O adulto Steven Spielberg

A Lista de Schindler foi o único dos meus filmes que eu não me importei se as pessoas iam ou não gostar. Se ia fazer dinheiro ou não. Foi o único filme, a única vez na minha vida. Eu não poderia não me preocupar com essas coisas nos anos 80. Foi preciso que eu tivesse filhos. Foi preciso que eu me tornasse um pai para os meus filhos, um pai que ia ter de responder quando eles me perguntassem sobre o Holocausto. Esse foi meu modo de responder aos meus filhos. Eu falo muito melhor através do cinema do que com palavras.

(…)

Eu não poderia ter feito A Lista de Schindler se eu não tivesse feito A Cor Púrpura e Império do Sol. A Cor Púrpura, por exemplo, foi um filme totalmente centrado nos atores. Nada de efeitos especiais. Nada de truques. Apenas personagens, 100% personagens – o primeiro que fiz sem nenhum outro artifício para vender a ideia do filme. Mas se as pessoas acreditam que me tornei adulto apenas com A Lista de Schindler, não vou reclamar. Fico feliz que elas façam essa associação de ideias. Tenho muito orgulho desse filme.

Steven Spielberg, cineasta, em entrevista à jornalista Ana Maria Bahiana em A Luz da Lente – Conversas com 12 Cineastas Contemporâneos (Editora Globo; pg. 157). A entrevista foi realizada em 1994. Abaixo, Spielberg nos bastidores de A Cor Púrpura, Império do Sol e A Lista de Schindler, respectivamente.

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