O Jardim dos Finzi-Contini e a perseguição aos judeus na Itália

Esse período [a perseguição aos judeus durante os regimes fascista e nazista] foi a página mais negra da história da humanidade. No entanto, hoje na Itália existem muitos fascistas – jovens que não acreditam como era antes. E, infelizmente, muitos velhos se esqueceram. É por isso que senti que devia fazer O Jardim dos Finzi-Contini – como um ato de expiação e um aviso.

 

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Os italianos nunca foram antissemitas; o que aconteceu durante a guerra foi uma questão de aliança política. Eu pessoalmente não levei Mussolini a sério no começo. Ele era muito parecido com um palhaço. Foi só depois que ele declarou guerra que eu o levei a sério, e então era tarde demais.

 

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Nos últimos oito meses da guerra, escondi duas famílias judias em meus aposentos de solteiro em Roma. Quatro adultos e cinco crianças. E um cachorro. Eu estava correndo um risco terrível; se os nazistas tivessem descoberto o que eu estava fazendo, certamente teria sido mandado para a prisão. Mas eu não era o único; muitas famílias italianas esconderam judeus em suas casas.

Vittorio De Sica, cineasta, em entrevista ao jornal The New York Times (“The Victory Of Vittorio De Sica”, 16 de janeiro de 1972; leia aqui em inglês). Acima, cena de O Jardim dos Finzi-Contini; abaixo, os atores Dominique Sanda e Lino Capolicchio em momento do mesmo filme, que venceu, em 1972, o Oscar de melhor filme estrangeiro.

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Veja também:
Ontem, Hoje e Amanhã, de Vittorio De Sica

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