Como Wim Wenders salvou Dennis Hopper

Eu vim de Apocalypse Now para fazer O Amigo Americano com Wim [Wenders] e, quando saí das selvas das Filipinas, Wim me descreveu como tendo feridas da selva por todo o meu corpo. Então ele me deu um corte de cabelo e me colocou em um homburg. Foi como estar em uma nevasca – você está perdido, você vai morrer e, de repente, este cão São Bernardo chamado Wim vem com conhaque no pescoço e salva sua vida. E foi assim que me senti sobre a situação na época.

 

(…)

 

Na minha maneira ingênua, achei que os artistas tinham o direito de beber e usar drogas e experimentar e levar uma vida que envolvesse esse tipo de experiência. Porque a leitura não era suficiente para mim, eu queria experimentar coisas. Eu queria saber o que Van Gogh sentiu quando cortou sua orelha. Eu queria saber o que essas coisas, esses intensos tipos de extremos eram. E eu descobri.

Dennis Hopper, ator e cineasta, em entrevista à revista eletrônica The Talks, no Festival de Cannes de 2008 (leia aqui em inglês; a tradução é deste site). Acima, Wenders e Hopper durante as filmagens de O Amigo Americano.

Veja também:
O filme que ensinou Wim Wenders a fazer cinema

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