Punhalada de erotismo

Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, foi exibido pela primeira vez na noite de encerramento do Festival de Cinema de Nova York, em 14 de outubro de 1972. Essa data deveria se tornar um marco na história do cinema, comparável ao 29 de maio de 1913 na história da música, quando A Sagração da Primavera foi apresentada pela primeira vez. Não houve qualquer manifestação, e ninguém arremessou nada na tela, mas acho que é justo dizer que a plateia estava em estado de choque: Último Tango em Paris causa a mesma excitação hipnótica que a Sagração, tem a mesma força primitiva, a mesma punhalada de erotismo. A ruptura finalmente chegou aos filmes.

Pauline Kael, crítica de cinema (texto reproduzido na Revista Piauí, na ocasião da morte de Maria Schneider, com a tradução de Paula Scarpin; março de 2011; leia aqui). Abaixo, Marlon Brando e Schneider ao fundo.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

Veja também:
Bernardo Bertolucci (1941–2018)

2 comentários sobre “Punhalada de erotismo

  1. Acho inaceitável uma critica dessas logo depois da morte de Maria Schneider. Um desrespeito, uma cusparada nojenta na cara de uma mulher que teve a vida destroçada depois das filmagens que incluíram um estupro em cena, planejado e executado por Bertolucci e Brando como um artificio de linguagem narrativa.

    Nojo de BB e MB! NOJO!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s