Os 20 melhores filmes de 2020

O ano em que o streaming apoderou-se de boa parte dos lançamentos chega ao fim com saldo positivo. Na tela grande ou pequena, vimos obras interessantes, dos mais variados diretores. O cinema brasileiro não ficou de fora, tampouco o chinês e o sul-coreano. Todas as obras abaixo estrearam no país em 2020. A lista é pessoal. E que venha 2021.

20) O Hotel às Margens do Rio, de Hong Sang-soo

Um escritor recluso recebe seus dois filhos. Uma mulher que acabou de se separar recebe a visita da amiga. Todos estão no mesmo hotel. Encontros e desencontros são inevitáveis nesse filme em que nada é por acaso.

19) O Homem Invisível, de Leigh Whannell

O foco não é mais o vilão, como era no clássico de 1933. Fala-se agora da mulher abusada, perseguida por seu parceiro. Elisabeth Moss prova que é uma das atrizes mais interessantes do cinema recente.

18) O Som do Silêncio, de Darius Marder

O músico viaja de cidade em cidade, pelos Estados Unidos, na companhia de sua amada. Tudo muda quando ele subitamente se “descola” do mundo. Descobre-se surdo e, a partir de então, precisa reconfigurar sua vida.

17) Você Não Estava Aqui, de Ken Loach

A rotina insana de um transportador de encomendas no mundo dos aplicativos, das máquinas que calculam o tempo de cada trajeto. À medida que cresce o trabalho, aumentam também os problemas dentro de casa.

16) Martin Eden, de Pietro Marcello

O conhecimento cobra seu preço. É o que ocorre à personagem-título, que mergulha na literatura e no pensamento após conhecer uma família rica e culta. O problema é que Martin Eden será tomado por crises de consciência.

15) Pacarrete, de Allan Deberton

Drama e comédia mesclam-se o tempo todo nessa joia do cinema nacional recente. Pacarrete é uma senhora sonhadora, chegada à cultura francesa, que vive em uma pequena cidade do nordeste brasileiro.

14) Corpus Christi, de Jan Komasa

Jovem delinquente viaja para uma cidade distante e vê a oportunidade de se passar por padre, o que acredita ser sua vocação. Komasa também dirigiu o recente Rede de Ódio, mas sem o mesmo brilho e pujança.

13) High Life, de Claire Denis

Uma ficção científica diferente. No espaço, passageiros de uma nave são criminosos a serviço da ciência, ao encontro de um buraco negro. Conflitos internos mudam a rotina dos envolvidos nessa missão.

12) Honeyland, de Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov

É difícil explicar o que tanto nos atraia à rotina de uma mulher marcada pela idade, alguém que não para nunca de se locomover, que extrai o mel da natureza e que se aproxima de uma família instalada nas redondezas.

11) A Portuguesa, de Rita Azevedo Gomes

Os filmes de Azevedo Gomes pedem paciência ao espectador. Suas composições são experiências que envolvem o tempo, com quadros de grande beleza, sempre a alguma distância de suas personagens.

10) O Caso Richard Jewell, de Clint Eastwood

O diretor e ator americano é um dos melhores da atualidade. Mito em vida, aqui apenas atrás das câmeras, para nos contar a triste história do ingênuo Richard Jewell, e como a mídia perversa cria seus vilões.

9) O Oficial e o Espião, de Roman Polanski

A melhor resposta de Polanski a seus detratores é sua arte. Não por acaso, recorre aqui ao histórico caso de injustiça envolvendo o judeu Alfred Dreyfus e a mobilização de Picquart para retirá-lo de trás das grades.

8) O Pássaro Pintado, de Václav Marhoul

Três horas de sequências pesadas, com bela fotografia em preto e branco. Um filme sobre a experiência da guerra pelo olhar de uma criança que, ao contrário de tantos que cruzam seu caminho, insiste em sobreviver.

7) Os Miseráveis, de Ladj Ly

A insurgência dos explorados na periferia de Paris pós-euforia da Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, policiais corruptos procuram um filhote de leão roubado do circo, no que parece ser um dia normal.

6) Sertânia, de Geraldo Sarno

Jovem cangaceiro confronta o líder de seu bando quando uma população pobre é condenada à morte. O cenário é o sertão tomado pelo branco explosivo, por certa frieza, não mais no calor comum a outras produções.

5) O Lago do Ganso Selvagem, de Diao Yinan

É certamente o filme mais violento do ano, o mais difícil de explicar. Não se pode prever nada. Após matar acidentalmente um policial, homem é caçado pelas autoridades e recebe a ajuda de uma prostituta.

4) Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma

Duas mulheres em uma casa isolada, à beira-mar. Uma delas é a pintora; a outra, sua modelo, mais tarde sua amante. O quadro será dado ao futuro marido da segunda. Bela história de amor.

3) Mank, de David Fincher

O roteirista de Cidadão Kane gostava de beber e tinha frases ácidas. Frequentava mansões e conhecia de perto os barões do cinema e suas amantes. Fincher faz um filme sobre o cinema a partir do roteiro de seu pai.

2) O Farol, de Robert Eggers

Dois homens isolados. Um pássaro. Um farol. A certa altura, o mais jovem é acometido por delírios – ou talvez estivesse delirando desde sempre. Seria o homem mais velho uma criação do outro? O que é o farol?

1) Joias Brutas, de Josh e Benny Safdie

Tour de force, como se costuma dizer entre a crítica. Os irmãos Safdie confirmam talento, também o astro Adam Sandler. Dívidas, joias, mulheres, dinheiro – combinação que leva essa história ao inesperado.

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