Bastidores: Ilha do Medo

Alguns filmes são crucificados de forma injusta. É o caso de Ilha do Medo, de Martin Scorsese. Obra complexa à primeira vista, cujo sentido é mais claro em um segundo olhar. E é justamente nesse ponto que a observação do próprio Scorsese faz sentido: ou se embarca ou não. Parece não haver meio-termo.

É sobre a morte, ou sobre como um homem encontra sua fuga para não encará-la. Ele é Andrew Laeddis (Leonardo DiCaprio), mas chamado por todos de Teddy Daniels, personagem que criou a si mesmo. Embarca-se, então, no olhar do homem louco – ou iluminado. Fortes são os que ficam para sofrer com seus traumas ou os que encontram caminhos alternativos para lidar com a dor?

A pergunta talvez ajude a entender parte do ódio à obra: é sempre complicado quando um filme entrega tal protagonista, e quando muda tanto em tão pouco tempo. Um homem louco talvez seja tudo o que o espectador não queira. Com ele, tem-se sempre a inconstância, o caminho duvidoso, a paranoia.

ilha do medo

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