Os filmes de Todd Haynes

A ousadia de filmes como Veneno e Não Estou Lá divide espaço na filmografia de Haynes com o melodrama à maneira de Douglas Sirk, com os preconceitos da sociedade americana, em obras como Longe do Paraíso e Carol. Um diretor mutante e capaz de retirar interpretações inesquecíveis de seus elencos. Abaixo, o blog traz seus principais trabalhos para o cinema.

Veneno (1991)

O longa-metragem de estreia de Haynes deixa claro seu lado experimental: são três histórias visualmente distintas, a partir de textos de Jean Genet, em cores e em preto e branco. Em uma delas, um homem faz uma experiência científica e fica leproso; em outra, um presidiário tem experiências homossexuais e lembra o passado; na terceira, o cineasta desenvolve um falso documentário sobre um garoto que fugiu de casa.

veneno

Mal do Século (1995)

Após trabalhar com Robert Altman e Louis Malle, Julianne Moore encara uma personagem desafiadora no grande filme de Haynes. Poderoso mergulho no mal-estar social criado na América rica e branca dos anos pós-Aids, a partir da paranoia de pessoas que pensavam estar doentes. Na pele de uma dama da alta sociedade, Moore é a personagem central que entra em processo de loucura e se isola.

mal do século

Velvet Goldmine (1998)

O cenário é a Inglaterra dos anos do glam rock, no início dos anos 70, tempo de artistas como David Bowie e Iggy Pop. Os excessos, as frases de efeito, as drogas: uma reunião de situações fortes, às vezes engraçadas, quando ter estilo era uma forma de viver. Em paralelo, nos anos 80, um jornalista tenta investigar o que teria ocorrido a uma das lendas dessa época – em uma narrativa que remete a Cidadão Kane.

velvet goldmine

Longe do Paraíso (2002)

A inspiração é Douglas Sirk e seus inesquecíveis melodramas feitos para a Universal nos anos 30. Seus ingredientes estão ali: o amor proibido, a sociedade preconceituosa e repressiva, o falso belo mundo por trás das grandes casas, em bairros abastados. Julianne Moore volta a brilhar no papel da mulher que descobre a atração do marido por outros homens, ao mesmo tempo em que recebe a visita de um belo jardineiro.

longe do paraíso

Não Estou Lá (2007)

Parte dos fãs de Bob Dylan não aceitava sua conversão à guitarra elétrica. E isso é representado pelo momento em que o artista atira contra seus espectadores. Para diferentes fases de sua vida, diferentes atores. Estão por ali Christian Bale, Richard Gere, Heath Ledger e Cate Blanchett. A última tem um momento iluminado na pele do músico (indicada ao Oscar de atriz coadjuvante), em passagens em preto e branco.

não estou lá

Carol (2015)

O diretor retorna à América de hipocrisia e repressão ao abordar o caso de amor entre duas mulheres, a Carol do título, vivida por Blanchett, e a Therese de Rooney Mara. Verdadeira batalha de interpretações, enquanto a primeira luta com seus problemas familiares (com o marido, sua família, seu passado) e a segunda tenta se descobrir. Bela história sobre o universo feminino, com alta dose de sensibilidade.

carol

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