Bastidores: Boneca de Carne

Todos os grandes cineastas aspiram libertar-se das exigências dramáticas e sonham em fazer um filme sem progressão, sem psicologia, onde o interesse dos espectadores seria suscitado por meios outros que mudanças de lugar e de tempo, a astúcia de um diálogo, entradas e saídas dos personagens. Um Condenado à Morte Escapou, Lola Montès, A Mulher Desejada e Janela Indiscreta subiram bem alto nesse pau de sebo, cada um à sua maneira.

Em Boneca de Carne Kazan conseguiu quase perfeitamente – graças ao poder de uma direção de atores única no mundo – impor um filme dessa natureza, escarnecendo dos sentimentos expostos e analisados nos filmes habituais.

François Truffaut, cineasta e crítico de cinema, em Os Filmes de Minha Vida (Editora Nova Fronteira; pgs. 147 e 148; a crítica é de 1957). Abaixo, Elia Kazan dirige Carroll Baker e Eli Wallach.

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