Marginais e cafajestes

Se Cabo Frio é nossa Saint Tropez, como diz ironicamente o personagem Vavá, tanto na Paris de Acossado como no Rio de Janeiro de Os Cafajestes há um submundo pulsante, que movimenta a vida dessas metrópoles, frequentando, e muitas vezes penetrando, sua face legal, de trabalho, famílias e instituições diversas. Assim, marginais e cafajestes convivem prosaicamente com “pessoas de bem”, trabalhadores nos espaços urbanos. Propondo certo apagamento na distinção entre ficção e documentário, a trama ficcional vai sendo tecida no domínio do real, com a câmera construindo os cenários da narrativa na percepção da cidade e dos seus habitantes na lida cotidiana de suas vidas anônimas.

Maria do Socorro Silva Carvalho, em seu artigo Cafajestes e seus tiros no sol – cinema brasileiro e nouvelle vague, publicado em Estudos de Cinema Socine VII, da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual). Abaixo, Jece Valadão e Norma Bengell em Os Cafajestes.

os cafajestes

 

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