Uma femme fatale infantil

Uma acompanhante andrógina, uma femme fatale infantil. Inocência pura, sexo puro, pragmatismo puro, ela representa a nova mulher. É apenas uma performance cinematográfica. Brooks não precisa atuar, apenas agir como ela mesma. Mas Brooks também brilha como uma grande atriz. Sua versatilidade permite que ela lide com as nuances psicológicas. Brooks repetidamente causa a impressão de ser uma folha em branco. Uma criatura intuitiva com uma inteligência alerta. Brooks está além de ser manipuladora, está além do bem e do mal. Inteligência e hedonismo não se excluem. Nada nela era misterioso e era isso que assustava os alemães da época. A presença de Louise era um espelho que refletia seus próprios vícios.

Do documentário From Caligari to Hitler, de Rüdiger Suchsland, a partir da obra de Siegfried Kracauer, em trecho sobre a presença de Louise Brooks. Acima e abaixo, a atriz em A Caixa de Pandora, de Georg Wilhelm Pabst.

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