Sete bons filmes brasileiros recentes e “terrivelmente liberais”

O pesadelo da “arte com filtro” volta a assombrar o Brasil. O episódio cheira à censura, outra tentativa de frear um cinema considerado “degenerado”, à contramão de certa “gente de bem”, guardiã da moral e dos bons costumes. A lista abaixo mostra que alguns dos melhores filmes brasileiros recentes podem assustar políticos conservadores e retrógrados.

Longa vida ao cinema brasileiro sem filtro!

A Febre do Rato, de Cláudio Assis

A história de um grupo de amigos que vive à margem, livre, entre sexo e poesia. O protagonista é justamente um poeta anarquista que convida os outros a se rebelarem contra tudo e todos. Filme libertário e original.

Tatuagem, de Hilton Lacerda

Jovem soldado vai a um cabaré composto por artistas livres e se apaixona por um deles. A relação de ambos cresce à medida que o ambiente do menino mostra-se cada vez mais repressivo, na época da Ditadura Militar.

Boi Neon, de Gabriel Mascaro

O velho e o novo Brasil na tela. A história de pessoas à estrada, entre madeira, animais, ao som dos escapamentos de caminhão, da narração da vaquejada. Um pouco bruto, erótico, também sensível e belo.

Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert

História de identidade, do garoto que descobre que sua mãe de criação não é sua mãe biológica. Atordoado, ele resolve confrontar a nova família e eliminar traços que possam defini-lo com facilidade. 

Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé

As vidas por trás de uma ocupação. Histórias humanas de pessoas que entraram em confronto com o Estado, em imagens reais, em mistura aberta com o documentário. O filme de Caffé não esconde que tem lado.

Aquarius, de Kleber Mendonça Filho

A última moradora de um antigo prédio recebe propostas para vender seu apartamento. Os compradores querem derrubar o imóvel, erguer outro, à medida que a mulher – que venceu um câncer- resiste e luta.

Divino Amor, de Gabriel Mascaro

Em um futuro próximo, o Brasil aproxima-se da teocracia. A amor a Deus está em todos os lugares. A protagonista é uma evangélica fervorosa que, a certa altura, descobre-se grávida – e sozinha.

Veja também:
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho
Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé

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