Macacos, de Terry Gilliam (1995)

O Homem que Amava as Mulheres, de François Truffaut (1977)

Charles Denner é o próprio Truffaut, em meio a aventuras, uma maneira engraçada de declarar amor a todas as mulheres com quem viveu e que passaram por seus filmes. Comédia de momentos inspirados.

Meus Problemas com as Mulheres, de Blake Edwards (1983)

A Gaiola das Loucas, de Édouard Molinaro (1978)

Outro momento inspirado da comédia francesa (com coprodução italiana). O dono de uma boate gay prepara-se para receber a família ultraconservadora de sua nora. Tem ninguém menos que Ugo Tognazzi.

Refilmagem: A Gaiola das Loucas, de Mike Nichols (1996)

Cidadão sob Custódia, de Claude Miller (1981)

Fita policial eletrizante sobre os desdobramentos de um interrogatório, passada todo em uma noite, quando um homem é o principal suspeito de estuprar e matar duas crianças. Os diálogos são os pontos altos.

Refilmagem: Sob Suspeita, de Stephen Hopkins (2000)

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Veja também:
Godard: “O cinema quase nunca teve essa função de pensamento”

Um comentário sobre “13 grandes filmes franceses com refilmagens americanas

  1. Eu vi a maioria desses.
    E olha que tem muitos mais ainda que tiveram sua versão estadunidense.
    True lies é baseado em La Totale!
    Intocáveis.
    Um índio na cidade.
    França é o país que mais tem seus filmes refilmados pelos Estados Unidos.

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