Os filmes de Bong Joon-ho

São os monstros – humanos ou criaturas – que marcam os filmes de Bong Joon-ho. Da Coreia do Sul, o cineasta firmou um olhar autoral. Seus filmes mesclam violência a personagens errantes, um pouco cômicas, às vezes verdadeiras demais. Recentemente, Joon-ho dirigiu Okja, produzido pela Netflix e pivô de um debate no Festival de Cannes, quando salas de cinema da França se recusaram a distribuir um filme lançado simultaneamente na plataforma de vídeo sob demanda.

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Memórias de um Assassino (2003)

Em uma pequena cidade da Coreia do Sul, um policial local une-se a um policial da cidade para tentar encontrar um assassino em série. Surgem alguns suspeitos, homens são presos, mas a investigação não avança. Ao tentarem descobrir o caso, esses agentes de segurança acabam traídos por si próprios: apelam à violência.

O Hospedeiro (2006)

Um monstro emerge de um rio escuro e segue rumo à multidão desesperada. A cena impressiona. Ao mesmo tempo em que trabalha com o cinema de gênero, Joon-ho aposta em suas costumeiras esquisitices. Na trama, uma menina é raptada pelo monstro e membros de sua família resolvem enfrentá-lo.

Tokyo! (2008) (episódio Shaking Tokyo)

O diretor coreano divide esse filme, feito em três histórias, com outros dois cineastas de talento: Michel Gondry e Leos Carax. Seu episódio, o último, é talvez o melhor dos três. Narra o cotidiano de um rapaz que vive trancado em sua casa, isolado dos outros há 10 anos. Sua vida muda quando conhece uma entregadora de pizza.

Mother – A Busca Pela Verdade (2009)

Uma mãe (Kim Hye-ja) segue caminho tortuoso para tentar tirar o filho da cadeia, acusado de matar uma garota após uma noite de bebedeira. Como em Memórias de um Assassino, o espectador não encontra as respostas que deseja – tampouco personagens heroicas. Grande filme que coloca em xeque a sanidade de seus seres.

Expresso do Amanhã (2013)

No mundo congelado e futurista em que se desenrola essa ficção científica, homens travam uma batalha de classes no interior de um trem em constante movimento. No fundo está a ralé, vigiada por soldados armados; nos primeiros vagões, a classe dominante. Um trem do futuro que reflete apenas o passado.

Okja (2017)

Outro filme de monstro do diretor sul-coreano. Dessa vez, um monstro bondoso, o porco Okja, fruto do experimento de uma grande empresa de carne. Quando esse animal é retirado de sua floresta e da companhia de uma menina, tem início a aventura que envolve interesses financeiros, ações de ambientalistas e, claro, amizade.

veja também:
Os filmes de Leos Carax

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