O corredor em que Scorsese entrou e não saiu mais

Eu assisti ao filme e comecei a sentir como se estivesse lá, no filme, com esse rapaz, enquanto ele entrava em um lugar que era proibido. Era proibido. Foi o primeiro papel de James Dean e você tinha que olhar para ele. Não conseguia tirar os olhos dele. E ele atuou de uma maneira como se não desse a mínima ao que você pensasse dela. Ele devia ter uns 23 anos quando fez o filme, mas, na tela, ele era um adolescente que entrou sorrateiramente num mundo adulto e depois ousou ir o mais longe possível… pelo corredor. Para mim, isso instantaneamente se tornou o corredor mais importante. Ele entrou e me levou com ele. O que acontecia lá [depois do corredor, no quarto da mãe]? Ela havia usado morfina ou heroína? Por que as mãos dela estavam tão nuas? Parecia profano e até uma blasfêmia, porque ela era a mãe dele, e era uma prostituta.

Martin Scorsese, cineasta, em depoimento no documentário Uma Carta para Elia, do qual é o diretor (disponível na coleção Filme Noir vol. 5; Versátil Home Vídeo). Acima, James Dean, como Cal Trask, sendo expulsa da sala da mãe e, abaixo, ainda no corredor.

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