Os filmes de Xavier Dolan

Com cinco filmes na carreira, o canadense Xavier Dolan não fez pouco. Afinal, trata-se de um realizador de apenas 26 anos. Sua obra é frequentemente considerada histérica, com personagens feitas de gritos e explosões. São histórias tem a família ao fundo, também questões que envolvem a homossexualidade. Devido ao sucesso e aos vários prêmios na bagagem, o pequeno notável assinará em breve sua primeira produção americana. A expectativa é grande.

Eu Matei Minha Mãe (2009)

O jovem cineasta também acumula aqui o papel central, o roteiro, a co-produção e o figurino da obra. Com apenas 19 anos, faz um pouco de tudo. O filme foi um sucesso. Às vezes é leve, amoroso, e em outros momentos tem lá seus exageros. É sobre um garoto e sua relação tumultuada com a própria mãe (Anne Dorval).

eu matei minha mãe

Amores Imaginários (2010)

A evolução é evidente: do drama com tons escuros, passa à comédia leve. Há quem veja toques de Almodóvar por aqui. Dois amigos (um deles vivido pelo próprio diretor) estão apaixonados pelo mesmo rapaz, interpretado por um menino indecifrável, Niels Schneider, renovação do Tadzio de Morte em Veneza – mas de forma alegre.

amores imaginários

Laurence Anyways (2012)

Mais uma obra madura, forte, dessa vez com a sexualidade assumindo importância central para Dolan. O protagonista, o professor Laurence, resolve se transformar: certo dia, passa a vestir roupas femininas, adere a outro universo. Nem todo mundo aceita. E há aqueles que estranham a mudança, como sua amada Fred (Suzanne Clément).

laurence anyways1

Tom na Fazenda (2013)

Trata-se do melhor momento de Dolan, curiosamente o único filme do cineasta ainda não lançado comercialmente no Brasil. É o mais duro, o mais direto. Envolve um rapaz (Dolan, de novo) que vai ao velório do companheiro, em ambiente rural, estranho, e ali se cerca de problemas ao se envolver com a família do morto.

tom na fazenda

Mommy (2014)

Mesmo de fora do Oscar de filme estrangeiro, valeu a Dolan o prêmio do Júri em Cannes (dividido com Godard e seu Adeus à Linguagem). Mais uma vez, o cineasta retorna à difícil relação entre mãe e filho, como em seu trabalho de abertura. Mas vai além: insere mais uma personagem nessa relação, a vizinha. O resultado surpreende.

mommy

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