O curioso destino de um filme extraordinário

O crítico de cinema Roger Ebert entrevistou os astros Warren Beatty e Julie Christie durante a divulgação de Quando os Homens São Homens, de Robert Altman, no início dos anos 1970. Na ocasião, Christie relatou a Ebert uma história curiosa envolvendo outro grande filme que ela fez pouco antes, O Mensageiro, de Joseph Losey.

A história é sobre a venda da obra, da MGM para a Columbia. Segundo Ebert, Christie estava feliz com o desfecho do caso, pois gostava do filme, “muito pessoal e onírico”.

Aubrey [Jim Aubrey, então presidente da MGM] o viu [o filme] e ficou furioso. Ele não podia acreditar. Sem sexo, sem violência, ninguém tirando a roupa. A MGM iria lançá-lo no mercado e se livrar dele. Losey o convenceu a vendê-lo para outro distribuidor e a Columbia o comprou. E então ganhou o Festival de Cannes! (…) Deus, você pode imaginar como Aubrey deve se sentir agora?

Na ocasião, em Cannes, O Mensageiro venceu filmes como A Longa Caminhada, Morte em Veneza e Johnny Vai à Guerra. No ano seguinte, recebeu 12 indicações ao Bafta, vencendo em quatro categorias, e uma indicação ao Oscar, a de atriz coadjuvante para Margaret Leighton.

Os depoimentos de Beatty e Christie a Ebert foram publicados em agosto de 1971 e podem ser lidos aqui. Acima, Christie em cena de O Mensageiro; abaixo, no mesmo filme, ao lado do ator Dominic Guard.

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