A arte da vagabundagem

Há um artigo, no jornal de hoje, que explica muito bem o que foi Boudu. É a definição de “vagabundagem” pelas autoridades policiais de Los Angeles. A definição é: “ficar à toa, ficar andando, estacionar indefinidamente, andar ou dirigir ao acaso sem objetivo justificável de um ponto de vista legal”. Em Boudu, conto a história de um homem que corresponde exatamente a essa definição de vagabundo. Acho que a vagabundagem está na base de qualquer grande civilização. Se pensarmos na história do mundo, uma de suas aventuras mais extraordinárias é a história da civilização grega. E que faziam os gregos na Ágora? Vagabundavam, nem mais nem menos. O resultado se chama Péricles, Aristófanes, Platão… A vagabundagem é essencial. Meu filme Boudu é apenas a história de um homem vagabundando.

Jean Renoir, sobre seu grande filme Boudu Salvo das Águas. Trecho extraído do artigo Como realizei Boudu, em Film Society Review, publicado em fevereiro de 1967 e mais tarde no livro O Passado Vivo (Editora Nova Fronteira).

boudu salvo das águas

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